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	<title>Arquivos Bancos - Sindicato dos Bancários</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários</description>
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		<title>Plantão Jurídico acontece nesta quarta-feira (19)</title>
		<link>https://bancarios.com.br/plantao-juridico-acontece-nesta-quarta-feira-19-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2026 13:07:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Buscando garantir os direitos aos sindicalizados, o Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região, disponibiliza atendimento jurídico aos associados, esclarecendo dúvidas sobre direitos trabalhistas e ações judiciais. Nesta quarta-feira (19), o advogado Bruno Amazonas, do escritório Higino e Amazonas, estará de plantão para tratar de assuntos do direito trabalhista. Os agendamentos devem ser &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" class=" wp-image-73110 alignleft" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-10.04.33-2-300x300.jpeg" alt="" width="331" height="331" /></p>
<p>Buscando garantir os direitos aos sindicalizados, o Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região, disponibiliza atendimento jurídico aos associados, esclarecendo dúvidas sobre direitos trabalhistas e ações judiciais.</p>
<p>Nesta quarta-feira (19), o advogado Bruno Amazonas, do escritório Higino e Amazonas, estará de plantão para tratar de assuntos do direito trabalhista.</p>
<p>Os agendamentos devem ser feitos com a secretaria, pelo WhatsApp (77) 3424-7186 ou pelos telefones (77) 3424-1620/3424-2062.</p>
<p>O SEEB/VCR também disponibiliza um WhatsApp para atendimento do setor Jurídico, de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 14h às 18h. O número é (77) 98115-2694.</p>
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		<title>Santander nega avanços em reivindicações econômicas</title>
		<link>https://bancarios.com.br/santander-nega-avancos-em-reivindicacoes-economicas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Aug 2026 10:54:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>As cláusulas econômicas e sindicais da minuta de reivindicações foram os temas centrais da rodada de negociação específica entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) e a direção do Santander, realizada nesta terça-feira (12/8), em São Paulo. Esta é a quarta reunião da campanha nacional 2026 para debater a renovação do Acordo Coletivo de &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" class="aligncenter wp-image-73083 " src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/08/12.8.26_4_negociacao_santander_2_45d7a.jpg" alt="" width="792" height="594" /></p>
<p>As cláusulas econômicas e sindicais da minuta de reivindicações foram os temas centrais da rodada de negociação específica entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) e a direção do Santander, realizada nesta terça-feira (12/8), em São Paulo. Esta é a quarta reunião da campanha nacional 2026 para debater a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos funcionários.</p>
<p>No debate das questões econômicas, a representação dos trabalhadores defendeu a criação de um auxílio mobilidade/combustível, por meio de cartão para custear despesas com transporte, combustível e estacionamento. A proposta foi negada pelo banco.</p>
<p>A COE também reivindicou o custeio integral, pelo Santander, das certificações e atualizações da Anbima, além de apoio financeiro para cursos de atualização, extensão, congressos e seminários e a criação de uma bolsa de férias.</p>
<p>Sobre as certificações, o banco afirmou que já realiza o pagamento aos bancários de cargos elegíveis que obtêm aprovação nas provas. Em relação às possíveis mudanças nas regras da Anbima, o Santander informou que avaliará eventuais alterações após a oficialização das novas normas. As demais reivindicações de qualificação foram negadas.</p>
<p><b>Representação sindical</b></p>
<p>No bloco sindical, os trabalhadores reivindicaram que dirigentes sindicais liberados tenham acesso aos canais internos do banco, além do fornecimento periódico de informações funcionais e da negociação prévia em processos de reorganização ou reestruturação que possam afetar coletivamente os empregados.</p>
<p>O Santander ficou de avaliar a possibilidade técnica de permitir que os dirigentes sindicais acessem os aplicativos internos ou de ampliar os limites de acesso no portal de Pessoas, ao qual eles já têm acesso.</p>
<p>O diretor do Sindicato dos Bancários da Bahia, Adelmo Andrade, participou da rodada de negociação, e informou que ainda foram debatidas a manutenção e o aprimoramento das regras para acesso das entidades sindicais aos locais de trabalho e aos trabalhadores do presencial e do teletrabalho, além de incentivo à sindicalização.</p>
<p>A próxima rodada de negociação entre a COE e o Santander será realizada no dia 19 de agosto e terá o Programa Próprio de Remuneração Santander (PPRS) como tema principal.</p>
<p><strong>Fonte: FEEB BA/SE</strong></p>
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		<title>Bancos frustram bancários e não trazem índice de reajuste salarial</title>
		<link>https://bancarios.com.br/bancos-frustram-bancarios-e-nao-trazem-indice-de-reajuste-salarial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Aug 2026 10:39:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Diante da enrolação da Fenaban, Comando Nacional convoca assembleias em todo país dia 17 de agosto, para deliberação da categoria sobre a proposta dos banqueiros e paralisação dia 20 Os bancos não apresentaram índice de reajuste na sétima rodada de negociações da Campanha Nacional Unificada, realizada nesta quinta-feira (13), na capital paulista, frustrando toda a categoria. A &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="news-details__intro-text">
<p><em><strong>Diante da enrolação da Fenaban, Comando Nacional convoca assembleias em todo país dia 17 de agosto, para deliberação da categoria sobre a proposta dos banqueiros e paralisação dia 20</strong></em></p>
</div>
<div class="news-details__image"><img loading="lazy" class="aligncenter wp-image-73079 size-large" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-13-at-17.00.19-1024x571.jpeg" alt="" width="618" height="345" /></div>
<div class="news-details__main-content">
<div class="news-details__main-text visible">
<p>Os bancos não apresentaram índice de reajuste na sétima rodada de negociações da Campanha Nacional Unificada, realizada nesta quinta-feira (13), na capital paulista, frustrando toda a categoria.</p>
<p>A proposta dos banqueiros foi de congelamento do piso de ingresso para os novos bancários e reajustes diferenciados para três faixas salariais, mas sem dizer quais seriam os parâmetros dessas faixas e nem os percentuais que seriam definidos para cada uma delas.</p>
<p>A negociação, iniciada por volta das 10h da manhã, terminou às 18h. Durante os debates, a Fenaban chegou a propor reduzir o valor dos vales refeição e alimentação nas cidades do interior, isso porque, segundo a federação, são localidades do país com custos de alimentação menores. Somente nas grandes capitais os vales poderiam ter aumento.</p>
<p><strong>“Eles não querem aumentar o custo, querem simplesmente usar o mesmo valor pago hoje com os vales, tirando de alguns trabalhadores para pagar para outros, como se alguns pudessem comer melhor que outros”</strong>, criticou a coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira.</p>
<p>A representação dos banqueiros chegou, ainda, a ameaçar ir ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) caso não houvesse acordo para os modelos de reajustes propostos. Mas, depois de um intervalo durante a negociação de hoje, recuou.</p>
<p><strong>“O setor bancário lucro R$ 174 bilhões ano passado. Não tem sentido apresentar uma proposta rebaixada. Por que não tirar dos altos executivos, então, para pagar o reajuste que a categoria bancária exige e tem de direito?”</strong>, rebateu Juvandia, lembrando que a remuneração média per capita anual paga à diretoria estatutária dos três maiores bancos privados do país chegará a R$ 12,5 milhões em 2026.<strong> “Esse valor é mais de 120 vezes superior à remuneração anual de um escriturário, considerando salário, 13º, férias, tíquetes e PLR. É uma diferença salarial que mostra onde os bancos estão escolhendo concentrar a renda”</strong>, completou.</p>
<p>A dirigente destacou ainda que o lucro por empregado nos bancos é de 438 mil e nas cooperativas é 173 mil, uma diferença de 153% em favor dos bancos. Em outras palavras, os bancários são muito mais produtivos e lucrativos.</p>
<p><strong>“Eles ficam alegando uma concorrência que não existe, para um setor altamente concentrado”</strong>, pontuou. <strong>“Não aceitaremos retirada de direitos. Vamos defender a minuta aprovada pelos bancários e bancárias, por aumento real, valorização nos pisos, tíquetes, PLR e criação de um piso para os trabalhadores de TI”</strong>, concluiu.</p>
<h2>Assembleia na segunda-feira (17)</h2>
<p>Diante da enrolação dos banqueiros, o Comando Nacional dos Bancários convocará assembleias em todo país para a próxima segunda-feira, 17 de agosto, para que a categoria delibere sobre o modelo de reajuste, divisão da categoria e congelamento de piso, propostos pela Fenaban. A assembleia também irá deliberar sobre o dia nacional de mobilização, com paralisação nas bases na quinta-feira, 20 de agosto.</p>
<p><strong>“Vamos mobilizar toda a categoria. A divisão dos trabalhadores por faixa salarial representa um ataque a nossa unidade. Vamos intensificar a mobilização, com assembleias em todo o país, para que os trabalhadores possam discutir e deliberar sobre os próximos passos. Vamos levar às assembleias a proposta de uma paralisação de 24 horas na próxima quinta-feira. É fundamental que toda a categoria participe, se mobilize, rejeite esta proposta de modelo de reajuste e mostre aos bancos que não vamos aceitar retrocessos”</strong>, enfatizou a presidenta do Sindicato e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro.</p>
<h2>Próxima negociação</h2>
<p>A próxima negociação da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026 está agendada para a próxima terça-feira, 18 de agosto.</p>
<p><strong>Fonte: Contraf CUT</strong></p>
</div>
</div>
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			</item>
		<item>
		<title>Negociação: bancos querem rebaixar tíquetes e piso</title>
		<link>https://bancarios.com.br/negociacao-bancos-querem-rebaixar-tiquetes-e-piso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Aug 2026 18:37:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Comando Nacional dos Bancários, obviamente, não aceitou o modelo e cobra aumento real, valorização da PLR (Participação nos Lucros e Resultados), do piso e vales alimentação e refeição para todos. A negociação está em pausa e retorna agora à tarde.  Na sétima rodada de negociação, nesta quinta-feira (13/08), em São Paulo, os bancos, além &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<header class="sc-5836b2ba-0 KjFEM"><em><strong>O Comando Nacional dos Bancários, obviamente, não aceitou o modelo e cobra aumento real, valorização da PLR (Participação nos Lucros e Resultados), do piso e vales alimentação e refeição para todos. A negociação está em pausa e retorna agora à tarde. </strong></em></p>
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<div><img loading="lazy" class="aligncenter wp-image-73076 size-full" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/08/IMAGEM_NOTICIA_335.jpg" alt="" width="900" height="530" /></div>
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<div class="sc-bae5a3a5-3 hPEvTM">
<p>Na sétima rodada de negociação, nesta quinta-feira (13/08), em São Paulo, os bancos, além de não apresentarem índice de aumento, tiveram o desplante de propor um modelo de reajuste com salários diferenciados. Quer dizer, apostam na divisão da categoria, que tem a unidade como marca registrada.<br />
A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) propôs valores diferenciados dos tíquetes refeição e alimentação conforme o estado e o município. Em muitos casos, o bancário passaria a receber menos do que hoje. Um absurdo inaceitável, principalmente por se tratar de um setor que tem patrimônio líquido de R$ 1,2 trilhão, valor atingido no ano passado.<br />
O Comando Nacional dos Bancários, obviamente, não aceitou o modelo e cobra aumento real, valorização da PLR (Participação nos Lucros e Resultados), do piso, vales alimentação e refeição para todos. A negociação está em pausa e retorna agora à tarde.</p>
<p><strong>Fonte: Bancários Bahia</strong></p>
</div>
</div>
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			</item>
		<item>
		<title>Inteligência artificial já é pauta sindical, alerta Contraf-CUT em debate latino-americano</title>
		<link>https://bancarios.com.br/inteligencia-artificial-ja-e-pauta-sindical-alerta-contraf-cut-em-debate-latino-americano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Aug 2026 13:39:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Almir Aguiar destaca impactos da digitalização sobre emprego, relações de trabalho e direitos e defende que trabalhadores participem das decisões sobre novas tecnologias A inteligência artificial (IA) e a digitalização estão transformando o mundo do trabalho em uma velocidade que ainda não é acompanhada pelo movimento sindical. Para enfrentar esse cenário, é necessário ampliar o &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="news-details__intro-text">
<p><em><strong>Almir Aguiar destaca impactos da digitalização sobre emprego, relações de trabalho e direitos e defende que trabalhadores participem das decisões sobre novas tecnologias</strong></em></p>
</div>
<div class="news-details__image"><img loading="lazy" class="aligncenter wp-image-73061 size-large" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-10-at-12.13.08-1024x571.jpeg" alt="" width="618" height="345" /></div>
<div class="news-details__main-content">
<div class="news-details__main-text visible">
<p>A inteligência artificial (IA) e a digitalização estão transformando o mundo do trabalho em uma velocidade que ainda não é acompanhada pelo movimento sindical. Para enfrentar esse cenário, é necessário ampliar o debate, formar dirigentes e, principalmente, garantir que os trabalhadores tenham participação nas decisões sobre a implantação de novas tecnologias.</p>
<p>Essa foi uma das principais conclusões da participação do secretário de Combate ao Racismo da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Almir Aguiar, no Workshop sobre Digitalização e Emprego na América Latina, realizado nos dias 6 e 7 de agosto, na sede da Fundação Ford, no Rio de Janeiro.</p>
<p>Organizado pela Global Fund for a New Economy, Labora e Workers Horizons, o encontro reuniu lideranças sindicais, acadêmicas e representantes da sociedade civil de diversos países latino-americanos para dois dias de debates e construção de estratégias diante dos impactos das novas tecnologias sobre o emprego, as relações de trabalho e os direitos.</p>
<p>Um dos dados apresentados durante o encontro ajuda a dimensionar o desafio: segundo representante da Confederação Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras das Américas (CSA), apenas 16% das centrais sindicais da América Latina debatem temas relacionados à inteligência artificial.</p>
<p>Para Almir, o número revela a urgência de colocar o tema no centro da agenda sindical. “A inteligência artificial está avançando numa velocidade muito maior do que o debate no mundo sindical. Precisamos compreender essas transformações, formar nossos dirigentes e, principalmente, levar a IA para a mesa de negociação coletiva. Não podemos permitir que decisões sobre tecnologias que afetam empregos, salários e condições de trabalho sejam tomadas sem a participação dos trabalhadores.”</p>
<h2><strong>Algoritmos também podem reproduzir desigualdades</strong></h2>
<p>Outro ponto de preocupação apresentado durante o workshop foi o risco de que sistemas de inteligência artificial reproduzam ou aprofundem desigualdades já existentes na sociedade.</p>
<p>Os participantes discutiram, por exemplo, ferramentas utilizadas em processos seletivos capazes de analisar comportamento, gestos, olhar, expressões e outras características dos candidatos. O debate chamou atenção para os possíveis vieses raciais e de gênero incorporados aos sistemas automatizados de seleção.</p>
<p>Também foram apresentados exemplos de possíveis discriminações em processos de contratação nos Estados Unidos e experiências envolvendo plataformas digitais na América Latina. Entre as preocupações está a possibilidade de algoritmos distribuírem oportunidades de trabalho de maneira desigual entre homens e mulheres ou entre trabalhadores brancos e negros.</p>
<p>Para Almir, a tecnologia não pode ser utilizada para reproduzir preconceitos presentes nas bases de dados utilizadas para desenvolver os sistemas. “O algoritmo não pode se transformar em uma nova ferramenta de discriminação. Se uma tecnologia reproduz racismo, desigualdade de gênero ou qualquer outra forma de exclusão, precisamos ter mecanismos de transparência, fiscalização e responsabilização. O trabalhador tem o direito de saber quais critérios estão sendo utilizados para tomar decisões que interferem na sua vida profissional.”</p>
<p>A preocupação com a discriminação algorítmica ganha uma dimensão ainda maior quando sistemas automatizados passam a participar de decisões que envolvem contratação, promoção, avaliação de desempenho e distribuição de oportunidades.</p>
<h2><strong>Regulamentação precisa acompanhar avanço tecnológico</strong></h2>
<p>A necessidade de regulamentar a inteligência artificial também esteve no centro das discussões. O desafio é permitir o desenvolvimento tecnológico sem abrir mão da proteção de direitos fundamentais, privacidade, segurança, ética e responsabilização pelas decisões tomadas com auxílio de sistemas automatizados.</p>
<p>Os debates mostraram que a discussão vai além das relações tradicionais de trabalho. Questões envolvendo veículos autônomos, plataformas digitais e utilização de IA na área da saúde também demonstram a necessidade de estabelecer responsabilidades humanas e institucionais diante de decisões mediadas por novas tecnologias.</p>
<p>Para o movimento sindical, a regulamentação precisa acompanhar o avanço tecnológico, garantindo mecanismos de controle social e proteção das pessoas.</p>
<h2><strong>Bancários já vivem os efeitos da transformação</strong></h2>
<p>Durante o workshop, Almir Aguiar apresentou a experiência dos trabalhadores do sistema financeiro brasileiro, uma categoria que já convive diariamente com os efeitos da digitalização e da inteligência artificial.</p>
<p>Abertura de contas, contratação de empréstimos e realização de investimentos pelo celular reduziram a necessidade de atendimento presencial. Chatbots e assistentes virtuais passaram a executar parte do atendimento aos clientes. Ao mesmo tempo, sistemas automatizados são utilizados na análise de documentos, conferência de dados, processamento de operações, concessão de crédito, identificação de fraudes e personalização de ofertas.</p>
<p>A transformação também alterou a própria organização do trabalho. Plataformas digitais passaram a ser utilizadas para trabalho remoto, gestão de equipes, acompanhamento de desempenho e monitoramento da produtividade.</p>
<p>Esse processo tem consequências diretas para o emprego bancário, com redução de postos de trabalho, fechamento de agências e substituição de atividades anteriormente realizadas por trabalhadores.</p>
<h2><strong>Caso Itaú mostra riscos do monitoramento digital</strong></h2>
<p>Entre os exemplos apresentados por Almir esteve o processo de demissões realizado pelo Itaú em setembro de 2025, envolvendo trabalhadores que atuavam em regime remoto ou híbrido.</p>
<p>Segundo informações divulgadas à época e denunciadas pelas entidades sindicais, mais de mil trabalhadores foram desligados em um processo no qual dados obtidos por ferramentas de monitoramento da atividade nos computadores corporativos tiveram papel relevante na avaliação da produtividade.</p>
<p>O episódio provocou reação do movimento sindical e ampliou o debate sobre os limites do monitoramento digital e o uso de métricas automatizadas para avaliar o desempenho dos trabalhadores.</p>
<p>Para Almir, o caso demonstra os riscos de transformar informações produzidas por sistemas digitais em critérios determinantes para decisões sobre a vida profissional. “O caso do Itaú é um alerta muito concreto. Não podemos aceitar que o trabalhador seja reduzido a uma métrica produzida por um software. Tecnologia pode auxiliar a organização do trabalho, mas não pode substituir o diálogo, desconsiderar a realidade da jornada ou servir como instrumento de vigilância excessiva e demissão.”</p>
<h2><strong>Negociação coletiva é ferramenta para proteger trabalhadores</strong></h2>
<p>Apesar dos desafios, a experiência da categoria bancária também demonstra que a negociação coletiva pode estabelecer limites para o uso das novas tecnologias e garantir direitos aos trabalhadores.</p>
<p>A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários já possui garantias relacionadas às novas formas de organização do trabalho. Entre elas estão 12 cláusulas que regulamentam o teletrabalho, além de regras relacionadas à cobrança de metas por mensagens e aplicativos e à proteção do direito à desconexão.</p>
<p>A categoria também conquistou proteção contra formas invasivas de vigilância, como a proibição do uso de câmeras para monitoramento permanente do trabalhador dentro de sua residência.</p>
<p>Outra conquista é a verba de requalificação profissional para trabalhadores desligados, atualmente de R$ 2.415,68, além de iniciativas de capacitação e criação de oportunidades diante das transformações tecnológicas.</p>
<p>Também foram desenvolvidos cursos de qualificação para mais de 3 mil mulheres na área de Tecnologia da Informação (TI), além de iniciativas de requalificação e informações aos bancários sobre possibilidades de realocação em novas funções.</p>
<p>Um dos avanços considerados mais importantes é a criação de uma Mesa de Negociação Permanente para discutir os impactos da inteligência artificial e de outras tecnologias, com calendário definido de negociações.</p>
<h2><strong>“Inteligência artificial também é pauta sindical”</strong></h2>
<p>Para Almir Aguiar, a experiência dos bancários demonstra que o movimento sindical não pode esperar que os efeitos das novas tecnologias apareçam para depois tentar enfrentá-los.</p>
<p>A participação dos trabalhadores deve acontecer desde o momento em que novas ferramentas são planejadas e implantadas, discutindo seus impactos sobre emprego, qualificação profissional, jornada, saúde, privacidade, igualdade de oportunidades e condições de trabalho.</p>
<p>“Não somos contra a inteligência artificial nem contra os avanços tecnológicos. O que defendemos é que essa transformação seja negociada e tenha o ser humano no centro das decisões. Se a tecnologia aumenta a produtividade e a riqueza das empresas, os trabalhadores também precisam participar desses benefícios. Inteligência artificial também é pauta sindical e precisa estar na negociação coletiva.”</p>
<p>O workshop reforçou a necessidade de ampliar a articulação entre as organizações sindicais da América Latina para enfrentar os impactos da transformação tecnológica de forma coordenada.</p>
<p>Para a Contraf-CUT, o desafio não é impedir a chegada das novas tecnologias, mas garantir que o futuro do trabalho seja construído com participação dos trabalhadores, assegurando emprego, direitos, igualdade, proteção social, qualificação profissional e trabalho decente.</p>
<p><strong>Fonte: Contraf CUT</strong></p>
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		<title>Trabalhadores vão às ruas no dia 10 de agosto pelo fim da escala 6&#215;1</title>
		<link>https://bancarios.com.br/trabalhadores-vao-as-ruas-no-dia-10-de-agosto-pelo-fim-da-escala-6x1/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 10:50:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bancos]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Contraf-CUT fortalece chamada de centrais sindicais: proposta é fortalecer pressão sobre o Senado, na data que marca o retorno das atividades do Congresso Nacional A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) reforça a chamada da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais centrais sindicais para que trabalhadores e trabalhadoras realizem, na próxima segunda-feira &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="news-details__intro-text">
<p><em><strong>Contraf-CUT fortalece chamada de centrais sindicais: proposta é fortalecer pressão sobre o Senado, na data que marca o retorno das atividades do Congresso Nacional</strong></em></p>
</div>
<div class="news-details__image"><img loading="lazy" class="aligncenter wp-image-73038 size-large" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Fotos-contraf-_58_-1024x571.jpg" alt="" width="618" height="345" /></div>
<div class="news-details__main-content">
<div class="news-details__main-text visible">
<p>A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) reforça a chamada da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais centrais sindicais para que trabalhadores e trabalhadoras realizem, na próxima segunda-feira (10), manifestações em todo o país pelo fim da escala 6&#215;1.</p>
<p>O Congresso Nacional retomará no mesmo dia suas atividades, após o período de recesso. Assim, o objetivo dos movimentos sociais com as manifestações é reforçar a pressão para que o Senado vote a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 221/19, já aprovada na Câmara dos Deputados, e que determina a redução da jornada de 44h para 40h semanais e a garantia de dois dias semanais de descanso remunerados sem redução salarial.</p>
<p>A pauta ganha urgência diante da articulação de cerca de 40 senadores que tentam derrubar a PEC 221 a partir de uma proposta alternativa (PEC nº 12/2026) e que ganhou dos movimentos sociais os apelidos de &#8220;PEC das Horas Trabalhadas&#8221; ou &#8220;PEC da Escravidão&#8221; porque, além de não garantir o descanso semanal, cria o regime de pagamento por horas trabalhadas e diminui verbas rescisórias como férias, 13º salário e FGTS.</p>
<p>Bem-estar da população no centro do debate sobre o trabalho</p>
<p>Os dirigentes da Contraf-CUT defendem que a mudança da escala é, antes de tudo, questão de saúde pública, diante de pesquisas que mostram que a <a href="https://contrafcut.com.br/noticias/fim-da-escala-6x1-oit-e-oms-relacionam-jornadas-longas-e-pouco-descanso-semanal-com-aumento-do-adoecimento/" target="_blank" rel="noopener">escala 6&#215;1 é exaustiva e adoece a classe trabalhadora</a>. Logo, o estabelecimento de uma escala com período maior de descanso é fundamental para garantir a saúde física e mental, além de fortalecer laços sociais e de convivência com familiares e de promover melhorias do status social, por permitir que o trabalhador tenha mais tempo livre para os estudos.</p>
<p>Todos ganham com essa mudança</p>
<p>O movimento sindical também desconstrói o argumento de que a redução de horas traria prejuízos à economia indicando que experiências internacionais e em empresas brasileiras mostram que a redução da escala 6&#215;1 melhora a produtividade, porque trabalhadores menos sobrecarregados e com melhor qualidade de vida produzem com mais eficiência, inovação e com muito menos índices de absenteísmo e adoecimento ocupacional.</p>
<h2>Pressão total sobre o Senado e dados do mercado</h2>
<p>A proposta original conta com o respaldo de mais de 70% da população em pesquisas de opinião e ganha o reforço das ferramentas de mobilização digital. A CUT e a Contraf-CUT incentivam o uso da plataforma Na Pressão (napressao.org.br), onde é possível verificar o posicionamento de cada senador (a favor, contra ou indeciso) e enviar mensagens diretamente aos gabinetes.</p>
<p>Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) reforçam a necessidade da mudança no Brasil:</p>
<p>•             Jornadas extensas: 64% dos trabalhadores formais e 75% dos contratados via CLT cumprem mais de 40 horas semanais. Cerca de 20 milhões de pessoas trabalham entre 45 e 48 horas (ou mais) por semana.</p>
<p>•             Deslocamento: Além da jornada formal, 8,7 milhões de trabalhadores gastam mais de uma hora diária no transporte para ir e voltar do trabalho, sendo que 1,3 milhão leva mais de duas horas no trajeto.</p>
<p>•             Média nacional: A média de horas trabalhadas no país é de 39,1 horas semanais. Setores mais eficientes e tecnológicos já operam com jornadas entre 33 e 40 horas sem perda de rendimento.</p>
<p><em>*Com informações da CUT </em></p>
<p><strong>Fonte: CONTRAF CUT</strong></p>
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		<title>Banco Central reduz Selic para 14% ao ano, mas juros seguem elevados e favorecendo apenas o mercado financeiro</title>
		<link>https://bancarios.com.br/banco-central-reduz-selic-para-14-ao-ano-mas-juros-seguem-elevados-e-favorecendo-apenas-o-mercado-financeiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 10:41:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bancos]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Contraf-CUT avalia que corte é positivo, mas taxa ainda mantém o crédito caro, amplia os ganhos do sistema financeiro e reforça a necessidade de valorização dos bancários na Campanha Nacional O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (5), reduzir a taxa básica de juros (Selic) de 14,25% para 14% ao &#8230;</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://bancarios.com.br/banco-central-reduz-selic-para-14-ao-ano-mas-juros-seguem-elevados-e-favorecendo-apenas-o-mercado-financeiro/">Banco Central reduz Selic para 14% ao ano, mas juros seguem elevados e favorecendo apenas o mercado financeiro</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://bancarios.com.br">Sindicato dos Bancários</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="news-details__intro-text">
<p><em><strong>Contraf-CUT avalia que corte é positivo, mas taxa ainda mantém o crédito caro, amplia os ganhos do sistema financeiro e reforça a necessidade de valorização dos bancários na Campanha Nacional</strong></em></p>
</div>
<div class="news-details__image"><img loading="lazy" class="aligncenter wp-image-73022 size-large" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2025-07-30-at-15.39.14-1024x571.jpeg" alt="" width="618" height="345" /></div>
<div class="news-details__main-content">
<div class="news-details__main-text visible">
<p>O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (5), reduzir a taxa básica de juros (Selic) de 14,25% para 14% ao ano. Este é o quarto corte consecutivo promovido pela autoridade monetária e ocorre em um cenário de desaceleração da inflação. Apesar da redução, a taxa continua em um patamar elevado, mantendo o Brasil entre os países com os maiores juros reais do mundo.</p>
<p>A decisão foi unânime e, segundo o Banco Central, reflete a desaceleração da inflação e os primeiros sinais de arrefecimento da atividade econômica. Ainda assim, a instituição evitou sinalizar novos cortes nas próximas reuniões, afirmando que a continuidade do ciclo dependerá da evolução da inflação, do cenário internacional e das condições da economia brasileira.</p>
<p>Para a Contraf-CUT, o corte representa um avanço, mas ainda insuficiente para reduzir de forma significativa o custo do crédito para famílias e empresas e estimular o crescimento econômico.</p>
<p>&#8220;A redução da Selic é positiva, mas uma taxa de 14% ao ano ainda impõe um custo muito elevado para quem precisa de crédito, desestimula investimentos e limita a geração de empregos. O Brasil precisa continuar reduzindo os juros de forma responsável, acompanhando a queda da inflação, para fortalecer a economia e melhorar as condições de vida da população&#8221;, afirma o secretário de Assuntos Socioeconômicos da Contraf-CUT, Walcir Previtale.</p>
<p><strong><br />
Juros altos continuam alimentando lucros bilionários</strong></p>
<p>Para a Confederação, a manutenção da Selic em níveis elevados também ajuda a explicar os resultados extraordinários registrados pelos grandes bancos brasileiros. Com o dinheiro mais caro, as instituições financeiras ampliam suas receitas com operações de crédito e aplicações em títulos públicos, preservando elevados níveis de rentabilidade mesmo em períodos de desaceleração da economia.</p>
<p>Os balanços divulgados pelos principais bancos ao longo deste ano confirmam essa realidade: enquanto seguem registrando lucros bilionários, as instituições continuam fechando agências, reduzindo postos de trabalho e aumentando a sobrecarga das equipes.</p>
<p>Esse cenário também está no centro da Campanha Nacional dos Bancários 2026. A categoria reivindica aumento real dos salários, valorização dos trabalhadores, melhores condições de trabalho e avanços nas cláusulas sociais. Até o momento, porém, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ainda não apresentou respostas às reivindicações econômicas da categoria.</p>
<p>&#8220;É contraditório que os bancos apresentem resultados tão expressivos e, ao mesmo tempo, resistam a reconhecer quem produz essa riqueza. Os bancários são fundamentais para esses resultados e esperam da Fenaban uma proposta que contemple aumento real, valorização dos salários e avanços nas demais reivindicações da campanha nacional. Não faltam recursos aos bancos; falta disposição para distribuir de forma mais justa os ganhos obtidos&#8221;, destaca Walcir Previtale.</p>
<p><strong>O que muda com a Selic em 14%</strong></p>
<p>A Selic é a principal referência para as taxas de juros cobradas em empréstimos, financiamentos e diversas modalidades de crédito. Quando ela cai, a tendência é que o custo do dinheiro diminua gradualmente para consumidores e empresas, embora esse movimento não aconteça de forma imediata.</p>
<p>Na prática, uma taxa de 14% ao ano significa que o crédito continua caro. Financiamentos imobiliários, empréstimos pessoais, crédito para empresas e financiamentos de veículos permanecem com juros elevados, limitando o consumo das famílias e os investimentos produtivos.</p>
<p>Ao mesmo tempo, aplicações financeiras indexadas à Selic e ao CDI, como Tesouro Selic e CDBs, continuam oferecendo elevada rentabilidade aos investidores.<br />
Inflação desacelera, mas Banco Central mantém cautela<br />
O Copom informou que a decisão foi influenciada pela desaceleração da inflação. O IPCA-15 de julho registrou alta de apenas 0,06%, reduzindo a inflação acumulada em 12 meses para 4,52%, índice ainda ligeiramente acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.</p>
<p>Apesar da melhora dos indicadores, o Banco Central afirmou que seguirá acompanhando atentamente o comportamento da inflação, da atividade econômica e do cenário internacional antes de promover novos cortes.</p>
<p>Entre os fatores de preocupação estão as tensões geopolíticas, a volatilidade dos preços das commodities e a condução da política monetária nas principais economias do mundo.</p>
<p><strong>Redução dos juros é importante para trabalhadores e para o país</strong></p>
<p>Na avaliação da Contraf-CUT, a continuidade da redução da Selic é fundamental para estimular o crescimento econômico, ampliar os investimentos produtivos, fortalecer a geração de empregos e reduzir o custo do crédito para a população.</p>
<p>A Confederação ressalta, entretanto, que a política monetária precisa caminhar ao lado da valorização do trabalho. Em um momento em que os bancos seguem acumulando lucros bilionários, a expectativa da categoria é que a Fenaban apresente propostas compatíveis com essa realidade nas mesas de negociação da Campanha Nacional dos Bancários.</p>
<p>Para a entidade, não há justificativa para que instituições que seguem entre as empresas mais lucrativas do país resistam a atender reivindicações como aumento real dos salários, valorização dos trabalhadores e melhoria das condições de trabalho. Afinal, são justamente os bancários e bancárias que garantem, todos os dias, os resultados expressivos divulgados pelo setor financeiro.</p>
<p><strong>Fonte: Contraf CUT</strong></p>
</div>
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		<title>Financiários definem prioridades para a Campanha Nacional 2026</title>
		<link>https://bancarios.com.br/financiarios-definem-prioridades-para-a-campanha-nacional-2026/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 10:36:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bancos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Maior Conferência Nacional da história da categoria aprova minuta de reivindicações construída a partir de participação recorde na Consulta Nacional A minuta de reivindicações das financiárias e dos financiários para a Campanha Nacional 2026 foi aprovada nesta quinta-feira (6), durante a 8ª Conferência Nacional dos Financiários, realizada na sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores do &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="news-details__intro-text">
<p><em><strong>Maior Conferência Nacional da história da categoria aprova minuta de reivindicações construída a partir de participação recorde na Consulta Nacional</strong></em></p>
</div>
<div class="news-details__image"><img loading="lazy" class="aligncenter wp-image-73018 size-large" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-06-at-13.38.38-1024x768.jpeg" alt="" width="618" height="464" /></div>
<div class="news-details__main-content">
<div class="news-details__main-text visible">
<p>A minuta de reivindicações das financiárias e dos financiários para a Campanha Nacional 2026 foi aprovada nesta quinta-feira (6), durante a 8ª Conferência Nacional dos Financiários, realizada na sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), em São Paulo. O documento reúne as principais demandas da categoria para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e será submetido à aprovação em assembleias antes de ser entregue à Federação Interestadual das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi), dando início às negociações.</p>
<p>A edição de 2026 entrou para a história como a maior Conferência Nacional dos Financiários já realizada, reunindo representantes de todo o país para definir coletivamente as prioridades da campanha. O recorde de participação reforçou o compromisso da categoria com a construção de uma pauta alinhada à realidade dos trabalhadores e ao fortalecimento da negociação coletiva.</p>
<p>Esta também é a primeira campanha realizada integralmente com a nova data-base da categoria, fixada em 1º de outubro, mudança conquistada na Campanha Nacional de 2024 e que passou por um período de transição no ano passado.</p>
<p>As prioridades da categoria foram definidas a partir da Consulta Nacional aos Financiários 2026, realizada entre 6 e 31 de julho. O levantamento registrou 601 respostas em todo o país, crescimento superior a 230% em relação à consulta de 2024.</p>
<p>O recorde de participação na conferência foi acompanhado por um resultado histórico também na consulta, que alcançou o maior número de respostas desde sua criação, fortalecendo a legitimidade da pauta que será defendida pela Comissão Nacional dos Financiários nas negociações com a Fenacrefi.</p>
<p>Além da consulta, a minuta incorporou as contribuições apresentadas pelos representantes das federações e sindicatos durante os dois dias de conferência, que debateram temas como saúde dos trabalhadores, organização do trabalho, perfil da categoria e cenário econômico do setor.</p>
<p>Para o diretor executivo da Contraf-CUT e coordenador da Comissão Nacional dos Financiários, Jair Alves dos Santos, a ampla participação da categoria fortalece a legitimidade da pauta que será levada à mesa de negociação. &#8220;A pauta aprovada reflete aquilo que os financiários apontaram como prioridade. Entraremos na mesa de negociação com legitimidade e responsabilidade para defender a valorização da categoria, melhores condições de trabalho, proteção à saúde e a ampliação dos direitos.&#8221;</p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter wp-image-73019 size-large" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-06-at-13.38.37-1024x768.jpeg" alt="" width="618" height="464" /></p>
<p>Entre as prioridades econômicas aprovadas estão o aumento real dos salários, o reajuste diferenciado para o vale-alimentação (VA) e o vale-refeição (VR), o aumento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), a valorização do piso salarial e o aperfeiçoamento do Plano de Cargos e Salários.</p>
<p>Nas cláusulas sociais, os financiários definiram como prioridades a estabilidade no emprego, a manutenção dos direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho, a ampliação das políticas de igualdade de oportunidades, melhorias nas condições de trabalho, fortalecimento da previdência complementar e medidas para prevenir o adoecimento e combater todas as formas de assédio no ambiente de trabalho.</p>
<p>Durante a conferência, os participantes também analisaram estudos apresentados pelo Dieese e pela Secretaria de Saúde da Contraf-CUT, que revelaram um setor altamente concentrado economicamente e marcado pela intensificação do trabalho. Os dados mostram crescimento do número de financiários, mas também a persistência das desigualdades salariais entre homens e mulheres e o avanço dos afastamentos relacionados à saúde mental, reforçando a necessidade de incluir o tema entre as prioridades da campanha.</p>
<p>A secretária do Ramo Financeiro da Contraf-CUT, Talita Regia da Silva, destacou que o encerramento da conferência representa o início de uma nova etapa da mobilização da categoria. &#8220;Encerramos a maior Conferência Nacional dos Financiários da nossa história. Esse recorde de participação demonstra que a categoria está mobilizada, quer participar das decisões e fortalece ainda mais a legitimidade da pauta que vamos levar à mesa de negociação. Agora, nossa responsabilidade é transformar essa força em conquistas para todos os financiários.&#8221;</p>
<p>Com a aprovação da Conferência Nacional, a minuta de reivindicações será submetida às assembleias da categoria. Após a aprovação pelos trabalhadores, a pauta será entregue à Federação Interestadual das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi), marcando o início das negociações para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos financiários.</p>
<p>Ao encerrar os trabalhos, os delegados reafirmaram o compromisso de manter a mobilização durante toda a Campanha Nacional 2026. A expectativa é de que a ampla participação registrada na conferência e na Consulta Nacional fortaleça a categoria nas negociações com a Fenacrefi em defesa da valorização dos financiários, da manutenção dos direitos e da conquista de melhores condições de trabalho.</p>
<p><strong>Fonte: Contraf CUT</strong></p>
</div>
</div>
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		<item>
		<title>Assinatura do acordo de PLR marca início da Campanha Específica dos funcionários do BNDES</title>
		<link>https://bancarios.com.br/assinatura-do-acordo-de-plr-marca-inicio-da-campanha-especifica-dos-funcionarios-do-bndes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 10:41:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bancos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://bancarios.com.br/?p=72969</guid>

					<description><![CDATA[<p>Acordo mantém teto de 4,5 salários e modelo baseado em metas; representação dos trabalhadores já cobra mudanças no modelo da PLR e inicia negociações da pauta específica de reivindicações A assinatura do Acordo Coletivo de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) dos funcionários do Sistema BNDES marcou o início da Campanha Específica 2026. O acordo &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="news-details__header">
<div class="news-details__post-info">
<div id="share" class="share__container" data-image="" data-title="" data-url=""><em>Acordo mantém teto de 4,5 salários e modelo baseado em metas; representação dos trabalhadores já cobra mudanças no modelo da PLR e inicia negociações da pauta específica de reivindicações</em></div>
</div>
</div>
<div class="news-details__body">
<div class="news-details__image"><img loading="lazy" class="aligncenter wp-image-72970 size-large" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BNDES-1024x571.png" alt="" width="618" height="345" /></div>
<div class="news-details__main-content">
<div class="news-details__main-text visible">
<p>A assinatura do Acordo Coletivo de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) dos funcionários do Sistema BNDES marcou o início da Campanha Específica 2026. O acordo mantém o teto de pagamento equivalente a 4,5 salários e preserva o modelo de distribuição vinculado ao cumprimento de metas, aprovado em assembleia pelos trabalhadores.</p>
<p>Logo após a formalização da PLR, representantes dos trabalhadores e da direção do banco realizaram a primeira rodada de negociação da pauta específica de reivindicações da categoria.</p>
<p>Durante a reunião, também foi definido o cronograma das próximas mesas de negociação e a ordem dos temas que serão debatidos. As discussões começarão pelas cláusulas sindicais, seguidas pelos temas de saúde e segurança, cláusulas gerais, direitos trabalhistas, cláusulas institucionais, vale-transporte e aplicação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Paralelamente, serão discutidas as novas cláusulas aprovadas nas plenárias dos funcionários, que abrangem saúde, educação, diversidade, carreira, remuneração e governança.</p>
<p>Um dos principais pontos levantados pela representação dos trabalhadores é a necessidade de revisar o modelo de distribuição da PLR. Segundo os dirigentes sindicais, o formato atual, totalmente vinculado ao desempenho por metas, pode gerar distorções entre diferentes áreas do banco.</p>
<p>&#8220;A assinatura do acordo garante a manutenção da PLR, mas seguimos preocupados com o atual modelo de distribuição. Queremos iniciar desde já um debate com o banco para construir uma nova modelagem, que amplie a distribuição e ofereça mais garantias ao funcionalismo. Já tivemos situações em que setores inteiros ficaram sem receber ou receberam valores inferiores por não atingirem determinadas metas. Esse não é um modelo justo para os trabalhadores&#8221;, afirma Vinícius Assumpção, vice-presidente da Contraf-CUT.</p>
<p>As próximas reuniões entre a representação dos trabalhadores e o banco já estão agendadas para os dias 7 e 11 de agosto, ambas em formato virtual. A expectativa é avançar na negociação da pauta específica e manter o funcionalismo informado sobre cada etapa do processo.</p>
<p>A Contraf-CUT, em conjunto com os sindicatos e as entidades representativas dos empregados do Sistema BNDES, acompanhará todas as negociações e divulgará os desdobramentos da campanha. Conforme a evolução das discussões, poderão ser convocadas novas plenárias e assembleias para debater os temas em negociação e deliberar sobre os próximos passos da mobilização.</p>
<p><strong>Fonte: CONTRAF CUT</strong></p>
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		<title>Campanha Nacional: bancos se comprometem a apresentar proposta geral às reivindicações da categoria no dia 13</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 11:44:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Expectativa de bancários e bancárias é por aumento real, valorização da PLR, aumento maior nos tickets refeição e alimentação e no piso da categoria A sexta rodada de negociações da Campanha Nacional Unificada, realizada nesta terça-feira (4), foi marcada por críticas da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ao conjunto das cláusulas econômicas, da minuta de &#8230;</p>
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<p>Expectativa de bancários e bancárias é por aumento real, valorização da PLR, aumento maior nos tickets refeição e alimentação e no piso da categoria</p>
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<div class="news-details__image"><img loading="lazy" class="aligncenter wp-image-72967 size-large" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-04-at-16.28.25-1024x571.jpeg" alt="" width="618" height="345" /></div>
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<div class="news-details__main-text visible">
<p>A sexta rodada de negociações da Campanha Nacional Unificada, realizada nesta terça-feira (4), foi marcada por críticas da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ao conjunto das cláusulas econômicas, da minuta de reivindicações da categoria bancária.</p>
<p>A Fenaban também sugeriu que a PLR não deveria ser reajustada, uma vez que os bancos possuem programas próprios de remuneração variável, apontando que o lucro do setor bancário está sofrendo com a escalada de concorrência com outros atores no sistema financeiro nacional.</p>
<p>O Comando Nacional das Bancárias e dos Bancários rebateu, deixando claro que a PLR não se relaciona com os programas próprios e que não abre mão da valorização da PLR.<strong> “Os programas próprios não podem substituir a PLR. Cada banco define seu programa próprio, o que tem a ver, em alguns casos, com a venda de produtos. São importantes, mas são complementares, e nem podem substituir ou serem usados para reduzir o valor da PLR”</strong>, destacou a coordenadora do Comando, Juvandia Moreira.</p>
<p>O movimento sindica registrou que, ainda que Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) preveja a possibilidade de distribuir até 15% do lucro líquido, os grandes bancos privados distribuem, em média, um percentual bem menor: 5,9%.</p>
<p>Quanto às críticas da Fenaban ao conjunto das cláusulas econômicas, o Comando rebateu que a minuta reflete as reivindicações de diversos segmentos do setor bancário. <strong>“Inclusive, a minuta é uma defesa contra o movimento, iniciado em meados da década da 1990, por vários setores, de redução da remuneração fixa (direta ou indireta), que vem sendo substituída pela remuneração variável que, no geral, é baseado em metas e pressão”</strong>, completou Juvandia Moreira, que também é presidenta da Contraf-CUT.</p>
<p>Após um pedido de pausa para almoço, a Fenaban retornou dizendo que irá apresentar, na próxima rodada de negociações, dia 13 de agosto, uma proposta geral para todas as reivindicações, incluindo reajustes na remuneração, igualdade de oportunidades, saúde e condições de trabalho.</p>
<h2>A massa salarial caiu, mas os lucros dos bancos aumentaram</h2>
<p>Entre os principais pontos de reivindicação da categoria nas cláusulas econômicas estão o aumento real (reposição da inflação mais 5% de reajustes) nos salários e demais verbas; valorização da PLR; aumento maior para va/vr; adoção do salário mínimo necessário do Dieese (R$ 7.999,44) como piso da categoria; e criação de um piso para os profissionais da TI.<strong></p>
<p>&#8220;A expectativa da categoria é grande por aumento real, valorização da PLR, aumento maior nos tickets refeição e alimentação e no piso da categoria. Os bancários também exigem o fim das demissões em massa e do fechamento de agências”</strong>, observou Juvandia. <strong>&#8220;A categoria vem sofrendo uma contínua perda de massa salarial, agravada pela redução dos postos de trabalho. Desde 2014, a massa salarial real dos bancários acumula queda de 17%, sendo que, apenas no último ano, a retração foi de 2%, evidenciando o impacto das demissões e da redução do emprego sobre a renda dos trabalhadores&#8221;</strong>, reforçou a dirigente.</p>
<p>O movimento sindical destacou ainda que, em 2025, as receitas de tarifas dos cinco maiores bancos cobriram 123% das despesas com o pessoal, incluindo PLR. Ou seja, com o que cobraram dos clientes, os bancos pagaram no ano passado toda a despesa de pessoal, inclusive PLR, com sobra equivalente a 23%. Quando retirada a PLR da conta, essa cobertura sobe para 142%.</p>
<p><strong>Dados sobre a realidade financeira dos bancos:</strong></p>
<p>&#8211; Em 2025, juntos, os cinco maiores bancos lucraram R$ 124 bilhões.<br />
&#8211; Considerando todo o setor, o lucro líquido registrado foi de R$ 171 bilhões.<br />
&#8211; O patrimônio líquido do setor bancário atingiu, no ano passado, o montante de R$ 1,2 trilhão.</p>
<p><strong>Rentabilidade dos bancos e seus concorrentes, em 2025:</strong></p>
<p>&#8211; Quase 60% de todo o patrimônio de um grupo de 164 bancos analisados estavam concentrados em instituições, que obtiveram rentabilidade entre 10% e 30% ao ano &#8211; considerados resultados excepcionais para a conjuntura.<br />
&#8211; Embora 17% dos bancos (cerca de 28 instituições) tenham registrado resultado negativo (prejuízo), eles representam apenas 1% do dinheiro total do setor.</p>
<p>Já, entre as 181 instituições de pagamentos (IPs), concorrentes dos bancos, o cenário foi bem diferente, em 2025:</p>
<p>&#8211; A maior parte (45%) apresentou até 10% de rentabilidade.<br />
&#8211; 25% entregou rentabilidade acima de 30%.<br />
&#8211; O Nubank, sozinho, representa 21% do patrimônio líquido desse grupo de 181 instituições.<br />
&#8211; <strong>Ainda em 2025, 39% das instituições de pagamento (70 empresas) fecharam no vermelho, mostrando, portanto, que as IPs ainda não ameaçam os bancos, como a Fenaban aponta. </strong></p>
<h2>Propostas para mulheres no setor</h2>
<p>A reunião desta terça-feira (4) contou também com a participação de uma especialista convidada pela Fenaban. A consultora Carolina Cavenaghi, fundadora da Fin4She, iniciativa voltada à qualificação e ao fortalecimento da presença feminina no mercado financeiro, abordou propostas de desenvolvimento e recolocação profissional para mulheres no setor bancário.</p>
<p>Após a apresentação, o Comando Nacional reforçou que a participação das mulheres nos bancos está em queda e que elas seguem sub-representadas nos cargos de liderança.</p>
<p><strong>“A proposta de um curso de formação, sobretudo quando acompanhada de construção e formação de uma rede de apoio entre as mulheres, é importante, mas isso não é o suficiente para mudanças estruturais. Nosso desejo é que a Fenaban, também, apresente um plano de ação que corresponda às nossas reivindicações por mais contratação, igualdade de oportunidade, ascensão na carreira e salários iguais entre homens e mulheres”</strong>, completou a também coordenadora do Comando Nacional, Neiva Ribeiro.</p>
<p><strong>A seguir os principais dados de gênero nos bancos:</strong></p>
<p>&#8211; Queda de participação: de 49,1% para menos de 47%, entre 2015 e 2025.<br />
&#8211; Atualmente, em média, as mulheres bancárias ganham 18,4% a menos do que os homens.<br />
&#8211; Se nada for feito e considerando o ritmo histórico e recente (entre 2016 e 2025) de evolução, levará 40 anos para as mulheres e homens ganharem igual o setor bancário.<br />
&#8211; Em 2025, as mulheres ocupavam 47,7% dos cargos de liderança.<br />
&#8211; Entretanto, a remuneração delas nesses postos de liderança é 26% inferior à dos homens em funções similares.<br />
&#8211; Considerando o recorte racial, as pessoas negras (homens e mulheres) ocupavam 25,2% dos cargos de liderança, em 2025.<br />
&#8211; As mulheres negras (pretas e pardas) ocupavam 9,7% dos cargos de liderança.</p>
<p><strong>Fonte: Contraf CUT</strong></p>
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