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	<title>Arquivos Campanha Nacional dos Bancários 2016 - Sindicato dos Bancários</title>
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		<title>Caixa promete apresentar nova proposta para o Saúde Caixa nesta sexta (28)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2026 14:55:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Caixa Econômica]]></category>
		<category><![CDATA[Campanha Nacional dos Bancários 2016]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Caixa Econômica Federal prometeu apresentar nesta sexta-feira (28) uma nova proposta para o Saúde Caixa. O compromisso foi assumido durante a rodada de negociações realizada nesta quinta-feira (27), em São Paulo, com a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa. O banco não levou uma nova proposta para o plano de saúde à reunião &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" class="aligncenter wp-image-73214 size-large" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Negociacao-Caixa-27AGO2026-1024x571.jpeg" alt="" width="618" height="345" /></p>
<p>A Caixa Econômica Federal prometeu apresentar nesta sexta-feira (28) uma nova proposta para o Saúde Caixa. O compromisso foi assumido durante a rodada de negociações realizada nesta quinta-feira (27), em São Paulo, com a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa.<br />
O banco não levou uma nova proposta para o plano de saúde à reunião desta quinta, mas informou que, após aprofundar internamente as discussões, pretende voltar à mesa com uma alternativa mais alinhada às reivindicações das empregadas e dos empregados. Representantes da Caixa disseram avaliar que houve avanços internos e que pode estar sendo construída uma convergência com as expectativas manifestadas pela categoria.<br />
A expectativa é ainda maior porque, na negociação de terça-feira (25), a própria Caixa havia reconhecido a forte insatisfação dos empregados com as duas propostas apresentadas anteriormente e afirmado que estava reformulando o modelo para aumentar as possibilidades de aceitação. A CEE voltou a deixar claro que a solução precisa ampliar a participação financeira do banco no Saúde Caixa e não pode simplesmente transferir aos usuários o aumento das despesas do plano.<br />
“A Caixa disse que avançou internamente e que vai trazer uma proposta mais alinhada ao que as empregadas e os empregados têm reivindicado. Depois de duas propostas recusadas e de uma mobilização muito forte, o banco sabe que não há espaço para uma solução que apenas mude a forma de cobrança e continue jogando a conta para os usuários. E não estamos negociando apenas o Saúde Caixa: queremos respostas para toda a pauta aprovada no 41º Conecef”, afirmou a coordenadora da CEE/Caixa, Luiza Hansen.<br />
A pauta específica foi construída pelas empregadas e pelos empregados e aprovada no 41º Congresso Nacional das Empregadas e dos Empregados da Caixa (Conecef), realizado em junho, em São Paulo. O encontro reuniu 281 delegadas e delegados e debateu 583 propostas vindas das bases, com reivindicações sobre Saúde Caixa, carreira, remuneração variável, condições de trabalho, emprego, igualdade de oportunidades, combate ao assédio e valorização do quadro.</p>
<h2><strong>Saúde Caixa: expectativa por mudança efetiva</strong></h2>
<p>O Saúde Caixa permanece como principal impasse da negociação específica. As duas propostas apresentadas anteriormente pelo banco foram recusadas pela CEE por ampliarem significativamente o peso do plano sobre a renda dos beneficiários sem solucionar o problema central apontado pela representação dos empregados: a limitação da participação financeira da Caixa.<br />
Na primeira proposta, apresentada em 5 de agosto, o banco pretendia elevar a contribuição do titular de 3,5% para 5,5% da remuneração-base, aumentar fortemente as mensalidades dos dependentes e elevar de 7% para 14% o limite de comprometimento da renda familiar. A segunda, apresentada no dia 14, estabelecia mensalidades por faixa etária, 13 contribuições anuais, piso de R$ 400 por grupo familiar e comprometimento de até 12% da remuneração-base. Também foi recusada pela CEE por transferir custos aos usuários, enfraquecer a solidariedade e o pacto intergeracional e criar risco de saída de beneficiários.<br />
Pelo acordo vigente, a participação financeira da Caixa está limitada a 70% das despesas ou a 6,5% das folhas de pagamento e proventos, prevalecendo o menor valor. Para os titulares, o ACT estabelece contribuição mensal de 3,5% da remuneração-base, acrescida de R$ 480 por dependente direto, com teto familiar de 7%.<br />
A CEE reivindica a retirada do teto estatutário de 6,5% e o restabelecimento efetivo da proporção de custeio de 70% pela Caixa e 30% pelos beneficiários. Essa cobrança vem sendo feita desde a primeira negociação específica da campanha e foi reiterada na terça-feira, quando o banco reconheceu a insatisfação com as propostas anteriores.<br />
Para o diretor executivo da Contraf-CUT e representante da entidade na mesa de negociação, Lívio Santos e Assis, a nova proposta precisa alterar a lógica apresentada até agora.<br />
“Depois de duas propostas que aumentavam o comprometimento da renda dos usuários sem enfrentar o problema do teto de 6,5%, a Caixa sabe exatamente onde está a insatisfação. A proposta de sexta-feira precisa mudar essa lógica: ampliar a participação do banco, preservar o modelo 70/30, a solidariedade e o pacto intergeracional e impedir que o aumento dos custos do plano se transforme em perda de remuneração para empregados, aposentados e pensionistas”, afirmou.</p>
<h2><strong>PLR também preocupa empregados</strong></h2>
<p>Logo na abertura da reunião, a CEE chamou a atenção para os resultados divulgados pela Caixa nesta quinta-feira e cobrou que o banco apresente sua proposta para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A representação dos empregados demonstrou preocupação para que a redução do resultado na comparação semestral não provoque impacto excessivo sobre a PLR, lembrando que são as trabalhadoras e os trabalhadores que constroem diariamente os resultados da empresa.<br />
A Caixa registrou lucro líquido contábil de R$ 7,368 bilhões no primeiro semestre de 2026. No segundo trimestre, o lucro foi de R$ 3,899 bilhões, crescimento de 5,9% sobre o mesmo trimestre de 2025 e de 12,4% em relação aos três primeiros meses deste ano. Já o lucro líquido recorrente do semestre caiu 17,6%, de R$ 8,938 bilhões para R$ 7,368 bilhões.<br />
Representantes do banco disseram que a PLR também está sendo analisada internamente e lembraram que a negociação envolve o acordo específico sobre o tema, sinalizando que possíveis ajustes serão debatidos com a representação dos empregados.</p>
<h2><strong>CEE cobra novo PCS, PFG e mudanças nos PSIs</strong></h2>
<p>A CEE voltou a cobrar respostas para reivindicações relacionadas à carreira. Entre elas estão a construção de um novo Plano de Cargos e Salários (PCS), a revisão do Plano de Funções Gratificadas (PFG) e mudanças nos Processos Seletivos Internos (PSIs), com critérios mais objetivos e transparentes.<br />
O atual PFG é de 2010 e, para a representação dos empregados, deixou de acompanhar as profundas mudanças ocorridas na organização do trabalho. No PCS, a CEE ressaltou a situação dos empregados que chegam ao topo da carreira muito antes da aposentadoria e permanecem anos sem possibilidade de novas progressões. Também foi novamente cobrado que nenhuma alteração envolvendo caixas, tesoureiros ou outras funções seja implantada unilateralmente, sem negociação.<br />
A Caixa propôs a criação de um grupo de trabalho sobre “trajetória”, que reuniria inicialmente as discussões sobre PCS, PFG, PSI e remuneração variável. A CEE avaliou que PCS, PFG e PSI podem ser tratados de maneira articulada, mas defendeu um grupo específico para remuneração variável.<br />
A representação dos empregados também exigiu que os grupos tenham funcionamento efetivo, com composição apenas entre Caixa e Contraf-CUT, periodicidade definida, calendário de reuniões e prazo para apresentação de resultados. A CEE quer ainda que o compromisso de tratar esses temas seja incorporado ao ACT, uma vez que não haverá tempo suficiente para concluir toda a discussão sobre novos planos de carreira antes do encerramento da campanha. A Caixa ficou de avaliar a proposta de separação dos grupos.</p>
<h2><strong>Super Caixa precisa ser negociado</strong></h2>
<p>Outro tema central foi o Super Caixa. A CEE reiterou que qualquer programa que interfira na renda dos trabalhadores deve ser negociado com suas entidades representativas.<br />
Os representantes dos empregados relataram insatisfação crescente com as regras do programa, que são consideradas complexas e pouco transparentes, além de permitirem que trabalhadores deixem de receber remuneração por fatores que nem sempre estão sob seu controle. A CEE voltou a defender regras simples e conhecidas previamente, sem alterações durante o ciclo, além do princípio “vendeu, recebeu” e de um modelo que reconheça o resultado construído coletivamente.<br />
“Tudo o que interfere na renda das empregadas e dos empregados precisa passar pela mesa de negociação. Queremos construir regras mais transparentes, mais simples e mais justas, para que o trabalhador saiba o que precisa fazer e consiga acompanhar o resultado do seu trabalho”, reforçou Luiza.<br />
A insatisfação com o Super Caixa, juntamente com o impasse no Saúde Caixa e as condições de trabalho, esteve entre os principais motivos da mobilização dos empregados da Caixa na paralisação nacional do dia 20.</p>
<h2><strong>Atendimento presencial e digital</strong></h2>
<p>A organização do atendimento nas agências também ocupou parte importante da reunião. A CEE apresentou relatos de sobrecarga de empregados que precisam realizar simultaneamente atendimentos presenciais e digitais, muitas vezes sem treinamento, dimensionamento de pessoal ou estrutura física adequados.<br />
A representação dos empregados cobrou uma regra que impeça o atendimento presencial e digital simultâneo pelo mesmo trabalhador e voltou a questionar cobranças de metas e indicadores que penalizam as unidades e os empregados.<br />
A Caixa informou que 2.178 agências estão no modelo chamado de atendimento “figital” e ressaltou que a experiência ainda é considerada um projeto em implementação e sujeito a ajustes. O banco propôs uma agenda específica, logo após a conclusão do acordo coletivo, para confrontar os dados acompanhados pela área de rede com os relatos apresentados pela representação dos empregados e avaliar mudanças no modelo.<br />
A CEE diferenciou o Figital do Gênesys, já utilizado em toda a rede, e alertou que o modelo estabelece prazos para resposta ao cliente e mecanismos que podem penalizar as unidades. “Não somos contra a transformação digital. O problema é a forma como ela está sendo implantada, quando a tecnologia, em vez de facilitar o trabalho, aumenta a sobrecarga e a pressão”, afirmou Luiza.<br />
A CEE também voltou a defender o fortalecimento das Gipes (Gerências de Gestão de Pessoas), que perderam atribuições ao longo dos últimos anos. Para a representação sindical, diversas responsabilidades relacionadas à gestão de pessoal foram transferidas para gestores das unidades, que já convivem com múltiplas exigências operacionais e comerciais.</p>
<h2><strong>Avanço para empregados PCDs e com TEA</strong></h2>
<p>A Caixa apresentou ainda uma proposta para ampliar aos próprios empregados com deficiência, inclusive com Transtorno do Espectro Autista (TEA), condições especiais já previstas para trabalhadores que têm dependentes PCDs.<br />
Pela proposta debatida, empregados enquadrados poderão solicitar, conforme a necessidade identificada, redução de jornada de até 25%, flexibilização de horário ou encaminhamento para trabalho remoto, especialmente para realização de terapias. A análise deverá ser feita por equipe multidisciplinar, considerando a situação individual de cada trabalhador.<br />
O fluxo prevê que o trabalhador procure o atendimento de pessoas. Quem ainda não estiver cadastrado como PCD passará pelo novo processo de enquadramento discutido nas negociações. Uma vez reconhecida a condição, poderá solicitar as condições especiais, com avaliação multidisciplinar e retorno ao empregado e à unidade.<br />
O representante da Fetec-CUT/CN, Antonio Abdan, reconheceu o avanço, mas ressaltou que ainda há muito a fazer para que a política de inclusão produza efeitos concretos.<br />
“Avançar no enquadramento é importante, mas inclusão não se resume a reconhecer formalmente a condição de PCD. É preciso dar condições reais para que as pessoas trabalhem com dignidade, desenvolvam suas capacidades e tenham oportunidade de progredir na carreira. Não podemos, por exemplo, colocar um colega com TEA em um ambiente incompatível com suas necessidades e depois cobrar dele o mesmo resultado sem qualquer adaptação. O processo precisa funcionar efetivamente, com escuta e respeito às condições de cada pessoa”, afirmou. As intervenções na mesa registraram justamente preocupações com ambientes inadequados, dificuldades de progressão e a necessidade de tornar a política de inclusão mais efetiva.<br />
O representante da Fetrafi-SC, Edson Heemann, chamou a atenção para a necessidade de evitar que a avaliação multidisciplinar introduza subjetividade excessiva ou se transforme em obstáculo ao exercício dos direitos.<br />
“A extensão dessas condições especiais aos próprios empregados PCDs é um avanço, mas a avaliação não pode se transformar em uma nova barreira. Precisamos de critérios objetivos e previsíveis, que deem segurança ao trabalhador e respeitem o laudo e a necessidade concreta apresentada. Redução de jornada, teletrabalho, flexibilização, adaptação do ambiente ou transferência precisam ser soluções efetivas quando forem necessárias”, disse. Edson questionou durante a reunião justamente os critérios da avaliação e os mecanismos destinados a reduzir a subjetividade do processo.<br />
A Caixa afirmou que as necessidades serão avaliadas individualmente e que, quando houver indicação de transferência, a área de pessoas terá competência para viabilizá-la. O banco também se comprometeu a criar um código específico para registrar as ausências decorrentes da redução de jornada, de modo a deixar claro que se trata de um direito decorrente do enquadramento, e não de uma liberalidade do gestor.<br />
A CEE cobrou ainda critérios com o máximo de objetividade possível, ampla divulgação dos direitos e atenção às condições de acessibilidade e infraestrutura dos locais de trabalho. Para a representação sindical, o novo acordo precisa impedir que empregados sejam excluídos de oportunidades ou tenham sua capacidade profissional prejudicada pela falta de adaptações adequadas.</p>
<h2><strong>Negociação continua nesta sexta</strong></h2>
<p>A rodada terminou com a expectativa concentrada no Saúde Caixa. A previsão é de que a mesa seja retomada na manhã desta sexta-feira (28), quando a Caixa deverá finalmente apresentar a nova proposta para o plano.<br />
A CEE reforçou que avaliará o novo modelo a partir das reivindicações definidas pelos empregados: maior participação financeira da Caixa, defesa do modelo solidário e do pacto intergeracional, sustentabilidade do plano sem perda de remuneração e condições para que ativos, aposentados, pensionistas e seus dependentes possam permanecer no Saúde Caixa.<br />
Ao mesmo tempo, a representação dos empregados continuará cobrando respostas para o conjunto da pauta aprovada no 41º Conecef. “A campanha está chegando ao momento decisivo. Precisamos sair da fase de discutir problemas e transformar o diálogo em respostas concretas. Os empregados esperam avanços no Saúde Caixa, mas também na carreira, na remuneração, nas condições de trabalho, no emprego e em todas as demais reivindicações que foram construídas pela categoria e entregues à Caixa”, concluiu Luiza.</p>
<p>Fonte: Contraf.</p>
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