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	<title>Arquivos Economia - Sindicato dos Bancários</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários</description>
	<lastBuildDate>Fri, 26 Jun 2026 13:14:27 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Prévia da inflação perde força pelo 2º mês e fecha junho em 0,41%</title>
		<link>https://bancarios.com.br/previa-da-inflacao-perde-forca-pelo-2o-mes-e-fecha-junho-em-041/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 13:14:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Conta de luz foi o preço que mais pressionou o bolso no mês A prévia da inflação oficial de junho ficou em 0,41%. Esse resultado representa que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) perdeu força pelo segundo mês seguido. Em abril, o IPCA-15 tinha marcado 0,89% e, em maio, 0,62%. No &#8230;</p>
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<h3 class="dd-m-text dd-m-text--big font-MerriWeather">Conta de luz foi o preço que mais pressionou o bolso no mês</h3>
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<div class="dd-m-icon__group-icons"><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-72581 size-full" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/06/systemuploadsnews88818a8b0155fdfd202-700x460xfit-8c37a.jpg" alt="" width="700" height="460" /></div>
<div>
<p>A prévia da inflação oficial de junho ficou em 0,41%. Esse resultado representa que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) perdeu força pelo segundo mês seguido. Em abril, o IPCA-15 tinha marcado 0,89% e, em maio, 0,62%.<img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1694680&amp;o=node" /><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1694680&amp;o=node" /></p>
<p><strong>No acumulado de 12 meses, o índice soma 4,8%. Em maio, essa alta acumulada era de 4,64%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (25) pelo <a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/2376/ipca_15_2026_jun.pdf" target="_blank" rel="noopener">Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística </a>(IBGE). </strong></p>
<p>O IPCA-15 é considerado uma prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA.</p>
<p><strong>De acordo com o <a href="https://www.bcb.gov.br/content/focus/focus/R20260619.pdf" target="_blank" rel="noopener">Boletim Focus</a> da última segunda-feira (22), sondagem feita pelo Banco Central (BC) com instituições financeiras, a mediana da expectativa para a inflação oficial de junho é de 0,32%.</strong></p>
<p>Para chegar à prévia da inflação, os pesquisadores coletam preços de nove grupos de produtos e serviços. Em junho, a alta média dos alimentos e bebidas e da habitação responderam por dois terços do IPCA-15.</p>
<p><strong>Veja o comportamento dos grupos e os impactos em ponto percentual (p.p.):</strong></p>
<p>Alimentação e bebidas: 0,74% (0,16 p.p.)</p>
<p>Habitação: 0,72% (0,11 p.p.)</p>
<p>Artigos de residência: 0,36% (0,01 p.p.)</p>
<p>Vestuário: 0,45% (0,02 p.p.)</p>
<p>Transportes: -0,03% (-0,01 p.p.)</p>
<p>Saúde e cuidados pessoais: 0,47% (0,06 p.p.)</p>
<p>Despesas pessoais: 0,34% (0,04 p.p.)</p>
<p>Educação: -0,02% (0,00 p.p.)</p>
<p>Comunicação: 0,34% (0,02 p.p.)</p>
<p><strong>Alimentação em casa sobe menos</strong></p>
<p>Dentro do grupo alimentação e bebida, a alimentação no domicílio variou 0,87%. Em maio, tinha subido 1,73%<strong>.</strong></p>
<p>Os preços que mais subiram no grupo foram o da batata-inglesa (29,42%), do tomate (17,27%), do feijão-carioca (14,29%) e da cebola (9,54%).</p>
<p>O IBGE destacou que, no semestre, tomate (103,84%), cenoura (103,10%) e batata-inglesa (100,20%) mais que dobraram de preço. Alimentos são produtos que têm os custos muito relacionados a condições climáticas.</p>
<p><strong>Bandeira amarela pesa</strong></p>
<p>No grupo habitação, o custo que mais cresceu foi o da energia elétrica residencial (2,04%)<strong>.</strong> De todos os 377 produtos e serviços pesquisados, a conta de luz teve o maior impacto de alta (0,08 p.p.).</p>
<p><strong>A explicação, segundo o IBGE, está na <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2024-06/julho-tera-bandeira-amarela-na-conta-de-luz-define-aneel" target="_blank" rel="noopener">bandeira tarifária amarela</a>, com a cobrança adicional de R$ 1,885 para cada 100 quilowatt-hora (Kwh) consumidos.</strong></p>
<p>As bandeiras tarifárias são determinadas mês a mês pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Segundo a agência, a previsão de chuva abaixo de média e a expectativa de aumento do consumo de energia justificam a tarifa extra.</p>
<p>A previsão de escassez de chuvas e as temperaturas mais altas no país aumentam os custos de operação do sistema de geração de energia das hidrelétricas. Dessa forma, é necessário acionar as usinas termelétricas, que têm custo maior.</p>
<p><strong>Contribuíram também para a alta da conta de luz os reajustes tarifários em Belo Horizonte, no Recife, em Fortaleza e Salvador.</strong> Mesmo esses sendo impactos regionais, o IPCA, por ser uma média nacional, reflete os aumentos.</p>
<p>No grupo transportes, as passagens aéreas ficaram 7,24% mais caras (impacto de 0,05 p.p.).  No sentido inverso, os combustíveis recuaram 1,22% (impacto de -0,08 p.p.).</p>
<p><strong>De todo o IPCA-15, o etanol (-5,30%) e a gasolina (-0,73%) foram os preços com o maior impacto negativo (-0,04 p.p. cada). O óleo diesel recuou 1,47% em junho.</strong></p>
<p><strong>IPCA-15</strong></p>
<p>O IPCA-15 tem basicamente a mesma metodologia do IPCA, a chamada inflação oficial, que serve de base para a política de meta de inflação do governo: 3% no acumulado em 12 meses, com margem de tolerância de 1,5 p.p. para mais ou para menos.</p>
<p>A diferença entre os índices está no período de coleta de preços e na abrangência geográfica. Na prévia, a pesquisa é feita e divulgada antes mesmo de acabar o mês de referência. Em relação à divulgação atual, o período de coleta foi de 16 de maio a 16 de junho.</p>
<p>Ambos os índices levam em consideração uma cesta de produtos e serviços para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Atualmente o valor do mínimo é R$ 1.621.</p>
<p><strong>O IPCA-15 coleta preços em 11 localidades do país (as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, de Porto Alegre, Belo Horizonte, do Recife, de São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.); e o IPCA, 16 localidades (inclui Vitória, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju). O IPCA cheio de junho será divulgado em 10 de julho.</strong></p>
<p><em><strong>Fonte: CUT</strong></em></p>
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		<title>BC corta Selic para 14,25%, mas indústria ataca ritmo ‘insuficiente’</title>
		<link>https://bancarios.com.br/bc-corta-selic-para-1425-mas-industria-ataca-ritmo-insuficiente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 14:16:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apesar de trégua no Oriente Médio aliviar preços, BC mantém cautela. Para a CNI, taxa segue asfixiando a economia real e beneficia o capital especulativo O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (17) reduzir a taxa básica de juros, a Selic, em modestos 0,25 ponto percentual, levando-a de 14,50% para &#8230;</p>
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<p>Apesar de trégua no Oriente Médio aliviar preços, BC mantém cautela. Para a CNI, taxa segue asfixiando a economia real e beneficia o capital especulativo</p>
<figure id="attachment_72500" aria-describedby="caption-attachment-72500" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="wp-image-72500 size-full" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/06/New-IMAGE-5.png" alt="" width="1600" height="1066" /><figcaption id="caption-attachment-72500" class="wp-caption-text">Prédio do Banco Central em Brasília</figcaption></figure>
</div>
</div>
<div class="row row-small">
<div class="column large-12 small-12">
<div class="post-info ">
<p>O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (17) reduzir a taxa básica de juros, a Selic, em modestos 0,25 ponto percentual, levando-a de 14,50% para 14,25% ao ano. A decisão unânime marca o terceiro corte consecutivo da taxa, mas o ritmo tímido da flexibilização monetária provocou forte reação negativa de setores produtivos. Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a medida é incapaz de reverter o quadro de estagnação e segue punindo severamente empresas e famílias brasileiras. As centrais sindicais também reiteram, há meses, os efeitos perversos dos juros altos sobre o emprego e a renda dos trabalhadores.</p>
<p>A redução era amplamente precificada pelo mercado financeiro, impulsionada pelo anúncio de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã no último domingo (14). O fim das hostilidades e a consequente desobstrução do Estreito de Ormuz promoveram uma queda expressiva no preço do petróleo, aliviando as pressões inflacionárias globais. No entanto, o BC continua optando por juros estratosféricos, citando a “indefinição sobre os termos do acordo” e a aceleração da atividade doméstica no primeiro trimestre, ignorando o novo cenário geopolítico que já permite um alívio mais robusto nos custos de produção.</p>
<p><strong>Cautela excessiva e ‘superdosagem’ da medicação</strong></p>
<p>A principal crítica ao Copom reside na desconexão entre a política monetária e a realidade da economia real. Segundo a CNI, a Selic a 14,25% ao ano ainda está 3,1 pontos percentuais acima do patamar de equilíbrio (estimado em 11,1% ao ano), nível que seria suficiente para controlar a inflação sem destruir o emprego e o investimento.</p>
<p>“Enquanto os juros reais continuarem tão elevados, beneficiando diretamente o capital especulativo, o custo do crédito vai seguir inviabilizando os planos de produção e expansão da indústria”, disparou Ricardo Alban, presidente da CNI. A entidade classifica a manutenção de juros reais próximos de 10% ao ano como uma “superdosagem da medicação”. Como a política monetária é ineficaz para resolver choques de oferta — como a alta do petróleo ou quebras de safra climáticas —, manter os juros nas alturas após o início da dissolução desses choques gera custos econômicos desproporcionais sem trazer benefícios adicionais no controle de preços.</p>
<p><strong>Asfixia das famílias e recorde de inadimplência</strong></p>
<p>A Central de Trabalhadoras e Trabalhadores do Brasil (CTB) tem denunciado que o aperto monetário prolongado impõe um cenário de asfixia financeira generalizada. O Brasil fechou abril com a marca recorde de 9 milhões de CNPJs negativados, um aumento de 1,5 milhão em um ano, somando R$ 221 bilhões em dívidas. A esmagadora maioria (8,5 milhões) é composta por micro e pequenas empresas, as mais vulneráveis ao custo do crédito e as maiores geradoras de empregos no país.</p>
<p>No front das famílias, o cenário não é menos alarmante. O endividamento compromete quase 50% da renda acumulada — o maior nível da série histórica —, enquanto a inadimplência das pessoas físicas atingiu 7,2%. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (CNI) permanece abaixo de 50 pontos há 18 meses, e 64% das indústrias projetam queda na margem de lucro.</p>
<p><strong>O desperdício da oportunidade geopolítica</strong></p>
<p>A análise de mercado aponta que a curva de juros futura já precifica quedas em todos os vencimentos, refletindo o otimismo com o acordo no Oriente Médio e a desaceleração do IPCA. Economistas avaliam que o BC, ao mirar exclusivamente as expectativas de inflação de 2027 e agir com lentidão, desperdiça a janela de oportunidade aberta pela paz no Oriente Médio.</p>
<p>Ao manter a taxa em patamares que estrangulam o orçamento doméstico e encarecem a rolagem da dívida pública — que já supera 80% do PIB —, o Banco Central demonstra mais sensibilidade aos anseios do mercado financeiro do que à urgência de retomar o crescimento, o investimento produtivo e o alívio imediato para o bolso dos brasileiros. Como resume a CNI, o ciclo de cortes precisa ser intensificado urgentemente; do contrário, o país seguirá refém de um modelo que premia o rentismo em detrimento do desenvolvimento nacional.</p>
<p><em><strong>Fonte: Vermelho</strong></em></p>
</div>
</div>
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			</item>
		<item>
		<title>Dieese: salário mínimo deveria ser próximo a R$ 8 mil</title>
		<link>https://bancarios.com.br/dieese-salario-minimo-deveria-ser-proximo-a-r-8-mil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 13:38:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A cesta básica ficou mais cara e elevou o custo do sustento das famílias; para uma família de 4 pessoas, é indicado valor equivalente a 4,93 vezes o salário mínimo, de R$ 1.621 No mês de maio, o custo da cesta aumentou em todas as 27 capitais analisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="row row-small">
<div id="single-the-title" class="column large-12 small-12 text-center mt-30">
<h3>A cesta básica ficou mais cara e elevou o custo do sustento das famílias; para uma família de 4 pessoas, é indicado valor equivalente a 4,93 vezes o salário mínimo, de R$ 1.621</h3>
</div>
</div>
<div class="post--image">
<figure style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" src="https://vermelho.org.br/wp-content/uploads/2026/06/mercado.webp" alt="" width="800" height="533" /><figcaption class="wp-caption-text">Foto: Governo de Roraima</figcaption></figure>
</div>
<p>No mês de maio, o custo da cesta aumentou em todas as 27 capitais analisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A situação elevou o custo de vida na passagem de abril para maio, fazendo com que o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas chegasse a quase R$ 8 mil.</p>
<p>De acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pela entidade em parceria com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), entre abril e maio, as principais elevações do conjunto dos alimentos básicos ocorreram em Recife (8,05%), Florianópolis (7,81%), Fortaleza (7,48%), Porto Alegre (7,24%), Maceió (6,68%), João Pessoa (6,22%), Natal (6,18%), Curitiba (5,91%), Aracaju (5,39%), Teresina (5,36%), Cuiabá (5,16%) e São Paulo (5,08%), considerando que houve aumentos em todas as capitais.</p>
<p>Quando se considera o maior valor pago, São Paulo ocupa a primeira posição (R$ 952,20), seguida por Cuiabá (R$ 925,49), Rio de Janeiro (R$ 914,48) e Florianópolis (R$ 913,43). Os resultados constam na <em>Análise Mensal da Cesta Básica de Alimentos</em>, publicada na quinta-feira (11).</p>
<p>Esses aumentos percentuais atingem diretamente o custo de vida da população. Nos anos anteriores, o governo federal lançou medidas para conter a <a href="https://vermelho.org.br/2025/06/26/inflacao-desacelera-e-alimentos-tem-1a-queda-em-9-meses-apos-medidas-do-governo/">inflação dos alimentos</a> e colheu resultados positivos. No entanto, a conjuntura de 2026 tem apresentado novos desafios com a <a href="https://vermelho.org.br/2026/06/11/eua-sao-acusados-de-crime-de-guerra-apos-ataque-a-agua-no-ira/">guerra no Oriente Médio</a> e as ameaças à soberania nacional trazidas pelas confusões da família Bolsonaro, que insiste em prejudicar o país de olho nas eleições de 2026. Eduardo e <a href="https://vermelho.org.br/2026/06/03/publicacao-de-trump-expoe-traicao-de-flavio-bolsonaro-apos-taxa-de-25/">Flávio Bolsonaro agem em conluio com a extrema direita norte-americana para impor novas tarifas contra o Brasil</a>, que tem nos Estados Unidos seu segundo maior parceiro comercial.</p>
<p>Assim, o encarecimento da cesta básica, segundo o Dieese, incide diretamente no valor necessário mensal para o sustento das famílias.</p>
<p>“Com base na cesta mais cara, que, em maio, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário”, diz o documento.</p>
<p>Dessa maneira, é apontado que, no mês de maio, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.999,44 ou 4,93 vezes o mínimo reajustado em R$ 1.621.</p>
<p>No mês de abril, o valor necessário era de R$ 7.612,49, ou 4,70 vezes o piso mínimo.</p>
<p>Já em comparação com maio de 2025, há um leve recuo na proporção, pois naquela oportunidade, quando o salário mínimo estava em R$ 1.518, o valor necessário para a manutenção de uma família com quatro pessoas estava em R$ 7.528,56, ou 4,96 vezes o valor vigente na época.</p>
<p>Na referência de 12 meses, entre maio de 2025 e de 2026, quase a totalidade das capitais teve alta de preço da cesta básica, “com variações entre 0,79%, em Boa Vista, e 14,29%, em Recife”. A única capital que apresentou recuo foi São Luís, com -2,52%.</p>
<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" class="wp-image-746232" src="https://vermelho.org.br/wp-content/uploads/2026/06/image-36.png" sizes="(max-width: 886px) 100vw, 886px" srcset="https://vermelho.org.br/wp-content/uploads/2026/06/image-36.png 886w, https://vermelho.org.br/wp-content/uploads/2026/06/image-36-300x278.png 300w, https://vermelho.org.br/wp-content/uploads/2026/06/image-36-768x712.png 768w" alt="" width="886" height="821" /></figure>
<div class="row row-small">
<div class="post-info "><em><strong>Fonte: Vermelho</strong></em></div>
</div>
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			</item>
		<item>
		<title>Pobreza atinge menor nível em 13 anos nas metrópoles e mais de 10 milhões deixam condição de vulnerabilidade</title>
		<link>https://bancarios.com.br/pobreza-atinge-menor-nivel-em-13-anos-nas-metropoles-e-mais-de-10-milhoes-deixam-condicao-de-vulnerabilidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 15:33:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Crescimento da renda do trabalho impulsiona melhora social nas principais regiões urbanas do país, mas desigualdade segue elevada A taxa de pobreza nas regiões metropolitanas brasileiras caiu para 18,4% em 2025, o menor patamar da série histórica iniciada em 2012. O resultado representa uma redução expressiva da vulnerabilidade social nos principais centros urbanos do país e contribuiu para &#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="lead text-muted fw-300">
<h3>Crescimento da renda do trabalho impulsiona melhora social nas principais regiões urbanas do país, mas desigualdade segue elevada</h3>
</div>
<p><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-72444 size-full" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Populacao-no-Brasil-cresce-em-ritmo-menor-e-esta-envelhecendo.webp" alt="" width="1200" height="800" /></p>
<p class="wp-block-paragraph">A <strong><a href="https://muitainformacao.com.br/negocios/ibge-renda-das-familias-baianas-cresce-em-2025-mas-bahia-segue-entre-os-menores-rendimentos-do-brasil/">taxa de pobreza nas regiões metropolitanas brasileiras</a></strong> caiu para <strong>18,4% em 2025</strong>, o menor patamar da série histórica iniciada em 2012. O resultado representa uma redução expressiva da vulnerabilidade social nos principais centros urbanos do país e contribuiu para que mais de <strong>10 milhões de pessoas deixassem a condição de pobreza entre 2021 e 2025</strong>, segundo dados do boletim <strong>Desigualdade nas Metrópoles</strong>. As informações são da Agência Brasil.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O levantamento, produzido pelo <strong>Observatório das Metrópoles</strong>, pela <strong>Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina (RedODSAL)</strong> e pela <strong>Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS)</strong>, aponta que o principal motor dessa melhora foi o aumento da <strong>renda do trabalho</strong>, impulsionado pela ampliação das oportunidades de emprego e pela recuperação dos rendimentos da população de menor renda nas 22 regiões metropolitanas analisadas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Foi uma redução significativa. Um patamar grande, apesar do nível de pobreza ainda se manter bastante alto no conjunto das metrópoles do Brasil”, afirma o economista e sociólogo Marcelo Ribeiro, professor do Programa de Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisador do Observatório das Metrópoles.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Mercado de trabalho impulsiona redução da pobreza</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O estudo mostra que a recuperação do mercado de trabalho teve papel decisivo para a queda da pobreza observada nos últimos anos. Segundo Marcelo Ribeiro, o aumento da renda entre os trabalhadores de menor poder aquisitivo explica boa parte da melhora dos indicadores sociais.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Está muito vinculada com o fato de as pessoas mais pobres terem aumentado o seu nível de renda a partir do rendimento do trabalho”.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Na avaliação do pesquisador, os programas de transferência de renda tiveram influência limitada nesse movimento recente. Isso porque os valores pagos pelo <strong>Bolsa Família</strong> permanecem sem reajuste desde março de 2023, enquanto os ganhos provenientes do emprego e da atividade econômica continuaram avançando.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A combinação entre maior oferta de vagas, redução do desemprego e aumento dos rendimentos permitiu que milhões de brasileiros saíssem da condição de pobreza, especialmente nos grandes centros urbanos.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Renda média bate recorde histórico</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Além da redução da pobreza, o levantamento aponta um avanço importante na <strong>renda domiciliar per capita</strong> das famílias brasileiras. Em 2025, a renda média mensal por pessoa nas regiões metropolitanas alcançou <strong>R$ 2.766</strong>, o maior valor registrado desde o início da série histórica.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O crescimento demonstra uma recuperação consistente da capacidade financeira das famílias após anos marcados por crises econômicas, inflação elevada e perda de poder de compra. Mesmo assim, os desafios permanecem expressivos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O estudo revela que cerca de <strong>15,2 milhões de pessoas</strong> ainda vivem em situação de pobreza nas regiões metropolitanas. São brasileiros que sobrevivem com até <strong>R$ 729 por mês por integrante da família</strong>. Para efeito de comparação, esse contingente equivale à soma das populações dos estados do Pará, Paraíba e Sergipe.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Extrema pobreza também apresenta queda</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Os indicadores relacionados à <strong>extrema pobreza</strong> também registraram melhora. Segundo o boletim, aproximadamente <strong>2,6 milhões de pessoas</strong> vivem com renda familiar per capita de até <strong>R$ 229 mensais</strong>, parâmetro utilizado para caracterizar a condição de extrema vulnerabilidade social. O número corresponde a uma população semelhante à de capitais como <strong><a href="https://muitainformacao.com.br/negocios/salvador-tem-maior-taxa-de-desemprego-entre-capitais-e-bahia-registra-menor-taxa-da-serie-no-1o-trimestre-aponta-ibge/">Salvador</a></strong> ou<strong> Fortaleza</strong>.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Com isso, a taxa de extrema pobreza caiu para <strong>3,2%</strong> nas regiões metropolitanas brasileiras, um dos menores níveis já registrados pela pesquisa. O percentual ficou acima apenas dos observados em 2013 e 2014. Os pesquisadores avaliam que a melhora reforça o processo de recuperação econômica observado nos últimos anos, especialmente nas áreas urbanas de maior concentração populacional.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Desigualdade continua sendo desafio estrutural</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos avanços sociais, o estudo destaca que a <strong>desigualdade de renda</strong> permanece elevada nas metrópoles brasileiras. A análise utilizou o <strong>Índice de Gini</strong>, indicador internacional que mede a concentração de renda. Quanto mais próximo de 1, maior é a desigualdade existente em uma determinada sociedade. Em 2025, o índice ficou em <strong>0,511</strong>, revelando que a riqueza continua concentrada em uma parcela relativamente pequena da população.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Outro dado reforça esse cenário. Os <strong>10% mais ricos</strong> receberam, em média, <strong>16,1 vezes mais renda do que os 40% mais pobres</strong>. Segundo os autores do levantamento, embora a renda tenha crescido em praticamente todas as camadas sociais, os ganhos foram proporcionalmente maiores entre os grupos de renda mais elevada.</p>
<h3 class="wp-block-heading">Juros altos favoreceram os mais ricos</h3>
<p class="wp-block-paragraph">Para Marcelo Ribeiro, a persistência da desigualdade está diretamente relacionada à estrutura do mercado de trabalho brasileiro e ao acesso desigual aos ganhos financeiros. Segundo ele, os trabalhadores mais ricos ocupam cargos com maior exigência de escolaridade e remuneração superior.</p>
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Para os mais ricos, o mercado de trabalho tem efeito especial. Eles estão nas ocupações de maior remuneração, pois são aquelas de maior escolarização”.</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o pesquisador destaca que as elevadas taxas de juros observadas durante parte do período analisado favoreceram quem possui capacidade de investir recursos no mercado financeiro. “Somente os grupos de maior poder aquisitivo têm condições de realizar aplicações financeira. Os rendimentos deles, tanto decorrentes do trabalho quanto de aplicações financeiras, contribuíram para o aumento de renda – que foi proporcionalmente maior do que os estratos socioeconômicos mais baixos.”</p>
<h2 class="wp-block-heading">Norte e Nordeste concentram maiores índices de pobreza</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O levantamento também identificou diferenças importantes entre as regiões do país. As metrópoles localizadas no <strong>Norte</strong> e no <strong>Nordeste</strong> continuam apresentando percentuais mais elevados de pobreza quando comparadas às regiões <strong>Sul</strong>, <strong>Sudeste</strong> e <strong>Centro-Oeste</strong>.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A disparidade aparece de forma clara na comparação da renda média. Enquanto o <strong>Distrito Federal</strong> registrou renda domiciliar per capita de <strong>R$ 4.401</strong>, a região metropolitana de <strong>São Luís</strong> apresentou média de apenas <strong>R$ 1.616</strong>, uma diferença de aproximadamente 2,7 vezes.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os pesquisadores apontam que essas desigualdades refletem fatores históricos relacionados ao desenvolvimento econômico, à distribuição de oportunidades e à estrutura produtiva de cada região.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Estudo abrange 40% da população brasileira</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa analisou 22 regiões metropolitanas e áreas integradas de desenvolvimento urbano espalhadas pelo país. Entre elas estão <strong>Manaus</strong>, <strong>Belém</strong>, <strong>Macapá</strong>, <strong>São Luís</strong>, <strong>Fortaleza</strong>, <strong>Natal</strong>, <strong>João Pessoa</strong>, <strong>Recife</strong>, <strong>Maceió</strong>, <strong>Aracaju</strong>, <strong>Salvador</strong>, <strong>Belo Horizonte</strong>, <strong>Vitória</strong>, <strong>Rio de Janeiro</strong>, <strong>São Paulo</strong>, <strong>Curitiba</strong>, <strong>Florianópolis</strong>, <strong>Porto Alegre</strong>, <strong>Vale do Rio Cuiabá</strong>, <strong>Goiânia</strong>, o <strong>Distrito Federal</strong> e a <strong>Região Administrativa Integrada de Desenvolvimento de Teresina</strong>.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Juntas, essas áreas reúnem aproximadamente <strong>300 municípios</strong> e concentram cerca de <strong>40% da população brasileira</strong>. Os dados mostram que o país conseguiu avançar no combate à pobreza nos últimos anos, impulsionado principalmente pela melhora do mercado de trabalho. No entanto, a elevada concentração de renda demonstra que reduzir a desigualdade continua sendo um dos maiores desafios para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.</p>
<p><em><strong>Fonte: muitainformacao</strong></em></p>
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		<title>EUA miram o Pix e acendem alerta sobre soberania digital e financeira do Brasil</title>
		<link>https://bancarios.com.br/eua-miram-o-pix-e-acendem-alerta-sobre-soberania-digital-e-financeira-do-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 13:52:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Investigação dos EUA contra o Brasil coloca o Pix no centro da disputa. Entenda por que o sistema público de pagamentos virou alvo e o que isso revela sobre soberania e interesses econômicos. &#160; A relação comercial entre Brasil e Estados Unidos ganhou um novo capítulo de tensão. O governo norte-americano concluiu uma investigação comercial &#8230;</p>
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<h3 class="dd-m-text dd-m-text--big font-MerriWeather">Investigação dos EUA contra o Brasil coloca o Pix no centro da disputa. Entenda por que o sistema público de pagamentos virou alvo e o que isso revela sobre soberania e interesses econômicos.</h3>
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<figure class="dd-m-image__group"><img src="https://escolasul.org.br/images/cache/systemuploadsnewsbbafd8a25b9a3efc224-700x460xfit-3579b.png" alt="notice" data-src-mobile="/images/cache/systemuploadsnewsbbafd8a25b9a3efc224-320x210xfit-3579b.png" data-src-tablet="/images/cache/systemuploadsnewsbbafd8a25b9a3efc224-768x460xfit-3579b.png" data-src-web="/images/cache/systemuploadsnewsbbafd8a25b9a3efc224-700x460xfit-3579b.png" /></figure>
<div class="dd-m-editor">
<p>&nbsp;</p>
<p>A relação comercial entre Brasil e Estados Unidos ganhou um novo capítulo de tensão. O governo norte-americano concluiu uma investigação comercial contra o Brasil, tendo o Pix como um dos principais alvos. A medida acendeu um alerta no governo brasileiro e abriu um debate importante sobre soberania nacional, tecnologia pública, interesses econômicos internacionais e impactos para a população trabalhadora.</p>
<p>O Pix, criado e administrado pelo Banco Central do Brasil, tornou-se uma das principais formas de pagamento no país. Gratuito para pessoas físicas, rápido e amplamente utilizado, o sistema passou a fazer parte do cotidiano de milhões de brasileiros e brasileiras. Justamente por isso, sua inclusão em uma investigação comercial conduzida pelos Estados Unidos levanta questões que vão além da economia: trata-se também de uma disputa sobre quem controla as infraestruturas digitais e financeiras que organizam a vida social.</p>
<p>A versão abaixo foi elaborada a partir do material enviado sobre a investigação comercial dos EUA contra o Brasil e os possíveis impactos sobre o Pix.</p>
<h2>O que é o chamado “tarifaço”?</h2>
<p>O termo “tarifaço” tem sido usado para se referir ao aumento brusco de tarifas comerciais, ou seja, impostos cobrados sobre produtos importados. Na prática, quando um país eleva tarifas contra outro, os produtos daquele país passam a ficar mais caros para entrar em seu mercado.</p>
<p><em>Essas medidas podem ter diferentes objetivos: proteger empresas nacionais, pressionar politicamente outro governo ou tentar modificar regras comerciais consideradas desfavoráveis. No caso atual, a preocupação é que os Estados Unidos possam usar tarifas como forma de pressão contra o Brasil.</em></p>
<p>Ao longo de 2025 e 2026, a relação comercial entre os dois países passou por uma escalada de tensões. Houve aumento de tarifas sobre produtos brasileiros, especialmente em setores como aço e alumínio, além da abertura de investigação pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o USTR.</p>
<h2>Por que o Pix virou alvo?</h2>
<p>A investigação norte-americana aponta supostas “práticas comerciais injustas” por parte do Brasil. Entre os argumentos apresentados está a ideia de que o país favoreceria soluções nacionais em detrimento de empresas estrangeiras.</p>
<p>Nesse contexto, o Pix passou a ser citado como exemplo de uma infraestrutura pública que poderia afetar os interesses de grandes empresas privadas internacionais do setor financeiro, como operadoras de cartão e meios de pagamento.</p>
<p>Para o Brasil, no entanto, o Pix é uma política pública de inclusão financeira. O sistema reduziu custos, facilitou transferências, ampliou o acesso de trabalhadores, pequenos comerciantes, autônomos e famílias de baixa renda a pagamentos rápidos e gratuitos.</p>
<p>Por isso, a disputa em torno do Pix não pode ser vista apenas como uma questão técnica. Ela expressa também um conflito entre modelos: de um lado, a defesa de uma infraestrutura pública, gratuita e de interesse social; de outro, a pressão de setores privados que atuam no mercado financeiro global.</p>
<h2>A posição do governo brasileiro</h2>
<p>O governo brasileiro reagiu com indignação à conclusão preliminar da investigação norte-americana. Em nota, afirmou não reconhecer a legitimidade dos Estados Unidos para investigar unilateralmente práticas comerciais brasileiras por meio da chamada Seção 301, instrumento utilizado pelo governo norte-americano em disputas comerciais.</p>
<p><em>O Brasil também defendeu o Pix como uma infraestrutura pública, neutra e aberta à participação de diferentes empresas, inclusive estrangeiras. Além disso, o governo destacou que os Estados Unidos têm superávit comercial em relação ao Brasil em diversas áreas, o que enfraquece o argumento de que o país estaria sendo prejudicado de forma injusta.</em></p>
<p>Outro ponto sensível é a acusação de que setores ligados à extrema direita brasileira teriam estimulado pressões externas contra o próprio país. Caso isso se confirme politicamente, trata-se de um episódio grave: interesses internos atuando para fragilizar instrumentos nacionais que beneficiam diretamente a população.</p>
<h2>O que pode acontecer?</h2>
<p>Até o momento, nada muda para quem usa o Pix. O sistema segue funcionando normalmente e continua gratuito para pessoas físicas. A preocupação está nos possíveis desdobramentos da investigação.</p>
<p><em>Caso os Estados Unidos decidam aplicar novas tarifas contra produtos brasileiros, isso poderá afetar setores estratégicos da economia nacional. Tarifas mais altas podem reduzir exportações, pressionar empresas, gerar insegurança em cadeias produtivas e afetar empregos.</em></p>
<p>Além disso, uma disputa comercial prolongada pode ter reflexos sobre preços, renda e investimentos. Mesmo que o Pix não seja diretamente alterado, a pressão sobre uma tecnologia pública brasileira revela a força dos interesses econômicos que disputam o controle das infraestruturas digitais e financeiras.</p>
<h2>Por que isso importa para a classe trabalhadora?</h2>
<p>Para a classe trabalhadora, o debate sobre o Pix não é distante. O sistema está presente no dia a dia de trabalhadores assalariados, informais, autônomos, pequenos empreendedores, aposentados, agricultores familiares, feirantes e milhões de pessoas que utilizam o serviço para receber, pagar, vender e organizar sua vida financeira.</p>
<p><em>Quando uma ferramenta pública, gratuita e amplamente utilizada passa a ser questionada por interesses externos, o que está em jogo é também o direito da população a serviços acessíveis, eficientes e voltados ao interesse coletivo.</em></p>
<p>A experiência do Pix mostra que o Estado pode desenvolver soluções tecnológicas de grande alcance social. Ao mesmo tempo, a reação internacional demonstra que políticas públicas bem-sucedidas podem incomodar grandes grupos econômicos quando reduzem custos para a população e limitam espaços de lucro privado.</p>
<h2>Soberania também é digital e financeira</h2>
<p>O caso reforça uma discussão cada vez mais importante: a soberania de um país não se limita ao território, às fronteiras ou aos recursos naturais. No mundo atual, soberania também passa pelo controle das tecnologias, dos dados, dos sistemas financeiros e das plataformas que organizam a vida cotidiana.</p>
<p><em>Defender o Pix, nesse contexto, não significa ignorar a necessidade de melhorias, segurança e fiscalização. Significa reconhecer que infraestruturas públicas podem cumprir papel estratégico no desenvolvimento nacional e na redução das desigualdades.</em></p>
<p>Para o movimento sindical, esse debate é fundamental. A disputa sobre tecnologia, comunicação, plataformas digitais e sistemas financeiros está diretamente ligada ao mundo do trabalho. Ela define quem paga os custos, quem controla os dados, quem lucra e quem tem acesso aos serviços essenciais.</p>
<h2>Um debate que precisa chegar à base</h2>
<p>A investigação dos Estados Unidos contra o Brasil, tendo o Pix como um dos alvos, deve ser acompanhada com atenção. Mais do que uma disputa comercial entre governos, ela revela conflitos profundos sobre soberania, desenvolvimento, tecnologia e direitos.</p>
<p><em>Compreender esse processo é parte da tarefa formativa do movimento sindical. É preciso traduzir temas complexos para a base trabalhadora, mostrar como decisões internacionais podem afetar o cotidiano do povo e fortalecer a consciência crítica sobre os interesses que estão em disputa.</em></p>
<p>O Pix segue funcionando normalmente. Mas o episódio deixa uma pergunta importante: quem deve controlar as ferramentas que organizam a vida econômica do país — o interesse público ou os grandes grupos privados internacionais?</p>
<p>Essa é uma discussão que interessa diretamente à classe trabalhadora brasileira.</p>
<p>Fonte: CUT, com informações da <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-06/veja-argumentacoes-apresentadas-em-relatorio-para-taxar-brasil">Agência Brasil.</a></p>
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		<title>Bancos de crédito consignado lideram abusos</title>
		<link>https://bancarios.com.br/bancos-de-credito-consignado-lideram-abusos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2026 10:48:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Banco Itaú]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Mercantil]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Pan]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Santander]]></category>
		<category><![CDATA[Bancos]]></category>
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		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Caixa Econômica]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As principais queixas partem da população mais vulnerável: contratações sem autorização, cobranças indevidas e contratos obscuros, marcados pela falta de transparência. Pesquisa da Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto expõe um cenário alarmante para a população brasileira: bancos especializados em crédito consignado concentram o maior número de processos do &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As principais queixas partem da população mais vulnerável: contratações sem autorização, cobranças indevidas e contratos obscuros, marcados pela falta de transparência.</p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter wp-image-72005 " src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/04/IMAGEM_NOTICIA_3-2026-04-08T074228.585.jpg" alt="" width="510" height="302" /></p>
<p>Pesquisa da Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto expõe um cenário alarmante para a população brasileira: bancos especializados em crédito consignado concentram o maior número de processos do país, proporcionalmente ao tamanho de suas carteiras de clientes.</p>
<p>Os dados, divulgados em reportagem do portal UOL, foram obtidos a partir do cruzamento de informações do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e do Banco Central, revelando a explosão de ações judiciais contra essas instituições.</p>
<p>As principais queixas partem da população mais vulnerável: contratações sem autorização, cobranças indevidas e contratos obscuros, marcados pela falta de transparência. Trata-se de um modelo que se sustenta na desinformação e na exploração de aposentados, pensionistas e trabalhadores que, muitas vezes, só percebem o prejuízo quando o desconto já compromete sua renda mensal.</p>
<p>A expansão acelerada do crédito consignado aprofunda o cenário. Criada em 2003, a modalidade passou a dominar o crédito pessoal no país, concentrando cerca de 65% do total e movimentando R$ 742 bilhões. Fora desta conta, ficam operações com cartões consignados e cartões benefício, justamente onde se concentram grande parte das disputas judiciais, evidenciando um mercado que cresce à custa de práticas abusivas.</p>
<p>Diante da enxurrada de ações, parte dos grandes bancos recua, enquanto órgãos como o Tribunal de Contas da União e o Superior Tribunal de Justiça analisam irregularidades e buscam uniformizar decisões. O volume de denúncias reforça a urgência de regulação mais rígida, fiscalização efetiva e responsabilização das instituições financeiras, como forma de conter abusos e garantir proteção real à população explorada por tal modelo.</p>
<p><strong>Fonte: Bancários Bahia</strong></p>
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		<title>Desemprego tem alta no trimestre, mas recua no ano e renda cresce, mostra pesquisa</title>
		<link>https://bancarios.com.br/desemprego-tem-alta-no-trimestre-mas-recua-no-ano-e-renda-cresce-mostra-pesquisa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 14:32:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dados do IBGE mostram melhora no mercado de trabalho em 2026, com queda do desemprego na comparação anual e aumento do rendimento médio; cenário reflete retomada da economia e maior circulação de renda A taxa de desocupação do mercado de trabalho ficou em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro. Apesar da alta frente ao trimestre &#8230;</p>
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<h3 class="dd-m-text dd-m-text--big font-MerriWeather">Dados do IBGE mostram melhora no mercado de trabalho em 2026, com queda do desemprego na comparação anual e aumento do rendimento médio; cenário reflete retomada da economia e maior circulação de renda</h3>
<p><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-71917 size-full" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/03/systemuploadsnewsdbca0246ab56d95067a-700x460xfit-8d7d9.jpg" alt="" width="700" height="460" /></p>
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<p>A taxa de desocupação do mercado de trabalho ficou em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro. Apesar da alta frente ao trimestre anterior (5,2%), o índice é o menor para um trimestre encerrado em fevereiro desde o início da série histórica em 2012, e representa queda de 1,0 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado, indicando uma trajetória de recuperação ao longo dos últimos meses.</p>
<p>Em termos absolutos, 6,2 milhões de pessoas estavam em busca de trabalho — número maior que no trimestre anterior, mas 14,8% menor do que há um ano, o que significa 1,1 milhão de brasileiros a menos nessa condição. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (27).</p>
<p>O nível de ocupação ficou em 58,4% (102,1 milhões de pessoas), no fechamento do trimestre, resultado da entrada de 1,5 milhão de trabalhadores no mercado. Apesar de uma leve queda, houve um crescimento de 1,5% em relação ao ano passado.</p>
<p><strong>Renda melhor</strong></p>
<p>Os dados de renda reforçam a melhora nas condições de vida. O rendimento médio real habitual foi de R$ 3.679, com alta de 2,0% no trimestre e de 5,2% na comparação anual. A massa de rendimentos atingiu R$ 371,1 bilhões, um crescimento de 6,9% em relação ao ano anterior, o que representa mais dinheiro circulando na economia.</p>
<p>O avanço da renda acompanha a retomada da atividade econômica, com impacto direto no consumo das famílias e no dinamismo de setores ligados ao mercado interno.</p>
<p><strong>Subutilização diminui no ano</strong></p>
<p>A taxa de subutilização da força de trabalho — que inclui desempregados, subocupados e pessoas que desistiram de procurar emprego — ficou em 14,1%. O indicador subiu no trimestre, mas recuou 1,6 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025.</p>
<p>Ao todo, 16,1 milhões de pessoas estavam nessa condição. Apesar da alta recente, houve redução de 10,5% em um ano, o equivalente a 1,9 milhão de pessoas a menos.</p>
<p>O número de desalentados ficou em 2,7 milhões, estável no trimestre, mas com queda de 14,9% na comparação anual, indicando melhora gradual na confiança para buscar trabalho.</p>
<p><strong>Informalidade ainda atinge milhões</strong></p>
<p>Mesmo com os avanços, a informalidade segue como um dos principais desafios do mercado de trabalho. A taxa ficou em 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,3 milhões de trabalhadores.</p>
<p>O número de empregados com carteira assinada no setor privado permaneceu em 39,2 milhões, sem variação significativa. Já os trabalhadores sem carteira somaram 13,3 milhões, com redução no trimestre.</p>
<p>Os dados indicam que, embora haja melhora no nível de emprego, ainda há um contingente elevado de trabalhadores em condições mais precárias, sem acesso pleno a direitos.</p>
<p><strong>Setores ligados ao consumo e ao setor público avançam</strong></p>
<p>O crescimento do emprego, na comparação anual, foi puxado por áreas como informação, comunicação e atividades financeiras, que cresceram 4,0%, e por administração pública, saúde e educação, com alta de 4,5%.</p>
<p>No recorte da renda, houve aumento em setores como comércio e serviços, refletindo o aquecimento do consumo e maior circulação de recursos na economia.</p>
<p>A pesquisa completa do IBGE pode ser acessada <a href="https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/46206-pnad-continua-taxa-de-desocupacao-e-de-5-8-e-taxa-de-subutilizacao-e-de-14-1-no-trimestre-encerrado-em-fevereiro" target="_blank" rel="noopener">aqui.</a></p>
<p><em><strong>Fonte: CUT</strong></em></p>
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		<item>
		<title>Com juros de 15% ao ano, inadimplência bate recorde no Brasil</title>
		<link>https://bancarios.com.br/com-juros-de-15-ao-ano-inadimplencia-bate-recorde-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Feb 2026 14:59:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com Selic a 15% ao ano, crédito encarece, consumo retrai e famílias sufocam com taxas abusivas, enquanto BC admite que política monetária agressiva freia a economia sem controlar preços A política de juros estratosféricos mantida pelo Banco Central (BC) começou a cobrar seu preço mais visível e doloroso: o bolso do cidadão e a saúde &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="row row-small">
<div id="single-the-title" class="column large-12 small-12 text-center mt-30">
<h3>Com Selic a 15% ao ano, crédito encarece, consumo retrai e famílias sufocam com taxas abusivas, enquanto BC admite que política monetária agressiva freia a economia sem controlar preços</h3>
<p><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-71665 size-full" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/02/endividamento-familiar-aumenta-no-no-brasil-e-a-tendencia-e-aumentar.jpeg.webp" alt="" width="960" height="540" /></p>
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<div class="row row-small">
<div class="column large-12 small-12">
<div class="post-info ">
<p>A política de juros estratosféricos mantida pelo Banco Central (BC) começou a cobrar seu preço mais visível e doloroso: o bolso do cidadão e a saúde das empresas. Em janeiro de 2026, a inadimplência de consumidores e companhias em empréstimos com recursos livres atingiu 5,5%, o nível mais alto desde agosto de 2017.</p>
<p>O dado, divulgado na quarta-feira (25), não é apenas um número estatístico; é o termômetro de uma economia que está sendo deliberadamente esfriada a ponto de congelar o crédito e aspergir a população com taxas de juros que beiram o absurdo.</p>
<p>Enquanto a autoridade monetária sinaliza uma possível — e tardia — redução da taxa Selic apenas para março, o estrago já está feito. Com a básica em 15% ao ano, o patamar mais elevado em quase duas décadas, o sistema financeiro repassou esse custo de forma amplificada, transformando o acesso ao dinheiro em um privilégio para poucos e uma armadilha para muitos.</p>
<p><strong>O muro dos juros abusivos</strong></p>
<p>A lógica do Banco Central é teórica: elevar os juros para conter a inflação, desestimulando o consumo. Na prática, o que se vê é um estrangulamento da atividade econômica sem o devido controle dos preços, penalizando severamente quem mais precisa de fôlego financeiro. Os números de janeiro são contundentes: os juros médios cobrados das pessoas físicas dispararam para 61% ao ano.</p>
<p>O cenário torna-se dantesco quando se observa as modalidades de crédito de emergência. O cartão de crédito rotativo, último recurso para muitas famílias, opera com uma taxa monstruosa de 424,5% ao ano. Mesmo após um recuo recente, esse percentual representa uma usura que perpetua o ciclo da pobreza e da dívida impagável. Já o parcelamento da fatura do cartão, modalidade que cresce conforme a renda aperta, saltou para 194,9% ao ano, um aumento de quase 18 pontos percentuais em apenas 12 meses.</p>
<p>Para as empresas, o cenário não é menos hostil. A taxa média subiu para 25,2% ao ano, encarecendo o capital de giro e inviabilizando investimentos. O chamado <em>spread</em> bancário — a margem de lucro dos bancos sobre o custo do dinheiro — também se expandiu, chegando a 34,3 pontos percentuais nos recursos livres. Isso indica que, além do custo da Selic, as instituições financeiras estão ampliando suas margens em um momento de maior risco, lucrando com a própria dificuldade de pagamento dos clientes.</p>
<p><strong>Crédito seco e economia paralisada</strong></p>
<p>O efeito colateral imediato dessa política de “terra arrasada” monetária é a contração brutal da oferta de crédito. Em janeiro, as novas concessões de empréstimos caíram 18,9% em relação a dezembro. O estoque total de crédito do sistema financeiro recuou 0,2%, fechando em R$ 7,116 trilhões.</p>
<p>A queda foi generalizada, mas atingiu com violência os recursos direcionados (aqueles com regras governamentais para habitação, agro e infraestrutura), que despencaram 32,9%. Nos recursos livres, onde bancos e clientes negociam diretamente, a retração foi de 17,2%. Esse movimento confirma o receio dos analistas: ao tentar controlar a inflação via demanda, o BC acabou por secar a fonte de financiamento que mantém a máquina econômica girando, afetando tanto o consumo das famílias quanto a produção das indústrias.</p>
<p><strong>Ilusão de estabilidade e realidade social</strong></p>
<p>Em seu último Relatório de Política Monetária, o Banco Central tentou minimizar o avanço da inadimplência ao longo de 2025, atribuindo-o principalmente a “mudanças nas regras de classificação de crédito” e afirmando observar “sinais de estabilização”. Contudo, os dados de janeiro desmentem qualquer otimismo prematuro. A inadimplência subiu pelo segundo mês consecutivo e acumula alta de 1,1 ponto percentual no ano.</p>
<p>O endividamento das famílias, medido pela relação entre dívidas e renda, fechou 2025 em 49,7%, e o comprometimento da renda — o quanto do salário vai direto para pagar boletos — alcançou 29,2%. Esses indicadores, defasados em relação aos dados bancários, sugerem que a pressão sobre o orçamento doméstico só tende a piorar com as taxas praticadas no início de 2026.</p>
<p><strong>Um custo social excessivo</strong></p>
<p>A manutenção da Selic em dois dígitos por tanto tempo revela uma opção de política econômica que prioriza o superávit primário e a remuneração do capital financeiro em detrimento do crescimento e do emprego. O argumento de que é necessário “esfriar a economia” ignora que o freezer já está ligado no máximo há meses, e quem está congelando são as pequenas empresas e os trabalhadores endividados.</p>
<p>Com a inadimplência batendo recordes históricos e o crédito minguando, fica evidente que a estratégia de juros altos atingiu seu limite de eficácia e ultrapassou a fronteira do razoável. Enquanto o BC hesita em cortar a taxa básica, prometendo alívio apenas para um futuro próximo incerto, a conta dos juros compostos continua chegando, salgada e excludente, para a base da pirâmide social. A pergunta que fica não é mais se a inflação será controlada, mas quantos negócios e famílias precisarão falir para que a autoridade monetária considere que o “dever de casa” foi feito.</p>
<p><em><strong>Fonte: Vermelho</strong></em></p>
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		<title>Em janeiro, 94% dos reajustes salariais tiveram ganhos acima da inflação</title>
		<link>https://bancarios.com.br/em-janeiro-94-dos-reajustes-salariais-tiveram-ganhos-acima-da-inflacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Feb 2026 16:32:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Resultado levantado pelo Dieese foi o melhor dos últimos 12 meses. Variação real média alcançada ficou em 2,12% No mês de janeiro deste ano, 94% dos reajustes salariais tiveram ganhos acima da inflação, com uma variação real média de 2,12%. Trata-se do melhor resultado obtido nos últimos 12 meses, com tendência de alta, segundo levantamento &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="row row-small">
<div id="single-the-title" class="column large-12 small-12 text-center mt-30">
<h3>Resultado levantado pelo Dieese foi o melhor dos últimos 12 meses. Variação real média alcançada ficou em 2,12%</h3>
<figure id="attachment_71613" aria-describedby="caption-attachment-71613" style="width: 823px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="wp-image-71613 size-full" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/02/comercio_Foto-Tony-Oliveira_Agencia-Brasilia.jpg" alt="" width="823" height="462" /><figcaption id="caption-attachment-71613" class="wp-caption-text">Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília</figcaption></figure>
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</div>
<div class="row row-small">
<div class="column large-12 small-12">
<div class="post-info ">
<p>No mês de janeiro deste ano, 94% dos reajustes salariais tiveram ganhos acima da inflação, com uma variação real média de 2,12%. Trata-se do melhor resultado obtido nos últimos 12 meses, com tendência de alta, segundo levantamento recém-divulgado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).</p>
<p>De acordo com o boletim da entidade, “esse resultado é significativamente superior ao registrado nos últimos 12 meses (de fevereiro de 2025 a janeiro de 26), de 77,1%”.</p>
<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" class="wp-image-737390" src="https://vermelho.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-Tela-2026-02-20-as-12.39.32.png" sizes="(max-width: 508px) 100vw, 508px" srcset="https://vermelho.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-Tela-2026-02-20-as-12.39.32.png 508w, https://vermelho.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-Tela-2026-02-20-as-12.39.32-300x291.png 300w" alt="" width="508" height="493" /></figure>
</div>
<p>O Dieese ainda pondera que “parte do resultado de janeiro pode ser atribuída à valorização do salário mínimo, que influenciou diversas negociações na data-base”.</p>
<p>Ao todo, foram analisados 364 acordos e convenções coletivas. Dentre as negociações que não obtiveram reposição acima do índice adotado (INPC), 4,1% dos resultados ficaram iguais à inflação e 1,9% apresentou perdas.</p>
<p><strong>Tendência de alta</strong></p>
<p>A tendência de alta vem desde setembro de 2025, quando estava em 0,72%, chegando a 0,78% em outubro e saltando para 1,06% em novembro. O movimento continuou em dezembro do ano passado, quando atingiu 1,37%. Antes do índice obtido em janeiro, o melhor havia sido verificado em fevereiro de 2025 (1,63%).</p>
<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" class="wp-image-737391" src="https://vermelho.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-Tela-2026-02-20-as-12.39.49.png" sizes="(max-width: 537px) 100vw, 537px" srcset="https://vermelho.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-Tela-2026-02-20-as-12.39.49.png 537w, https://vermelho.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-Tela-2026-02-20-as-12.39.49-300x273.png 300w" alt="" width="537" height="489" /></figure>
</div>
<p>Outro dado positivo observado é que dos 364 reajustes de janeiro, apenas dois (0,5%) foram pagos de maneira parcelada. Os demais foram em uma única parcela na data-base. Outros 58 (15,9%) foram pagos de forma escalonada, ou seja, em percentuais diferentes conforme faixa salarial do trabalhador ou tamanho da empresa.</p>
<p><strong>Análise por setor e região</strong></p>
<p>Na análise feita por setor econômico, 96,2% dos reajustes no comércio ficaram acima da inflação; no caso da indústria, foram 91,4%. Apenas 1% dos casos, com exceção do comércio, tiveram resultados abaixo do INPC. Em relação à variação real média, os ganhos de janeiro foram de 1,75% no comércio, 1,80% na indústria e 2,37% nos serviços.</p>
<p>Segundo o Dieese, “tanto a distribuição dos reajustes na comparação com o INPC quanto a variação real média, em janeiro, são superiores ao observado no acumulado dos últimos 12 meses (fevereiro de 2025 a janeiro de 2026) para todos os setores (exceto o rural)”. No caso deste segmento, o Dieese informou que, até o momento, não foi apresentado número suficiente de resultados que permitisse a análise.</p>
<p>Quanto ao recorte regional, o Dieese observou que “os reajustes acima da inflação foram frequentes em todas as regiões geográficas, com destaque para o Nordeste, que registrou ganhos em 98,2% dos casos em janeiro e nenhum resultado abaixo da inflação. O menor percentual foi registrado no Centro-Oeste, onde 88,1% dos reajustes tiveram ganhos reais. Nessa região também se encontra o maior percentual de resultados abaixo da variação do INPC: 7,1%”.</p>
<p><strong>Pisos salariais</strong></p>
<p>No levantamento, o Dieese também se debruçou sobre os pisos salariais, cujo valor médio em janeiro de 2026 foi de R$ 1.843, ficando em R$ 1.893 no acumulado dos últimos 12 meses. Já os medianos ficaram em, respectivamente, R$ 1.716 e R$ 1.780.</p>
<p>Os maiores pisos médios para o mês de janeiro foram verificados no setor de serviços, R$ 1.887; no acumulado de 12 meses, o valor ficou em R$ 1.941. O setor com maiores pisos medianos foi a indústria: em janeiro de 2026, R$ 1.783; no acumulado de 12 meses, R$ 1.832.</p>
<p><em><strong>Fonte: Vermelho</strong></em></p>
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		<title>Ipea: Redução da jornada terá custo próximo a 1% para comércio e indústria</title>
		<link>https://bancarios.com.br/ipea-reducao-da-jornada-tera-custo-proximo-a-1-para-comercio-e-industria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Feb 2026 13:21:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos trabalhistas]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada revela que reduzir a jornada para 40 horas terá custo operacional pequeno para grande parte das empresas nacionais A redução da jornada de trabalho no Brasil de 44 horas semanais para 40 horas teria um impacto inferior a 1% no custo operacional de grande parte das empresas brasileiras. &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="row row-small">
<div id="single-the-title" class="column large-12 small-12 text-center mt-30">
<h3>Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada revela que reduzir a jornada para 40 horas terá custo operacional pequeno para grande parte das empresas nacionais</h3>
</div>
</div>
<figure id="attachment_71571" aria-describedby="caption-attachment-71571" style="width: 1366px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="wp-image-71571 size-full" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/02/01-1-1.jpg" alt="" width="1366" height="768" /><figcaption id="caption-attachment-71571" class="wp-caption-text">Foto: istock</figcaption></figure>
<p>A redução da jornada de trabalho no Brasil de 44 horas semanais para 40 horas teria um impacto inferior a 1% no custo operacional de grande parte das empresas brasileiras. Esta importante conclusão, trazida pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), nesta terça-feira (10), demonstra que alterar a jornada e, consequentemente, pôr fim à escala 6×1, é plenamente factível, o que se contrapõe ao discurso, encabeçado por alguns empresários, que ataca as mudanças. Entre estes empresários está Luciano Hang, conhecido como ‘véio da Havan’.</p>
<p>Com o avanço da pauta pela redução de jornada e mudança para a escala 5×2, uma onda de pesquisas sem lastro começou a pulular nas redes no sentido de atacar as iniciativas em prol da classe trabalhadora. Essa tentativa de impor o medo à população com um discurso de que o desemprego irá aumentar com a mudança da jornada de trabalho, nada mais é que o desespero final dos que ainda tratam empregados como sua propriedade particular, remetendo a outros tempos.</p>
<p>O fato é que os ventos de mudança já se avizinham com o apoio irrestrito do presidente Lula e toda a sua base à pauta, assim como pelos recentes acenos feitos pelo Congresso Nacional.</p>
<p>Dessa maneira, a pesquisa do Ipea respalda com dados econômicos o que a maioria da população deseja. Além disso, como trazido na <a href="https://repositorio.ipea.gov.br/server/api/core/bitstreams/7083c3f2-81ee-48e6-a525-c9fe4b56d5e7/content">nota técnica nº 123</a> do instituto, implementar a redução da jornada de trabalho para 40 horas teria um impacto similar à que a elevação do salário mínimo já teve por diversas vezes, com o aumento do custo do trabalho: “Aumentos reais, que chegaram a 12% em 2001, 7,6% em 2012 e 5,6% em 2024, não causaram efeitos negativos sobre o nível de emprego. A redução da jornada de trabalho prevista na Constituição de 1988 também não teve impacto negativo sobre o emprego.”</p>
<p>Ainda segundo o Ipea, “a maioria dos setores produtivos apresenta capacidade de absorver aumentos nos custos do trabalho, ainda que alguns segmentos demandem atenção específica”.</p>
<p>O Instituto mostra que setores como indústria e comércio, que juntos detêm mais de 13 milhões de trabalhadores, teriam impacto mínimo, como já exposto: inferior a 1% do custo operacional. Para chegar a esta avaliação, os técnicos se basearam nos microdados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2023.</p>
<p>De forma diversa às outras abordagens, o estudo considerou que a redução da jornada será acompanhada pela manutenção dos salários, o que eleva o custo da hora de trabalho na proporção do aumento do salário-hora. Assim, esse aumento não representa uma queda automática do PIB (Produto Interno Bruto) nacional e pode ser suprido pelas empresas diminuindo a produção ou contratando mais trabalhadores para completar as horas que anteriormente eram cumpridas pelos trabalhadores que passaram a ser beneficiados.</p>
<p>Dessa maneira, os cálculos indicam que a redução para 40 horas semanais pode elevar o custo médio do trabalho celetista em 7,84%. Por outro lado, estes efeitos são reduzidos no custo operacional total dos grandes setores, como indústria e comércio, chegando a menos do que o 1% citado, pela capacidade desses setores em absorver a mudança. É importante salientar a diferenciação feita entre o custo médio do trabalho, que irá aumentar mais, porém será dirimido no custo total de cada setor, chegando ao percentual mínimo.</p>
<p>Já uma área que teria um impacto maior é a de vigilância, segurança e investigação, pela grande necessidade de mão de obra, aumentando em 6,6% o custo operacional desse setor.</p>
<p><strong>Impacto na indústria e comércio</strong></p>
<p>Conforme é destacado, dos quase 43 milhões (42.821.237 trabalhadores) de celetistas na Rais 2023 que tinham jornada declarada, 74% (31.779.457) tinham jornada de 44 horas semanais. Outros 9% (3.713.821) tinham jornada de 40 horas, 11% (4.573.079) jornada de até 36 horas e 3% (1.157.386) com jornadas acima de 44 horas. Portanto, se presume que 77% tinham jornadas extenuantes acima de 40 horas.</p>
<p>De acordo com o estudo, em 31 dos 87 setores econômicos analisados, um percentual superior a 90% dos trabalhadores tinham jornadas acima de 40 horas semanais.</p>
<p>“Verificamos, através de dados das pesquisas setoriais do IBGE, que o trabalho ocupa hoje uma parcela relativamente pequena do custo operacional desses setores […] Como o impacto de uma mudança legislativa no custo da hora de trabalho é moderado (10% no caso de redução de 44 para 40 horas), a ponderação com a participação do custo de trabalho no custo operacional total leva à conclusão de que o impacto total no custo da operação do comércio varejista seria pouco superior a 1%”, diz Felipe Pateo, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea.</p>
<p>“No caso da indústria, nós desagregamos a análise em 23 diferentes setores, mas a lógica é a mesma, ainda que haja variação quanto à intensidade de utilização de mão de obra e de jornadas superiores a 40 horas”, completa.</p>
<p><strong><em>*Fonte: Vermelho, com informações Ipea</em></strong></p>
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