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	<title>Arquivos Gênero - Sindicato dos Bancários</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários</description>
	<lastBuildDate>Fri, 10 Apr 2026 10:57:01 +0000</lastBuildDate>
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	<item>
		<title>Lula sanciona leis para fortalecer combate à violência contra mulheres</title>
		<link>https://bancarios.com.br/lula-sanciona-leis-para-fortalecer-combate-a-violencia-contra-mulheres/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Apr 2026 10:57:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[Jurídico]]></category>
		<category><![CDATA[mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Presidente destacou que legislação precisa estar atenta e atualizada O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quinta-feira (9), três projetos de lei que fortalecem o combate à violência contra a mulher. Um deles prevê monitoramento eletrônico de agressores em caso de violência doméstica. O segundo projeto tipifica crime de vicaricídio, assassinato de filhos &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="header-noticia full-width">
<div class="linha-fina-noticia">Presidente destacou que legislação precisa estar atenta e atualizada</div>
<div><img loading="lazy" class="aligncenter wp-image-72042 " src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/04/pzzb1369.jpg_0-1024x613-1.webp" alt="" width="715" height="471" /></div>
<div>
<p><strong>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quinta-feira (9), três projetos de lei que fortalecem o combate à violência contra a mulher. Um deles prevê monitoramento eletrônico de agressores em caso de violência doméstica.</strong><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1685388&amp;o=node" /><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1685388&amp;o=node" /></p>
<p>O segundo projeto tipifica crime de vicaricídio, assassinato de filhos e parentes como forma de punir ou causar sofrimento às mulheres. Já o terceiro projeto sancionado cria o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra Mulheres Indígenas.</p>
<p>Durante a cerimônia de assinatura no Palácio do Planalto, Lula destacou que a legislação precisa estar atenta e atualizada para lidar com os diversos tipos de violência praticados contra as mulheres.</p>
<h2>Causas e efeitos</h2>
<p>“Toda lei que a gente faz corrige em determinado momento alguma coisa. Mas os violentos encontram um jeito de burlar o que foi feito. Na verdade, estamos cuidando dos efeitos e não das causas”, afirmou Lula ao defender, também, leis que levem o tema para o campo da educação, focada nos jovens, de forma a favorecer uma melhor formação comportamental.</p>
<blockquote><p>“Se a gente não cuidar da causa, a gente não vai resolver esse problema. A mulher sempre estará à mercê de alguém que não cumpre nenhuma regra. O desafio é muito sério”, completou presidente da República.</p></blockquote>
<p>Lula lembrou que os mais jovens têm, por meio das novas tecnologias, cada vez mais acesso a informações que nem sempre são as mais adequadas. Nesse sentido, reiterou a importância de o país avançar na regulação das redes sociais e de determinados conteúdos inapropriados que circulam pela internet.</p>
<p><strong>“Quem dera essas informações [difundidas nas redes sociais] fossem para uma boa formação; que fossem coisas educacionais e produtivas para criarmos um novo homem e uma nova mulher”, discursou o presidente ao lamentar que haja mais facilidades para se acessar coisas ruins do que boas nesses meios.</strong></p>
</div>
</div>
<div class="subheader">
<div class="container-autoria">
<h2>Violência</h2>
<p>Para o presidente, a falta de controle das plataformas digitais é um dos fatores de incentivo à violência e ao não cumprimento de regras.</p>
<blockquote><p>“Precisamos evitar que os crimes aconteçam. Se a gente não brigar com as plataformas para cuidar disso, não é pai e mãe que vão conseguir cuidar. Não é, até porque pai e mãe têm muitos outros afazeres, e nem sempre estão dentro do quarto, deitados na cama com o filho, vendo o que ele está fazendo [nas redes sociais]. O desafio é muito grande”, completou.</p></blockquote>
<p>Informações: Agência Brasil</p>
<p><strong>Fonte: CUT</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
</div>
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		<item>
		<title>UBM aciona TikTok por misoginia e cobra R$ 100 milhões na Justiça</title>
		<link>https://bancarios.com.br/ubm-aciona-tiktok-por-misoginia-e-cobra-r-100-milhoes-na-justica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 16:40:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gênero]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ação civil pública acusa plataforma de lucrar com vídeos que banalizam a violência contra mulheres e pede medidas permanentes de responsabilização e prevenção. A União Brasileira de Mulheres (UBM) ingressou na Justiça com uma ação civil pública contra o TikTok pedindo indenização de R$ 100 milhões por danos morais coletivos diante da circulação de vídeos &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="row row-small">
<div id="single-the-title" class="column large-12 small-12 text-center mt-30">
<h3>Ação civil pública acusa plataforma de lucrar com vídeos que banalizam a violência contra mulheres e pede medidas permanentes de responsabilização e prevenção.</h3>
<figure id="attachment_71930" aria-describedby="caption-attachment-71930" style="width: 1170px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="wp-image-71930 size-full" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/03/basta-de-feminicidio-foto-agbr.webp" alt="" width="1170" height="700" /><figcaption id="caption-attachment-71930" class="wp-caption-text">Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil</figcaption></figure>
</div>
</div>
<div class="row row-small">
<div class="column large-12 small-12">
<div class="post-info ">
A União Brasileira de Mulheres (UBM) ingressou na Justiça com uma ação civil pública contra o TikTok pedindo indenização de R$ 100 milhões por danos morais coletivos diante da circulação de vídeos misóginos na plataforma. O centro da ação é a trend “caso ela diga não”, em que homens simulam tiros, facadas e socos ao serem rejeitados por mulheres em pedidos de namoro ou casamento. Para a entidade, não se trata de “piada” nem de “meme”, mas de incitação à violência de gênero em ambiente digital.</div>
</div>
</div>
<p>A ação foi protocolada em 25 de março, na Justiça Federal de São Paulo, e é assinada pelos advogados Carlos Nicodemos, Maria Fernanda Fernandes Cunha e Lucas Albuquerque Arnaud de Souza Lima. A UBM pede que o valor da indenização seja destinado, ao longo de dez anos consecutivos, a projetos e políticas de proteção dos direitos das mulheres.</p>
<p>Mais do que um processo contra uma empresa, a iniciativa põe no centro do debate um problema que o movimento de mulheres denuncia há anos: as plataformas digitais transformaram o ódio em engajamento, e o engajamento em lucro. Quando conteúdos violentos, humilhantes e misóginos circulam livremente, são recomendados por algoritmos e permanecem no ar mesmo após denúncia pública, a omissão deixa de ser técnica — e passa a ser política.</p>
<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" class="wp-image-740493" src="https://vermelho.org.br/wp-content/uploads/2026/03/image-14.png" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" srcset="https://vermelho.org.br/wp-content/uploads/2026/03/image-14.png 1024w, https://vermelho.org.br/wp-content/uploads/2026/03/image-14-300x200.png 300w, https://vermelho.org.br/wp-content/uploads/2026/03/image-14-768x512.png 768w, https://vermelho.org.br/wp-content/uploads/2026/03/image-14-272x182.png 272w" alt="" width="1024" height="683" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Homens simulando agressões frente à negativa de investidas amorosas – Reprodução/TikTok<br />
</em></figcaption></figure>
<p><strong>Violência travestida de humor</strong></p>
<p>Embora os vídeos ligados à trend circulem desde 2023, o caso voltou a ganhar força às vésperas do Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, provocando ampla repercussão. A gravidade foi tamanha que a Polícia Federal abriu inquérito para apurar a disseminação do conteúdo após notícia-crime apresentada pela Advocacia-Geral da União (AGU). Em seguida, o caso também mobilizou o Ministério Público, o Ministério da Justiça e a Câmara dos Deputados.</p>
<p>Na ação, a UBM sustenta que os vídeos não podem ser relativizados como simples humor de internet. O argumento é direto: ao simular agressões, assassinatos ou espancamentos diante de uma rejeição, os conteúdos naturalizam a violência de homens como resposta legítima ao “não” das mulheres. E fazem isso, muitas vezes, com trilha sonora, legenda “engraçadinha” e linguagem de entretenimento voltada ao público jovem.</p>
<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img loading="lazy" class="wp-image-739473" src="https://vermelho.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Vanja-Andrea.png" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" srcset="https://vermelho.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Vanja-Andrea.png 500w, https://vermelho.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Vanja-Andrea-300x300.png 300w, https://vermelho.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Vanja-Andrea-150x150.png 150w" alt="" width="500" height="500" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Vanja Andrea</em></figcaption></figure>
</div>
<p>Em entrevista ao <strong>Portal Vermelho</strong>, Vanja Andrea dos Santos, presidenta da UBM, afirmou que a organização decidiu agir porque a banalização da violência chegou a um novo patamar. “Esses vídeos fazem parte de uma trend que é extremamente grave. Ela apresenta como proposta a possibilidade de rejeição das mulheres, da questão feminina, naturalizando a violência. Tem muitos que se passam como vídeos engraçadinhos”, disse.</p>
<p>Vanja destaca ainda que o problema não se restringe ao TikTok. “Ele não está presente só no Instagram, no Facebook, no X — são várias plataformas onde as pessoas estão presentes e que apresentam vídeos como esse. Algumas, nem são tão populares, mas têm uma capacidade de pegar um público grande, principalmente jovens”, afirmou. Para ela, a ação representa uma escolha consciente pela litigância estratégica como instrumento de luta política<em>.</em> “Nós acreditamos firmemente que não basta as entidades se posicionarem nas redes, fazer placas nas ruas. A questão da litigância estratégica é muito importante para que nós possamos levar adiante lutas, pautas como essas.”</p>
<p><strong>Do algoritmo ao tribunal</strong></p>
<p>A ação da UBM vai além do pedido de indenização. A entidade quer que a Justiça determine a remoção integral, nacional e internacional, de todos os conteúdos relacionados à trend, além da adoção de uma série de medidas estruturais por parte do TikTok. Entre elas estão a revisão dos mecanismos de moderação, a criação de protocolos específicos para conteúdos de violência contra mulheres, a revisão dos sistemas de recomendação algorítmica, a publicação de relatórios periódicos de transparência, a promoção de campanhas educativas e até uma retratação pública da plataforma à sociedade e às mulheres brasileiras.</p>
<p>O ponto central do processo é que o TikTok, segundo a UBM, não apenas falhou em remover rapidamente o conteúdo, como permitiu sua amplificação por meio do próprio funcionamento da plataforma. Mesmo após o anúncio da remoção dos vídeos, em 9 de março, conteúdos semelhantes ainda continuavam acessíveis, inclusive pela “For You Page”, o sistema de recomendação automatizada do aplicativo.</p>
<p>É justamente aí que a ação ganha força política e jurídica: não basta retirar alguns links após a repercussão pública. O problema, argumenta a UBM, está no modelo de negócio das plataformas, que recompensa com alcance e monetização aquilo que mais choca, revolta ou estimula reação.</p>
<p><strong>Um país onde o “não” ainda mata</strong></p>
<p>A ação se baseia em um dado incontornável: o Brasil vive uma epidemia de violência contra as mulheres. Segundo os dados citados na petição, o país ocupa o 5º lugar no ranking mundial de feminicídios. Em 2025, bateu recorde histórico: foram 1.470 feminicídios, média de quatro mulheres assassinadas por dia.</p>
<p>O documento lembra ainda que, no Brasil, se mata 48 vezes mais mulheres do que no Reino Unido, 24 vezes mais do que na Dinamarca e 16 vezes mais do que no Japão. Ao mesmo tempo, uma pesquisa do PNUD, de 2023, apontou que 84,5% da população brasileira carrega ao menos uma forma de viés discriminatório contra mulheres. Na internet, a misoginia também aparece como um dos crimes mais denunciados.</p>
<p>A UBM sustenta que a trend do TikTok não surge do nada. Ela se apoia em uma cultura já enraizada de controle, posse e punição sobre os corpos e escolhas das mulheres. Em outras palavras, os vídeos viralizam porque dialogam com uma violência que já existe fora da tela.</p>
<p>Não por acaso, a ação menciona o caso real de uma jovem no Rio de Janeiro, esfaqueada 15 vezes por um homem que não aceitou a rejeição após um pedido de namoro. O paralelo é brutal e aquilo que aparece encenado na internet como “brincadeira” é, para milhares de brasileiras, uma ameaça concreta.</p>
<p><strong>Red Pill, misoginia e discurso de ódio</strong></p>
<p>Outro ponto importante da ação é a associação entre os vídeos da trend e comunidades do chamado movimento <em>Red Pill</em>, grupos virtuais compostos majoritariamente por homens que difundem hostilidade ao feminismo e às mulheres. A peça aponta que vários conteúdos da corrente passaram a circular vinculados a esse universo ideológico, em que a rejeição feminina é tratada como humilhação intolerável e a violência aparece como resposta aceitável.</p>
<p>Ao enquadrar esse conteúdo como discurso de ódio e misoginia digitalizada, a UBM reforça que o problema não é apenas moral ou comportamental — é também jurídico. E isso importa porque desloca a discussão do campo da “opinião” para o da responsabilização.</p>
<p><strong>O que sustenta a ação</strong></p>
<p>A peça jurídica se apoia em um conjunto robusto de normas nacionais e internacionais. No plano interno, cita a Lei da Ação Civil Pública, o Código de Defesa do Consumidor, o Código Civil e a Constituição Federal, especialmente os dispositivos que asseguram dignidade, igualdade, honra, imagem e vedação à discriminação.</p>
<p>Também recorre a decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconhecem a possibilidade de responsabilização civil de plataformas digitais quando elas deixam de adotar medidas razoáveis para impedir a circulação de conteúdos ilícitos, especialmente quando envolvem discriminação ou violência contra grupos vulneráveis. A petição ainda invoca tratados internacionais como a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (Cedaw), a Convenção de Belém do Pará, o Pacto de San José da Costa Rica e os Princípios Orientadores da ONU sobre Empresas e Direitos Humanos.</p>
<p>Há ainda um argumento especialmente forte: o de que o dano provocado pelos vídeos não atinge apenas mulheres individualmente ofendidas, mas toda a coletividade feminina, configurando dano moral coletivo. Nesse entendimento, não é necessário provar sofrimento individualizado de cada vítima. Basta a constatação de que houve uma conduta ilícita que agride a dignidade de um grupo social inteiro.</p>
<p>A UBM também usa os próprios Termos de Serviço do TikTok contra a empresa. Afinal, a plataforma afirma proibir “ameaças de violência física” e conteúdos discriminatórios, mas permitiu que esse material circulasse por anos.</p>
<p><strong>R$ 100 milhões para punir — e transformar</strong></p>
<p>Para Vanja Andrea, o valor pedido não é exagero, mas uma tentativa de transformar punição em política pública. “O pedido de indenização tem um caráter pedagógico e, na nossa opinião, transformador. Porque não se trata apenas de punir financeiramente a plataforma, mas de responsabilizar socialmente, servindo de exemplo para outras plataformas”, afirmou.</p>
<p>Ela rebate o discurso de que a cifra seria desproporcional. “A gente não pode pensar que isso é coisa menor e que R$ 100 milhões é um valor exorbitante e que é demais para uma causa como essa. O governo brasileiro está tendo dificuldades de implementar várias políticas por falta de dinheiro. O Ministério da Mulher, por exemplo, tem um fundo muito pequeno para trabalhar todas essas políticas”, disse.</p>
<p>Segundo Vanja, a proposta é que o dinheiro seja revertido em políticas de enfrentamento à violência, apoio às vítimas, campanhas educativas, formação digital e fortalecimento das redes de proteção. “É uma forma de transformar um dano social em uma ação concreta de prevenção, de cuidado, garantindo que esses recursos retornem diretamente para as mulheres”, resumiu.</p>
<p><strong>O que o caso sinaliza para o Brasil</strong></p>
<p>A ação da UBM chega em um momento em que cresce, no mundo inteiro, a pressão por regulação e responsabilização das big techs. O caso brasileiro dialoga com um debate internacional mais amplo: até quando empresas bilionárias poderão se esconder atrás do discurso da neutralidade tecnológica enquanto lucram com a circulação de violência, ódio e humilhação?</p>
<p>No Senado, o debate também avança com o PL 896/2023, da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), que propõe a tipificação da misoginia como crime. O projeto já passou por comissões e aguarda votação em plenário. A ofensiva jurídica da UBM, portanto, não é um episódio isolado — é parte de uma disputa maior sobre os limites do poder das plataformas e sobre o direito das mulheres a existir também no ambiente digital sem serem alvo de ameaça, humilhação ou violência.</p>
<p><strong>O que diz o TikTok</strong></p>
<p>Através de sua assessoria de imprensa, o TikTok informou à <em>Folha</em> que não havia sido notificado sobre o processo. A empresa afirmou que os conteúdos que violavam suas diretrizes foram removidos assim que identificados e que seu “time de moderação segue atento”. Disse ainda que não permite “discurso de ódio, comportamento violento ou promoção de ideologias de ódio”.</p>
<p>A UBM contesta frontalmente essa versão. Para a entidade, a permanência de vídeos semelhantes, a ausência de sanções efetivas contra os perfis e a lógica algorítmica de recomendação demonstram que a plataforma não enfrentou o problema na raiz.</p>
<p>A mensagem política da ação é nítida: não basta apagar o incêndio depois que ele vira escândalo. Se as plataformas seguem lucrando com a violência de gênero, é preciso que respondam por isso — financeiramente, juridicamente e publicamente.</p>
<p><em><strong>Fonte: Vermelho</strong></em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Combate ao assédio: mulheres seguem como principais vítimas no trabalho</title>
		<link>https://bancarios.com.br/combate-ao-assedio-mulheres-seguem-como-principais-vitimas-no-trabalho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Mar 2026 13:42:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos trabalhistas]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No Mês Internacional da Mulher o combate à violência é pauta prioritária e se trata de uma luta que vai além do fim das agressões e mortes de mulheres das ruas, nas casas, nos ambientes sociais e familiares. A violência também tem de ser combatida nos ambientes de trabalho, espaços que deveriam ser saudáveis, mas, em muitos &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-71868 size-full" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/03/systemuploadsnewsc3b96a244d4aede1760-700x460xfit-a6ea7.png" alt="" width="700" height="460" /></p>
<p>No <strong>Mês Internacional da Mulher</strong> o combate à violência é pauta prioritária e se trata de uma luta que vai além do fim das agressões e mortes de mulheres das ruas, nas casas, nos ambientes sociais e familiares. A violência também tem de ser combatida nos ambientes de trabalho, espaços que deveriam ser saudáveis, mas, em muitos casos, reproduzem desigualdades históricas de gênero, raça e poder.</p>
<p>Os assédios moral e sexual, são as formas mais persistentes de violência no trabalho, atingindo de maneira desproporcional as mulheres trabalhadoras. Dados recentes do Tribunal Superior do Trabalho (TST) indicam que uma em cada seis mulheres sofre assédio no ambiente de trabalho. Veja os números:</p>
<p><strong>Assédio moral: </strong>em 2025, foram registrados, no tribunal, 142.828 novos processos dessa natureza. O aumento foi de 22% em relação a 2024.</p>
<p><strong>Assédio sexual</strong>: em 2025, foram registrados 12.813 novos processos, cerca de 40% a mais que em 2024. Entre 2020 e 2024, somaram-se 33.050 ações, segundo o Tribunal Superior do Trabalho &#8211; TST. Os registros indicam que as mulheres são as principais vítimas, representando aproximadamente 70% dos processos.</p>
<p>Os números evidenciam a dimensão do problema. O assédio sexual é quatro vezes mais frequente entre mulheres, com impacto ainda mais intenso sobre mulheres negras e de menor renda.</p>
<p>Esse cenário se agrava em um contexto mais amplo de violência de gênero. Levantamentos apontam que <strong>37,5% das brasileiras já sofreram algum tipo de violência ao longo da vida</strong>, enquanto o país registra números elevados de feminicídio e violência sexual. Essa realidade atravessa o cotidiano e chega ao trabalho, afetando diretamente a saúde, a renda e a permanência das mulheres no emprego.</p>
<p>Para a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT, Amanda Corcino, o ambiente de trabalho reflete o comportamento machista da sociedade. “Temos várias iniciativas positivas, de combate a esse tipo de violência no trabalho, mas é preciso que a Convenção 190 seja ratificada pelo Brasil, porque representa um arcabouço jurídico para coibir essas práticas e é um instrumento fundamental de combate à violência no ambiente de trabalho”, ela diz.</p>
<p>A norma entrou em vigor em 2021 e já foi ratificada por 25 países, incluindo Argentina, México e Uruguai. No entanto, a tramitação no Brasil está travada na Comissão de Relações exteriores, presidida pelo deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL/SP). O texto foi encaminhado ao Congresso Nacional em 2023.</p>
<p>“A extrema direita não tem interesse nenhum em pautar esses temas. Ainda mais se tratando de direitos do trabalho, eles boicotam, trabalham contra. Basta ver como eles se posicionam sobre o fim da escala 6&#215;1. É um retrocesso cruel”, diz Amanda.</p>
<p><strong>Um marco internacional ainda em disputa</strong></p>
<p>A criação da Convenção 190 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em 2019, representou um divisor de águas. É o primeiro tratado internacional a reconhecer formalmente o direito de todas as pessoas a um mundo do trabalho livre de violência e assédio.</p>
<p>A Convenção estabelece diretrizes claras para prevenção, proteção às vítimas, responsabilização de agressores e promoção de políticas públicas integradas. Mesmo antes da ratificação, especialistas e entidades sindicais defendem a incorporação de seus princípios em acordos coletivos e políticas institucionais.</p>
<p><strong>O que é assédio e como ele se manifesta</strong></p>
<p>O assédio no trabalho pode assumir diferentes formas, sendo as mais comuns o assédio moral e o assédio sexual. Embora distintos, ambos têm em comum a violação da dignidade e da integridade da vítima.</p>
<p>O <strong>assédio moral</strong> caracteriza-se pela repetição de condutas abusivas que expõem o trabalhador a situações humilhantes e constrangedoras. Pode ocorrer de forma vertical (de chefes para subordinados), horizontal (entre colegas) ou até institucional, quando práticas de gestão utilizam pressão extrema e humilhação como método.</p>
<p>Já o <strong>assédio sexual</strong> envolve comportamentos de natureza sexual não desejados, que violam a liberdade e a dignidade da vítima. No Brasil, o crime está previsto no Código Penal (Art. 216-A) quando há uso de posição hierárquica para obter vantagem sexual. No entanto, há também formas mais difusas, como o chamado assédio ambiental, marcado por insinuações, comentários e atitudes que tornam o ambiente hostil.</p>
<p>Uma diferença importante é que o assédio moral exige repetição para ser caracterizado, enquanto o assédio sexual pode se configurar a partir de um único ato grave.</p>
<p><strong>Mulheres no centro da violência</strong></p>
<p>As mulheres são as principais vítimas dessas práticas. Dados da Justiça do Trabalho mostram que elas representam cerca de 70% dos casos de assédio sexual registrados. Esse quadro não é casual, mas resultado de estruturas sociais que colocam as mulheres em posições mais vulneráveis.</p>
<p>Fatores como desigualdade salarial, maior presença em setores precarizados e a sobrecarga da dupla jornada contribuem para essa vulnerabilidade.</p>
<p>Além disso, normas culturais que associam o feminino à submissão e ao cuidado dificultam a reação diante de abusos. “Persiste ainda a retrógrada construção social histórica que coloca homens, especialmente os brancos, em posições de poder, enquanto nós, mulheres, sobretudo negras, permanecem em posições de subordinação”, explica Amanda. Essa desigualdade estrutural impacta diretamente a capacidade de denunciar e romper ciclos de violência.</p>
<blockquote class="dd-blockquote"><p>Uma das nossas pautas do Mês Internacional da Mulheres em 2026, é uma maior presença nos espaços de poder, em especial na política. Quando temos o poder decisão, políticas públicas que nos protegem são elaboradas, projetos saem do papel e a violência é mais efetivamente combatida. É nosso espaço e temos de ocupá-lo</p>
<footer>&#8211; Amanda Corcino</footer>
</blockquote>
<p><strong>O silêncio que adoece</strong></p>
<p>Apesar da gravidade do problema, o assédio ainda é amplamente subnotificado. Cerca de 45,6% das vítimas não relatam as agressões, seja por medo de retaliação, descrença nas instituições ou necessidade de preservar o emprego.</p>
<p>O silêncio, no entanto, tem custos elevados. As consequências para a saúde incluem ansiedade, depressão, Síndrome de Burnout e outros transtornos mentais. Em casos extremos, pode haver afastamento do trabalho e ruptura da trajetória profissional.</p>
<p>Do ponto de vista das empresas, os impactos também são significativos: queda de produtividade, aumento do absenteísmo e crescimento de ações judiciais. Entre 2020 e 2023, mais de 419 mil processos envolvendo assédio foram registrados no país, com crescimento expressivo das ações por assédio sexual.</p>
<p><strong>Como enfrentar e romper o ciclo</strong></p>
<p>O combate ao assédio exige ações em múltiplos níveis: institucional, coletivo e individual.</p>
<p>Para as vítimas, especialistas recomendam a adoção de medidas como:</p>
<ul>
<li>Registrar detalhadamente os episódios (datas, locais, testemunhas);</li>
<li>Guardar provas materiais, como mensagens, e-mails e gravações;</li>
<li>Buscar apoio em sindicatos e canais institucionais;</li>
<li>Formalizar denúncias junto ao Ministério Público do Trabalho e à Justiça do Trabalho.</li>
</ul>
<p>“O papel dos sindicatos é fundamental nesse processo. Além de oferecer acolhimento e orientação jurídica, as entidades atuam na negociação de cláusulas específicas em acordos coletivos, pressionando empresas a adotarem políticas efetivas de prevenção e punição”, reforça Amanda..</p>
<p>A atuação sindical também é fundamental para ampliar a conscientização e quebrar o ciclo de silêncio que protege os agressores, ela complementa.</p>
<p><strong><em>Conteúdo elaborado com revisão ortográfica de inteligência artifical</em></strong></p>
<p><em><strong>Fonte: CUT</strong></em></p>
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		<title>Ódio organizado nas redes amplia violência a mulheres e expõe falhas de regulação</title>
		<link>https://bancarios.com.br/odio-organizado-nas-redes-amplia-violencia-a-mulheres-e-expoe-falhas-de-regulacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Mar 2026 13:17:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gênero]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ataques coordenados, impunidade e radicalização digital transformam assédio em máquina de violência; ativista defende responsabilização das plataformas, educação e ação coletiva para conter escalada A violência digital contra a mulher no Brasil tem chamado atenção da sociedade e autoridades dado o número alarmante de perfis nas redes sociais que propagam o ódio e a misognia. &#8230;</p>
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<h3 class="dd-m-text dd-m-text--big font-MerriWeather">Ataques coordenados, impunidade e radicalização digital transformam assédio em máquina de violência; ativista defende responsabilização das plataformas, educação e ação coletiva para conter escalada</h3>
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</div>
<p>A violência digital contra a mulher no Brasil tem chamado atenção da sociedade e autoridades dado o número alarmante de perfis nas redes sociais que propagam o ódio e a misognia. O que antes se manifestava de forma episódica, em ofensas pontuais e dispersas, consolidou-se como uma engrenagem estruturada, capaz de produzir, amplificar e normalizar o ódio em escala. A luta pelo fim da violência contra a mulher, pauta permantente da CUT e que ganha ainda mais visbilidade neste março de 2026, Mês Internacional da Mulher, passa pelo fim da violência digital &#8211; que se origina no ambiente das redes e ganha o mundo real de forma cruel.</p>
<p>Em entrevista ao Portal CUT, Kriska Carvalho, comunicadora da Fundação Perseu Abramo (FPA), ativista e militante, traça um panorama detalhado desse processo e alerta para o papel central das redes sociais na consolidação de um ambiente que deixou de ser apenas espaço de interação para se tornar um verdadeiro “celeiro” de radicalização e misoginia.</p>
<p>Ela reforça que há compreensão sobre o fenômeno, mas falta ação concreta capaz de interromper sua expansão. Diz ainda que a primeira, mais efetiva, porém não única medida a ser tomada é <strong>punir as plataformas</strong> que fazem vista grossa a perfis que disseminam ódio pelas mulheres nas redes.</p>
<p>E mais, afirma que apenas ‘discurso’ não resolve o problema. <strong>“Se a gente não agir de verdade, isso só vai piorar”.</strong></p>
<figure style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><a class="dd-lightbox" href="https://assets.cut.org.br/system/uploads/ck/pariz130326-x-enacom-0079.JPG" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" src="https://www.cut.org.br/images/cache/systemuploadsckpariz130326-x-enacom-700x467xfit-140fb.JPG" alt="" width="700" height="467" /></a><figcaption class="wp-caption-text">Roberto Parizotti</figcaption></figure>
<p><strong>Alto e bom som</strong></p>
<p>É fato que a mídia tem dado destaque a esse tema, “falando de perfis nas redes sociais que fomentam o ódio contra a mulher, que incentivam e colocam ideias na cabeça dos homens para tratar as mulheres como seres inferiores”, afirma Krisca. A exposição dos modos de operação desses grupos, para ela, é uma transformação que não ocorreu de forma abrupta, mas foi sendo construída ao longo dos últimos anos, especialmente a partir de 2018, em meio às mudanças políticas e ideológicas, comportamentais e nas próprias dinâmicas das plataformas digitais.</p>
<p><strong>Da ofensa pontual ao ódio estruturado</strong></p>
<p>Se o machismo sempre esteve presente no ambiente online, a natureza dos ataques mudou profundamente. Durante o período eleitoral de 2018, contra a comunicadora, as agressões eram mais limitadas, menos articuladas e, em alguma medida, ainda sujeitas a mecanismos de contenção.</p>
<p>“As ofensas existiam, claro, mas não eram tão organizadas. No máximo, chamavam a gente de ‘marmita’ ou repetiam slogans políticos. E quando você denunciava, havia resposta. O perfil caía”, recorda.</p>
<p>Naquele contexto, o assédio – muitas vezes de caráter sexual – já era recorrente. “A gente recebia muitos nudes sem solicitação, era comum. Era uma situação grave, mas diferente do que vemos hoje.”</p>
<p>A mudança de patamar ocorre gradualmente, acompanhando alterações nas políticas de moderação das plataformas e a percepção, por parte dos agressores, de que o terreno se tornava cada vez mais permissivo. “Eles foram sentindo o terreno. Começaram com ataques menores, testando até onde podiam ir. E, como nada acontecia, avançaram.”</p>
<p><strong>Impunidade como motor da violência digital</strong></p>
<p>Esse avanço está diretamente ligado, segundo Kriska, à lógica da impunidade. “A pessoa percebe que pode ofender, ameaçar, e nada acontece. Então ela vai avançando. Vai escalando, até chegar em níveis extremos.” O resultado é a consolidação de um ambiente em que a violência se torna rotina e previsível.</p>
<p>“Hoje não existe uma publicação de mulher, principalmente ativista, militante, que não tenha alguém agredindo, ofendendo e ameaçando.”</p>
<p>A organização desses ataques revela um nível ainda mais preocupante do problema. Não se trata apenas de indivíduos isolados, mas de redes estruturadas, com páginas e grupos dedicados à perseguição sistemática de mulheres, muitas vezes com milhares de seguidores. “São páginas enormes, organizadas para recrutar e expor mulheres”, explica.</p>
<p><strong>Ataques coordenados, doxing e perseguição em massa</strong></p>
<p>Um episódio relatado por Kriska ilustra a gravidade dessa engrenagem. Uma companheira de militância tentou denunciar uma página organizada para expor mulheres,  descrita como um espaço em que “pegam uma <em>puta</em> por dia”. A reação foi imediata e coordenada.</p>
<p>“Eles pegaram a foto dela, conseguiram telefone, CPF, endereço, nome da mãe e publicaram tudo. Direcionaram ataques. Ela foi ameaçada de morte.”</p>
<p>O uso de robôs e técnicas de doxing (exposição de dados pessoais) amplia o alcance e o impacto da violência. Mesmo diante da gravidade, não houve resposta efetiva das plataformas. “A gente denunciou, falou com várias pessoas, e nada aconteceu. A página continuou no ar.”</p>
<p>Para a ativista, esse tipo de resposta – ou a ausência dela – é determinante para a escalada da violência. “Tudo aquilo assim tá sendo banalizado&#8230; virou um celeiro mesmo.”</p>
<p><strong>Juventude, pandemia e radicalização online</strong></p>
<p>A compreensão desse fenômeno passa também pela análise de quem são esses agressores. Kriska aponta para a presença significativa de jovens que tiveram seu processo de socialização atravessado pela pandemia.</p>
<p>“Tem muito menino jovem envolvido nisso. E isso tem muito a ver com o período da pandemia”. Como mãe e avó, ela avalia que o isolamento prolongado, aliado ao uso intensivo da internet como única forma de convivência, criou condições para a captura desses adolescentes por discursos de ódio. “A internet virou o único parâmetro de convivência. E o ódio engaja, dá visibilidade.”</p>
<p>Nesse ambiente, diferentes vetores se combinam: a atuação da extrema direita, a disseminação de ideologias misóginas e a lógica algorítmica das plataformas. “As redes sociais engajam ódio, o ódio engaja”, ela reafirma.</p>
<p>Grupos como os chamados ‘incels’ (celibatários involuntários) e ‘redpills’ (comunidades online que difundem a ideia de que mulheres são inimigas ou manipuladoras e que os homens precisam ‘despertar’ para essa suposta realidade) reforçam uma visão de mundo em que a mulher deixa de ser reconhecida como sujeito. <strong>“Eles não veem a mulher como pessoa. Veem como coisa.”</strong></p>
<p><strong>Da violência virtual à brutalidade real</strong></p>
<p>Para Kriska, os efeitos não ficam restritos ao ambiente digital. “Isso não para na internet. Vai para a vida real.” Ela aponta uma mudança na natureza da violência, cada vez mais brutal.</p>
<p>“Não é só agredir. É destruir a mulher, desfigurar.”</p>
<p>A desumanização presente nos discursos online se materializa em práticas concretas, evidenciando que a violência digital não é paralela. É parte de um mesmo sistema que sustenta o feminicídio e outras formas de agressão.</p>
<p><strong>Responsabilizar plataformas é ponto de partida</strong></p>
<p>Diante desse cenário, a responsabilização das plataformas aparece como elemento central. “Se a plataforma permite conteúdo criminoso e não derruba, ela tem que ser penalizada. Não dá para tratar isso como liberdade de expressão.”</p>
<p>Para Kriska, a ausência de regulação eficaz cria um ambiente em que ninguém é responsabilizado – nem quem comete a violência, nem quem a viabiliza. “Se começa a derrubar perfil, derrubar postagem, a pessoa entende que não pode fazer aquilo.”</p>
<p>Caso a prática persista, ela defende investigação e responsabilização direta. “A pessoa precisa saber que está cometendo crime.”</p>
<p><strong>Educação, famílias e ação coletiva</strong></p>
<p>Apesar disso, ela ressalta que não existe solução única. “É um conjunto de elementos.” A educação surge como eixo estratégico. “A gente precisa falar disso desde cedo. Explicar o que é misoginia, o que é discurso de ódio.”</p>
<p><strong>As famílias também têm papel central</strong>. “Os pais precisam orientar. Não dá para fingir que não vê o que o filho faz na internet.”</p>
<p>O enfrentamento exige ainda engajamento coletivo. “Isso não é um problema só das mulheres. É um problema da sociedade.” Nesse sentido, Kriska destaca o papel dos homens. “Os homens que estão do nosso lado têm o dever de ajudar a levar essa pauta adiante.”</p>
<p>E reforça: “Quando o homem ele fala&#8230; ele levanta uma mulher ali para que ela tenha voz, faz toda diferença.”</p>
<p><strong>Entre o cansaço e o abandono</strong></p>
<p>Mesmo com a clareza sobre o problema, o sentimento predominante é de exaustão. “É muito cansativo. A gente denuncia, expõe, e nada acontece.” A própria ativista relata ataques recentes. “Me ofenderam, me ameaçaram. E você pensa em processar, mas é caro, leva tempo.”</p>
<p>Diante disso, muitas mulheres recuam – fecham comentários, deixam redes ou limitam sua atuação. Outras resistem, mas enfrentam um ambiente cada vez mais hostil.</p>
<p><strong>Um problema conhecido, sem resposta à altura</strong></p>
<p>Para Kriska, o mais preocupante é que não se trata de falta de diagnóstico. “Todo mundo sabe o que está acontecendo. Todo mundo sabe qual é o resultado disso.” O que falta é ação concreta. “A gente fala muito, mas age pouco”, ela diz.</p>
<p>E pontua que eem enfrentar as plataformas, educar novas gerações e responsabilizar agressores, a tendência é de aprofundamento da violência, que se tornará cada vez mais organizada, mais visível e mais brutal.</p>
<p><em><strong>Fonte: CUT</strong></em></p>
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		<title>Machosfera: a masculinidade frágil a serviço da violência contra a mulher</title>
		<link>https://bancarios.com.br/machosfera-a-masculinidade-fragil-a-servico-da-violencia-contra-a-mulher/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Mar 2026 13:12:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gênero]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Conteúdos misóginos crescem impulsionados por algoritmos e monetização; impacto na juventude acende alerta e reforça a necessidade de responsabilizar plataformas e transformar a cultura Tema cada vez mais presente nos debates sobre o combate à violência contra a mulher, a disseminação de misoginia e ódio nas redes sociais, por meio de perfis “especializados” que enaltecem &#8230;</p>
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<h3 class="dd-m-text dd-m-text--big font-MerriWeather">Conteúdos misóginos crescem impulsionados por algoritmos e monetização; impacto na juventude acende alerta e reforça a necessidade de responsabilizar plataformas e transformar a cultura</h3>
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</div>
<p>Tema cada vez mais presente nos debates sobre o combate à violência contra a mulher, a disseminação de misoginia e ódio nas redes sociais, por meio de perfis “especializados” que enaltecem a masculinidade em detrimento das mulheres, é um problema que precisa ser enfrentado com efetividade a partir de uma série de ações, em especial, com a responsabilização das plataformas digitais.</p>
<p>Conteúdos de ódio contra mulheres se expandem com apoio de algoritmos e mecanismos de monetização. Por isso, especialistas alertam para o impacto na formação de jovens e defendem mudanças estruturais, que passam tanto pela regulação quanto pela transformação cultural. “A violência, além de ser um desvio de caráter, é um negócio lucrativo”, diz Amanda Corcino, secretária da Mulher Trabalhadora da CUT.</p>
<p><strong>Machosfera:</strong></p>
<p>A chamada ‘machosfera’, um conjunto de perfis que propagam misoginia, violência simbólica e até apologia a agressões permanecem ativos, ampliam seu alcance e, muitas vezes, são recompensados com engajamento e monetização.</p>
<p>Para <strong>Amanda Corcino</strong>, esse cenário revela uma falha estrutural das plataformas digitais. “A internet virou um terreno livre e fértil para esse tipo de violência. Livre porque não há punição efetiva, e fértil porque os algoritmos entregam esse conteúdo para mais pessoas, ampliando alcance e monetização”, afirma.</p>
<p>A avaliação aponta para um modelo que premia o engajamento — independentemente do conteúdo — e permite que discursos violentos ganhem escala.</p>
<p><strong>Crescimento acelerado e alcance ampliado</strong></p>
<p>Os dados confirmam essa tendência. Levantamento do NetLab, da UFRJ, mostra que, mesmo com a redução no número de canais misóginos monitorados, o alcance dessas redes aumentou significativamente.</p>
<p>Em 2024, eram <strong>137 canais</strong>, com cerca de <strong>105 mil vídeos</strong> e <strong>19 milhões de inscritos</strong>. Dois anos depois, o número de canais caiu para <strong>123</strong>, mas a produção subiu para <strong>130 mil vídeos</strong>, e o total de inscritos chegou a <strong>23 milhões</strong>.</p>
<p>O dado revela uma mudança qualitativa: menos canais, porém mais ativos, mais produtivos e com maior audiência — um indicativo de que o discurso misógino não apenas persiste, mas se fortalece.</p>
<p><strong>Como funcionam os perfis de ódio</strong></p>
<p>Esse crescimento está diretamente ligado à atuação de influenciadores e canais que operam dentro da chamada “machosfera”, um ecossistema digital que reúne conteúdos voltados à promoção de uma masculinidade baseada na dominação e no controle sobre as mulheres.</p>
<p>Perfis como o de <strong>Thiago Schutz</strong>, conhecido pelo “Manual Red Pill Brasil”, exemplificam esse funcionamento. Sob o discurso de “desenvolvimento pessoal” ou “melhoria masculina”, esses canais difundem ideias que inferiorizam mulheres e reforçam papéis de gênero rígidos.</p>
<p>Entre as características centrais desse conteúdo estão:</p>
<ul>
<li>A ideia de que homens são prejudicados por uma suposta sociedade que favorece mulheres</li>
<li>A generalização de comportamentos femininos por meio de estereótipos</li>
<li>A defesa de que o homem deve exercer controle e autoridade nas relações</li>
<li>A redução da mulher ao papel doméstico ou de submissão</li>
</ul>
<p>Além disso, há uma forte presença de “coaches de masculinidade” que vendem cursos, mentorias e conteúdos pagos, transformando a misoginia em produto.</p>
<p><strong>Da ideologia à violência</strong></p>
<p>Esse universo está associado à chamada cultura “red pill”, que constrói uma narrativa de antagonismo entre homens e mulheres.</p>
<p>O educador <strong>Marcos Ribeiro</strong>, em entrevista ao programa <em>Sem Censura</em>, da TV Brasil, explica que essas redes operam a partir de uma lógica de disputa. “É uma rede que incentiva os garotos a verem a mulher como sua concorrente.A gente retomou uma masculinidade tóxica total”, diz, ao destacar que jovens passam a internalizar valores baseados na culpa atribuída às mulheres.</p>
<p>Esse processo é especialmente preocupante na formação de crianças e adolescentes. Ainda segundo o educador, nesse ambiente, jovens “aprendem a odiar as mulheres”, o que pode se manifestar em diferentes formas de violência — moral, psicológica e física.</p>
<p><strong>Normalização da agressão</strong></p>
<p>Dentro dessas comunidades, a violência não aparece de forma isolada, mas como parte de um processo de normalização.</p>
<p>Conteúdos começam com memes e piadas misóginas e evoluem para:</p>
<ul>
<li>ameaças diretas</li>
<li>assédio e perseguição (stalking)</li>
<li>chantagens com imagens íntimas</li>
<li>apologia à violência física</li>
</ul>
<p>Há também vídeos que simulam agressões – com socos, chutes e ataques – acompanhados de frases que naturalizam a violência diante da rejeição feminina.</p>
<p>Esse tipo de conteúdo contribui para banalizar o desrespeito e transformar a agressão em comportamento aceitável.</p>
<p><strong>Algoritmos e radicalização</strong></p>
<p>A lógica das plataformas intensifica esse cenário. Ao recomendar conteúdos semelhantes, os algoritmos criam ciclos de reforço que levam usuários a consumir materiais cada vez mais extremos.</p>
<p>Esse processo, muitas vezes descrito como um “buraco de coelho” digital, faz com que jovens sejam expostos repetidamente a conteúdos que:</p>
<ul>
<li>culpabilizam mulheres por frustrações pessoais</li>
<li>reforçam visões distorcidas de relacionamento</li>
<li>incentivam comportamentos agressivos</li>
</ul>
<p>O resultado é uma radicalização progressiva, que combina isolamento, ressentimento e validação social dentro dessas comunidades.</p>
<p><strong>Redes amplificam misoginia e tornam violência contra mulheres rotina digital</strong></p>
<p>Em entrevista ao Portal da CUT, a comunicadora da Fundação Perseu Abramo, Kriska Carvalho, descreve um ambiente em que ataques são constantes, estruturados e incentivados por dinâmicas digitais que favorecem o engajamento pelo ódio. Nesse cenário, mulheres, em especial ativistas, se tornam alvos permanentes de ofensas, ameaças e campanhas coordenadas de perseguição.</p>
<p>A ausência de punição é, segundo ela, o principal combustível dessa escalada, já que sem consequência, a violência se intensifica. Grupos organizados operam com milhares de seguidores, promovendo exposição sistemática de mulheres e utilizando ferramentas como o doxing para ampliar o impacto dos ataques.</p>
<p>Em um dos casos relatados, após uma denúncia, uma militante teve seus dados pessoais divulgados e passou a ser alvo de ameaças, enquanto o conteúdo permanecia ativo na plataforma.</p>
<p>Diante desse quadro, Kriska defende que o enfrentamento passa necessariamente pela responsabilização das empresas de tecnologia e por medidas que ultrapassem o campo do discurso. “Discurso não vai resolver. Se a gente não agir de verdade, isso só vai piorar”. Para ela, sem regulação eficaz, educação e mobilização social, a tendência é que a violência continue se expandindo — cada vez mais organizada, visível e naturalizada.</p>
<p><strong>Regulação em debate</strong></p>
<p>Diante desse cenário, cresce a pressão por respostas institucionais. Projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional buscam enfrentar a misoginia digital tanto do ponto de vista criminal quanto da responsabilização das plataformas.</p>
<p>A adequação da legislação é proposta no <a href="https://www.camara.leg.br/noticias/942988-projeto-de-lei-criminaliza-a-misoginia" target="_blank" rel="noopener">Projeto de Lei 872/2023</a>, da deputada Dandara (PT-MG), e no Projeto de Lei 1225/21, do deputado Denis Bezerra (PSB-CE). As duas proposições sugerem alterações na <a href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/1989/lei-7716-5-janeiro-1989-356354-norma-pl.html" target="_blank" rel="noopener">Lei Caó</a>, que tipifica crimes resultantes de preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, tornando-os inafiançáveis e imprescritíveis, com penas de reclusão, para incluir a misoginia no rol de crimes de preconceito, equiparando o rigor punitivo ao já aplicado em casos de racismo.</p>
<p>Já o PL 6396/25, apresentado pela deputada Erika Hilton (Psol-SP), foca na governança digital ao alterar o <a href="https://www2.camara.gov.br/legin/fed/lei/2014/lei-12965-23-abril-2014-778630-norma-pl.html" target="_blank" rel="noopener">Marco Civil da Internet</a>. O projeto estabelece a responsabilidade solidária das plataformas digitais quando não retirarem conteúdos que incitem a violência contra a mulher.</p>
<p>Já o chamado “PL anti-redpill” (PL 6075/2025), da deputada Samia Bonfin (Psol-SP) propõe criminalizar a promoção de conteúdos que incentivem hostilidade ou violência contra mulheres. Outras propostas preveem:</p>
<ul>
<li>remoção prioritária de conteúdos misóginos</li>
<li>suspensão de monetização de perfis violentos</li>
<li>responsabilização das plataformas por omissão</li>
</ul>
<p>Para Amanda Corcino, iniciativas como essas são fundamentais.“As redes sociais precisam ser responsabilizadas. Não é possível que continuem lucrando com conteúdos que incentivam a violência”, afirma.</p>
<p><strong>Educação e responsabilidade social</strong></p>
<p>Ainda assim, o enfrentamento do problema exige mais do que legislação. A raiz da questão está na formação social e cultural.</p>
<p>Amanda Corcino defende que o combate à misoginia começa dentro de casa.<br />
“É preciso que pais e mães entendam que não dá para deixar crianças livres nesse ambiente sem orientação. É necessário ensinar respeito, igualdade e solidariedade desde cedo”, diz.</p>
<p>Segundo ela, a ausência desse processo formativo permite que jovens cresçam sem compreender princípios básicos de convivência e igualdade de gênero.</p>
<p><strong>Um ciclo que precisa ser interrompido</strong></p>
<p>O avanço da misoginia nas redes revela um problema que conecta tecnologia, cultura e política. Não se trata apenas de conteúdos isolados, mas de um sistema que</p>
<ul>
<li>produz e distribui discurso de ódio</li>
<li>recompensa financeiramente quem o dissemina</li>
<li>influencia a formação de jovens</li>
<li>e contribui para a reprodução da violência no mundo real</li>
</ul>
<p>Dado o cenário, para Amanda Corcino, a resposta precisa ser coletiva. “É preciso denunciar, responsabilizar e, principalmente, entender que a mulher não é inferior em nenhum aspecto. Violência não é opinião. É crime.”</p>
<p>Ela pontua ainda que sem regulação, educação e mobilização social, o ambiente digital “vai seguir sendo palco de violência e amplificando desigualdades”.</p>
<p><em><strong>Fonte: CUT</strong></em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Mais mulheres na política é condição para enfrentar desigualdades</title>
		<link>https://bancarios.com.br/mais-mulheres-na-politica-e-condicao-para-enfrentar-desigualdades/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Mar 2026 14:25:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gênero]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>CUT e movimentos apontam que ampliar a presença feminina nos espaços de decisão é condição para enfrentar a violência, reduzir desigualdades e fortalecer a democracia O Mês Internacional da Mulher, em 2026, reforça o caráter político do debate sobre representatividade. A mobilização da CUT, de organizações de mulheres, movimentos sociais e entidades sindicais coloca como &#8230;</p>
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<h3 class="dd-m-text dd-m-text--big font-MerriWeather">CUT e movimentos apontam que ampliar a presença feminina nos espaços de decisão é condição para enfrentar a violência, reduzir desigualdades e fortalecer a democracia</h3>
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<div class="dd-m-icon__group-icons"><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-71795 size-full" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Mulher-no-Congresso-com-discurso-politico-1.png" alt="" width="1536" height="1024" /></div>
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<p>O Mês Internacional da Mulher, em 2026, reforça o caráter político do debate sobre representatividade. A mobilização da CUT, de organizações de mulheres, movimentos sociais e entidades sindicais coloca como fundamental ampliar a presença feminina nos espaços de poder como condição para enfrentar a violência de gênero e reduzir desigualdades estruturais.</p>
<p>Nesse contexto, com as eleições se aproximando, o debate sobre representação deixa de ser apenas estatístico e assume sua dimensão política e de mobilização. A escolha de parlamentares para o Senado e a Câmara definirá quem ocupará os espaços responsáveis por aprovar leis, estabelecer prioridades orçamentárias e definir políticas públicas que impactam diretamente a vida da população.</p>
<p>“A sociedade brasileira precisa dar atenção especial a quem escolhe como deputado e deputada, senador e senadora. Nos últimos anos, nas últimas legislaturas, o país tem elegido candidaturas que nem de longe representam a realidade do povo brasileiro e nem lutam pelas suas pautas reais. E é aí que falamos da representatividade feminina, muito aquém do justo”, diz Amanda Corcino, secretária da Mulher Trabalhadora da CUT, sobre a baixa presença de mulheres nos espaços políticos.</p>
<p>Embora as mulheres representem mais de 51,5% da população brasileira e cerca de 52% do eleitorado, atualmente elas ocupam menos de 18% das cadeiras no Congresso Nacional. No recorte racial, a desigualdade é ainda mais profunda: mulheres negras representam cerca de 2% do parlamento brasileiro.</p>
<blockquote class="dd-blockquote"><p>O desafio colocado para a sociedade é transformar o voto em instrumento de enfrentamento dessa desigualdade histórica e ampliar a presença de mulheres nos espaços de poder</p>
<footer>&#8211; Amanda Corcino</footer>
</blockquote>
<p><strong>Disparidade</strong></p>
<p>Para os movimentos de mulheres, esses números revelam um déficit democrático histórico. A sub-representação feminina nos espaços de decisão não é resultado apenas de escolhas eleitorais, mas de um conjunto de barreiras estruturais que dificultam a participação política, como desigualdade no financiamento de campanhas, violência política de gênero, candidaturas fictícias e resistência interna dos partidos em dividir poder.</p>
<p><strong>Representatividade real: a escolha pelo voto</strong></p>
<p>Para Amanda Corcino, o debate sobre representatividade não se resume a números, mas à disputa de projetos políticos. Ela se refere à escolha de quem irá representar a sociedade, levando em consideração o alinhamento com valores democráticos e com a defesa de direitos.</p>
<p>“Precisamos de mais mulheres no Parlamento para que haja equidade real na distribuição de poder. Quando ampliamos a presença feminina comprometida com a democracia e com uma visão progressista, as políticas públicas deixam de ser promessa e passam a transformar a vida das pessoas. Mas é fundamental escolher representantes alinhadas à defesa da liberdade, da autonomia sobre nossos corpos e nossas trajetórias. Há mulheres que atuam em defesa de projetos conservadores que contrariam direitos históricos e restringem avanços fundamentais”, afirma.</p>
<p>A fala reforça uma discussão recorrente dentro dos movimentos feministas. Ocupar espaços institucionais é essencial, mas a representatividade também envolve compromisso com agendas voltadas à igualdade, à justiça social e à defesa dos direitos das mulheres.</p>
<p><strong>Estatísticas</strong></p>
<p>A experiência internacional aponta que maior presença feminina nos parlamentos está associada à ampliação de políticas públicas voltadas à proteção social, combate à violência de gênero, equidade salarial e acesso a direitos. Países latino-americanos como México, Bolívia e Argentina já superaram a marca de 40% de mulheres em seus parlamentos, resultado de políticas de paridade e incentivos institucionais.</p>
<p>O Brasil, no entanto, ainda aparece em posição distante nesse cenário. No ranking global de representação feminina nos parlamentos, elaborado por organismos internacionais, o país ocupa a 133ª colocação.</p>
<p>Os dados mais recentes também indicam que o crescimento da presença feminina tem sido lento. Nas eleições municipais de 2024, as mulheres eleitas para câmaras municipais passaram a representar cerca de 18% do total de vereadores — avanço de dois pontos percentuais em relação ao pleito anterior.</p>
<p>Apesar da legislação que exige pelo menos 30% de candidaturas de cada gênero, mais de 700 municípios registraram descumprimento dessa regra. Além disso, candidatas continuam enfrentando obstáculos como menor acesso a recursos de campanha e episódios de violência política de gênero.</p>
<p>A Emenda Constitucional 117/2022 determinou que ao menos 30% dos recursos dos fundos partidário e eleitoral sejam destinados às candidaturas femininas. Ainda assim, especialistas apontam que a desigualdade persiste por causa de práticas internas nos partidos e dificuldades de fiscalização.</p>
<p>No Congresso Nacional, o cenário permanece semelhante. A Câmara dos Deputados conta atualmente com 91 deputadas entre 513 cadeiras, o equivalente a cerca de 17,7%. No Senado Federal, a participação feminina varia entre 18% e 19,8%, com aproximadamente 15 ou 16 senadoras entre os 81 parlamentares.</p>
<p>Mesmo sendo os maiores números já registrados na história do país, os percentuais continuam abaixo da média mundial, hoje em torno de 27%, e muito distantes da paridade.</p>
<p>A baixa presença feminina nos espaços institucionais impacta diretamente o processo de elaboração de políticas públicas. Temas como combate à violência contra a mulher, acesso a creches, igualdade salarial, saúde reprodutiva e políticas de cuidado muitas vezes enfrentam maior resistência quando não contam com representação significativa de mulheres nas instâncias de decisão.</p>
<p>Para os movimentos sociais, fortalecer a democracia passa necessariamente por ampliar essa presença.</p>
<blockquote class="dd-blockquote"><p>Não é aceitável que mulheres sejam maioria no país e nas urnas, mas continuem com menos de um quinto das cadeiras no Congresso. Essa realidade torna evidente uma desigualdade histórica que ainda estrutura a política brasileira</p>
<footer>&#8211; Amanda Corcino</footer>
</blockquote>
<p><strong>Mudanças estruturais</strong></p>
<p>A ampliação da representatividade feminina na política também é apontada como parte de um conjunto mais amplo de transformações necessárias na sociedade. Amanda Corcino reforça que enfrentar a violência e as desigualdades de gênero exige mudanças estruturais que vão além das instituições.</p>
<p>“Passa pela revisão de comportamentos historicamente naturalizados, especialmente entre homens, pela educação de meninos desde cedo para relações baseadas em respeito e igualdade e pelo enfrentamento da cultura de misoginia que se reproduz em diferentes espaços. Há ainda que se olhar atentamente e ter ações efetivas sobre o papel das redes sociais, que têm sido ambiente fértil de disseminação de discursos de ódio e ataques contra mulheres, ou seja, é preciso ter mecanismos de regulação e responsabilização das plataformas”, diz a dirigente.</p>
<h3>Pautas do mês internacional das mulheres</h3>
<p>A ampliação da representatividade política está entre as principais bandeiras das mobilizações do 8 de Março em 2026, mas não é a única. Os atos e debates realizados em todo o país também articulam outras pautas centrais para a vida das mulheres.</p>
<p>Entre elas está o combate ao feminicídio e a todas as formas de violência de gênero. As organizações alertam que a violência não se resume aos casos extremos que chocam o país, mas se manifesta também nas desigualdades econômicas, sociais e políticas que limitam a autonomia das mulheres.</p>
<p>Outra reivindicação presente nas mobilizações é o fim da escala de trabalho 6&#215;1 — seis dias de trabalho para apenas um de descanso — modelo considerado especialmente prejudicial às mulheres, que continuam sendo as principais responsáveis pelas tarefas de cuidado e pelo trabalho doméstico.</p>
<p>A desigualdade salarial também integra a pauta. No Brasil, as mulheres recebem em média 20,9% a menos que os homens no exercício da mesma função. A Lei nº 14.611/2023, que trata da igualdade salarial, é apontada como avanço, mas as organizações defendem fiscalização efetiva e políticas que garantam sua aplicação.</p>
<p>As mobilizações também reforçam a defesa da democracia e da soberania dos povos, entendidas como condições essenciais para a garantia de direitos. Para os movimentos, democracias fragilizadas tendem a aprofundar desigualdades e a reduzir políticas públicas voltadas às populações mais vulneráveis.</p>
<p><em><strong>Fonte: CUT</strong></em></p>
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		<title>Estudos mostram avanço de conteúdos misóginos e apoio a ideias machistas</title>
		<link>https://bancarios.com.br/estudos-mostram-avanco-de-conteudos-misoginos-e-apoio-a-ideias-machistas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Mar 2026 14:18:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gênero]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dados do NetLab, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, indicam aumento de canais misóginos e de inscritos neles no YouTube. Já o Ispos aponta que 31% dos rapazes da Geração Z acham que esposa deve obedecer ao marido O cenário de disseminação de conteúdos misóginos é um dos pilares da violência contra a mulher. &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="row row-small">
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<h3>Dados do NetLab, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, indicam aumento de canais misóginos e de inscritos neles no YouTube. Já o Ispos aponta que 31% dos rapazes da Geração Z acham que esposa deve obedecer ao marido</h3>
<figure id="attachment_71792" aria-describedby="caption-attachment-71792" style="width: 823px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="wp-image-71792 size-full" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/03/machismo_Tomaz-Silva_Agencia-Brasil-Fonte-Agencia-Camara-de-Noticias.jpg" alt="" width="823" height="462" /><figcaption id="caption-attachment-71792" class="wp-caption-text">Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil</figcaption></figure>
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<div class="post-info ">
<p>O cenário de disseminação de conteúdos misóginos é um dos pilares da violência contra a mulher. Pelo menos 123 canais brasileiros no <em>YouTube </em>com esse tipo de mensagem estão ativos e somam mais de 23 milhões de inscritos e 130 vídeos publicados.</p>
<p>É o que revela atualização de levantamento de 2024 feito pelo Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais (NetLab), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com o Ministério das Mulheres e divulgado nesta semana.</p>
<p>De acordo com os dados colhidos, 90% dos canais que já haviam sido mapeados em 2024 ainda estão disponíveis na plataforma — eles eram, então, 137. Além disso, foi constatado aumento de 18,55% no número de inscritos — que totalizavam, há dois anos, cerca de 19,5 milhões.</p>
<p>Outro ponto é que também aumentou o número de vídeos publicados por esses canais: foram 25 mil a mais ante 2024, quando somavam 105 mil; 20 mudaram de nome e alguns retiraram referências à machosfera de seus títulos.</p>
<p>Ainda segundo o estudo, no momento da pesquisa inicial, em 2024, os 14 canais removidos somavam 1,37 milhão de inscritos.</p>
<p>Apesar de o vídeo mais antigo analisado ter sido postado em 2018, 88% deles foram publicados a partir de 2021, e pouco mais da metade (52%) entrou na plataforma entre janeiro de 2023 e abril de 2024. Já de abril para cá, cerca de 25 mil novos vídeos foram postados.</p>
<p>“Nos últimos anos, houve um crescimento expressivo da ‘machosfera’ e do volume de conteúdos potencialmente misóginos no <em>YouTube</em>”, diz o relatório.</p>
<p>Nesse universo, o levantamento aponta que “predominam conteúdos que disseminam teorias conspiratórias prejudiciais à igualdade de gênero e comportamentos nocivos às mulheres disfarçados de estratégias de valorização dos homens”.</p>
<p>O estudo chama atenção, ainda, para o fato de que os vídeos expressam “aversão, desprezo, controle e ódio às mulheres, com comentários direcionados a grupos específicos, tratados de forma generalizada, como ‘as feministas’, ‘as mães solteiras’ e ‘as mulheres mais velhas’. Com isso, perpetuam comportamentos hostis, fortalecendo um cenário discriminatório contra mulheres<br />
no <em>YouTube</em>”.</p>
<p>À Agência Brasil, Luciane Belín, do NetLab, alertou para o fato de que, mais do que uma expressão do machismo, esses conteúdos geram lucro para os donos dos canais e a plataforma. “Não é só a opinião deles, mas também é uma oportunidade de ganhar dinheiro, pautada na humilhação, inferiorização, na subjugação de mulheres”, explicou.</p>
<p>O estudo sobre o <em>YouTube </em>é um indicativo de como as mulheres vêm sendo tratadas em diversas redes sociais. Nesta semana, por exemplo, uma nova “trend” — tipo de conteúdo do momento, que viraliza rapidamente — mostra rapazes encenando como devem reagir, agressivamente, caso “elas digam não”.</p>
<p>Frente à repercussão, vídeos desse tipo foram removidos do <em>TikTok</em>. A Polícia Federal está investigando o caso e já identificou 15 desses perfis.</p>
<p><strong>Jovens retrógrados</strong></p>
<p>Também nesta semana, um levantamento feito pelo Ipsos em parceria com o Instituto Global de Liderança Feminina do King’s College London aponta que 31% dos jovens do sexo masculino (nascidos entre 1997 e 2012) acreditam que a esposa deve sempre obedecer ao marido. O índice é mais que o dobro do registrado entre os homens nascidos entre 1946 e 1964 — conhecidos como Baby Boomers.</p>
<p>Além disso, 33% concordam que o marido “deve ter a palavra final nas decisões importantes (ante 17% da geração mais antiga).</p>
<p>“A chamada machosfera — com Red Pills, incels e influenciadores antifeministas — cresce nas redes sociais e alcança milhões de jovens. Enquanto isso, mulheres seguem sendo vítimas de violência física, simbólica e digital”, destacou a líder no PCdoB na Câmara, Jandira Feghali (RJ), uma das deputadas mais atuantes na luta contra a violência de gênero.</p>
<p>Para ela, “é preciso combater com firmeza essa ira digital e responsabilizar esse movimento criminoso. Combater a misoginia também é defender democracia, direitos humanos e igualdade”.</p>
<p><em><strong>Fonte: Vermelho</strong></em></p>
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		<item>
		<title>Violência contra mulheres explode e expõe crise de proteção</title>
		<link>https://bancarios.com.br/violencia-contra-mulheres-explode-e-expoe-crise-de-protecao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Mar 2026 17:01:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gênero]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Relatório da Rede de Observatórios revela mais de 5 mil casos de violência em 2025, com aumento de estupros e feminicídios e forte impacto sobre meninas. A violência de gênero segue avançando no Brasil e revela um cenário alarmante de agressões, estupros e assassinatos de mulheres. Em 2025, foram monitorados 5.358 eventos de violência contra mulheres &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="row row-small">
<div id="single-the-title" class="column large-12 small-12 text-center mt-30">
<h3>Relatório da Rede de Observatórios revela mais de 5 mil casos de violência em 2025, com aumento de estupros e feminicídios e forte impacto sobre meninas.</h3>
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</div>
<p><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-71779 size-full" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/03/manifestacao-de-mulheres.png" alt="" width="900" height="506" /></p>
<p>A violência de gênero segue avançando no Brasil e revela um cenário alarmante de agressões, estupros e assassinatos de mulheres. Em 2025, <strong>foram monitorados 5.358 eventos de violência contra mulheres em nove estados brasileiros</strong>, segundo o relatório <strong><a href="https://observatorioseguranca.com.br/elas-vivem-a-urgencia-da-vida/">“Elas Vivem: a urgência da vida”</a></strong>, divulgado pela Rede de Observatórios da Segurança nesta sexta-feira (6). Os dados resultam de um monitoramento diário de notícias publicadas pela imprensa sobre violência e segurança pública ao longo do ano.</p>
<p>O levantamento revela que a violência contra mulheres segue profundamente enraizada nas relações sociais e familiares. Do total de casos analisados, <strong>mais da metade das agressões (56,1%) foi cometida por pessoas íntimas das vítimas</strong>, como parceiros, ex-companheiros ou familiares. Outros <strong>26,6% dos casos envolveram conhecidos ou vizinhos</strong>, demonstrando que o principal risco para muitas mulheres não está na rua, mas dentro do próprio círculo social.</p>
<p>Entre as ocorrências registradas, os dados apontam <strong>1.798 tentativas de feminicídio ou agressões físicas</strong>, <strong>961 casos de violência sexual ou estupro</strong> e <strong>546 feminicídios consumados</strong> nos estados monitorados: Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo.</p>
<p><strong>Violência sexual dispara e atinge sobretudo meninas</strong></p>
<p>Um dos dados mais alarmantes do relatório é o crescimento da violência sexual. Em apenas um ano, <strong>os registros saltaram de 602 para 961 casos — aumento de 59,6%</strong>, evidenciando a expansão desse tipo de crime no país.</p>
<p>A pesquisa também revela um retrato devastador sobre as vítimas: <strong>56,5% dos casos de violência sexual atingiram crianças e adolescentes entre 0 e 17 anos</strong>, indicando que meninas estão entre os principais alvos da violência de gênero.</p>
<p>Nos estados da região Norte, o cenário é ainda mais grave. No Amazonas, por exemplo, <strong>78,4% das vítimas de violência sexual são crianças e adolescentes</strong>, enquanto no Pará esse percentual chega a <strong>62,8%</strong>.</p>
<p><strong>Feminicídio continua fazendo vítimas todos os dias</strong></p>
<p>O relatório também aponta que <strong>553 mulheres foram assassinadas em 2025 em crimes classificados como feminicídio</strong>, o equivalente a <strong>uma média de 1,5 assassinato por dia</strong> motivado por violência de gênero.</p>
<p>Longe de serem crimes isolados, os feminicídios estão profundamente ligados a relações de poder e controle sobre a vida das mulheres. Motivações como <strong>ciúmes, término de relacionamento e conflitos domésticos</strong> aparecem com frequência nos casos analisados.</p>
<p>Essa realidade desmonta o mito de que a violência contra mulheres é fruto de ataques de desconhecidos. Na maior parte das vezes, ela nasce dentro das relações íntimas, no espaço doméstico que deveria ser de proteção.</p>
<p><strong>Violência cresce em diferentes regiões</strong></p>
<p>O relatório também mostra diferenças regionais na escalada da violência. No <strong>Amazonas</strong>, por exemplo, o número de casos monitorados cresceu <strong>69,4% em um ano</strong>, saltando de 604 para <strong>1.023 registros</strong>. Já no <strong>Pará</strong>, o aumento foi ainda maior, com crescimento de <strong>76%</strong> nas ocorrências.</p>
<p>Em <strong>São Paulo</strong>, estado mais populoso do país, <strong>foram registrados 1.065 eventos de violência de gênero em 2025</strong>, incluindo <strong>173 feminicídios</strong> e <strong>191 casos de violência sexual</strong>, o maior número entre os estados monitorados.</p>
<p>O levantamento também evidencia problemas graves na produção de dados oficiais. Em muitos registros, <strong>não há informações sobre raça ou cor das vítimas</strong>, o que dificulta a análise das desigualdades raciais que atravessam a violência de gênero no país.</p>
<p><strong>Invisibilidade e subnotificação mascaram a realidade</strong></p>
<p>Para as pesquisadoras da Rede de Observatórios, a violência contra mulheres é um fenômeno estrutural que permanece subnotificado e invisibilizado em diversas regiões do país.</p>
<p>A ausência de dados completos sobre raça, idade e contexto dos crimes impede a formulação de políticas públicas eficazes e reforça um ciclo de impunidade. Sem diagnósticos precisos, a proteção às vítimas tende a ser tardia e insuficiente.</p>
<p>O relatório alerta que enfrentar a violência de gênero exige muito mais do que respostas pontuais. É necessário fortalecer redes de proteção, ampliar políticas de prevenção e enfrentar as estruturas de desigualdade que sustentam a violência contra mulheres no Brasil.</p>
<p><em><strong>Fonte: Vermelho</strong></em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Inscrições para bolsas do &#8220;Mais mulheres na TI&#8221; até 16 de março</title>
		<link>https://bancarios.com.br/inscricoes-para-bolsas-do-mais-mulheres-na-ti-ate-16-de-marco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Mar 2026 13:36:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://bancarios.com.br/?p=71767</guid>

					<description><![CDATA[<p>Continuam abertas, até o dia 16 de março, as inscrições para concorrer a bolsas de estudos para o curso &#8220;Eu ProgrAmo: Análise de dados &#8211; meus primeiros passos em python&#8221;, realizado pela escola PrograMaria. O curso é voltado para mulheres interessadas em se profissionalizar na área de tecnologia da informação. Não é necessário conhecimento prévio &#8230;</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://bancarios.com.br/inscricoes-para-bolsas-do-mais-mulheres-na-ti-ate-16-de-marco/">Inscrições para bolsas do &#8220;Mais mulheres na TI&#8221; até 16 de março</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://bancarios.com.br">Sindicato dos Bancários</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" class="aligncenter wp-image-71769 size-full" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/03/mais_mulheres_na_ti_4a76b.jpeg" alt="" width="1024" height="571" /></p>
<p>Continuam abertas, até o dia 16 de março, as inscrições para concorrer a bolsas de estudos para o curso &#8220;Eu ProgrAmo: Análise de dados &#8211; meus primeiros passos em python&#8221;, realizado pela escola PrograMaria. O curso é voltado para mulheres interessadas em se profissionalizar na área de tecnologia da informação.</p>
<p>Não é necessário conhecimento prévio para participar do curso, que possui material didático construído para que as participantes consigam aprender do zero. As bolsas cobrirão totalmente o valor do curso, que será totalmente online.</p>
<p><a href="https://forms.zohopublic.com/programaria/form/InscrionoProcessoSeletivodaBolsadeEstudoContrafCon/formperma/PykY0cLV_BYOtlEvBlIAMGN-ta2UHuqg5QfgB8aID1A">Clique aqui e acesse o formulário de inscrições.</a></p>
<p>Após as inscrições, as candidatas deverão ficar atentas aos seus e-mails para verificar o recebimento do link do processo seletivo, previsto para ocorrer entre os dias 17 e 18 de março.</p>
<p><b>Entenda a iniciativa</b></p>
<p>Esta é uma nova fase da iniciativa &#8220;Mais mulheres na TI&#8221;, para a qual duas escolas foram contratadas pelos bancos na concessão de bolsas de estudo na área de tecnologia da informação, conforme compromisso fechado com a categoria bancária, na campanha nacional unificada de 2024. Por meio do programa, foram estabelecidas a concessão de cerca de 3.100 bolsas pela escola PrograMaria e cerca de 100 pela escola Laboratória.</p>
<p>O objetivo do movimento sindical é garantir que mais mulheres tenham acesso ao mercado de trabalho em tecnologia da informação, que tem ampliado o número de empregos nos bancos. Atualmente o setor é predominantemente ocupado por homens.</p>
<p>Fonte: FEEB/BA-SE.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Sindicato Participa de Ato em Homenagem ao Dia Internacional da Mulher</title>
		<link>https://bancarios.com.br/sindicato-participa-de-ato-em-homenagem-ao-dia-internacional-da-mulher-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Mar 2026 14:43:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://bancarios.com.br/?p=71760</guid>

					<description><![CDATA[<p>Na manhã de domingo (8), Dia Internacional da Mulher, o Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região (SEEB/VCR), representado pelos diretores Sarah Sodré, Geni do Carmo e Carlos Augusto, participou de um ato em homenagem à data, realizado na feirinha do Bairro Brasil. A atividade foi organizada pelo Fórum de Mulheres de Vitória &#8230;</p>
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<p>Na manhã de domingo (8), Dia Internacional da Mulher, o Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região (SEEB/VCR), representado pelos diretores Sarah Sodré, Geni do Carmo e Carlos Augusto, participou de um ato em homenagem à data, realizado na feirinha do Bairro Brasil.</p>
<p>A atividade foi organizada pelo Fórum de Mulheres de Vitória da Conquista e teve como objetivo dialogar com a população sobre o significado histórico do Dia Internacional da Mulher e as lutas atuais travadas pelas mulheres na sociedade.</p>
<p>Com o tema “Pela vida das mulheres, contra o imperialismo, por democracia e soberania, pelo fim da escala 6×1”, o ato buscou denunciar desigualdades, defender direitos trabalhistas, combater a violência de gênero e reafirmar a importância da participação feminina na construção de uma sociedade mais justa.</p>
<p>Durante a mobilização, as participantes conversaram com a população que circulava pela feira, destacando que o 8 de março é, sobretudo, uma data de luta e resistência das mulheres por melhores condições de vida, trabalho e igualdade de direitos.</p>
<p>Para a diretora do SEEB/VCR, Sarah Sodré, participar da mobilização é fundamental para fortalecer a luta coletiva das mulheres. “O 8 de março não é apenas uma data simbólica, é um momento de reafirmar as lutas históricas das mulheres por direitos, respeito e igualdade. Participar de atividades como essa reforça o compromisso do sindicato com a defesa dos direitos das mulheres, especialmente porque ainda enfrentamos desafios como a jornada dupla, a desigualdade salarial, o assédio e a discriminação, tanto nos ambientes de trabalho quanto na vida pessoal.”</p>
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