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	<title>Arquivos Internacional - Sindicato dos Bancários</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários</description>
	<lastBuildDate>Fri, 17 Oct 2025 12:54:22 +0000</lastBuildDate>
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	<item>
		<title>Mesmo sob protestos, Grécia aprova jornada de trabalho de 13 horas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Oct 2025 12:54:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Classificada como “monstruosidade” e “regresso à Idade Média” por trabalhadores e sindicatos que promoveram greve geral, medida é retrocesso imposto pela direita grega Manifestações na Grécia. Foto: GSEE Mesmo sob protestos dos trabalhadores que estavam em greve geral, o parlamento da Grécia aprovou, nesta quinta-feira (16), uma reforma que permite jornadas de trabalho de até 13 horas &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="row row-small">
<div id="single-the-title" class="column large-12 small-12 text-center mt-30">
<h3>Classificada como “monstruosidade” e “regresso à Idade Média” por trabalhadores e sindicatos que promoveram greve geral, medida é retrocesso imposto pela direita grega</h3>
<p><img src="https://vermelho.org.br/wp-content/uploads/2025/10/556804205_1169351278633442_2962300411217530163_n.jpg" /><br />
Manifestações na Grécia. Foto: GSEE</p>
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<div class="row row-small">
<div id="single-the-content" class="column large-12 small-12">
<p>Mesmo sob protestos dos trabalhadores que estavam em <a href="https://vermelho.org.br/2025/10/14/trabalhadores-da-belgica-e-da-grecia-fazem-greve-geral-contra-retrocessos/">greve geral,</a> o parlamento da Grécia aprovou, nesta quinta-feira (16), uma reforma que permite jornadas de trabalho de até 13 horas diárias.  A proposição foi feita pelo governo conservador do primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis.</p>
<p>A oposição, liderada pelo partido de esquerda Syriza, classificou o projeto como “monstruosidade” e se negou a votá-lo. Os sindicatos Adedy (em português, Confederação dos Sindicatos de Funcionários Públicos) e GSEE (Confederação Geral dos Trabalhadores da Grécia) promoveram diversas paralisações contra o projeto. Antes da votação, de segunda-feira (13) a quarta-feira (15), os trabalhadores estavam em greve geral nos serviços e transportes públicos.</p>
<p>A nova lei, chamada de “regresso à Idade Média”, além de trazer prejuízos para a vida dos trabalhadores, os coloca sob o risco de demissão, caso não aceitem as novas condições, apontam os sindicalistas.</p>
<p>Já os defensores do aumento da jornada alegam que as 13 horas de trabalho só podem ser aplicadas em 37 dias do ano e no setor privado, de forma opcional.</p>
<p>Para a agência AFP, representantes da Adedy indicaram que, na prática, a medida significa a abolição da jornada de oito horas, a destruição da vida familiar e social e a legalização da superexploração. Os sindicalistas e a oposição agora buscam se reorganizar para tentar derrubar a medida e evitar outros retrocessos impostos pela direita.</p>
<p>De acordo com a agência <em>Eurostat</em>, os gregos já possuem uma das maiores jornadas da Europa, com uma carga horária, em média, de 39,8 horas semanais, que representam 4 horas a mais do que a média dos outros países do continente, de 35,8 horas.</p>
<p><em><strong>Fonte: Vermelho</strong></em></p>
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		<title>Lula defende soberania do Brasil, o fim da fome e das desigualdades no mundo</title>
		<link>https://bancarios.com.br/lula-defende-soberania-do-brasil-o-fim-da-fome-e-das-desigualdades-no-mundo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Sep 2025 17:24:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ao abrir a 80ª Assembleia da ONU, sem citar Trump, o presidente brasileiro criticou as sanções econômicas, as tentativas de intervenção no judiciário brasileiro e pede paz no mundo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao abrir a 80ª Assembleia Nacional das Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira (23), em seu discurso foi &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="dd-m-display dd-m-display--small dd-m-background-energized-light">
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<div class="col-xs-12 col-lg-10 col-md-10 col-lg-offset-1 col-md-offset-1">
<h3 class="dd-m-text dd-m-text--big font-MerriWeather">Ao abrir a 80ª Assembleia da ONU, sem citar Trump, o presidente brasileiro criticou as sanções econômicas, as tentativas de intervenção no judiciário brasileiro e pede paz no mundo.</h3>
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<div class="dd-m-icon__group-icons"><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-70063 size-full" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/09/systemuploadsnews80b9a07f444bcf34222-700x460xfit-b18db.jpg" alt="" width="700" height="460" /></div>
<div>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao abrir a 80ª Assembleia Nacional das Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira (23), em seu discurso foi duramente critico às tentativas de interferência dos Estados Unidos na soberania brasileira com sobretaxas às nossas exportações e pressões para que o judiciário do nosso país desista da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, sem citar diretamente o nome de Donald Trump.</p>
<p>“Mesmo sob ataque sem precedentes, o Brasil optou por resistir e defender sua democracia, reconquistada há quarenta anos pelo seu povo, depois de duas décadas de governos ditatoriais. Não há justificativa para as medidas unilaterais e arbitrárias contra nossas instituições e nossa economia. A agressão contra a independência do Poder Judiciário é inaceitável. Essa ingerência em assuntos internos conta com o auxílio de uma extrema direita subserviente e saudosa de antigas hegemonias”, disse Lula.</p>
<blockquote class="dd-blockquote"><p>Diante dos olhos do mundo, o Brasil deu um recado a todos os candidatos a autocratas e àqueles que os apoiam: nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis. Seguiremos como nação independente e como povo livre de qualquer tipo de tutela</p>
<footer>&#8211; Luiz Inácio Lula da Silva</footer>
</blockquote>
<p>O presidente brasileiro reforçou a necessidade da redução das desigualdades sociais no mundo.</p>
<p>“Democracias sólidas vão além do ritual eleitoral. Seu vigor pressupõe a redução das desigualdades e a garantia dos direitos mais elementares: a alimentação, a segurança, o trabalho, a moradia, a educação e a saúde.</p>
<p>A democracia falha quando as mulheres ganham menos que os homens ou morrem pelas mãos de parceiros e familiares. Ela perde quando fecha suas portas e culpa migrantes pelas mazelas do mundo. A pobreza é tão inimiga da democracia quanto o extremismo”.</p>
<p>Lula defendeu o fim das guerras na Ucrânia e na faixa de Gaza, a partir do diálogo, condenou o genocídio praticado por Israel contra os palestinos e saudou os judeus que são contrários à guerra.</p>
<p>Nenhuma situação é mais emblemática do uso desproporcional e ilegal da força do que a da Palestina.</p>
<p>“No conflito na Ucrânia, todos já sabemos que não haverá solução militar. Os atentados terroristas perpetrados pelo Hamas são indefensáveis sob qualquer ângulo. Mas nada, absolutamente nada, justifica o genocídio em curso em Gaza. Ali, sob toneladas de escombros, estão enterradas dezenas de milhares de mulheres e crianças inocentes. Ali também estão sepultados o Direito Internacional Humanitário e o mito da superioridade ética do Ocidente. Esse massacre não aconteceria sem a cumplicidade dos que poderiam evitá-lo. Em Gaza a fome é usada como arma de guerra e o deslocamento forçado de populações é praticado impunemente. Expresso minha admiração aos judeus que, dentro e fora de Israel, se opõem a essa punição coletiva. O povo palestino corre o risco de desaparecer”.</p>
<p>Lula ainda falou sobre as interferências políticas na América Latina e a regulação das redes sociais para proteção de crianças e adolescentes na esfera digital.</p>
<p><strong>Leia a íntegra do discurso do presidente brasileiro.</strong></p>
<p>Senhor Secretário-Geral, António Guterres,</p>
<p>Caros chefes de Estado e de Governo e representantes dos Estados-Membros aqui reunidos.</p>
<p>Este deveria ser um momento de celebração das Nações Unidas.</p>
<p>Criada no fim da Guerra, a ONU simboliza a expressão mais elevada da aspiração pela paz e pela prosperidade.</p>
<p>Hoje, contudo, os ideais que inspiraram seus fundadores em São Francisco estão ameaçados, como nunca estiveram em toda a sua história.</p>
<p>O multilateralismo está diante de nova encruzilhada.</p>
<p>A autoridade desta Organização está em xeque.</p>
<p>Assistimos à consolidação de uma desordem internacional marcada por seguidas concessões à política do poder.</p>
<p>Atentados à soberania, sanções arbitrárias e intervenções unilaterais estão se tornando a regra.</p>
<p>Existe um evidente paralelo entre a crise do multilateralismo e o enfraquecimento da democracia.</p>
<p>O autoritarismo se fortalece quando nos omitimos frente a arbitrariedades.</p>
<p>Quando a sociedade internacional vacila na defesa da paz, da soberania e do direito, as consequências são trágicas.</p>
<p>Em todo o mundo, forças antidemocráticas tentam subjugar as instituições e sufocar as liberdades.</p>
<p>Cultuam a violência, exaltam a ignorância, atuam como milícias físicas e digitais, e cerceiam a imprensa.</p>
<p>Mesmo sob ataque sem precedentes, o Brasil optou por resistir e defender sua democracia, reconquistada há quarenta anos pelo seu povo, depois de duas décadas de governos ditatoriais.</p>
<p>Não há justificativa para as medidas unilaterais e arbitrárias contra nossas instituições e nossa economia.</p>
<p>A agressão contra a independência do Poder Judiciário é inaceitável.</p>
<p>Essa ingerência em assuntos internos conta com o auxílio de uma extrema direita subserviente e saudosa de antigas hegemonias.</p>
<p>Falsos patriotas arquitetam e promovem publicamente ações contra o Brasil.</p>
<p>Não há pacificação com impunidade.</p>
<p>Há poucos dias, e pela primeira vez em 525 anos de nossa história, um ex-chefe de Estado foi condenado por atentar contra o Estado Democrático de Direito.</p>
<p>Foi investigado, indiciado, julgado e responsabilizado pelos seus atos em um processo minucioso.</p>
<p>Teve amplo direito de defesa, prerrogativa que as ditaduras negam às suas vítimas.</p>
<p>Diante dos olhos do mundo, o Brasil deu um recado a todos os candidatos a autocratas e àqueles que os apoiam: nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis.</p>
<p>Seguiremos como nação independente e como povo livre de qualquer tipo de tutela.</p>
<p>Democracias sólidas vão além do ritual eleitoral.</p>
<p>Seu vigor pressupõe a redução das desigualdades e a garantia dos direitos mais elementares: a alimentação, a segurança, o trabalho, a moradia, a educação e a saúde.</p>
<p>A democracia falha quando as mulheres ganham menos que os homens ou morrem pelas mãos de parceiros e familiares.</p>
<p>Ela perde quando fecha suas portas e culpa migrantes pelas mazelas do mundo.</p>
<p>A pobreza é tão inimiga da democracia quanto o extremismo.</p>
<p>Por isso, foi com orgulho que recebemos da FAO a confirmação de que o Brasil voltou a sair do Mapa da Fome neste ano de 2025.</p>
<p>Mas no mundo, ainda há 670 milhões de pessoas famintas. Cerca de 2,3 bilhões enfrentam insegurança alimentar.</p>
<p>A única guerra de que todos podem sair vencedores é a que travamos contra a fome e a pobreza.</p>
<p>Esse é o objetivo da Aliança Global que lançamos no G20, que já conta com o apoio de 103 países.</p>
<p>A comunidade internacional precisar rever as suas prioridades:</p>
<p>&#8211; Reduzir os gastos com guerras e aumentar a ajuda ao desenvolvimento;</p>
<p>&#8211; Aliviar o serviço da dívida externa dos países mais pobres, sobretudo os africanos; e</p>
<p>&#8211; Definir padrões mínimos de tributação global, para que os super-ricos paguem mais impostos que os trabalhadores.</p>
<p>A democracia também se mede pela capacidade de proteger as famílias e a infância.</p>
<p>As plataformas digitais trazem possibilidades de nos aproximar como jamais havíamos imaginado.</p>
<p>Mas têm sido usadas para semear intolerância, misoginia, xenofobia e desinformação.</p>
<p>A internet não pode ser uma “terra sem lei”. Cabe ao poder público proteger os mais vulneráveis.</p>
<p>Regular não é restringir a liberdade de expressão. É garantir que o que já é ilegal no mundo real seja tratado assim no ambiente virtual.</p>
<p>Ataques à regulação servem para encobrir interesses escusos e dar guarida a crimes, como fraudes, tráfico de pessoas, pedofilia e investidas contra a democracia.</p>
<p>O Parlamento brasileiro corretamente apressou-se em abordar esse problema.</p>
<p>Com orgulho, promulguei na última semana uma das leis mais avançadas do mundo para a proteção de crianças e adolescentes na esfera digital.</p>
<p>Também enviamos ao Congresso Nacional projetos de lei para fomentar a concorrência nos mercados digitais e para incentivar a instalação de datacenters sustentáveis.</p>
<p>Para mitigar os riscos da inteligência artificial, apostamos na construção de uma governança multilateral em linha com o Pacto Digital Global aprovado neste plenário no ano passado.</p>
<p>Senhoras e senhores,</p>
<p>Na América Latina e Caribe, vivemos um momento de crescente polarização e instabilidade.</p>
<p>Manter a região como zona de paz é nossa prioridade.</p>
<p>Somos um continente livre de armas de destruição em massa, sem conflitos étnicos ou religiosos.</p>
<p>É preocupante a equiparação entre a criminalidade e o terrorismo.</p>
<p>A forma mais eficaz de combater o tráfico de drogas é a cooperação para reprimir a lavagem de dinheiro e limitar o comércio de armas.</p>
<p>Usar força letal em situações que não constituem conflitos armados equivale a executar pessoas sem julgamento.</p>
<p>Outras partes do planeta já testemunharam intervenções que causaram danos maiores do que se pretendia evitar, com graves consequências humanitárias.</p>
<p>A via do diálogo não deve estar fechada na Venezuela.</p>
<p>O Haiti tem direito a um futuro livre de violência.</p>
<p>E é inadmissível que Cuba seja listada como país que patrocina o terrorismo.</p>
<p>No conflito na Ucrânia, todos já sabemos que não haverá solução militar.</p>
<p>O recente encontro no Alaska despertou a esperança de uma saída negociada.</p>
<p>É preciso pavimentar caminhos para uma solução realista.</p>
<p>Isso implica levar em conta as legítimas preocupações de segurança de todas as partes.</p>
<p>A Iniciativa Africana e o Grupo de Amigos da Paz, criado por China e Brasil, podem contribuir para promover o diálogo.</p>
<p>Nenhuma situação é mais emblemática do uso desproporcional e ilegal da força do que a da Palestina.</p>
<p>Os atentados terroristas perpetrados pelo Hamas são indefensáveis sob qualquer ângulo.</p>
<p>Mas nada, absolutamente nada, justifica o genocídio em curso em Gaza.</p>
<p>Ali, sob toneladas de escombros, estão enterradas dezenas de milhares de mulheres e crianças inocentes.</p>
<p>Ali também estão sepultados o Direito Internacional Humanitário e o mito da superioridade ética do Ocidente.</p>
<p>Esse massacre não aconteceria sem a cumplicidade dos que poderiam evitá-lo.</p>
<p>Em Gaza a fome é usada como arma de guerra e o deslocamento forçado de populações é praticado impunemente.</p>
<p>Expresso minha admiração aos judeus que, dentro e fora de Israel, se opõem a essa punição coletiva.</p>
<p>O povo palestino corre o risco de desaparecer.</p>
<p>Só sobreviverá com um Estado independente e integrado à comunidade internacional.</p>
<p>Esta é a solução defendida por mais de 150 membros da ONU, reafirmada ontem, aqui neste mesmo plenário, mas obstruída por um único veto.</p>
<p>É lamentável que o presidente Mahmoud Abbas tenha sido impedido pelo país anfitrião de ocupar a bancada da Palestina nesse momento histórico.</p>
<p>O alastramento desse conflito para o Líbano, a Síria, o Irã e o Catar fomenta escalada armamentista sem precedentes.</p>
<p>Senhora presidenta,</p>
<p>Bombas e armas nucleares não vão nos proteger da crise climática.</p>
<p>O ano de 2024 foi o mais quente já registrado.</p>
<p>A COP30, em Belém, será a COP da verdade.</p>
<p>Será o momento de os líderes mundiais provarem a seriedade de seu compromisso com o planeta.</p>
<p>Sem ter o quadro completo das Contribuições Nacionalmente Determinadas (as NDCs), caminharemos de olhos vendados para o abismo.</p>
<p>O Brasil se comprometeu a reduzir entre 59 e 67% suas emissões, abrangendo todos os gases de efeito estufa e todos os setores da economia.</p>
<p>Nações em desenvolvimento enfrentam a mudança do clima ao mesmo tempo em que lutam contra outros desafios.</p>
<p>Enquanto isso, países ricos usufruem de padrão de vida obtido às custas de duzentos anos de emissões.</p>
<p>Exigir maior ambição e maior acesso a recursos e tecnologias não é uma questão de caridade, mas de justiça.</p>
<p>A corrida por minerais críticos, essenciais para a transição energética, não pode reproduzir a lógica predatória que marcou os últimos séculos.</p>
<p>Em Belém, o mundo vai conhecer a realidade da Amazônia.</p>
<p>O Brasil já reduziu pela metade o desmatamento na região nos dois últimos anos.</p>
<p>Erradicá-lo requer garantir condições dignas de vida para seus milhões de habitantes.</p>
<p>Fomentar o desenvolvimento sustentável é o objetivo do Fundo Florestas Tropicais para Sempre, que o Brasil pretende lançar para remunerar os países que mantêm suas florestas em pé.</p>
<p>É chegado o momento de passar da fase de negociação para a etapa de implementação.</p>
<p>O mundo deve muito ao regime criado pela Convenção do Clima.</p>
<p>Mas é necessário trazer o combate à mudança do clima para o coração da ONU, para que ela tenha a atenção que merece.</p>
<p>Um Conselho vinculado à Assembleia Geral com força e legitimidade para monitorar compromissos dará coerência à ação climática.</p>
<p>Trata-se de um passo fundamental na direção de uma reforma mais abrangente da Organização, que contemple também um Conselho de Segurança ampliado nas duas categorias de membros.</p>
<p>Poucas áreas retrocederam tanto como o sistema multilateral de comércio.</p>
<p>Medidas unilaterais transformam em letra morta princípios basilares como a cláusula de Nação Mais Favorecida.</p>
<p>Desorganizam cadeias de valor e lançam a economia mundial em uma espiral perniciosa de preços altos e estagnação.</p>
<p>É urgente refundar a OMC em bases modernas e flexíveis.</p>
<p>Senhoras e senhores,</p>
<p>Este ano, o mundo perdeu duas personalidades excepcionais: o ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica, e o Papa Francisco.</p>
<p>Ambos encarnaram como ninguém os melhores valores humanistas.</p>
<p>Suas vidas se entrelaçaram com as oito décadas de existência da ONU.</p>
<p>Se ainda estivessem entre nós, provavelmente usariam esta tribuna para lembrar:</p>
<p>&#8211; Que o autoritarismo, a degradação ambiental e a desigualdade não são inexoráveis;</p>
<p>&#8211; Que os únicos derrotados são os que cruzam os braços, resignados;</p>
<p>&#8211; Que podemos vencer os falsos profetas e oligarcas que exploram o medo e monetizam o ódio; e</p>
<p>&#8211; Que o amanhã é feito de escolhas diárias e é preciso coragem de agir para transformá-lo.</p>
<p>No futuro que o Brasil vislumbra não há espaço para a reedição de rivalidades ideológicas ou esferas de influência.</p>
<p>A confrontação não é inevitável.</p>
<p>Precisamos de lideranças com clareza de visão, que entendam que a ordem internacional não é um “jogo de soma zero”.</p>
<p>O século 21 será cada vez mais multipolar. Para se manter pacífico, não pode deixar de ser multilateral.</p>
<p>O Brasil confere crescente importância à União Europeia, à União Africana, à ASEAN, à CELAC, aos BRICS e ao G20.</p>
<p>A voz do Sul Global deve ser ouvida.</p>
<p>A ONU tem hoje quase quatro vezes mais membros do que os 51 que estiveram na sua fundação.</p>
<p>Nossa missão histórica é a de torná-la novamente portadora de esperança e promotora da igualdade, da paz, do desenvolvimento sustentável, da diversidade e da tolerância.</p>
<p>Que Deus nos abençoe a todos.</p>
<p>Muito obrigado.</p>
</div>
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			</item>
		<item>
		<title>Brasil barra participação dos EUA em cúpula sobre democracia na ONU</title>
		<link>https://bancarios.com.br/brasil-barra-participacao-dos-eua-em-cupula-sobre-democracia-na-onu/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Sep 2025 14:01:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Governo Lula, ao lado de Espanha, Chile, Colômbia e Uruguai, exclui os EUA do fórum “Em Defesa da Democracia e Contra o Extremismo”, às margens da ONU em Nova York Brasil e aliados decidiram não convidar os Estados Unidos para a segunda edição do evento “Em Defesa da Democracia e Contra o Extremismo”, que será &#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="row row-small">
<div id="single-the-title" class="column large-12 small-12 text-center mt-30">
<h3>Governo Lula, ao lado de Espanha, Chile, Colômbia e Uruguai, exclui os EUA do fórum “Em Defesa da Democracia e Contra o Extremismo”, às margens da ONU em Nova York</h3>
<figure id="attachment_70027" aria-describedby="caption-attachment-70027" style="width: 984px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="wp-image-70027 size-full" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/09/af1a8443-f599-4567-bceb-fbd286228268.jpg" alt="" width="984" height="554" /><figcaption id="caption-attachment-70027" class="wp-caption-text">Presidente Lula e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, em encontro internacional. Foto: Reprodução</figcaption></figure>
</div>
<p>Brasil e aliados decidiram não convidar os Estados Unidos para a segunda edição do evento “Em Defesa da Democracia e Contra o Extremismo”, que será realizado na próxima quarta-feira (24), em Nova York, às margens da Assembleia-Geral da ONU.</p>
<p>A exclusão foi definida pelo governo brasileiro em articulação com Espanha, Chile, Colômbia e Uruguai.</p>
<p>Segundo integrantes da diplomacia em Brasília, não haveria condições de estender o convite a um país que, sob Donald Trump, vive uma “virada extremista” e tem feito ataques ao sistema eleitoral e ao Judiciário brasileiros.</p>
<p>“Seria uma incoerência”, resumiu um funcionário do governo Lula à <em>Folha de S.Paulo</em>.</p>
<p>O fórum deve reunir representantes de cerca de 30 países, entre eles Alemanha, Canadá, França, México, Noruega, Quênia, Senegal e Timor Leste. Também estão convidados o secretário-geral da ONU, António Guterres, e representantes da União Europeia.</p>
<p>O encontro foi idealizado no ano passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo premiê espanhol, Pedro Sánchez, com o objetivo de coordenar respostas internacionais a ameaças à democracia.</p>
<p>Na primeira edição, os EUA, ainda sob Joe Biden, enviaram um representante do Departamento de Estado. Desta vez, a justificativa oficial é que as medidas do governo Trump — como o perdão a 1.500 condenados pelos atos de 6 de Janeiro em Washington e a revogação de iniciativas contra a desinformação — vão na contramão da agenda do grupo.</p>
<p>O republicano também tem pressionado por punições a personalidades que criticaram Charlie Kirk, ativista conservador morto em 10 de setembro, e se opõe à regulação de plataformas digitais.</p>
<p>As tensões entre Brasília e Washington se intensificaram desde julho, quando Trump anunciou sobretaxa de 50% a produtos brasileiros, cancelou vistos de autoridades e aplicou sanções contra o ministro Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky.</p>
<p>Nesta semana, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que novas medidas punitivas serão impostas após a condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. Entre as possibilidades, estão novas restrições de visto, aumento de tarifas e até a inclusão da esposa de Moraes na lista de sanções.</p>
<p>Lula desembarca neste domingo (21) em Nova York, onde abrirá os discursos da Assembleia-Geral na terça (23).</p>
<p>Na segunda (22), ele participa de um evento sobre a solução de dois Estados para a Palestina, posição defendida pelo Brasil e rejeitada pelos EUA.</p>
<p>Já na quarta (24), pela manhã, o presidente brasileiro presidirá a reunião “Em Defesa da Democracia e Contra o Extremismo”, que também discutirá desinformação, discurso de ódio e desigualdade social.</p>
<p>Será a primeira vez que Lula e Trump estarão no mesmo local desde a vitória do republicano e o anúncio das sanções contra o Brasil. Embora não haja previsão de encontro direto, assessores não descartam que o brasileiro utilize seu discurso na ONU para responder a eventuais novas medidas.</p>
<p>O pronunciamento de Trump está programado logo depois da fala do Brasil, que tradicionalmente abre o debate anual da Assembleia-Geral.</p>
<p>Na pauta da reunião de alto nível, além das tensões entre Brasil e EUA, devem aparecer temas como a guerra na Ucrânia, o conflito entre Hamas e Israel em Gaza — que Lula já classificou como genocídio — e a COP30, marcada para novembro em Belém.</p>
<p><strong><em>Fonte: Vermelho</em></strong></p>
</div>
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		<title>A fome em Gaza e Primo Levi</title>
		<link>https://bancarios.com.br/a-fome-em-gaza-e-primo-levi/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 May 2025 15:10:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É uma tragédia irônica, a ofender profundo o nosso coração, que descendentes dos assassinados por nazistas apliquem hoje a execução pela fome nos campos de Gaza. O que Primo Levi diria? É isto um homem? Já se somam dezenas em Gaza que morrem de fome, diz AP; UNICEF alerta que 9.000 crianças estão desnutridas &#160; Vem &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div>
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<div id="single-the-title" class="column large-12 small-12 text-center mt-30">
<h3>É uma tragédia irônica, a ofender profundo o nosso coração, que descendentes dos assassinados por nazistas apliquem hoje a execução pela fome nos campos de Gaza. O que Primo Levi diria? É isto um homem?</h3>
</div>
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<div class="post--image"><img class="lazy loaded" src="https://vermelho.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Captura-de-Tela-2025-05-24-as-11.53.55.png" data-src="https://vermelho.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Captura-de-Tela-2025-05-24-as-11.53.55.png" data-was-processed="true" />Já se somam dezenas em Gaza que morrem de fome, diz AP; UNICEF alerta que 9.000 crianças estão desnutridas</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vem das notícias dos mais recentes dias:</p>
<p>“Mahmoud al-Haw é um dos vários palestinianos reunidos junto a uma sopa dos pobres, abanando freneticamente as taças vazias. Na linha da frente, crianças choram e empunham baldes de plástico, na esperança de receber algumas conchas de sopa. O homem avança até à sua vez, ritual que pratica todos os dias, por temer que os seus quatro filhos estejam a morrer à fome.</p>
<p>Através das ruínas de Jabalia, no norte de Gaza, Haw passa até seis horas entre multidões que, tal como ele, ambicionam recolher o bastante para alimentar a sua família. Por vezes, tem sorte, e encontra sopa de lentilhas. Outras, regressa a casa de mãos a abanar”.</p>
<p>E mais, que bom seria se fosse menos ou nada mais:</p>
<p>“Tenho uma filha doente. Não lhe posso dar nada. Não há pão, não há nada. Estou aqui desde as oito da manhã, só para ter um prato para seis pessoas, quando não chega para uma pessoa”, confessou o homem de 39 anos, à agência Reuters’. <a href="https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2790942/as-criancas-estao-a-morrer-a-busca-desenfreada-por-comida-em-gaza">“As crianças estão a morrer”. A busca desenfreada por comida em Gaza</a></p>
<p>“O controle de Israel sobre os alimentos e a ajuda a Gaza tem sido um tema constante nos últimos 18 meses. De fato, apenas duas semanas após o início da campanha militar maciça de Israel na Faixa de Gaza no final de 2023, a <a href="https://www.oxfam.org/en/press-releases/starvation-weapon-war-being-used-against-gaza-civilians-oxfam">Oxfam International</a> informou que apenas cerca de 2% da quantidade normal de alimentos estava sendo entregue aos residentes no território e alertou contra o “uso da fome como arma de guerra” <a href="https://theconversation.com/israel-prometeu-uma-quantidade-basica-de-alimentos-para-gaza-mas-suas-politicas-ja-criaram-um-risco-catastrofico-de-fome-para-milhoes-de-pessoas-257298">Israel prometeu uma “quantidade básica” de alimentos para Gaza – mas suas políticas já criaram um risco catastrófico de fome para milhões de pessoas</a></p>
<p>Essas notícias me remetem ao grande livro “É isto um homem?” de Primo Levi, que releio nestes dias por dever e necessidade de ofício para novo romance.  Esta era a fome no campo de concentração nazista, em páginas do relato do indispensável escritor:</p>
<p>“Os companheiros dormem. Respiram, roncam, alguns se queixam e falam. Muitos estalam os lábios e mexem os maxilares. Sonham que comem; esse também é um sonho de todos, um sonho cruel; quem criou o mito de Tântalo devia conhecê-lo. Não apenas se vê a comida; sente-se na mão, clara, concreta; percebe-se seu cheiro, gordo e penetrante; aproximam-na de nós, até tocar nossos lábios; logo sobrevém algum fato, cada vez diferente, e o ato se interrompe. Então o sonho se dissolve, cinde-se em seus elementos, mas recompõe-se logo, recomeça, semelhante e diverso; e isso sem descanso, para cada um de nós, a cada noite enquanto a alvorada não vem…</p>
<p>Aprendemos o valor dos alimentos; nós também, agora, raspamos o fundo da gamela, e a seguramos debaixo do queixo quando comemos pão, para não desperdiçar migalhas. Nós também, agora, sabemos que não é a mesma coisa receber uma concha de sopa retirada da superfície, ou do fundo do panelão, e já estamos em condições de calcular, na base da capacidade dos diversos panelões, qual é o lugar mais conveniente quando entramos na fila”.</p>
<p>E já perto do fim do inferno, Primo Levi narra a véspera da libertação do campo pelos Exército Vermelho, quando os nazistas fugiram em debandada:</p>
<p>“Extrair as batatas não era um trabalho fácil. Por causa do gelo, a terra estava dura como mármore. Precisava-se dar duro com a picareta para furar a crosta e destapar o depósito. A maioria de nós, porém, preferia entrar pelos furos deixados pelos outros, penetrar profundamente na abertura e alcançar as batatas aos companheiros que esperavam fora.</p>
<p>Um velho húngaro tinha sido colhido lá pela morte. Jazia duro na postura do faminto: a cabeça e os ombros por baixo da terra, o ventre na neve, estendendo as mãos para as batatas. Os que chegaram depois afastaram um pouco o cadáver e, desobstruída a abertura, retomaram o trabalho.”</p>
<p>É uma tragédia irônica, a ofender profundo o nosso coração, que descendentes dos assassinados por nazistas apliquem hoje a execução pela fome nos campos de Gaza. O que Primo Levi diria dessa traição de valores de fraternidade? É isto um homem? Mas sinto que eles próprios, os soldados do Estado de Israel, sabem que não são homens. E por isso matam como feras enlouquecidas.</p>
<p>A minha capacidade e incapacidade de ficcionista não me permitem escrever à semelhança de Primo Levi. Nem mesmo fazer uma tentativa de caricatura. Sou incapaz. Então posso dizer que aos soldados do Estado fascista de Israel se aplica a pergunta de Primo Levi: é isto um homem? E respondo por fim:   – Esses assassinos, que cometem mais uma vez crime de guerra contra a humanidade, não são homens. Levanta-te do túmulo, Primo Levi! Fala de novo “é isto um homem?”.</p>
<p><em><strong>Fonte: Vermelho</strong></em></p>
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		<title>Israel bombardeia e ordena fechamento de hospital em Gaza com 400 civis</title>
		<link>https://bancarios.com.br/israel-bombardeia-e-ordena-fechamento-de-hospital-em-gaza-com-400-civis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Dec 2024 13:33:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Palestinos acusam israelenses por devastação no Norte do enclave para controlar território desocupado próximo à fronteira. Papa Francisco criticou a crueldade dos ataques A trama genocida perpetrada por Israel contra o povo palestino vai além dos ataques e bombardeios que já vitimaram mais de 45 mil pessoas em Gaza. Parte do terror causado também passa &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="row row-small">
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<h3>Palestinos acusam israelenses por devastação no Norte do enclave para controlar território desocupado próximo à fronteira. Papa Francisco criticou a crueldade dos ataques</h3>
</div>
</div>
<figure id="attachment_66887" aria-describedby="caption-attachment-66887" style="width: 1170px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="wp-image-66887 size-full" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image1170x530cropped.jpg" alt="" width="1170" height="530" /><figcaption id="caption-attachment-66887" class="wp-caption-text">Foto: UNRWA</figcaption></figure>
<p>A trama genocida perpetrada por Israel contra o povo palestino vai além dos ataques e bombardeios que já vitimaram mais de 45 mil pessoas em Gaza. Parte do terror causado também passa pelo impedimento de que os sobreviventes tenham acesso a alimentos e medicamentos, acentuando o terror psicológico. E neste cenário com uma população debilitada, no último domingo (22), as autoridades israelenses ordenaram o fechamento de um dos últimos hospitais em funcionamento no enclave.</p>
<p>O Hospital Kamal Adwan, no norte de Gaza, tem internados, pelo menos, 400 civis, dentre eles recém-nascidos em unidades neonatais dependentes de oxigênio e incubadoras. Conforme diretores do hospital, não há como transportar tantas pessoas, incluindo funcionários, de maneira tão rápida e sem contar com mais ambulâncias. Além disso, as remoções teriam que ser feitas em meio a bombardeios que ainda ocorrem, o que ampliaria a falta de segurança para pessoas já debilitadas. Para completar, os outros poucos hospitais que ainda funcionam e para onde foram indicadas as remoções estão superlotados.</p>
<p>A pressão para a desocupação do hospital é feita de forma direta, sendo que a unidade é alvo de bombardeios. Os palestinos denunciam tais ataques, que visam deixar toda a área próxima de Beit Lahiya, Beit Hanoun e Jabalia devastada com a finalidade de tornar a área desocupada até a fronteira com Israel, para assim eles terem controle total da região.</p>
<p>Por sua vez, Israel continua seu avanço sob a mesma justificativa de atacar somente alvos do Hamas.</p>
<p>Na manhã desta segunda (23), a rede a <em>Al Jazeera </em>denunciou o ataque ao campo de refugiados de al-Nuseirat, no centro de Gaza, vitimando quatro pessoas. Na localidade a maioria são de deslocados internos mulheres e crianças.</p>
<p><strong>Papa</strong></p>
<p>O Papa Francisco voltou a criticar os ataques de Israel na Faixa de Gaza durante a oração dominical do Angelus: <em>“</em>Com dor, penso em Gaza, em tanta crueldade, nas crianças metralhadas, nos bombardeios de escolas e hospitais. Quanta crueldade!, Rezemos para que no Natal haja um cessar-fogo em todas as frentes de guerra, na Ucrânia, na Terra Santa, em todo o Oriente Médio e em todo o mundo”, afirmou o pontífice ao estender a mensagem para a guerra entre Ucrânia e Rússia.</p>
<p>Em uma entrevista ao canal de TV argentino <em>Orbe 21,</em> veiculada na última quinta (19), Francisco também falou sobre os conflitos, que classificou serem ações “mais de guerrilha do que de guerra”. Sobre Gaza, lamentou: “Quando você se depara com uma mãe com seus dois filhos que está passando na rua porque foi buscar algo em casa e volta para a paróquia onde está vivendo e a metralham sem motivo, isso não é uma guerra, com as regras normais de uma guerra. É terrível”.</p>
<p><em>*Fonte: Vermelho, com informações de agências internacionais</em></p>
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		<title>ONU convoca reunião emergencial sobre escalada de conflito entre Israel e Irã</title>
		<link>https://bancarios.com.br/onu-convoca-reuniao-emergencial-sobre-escalada-de-conflito-entre-israel-e-ira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Oct 2024 16:15:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Solicitada pelo Irã e apoiada por Argélia, China e Rússia, a sessão busca responder ao recrudescimento do conflito O Conselho de Segurança das Nações Unidas convocará nesta segunda-feira (28) uma reunião de emergência para discutir a crescente tensão entre Israel e Irã, após uma série de ataques aéreos israelenses direcionados a locais de produção de &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="row row-small">
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<h3>Solicitada pelo Irã e apoiada por Argélia, China e Rússia, a sessão busca responder ao recrudescimento do conflito</h3>
<figure id="attachment_66138" aria-describedby="caption-attachment-66138" style="width: 1004px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="wp-image-66138 size-full" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/10/bb760ab0-86cd-49b8-996d-c58f2bcf5a93.png" alt="" width="1004" height="615" /><figcaption id="caption-attachment-66138" class="wp-caption-text">Foto: RS/ Fotos Públicas</figcaption></figure>
</div>
</div>
<div class="row row-small">
<div class="column large-12 small-12">
<div class="post-info ">
<p>O Conselho de Segurança das Nações Unidas convocará nesta segunda-feira (28) uma reunião de emergência para discutir a crescente tensão entre Israel e Irã, após uma série de ataques aéreos israelenses direcionados a locais de produção de mísseis iranianos. Solicitada pelo Irã e apoiada por Argélia, China e Rússia, a sessão busca responder ao recrudescimento do conflito que já provoca preocupações sobre a estabilidade regional e riscos à segurança global.</p>
<p>Em uma carta endereçada ao conselho, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, descreveu os ataques de Israel como uma “ameaça grave à paz e à segurança internacionais”. Araqchi acusou Israel de violar a soberania iraniana e o direito internacional, destacando que as ações israelenses “desestabilizam ainda mais uma região já frágil”.</p>
<p>O ataque israelense, ocorrido nas primeiras horas do sábado (26), foi o primeiro ofensivo declarado por Israel contra o Irã, o que eleva significativamente as tensões entre os dois países. De acordo com o governo israelense, a operação buscou enfraquecer a capacidade defensiva do Irã, atingindo locais estratégicos de produção e lançamento de mísseis. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que o ataque alcançou seus objetivos, que incluíam prejudicar as capacidades de defesa e a produção de armamentos do Irã.</p>
<p><strong>Reações e ações na região</strong></p>
<p>Em resposta aos ataques, o Irã se reservou o direito de retaliação e reforçou a preparação de suas forças. O líder supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, enfatizou a necessidade de uma análise cuidadosa da situação, sem exaltar ou minimizar a gravidade do ataque israelense. No entanto, ainda não pediu uma retaliação direta.</p>
<p>O Iraque, por sua vez, apresentou uma queixa formal à ONU condenando a violação de seu espaço aéreo por Israel durante o ataque. Um porta-voz do governo iraquiano descreveu o incidente como uma “grave violação de sua soberania”.</p>
<p>A situação na região também é agravada pelo aumento dos ataques israelenses contra alvos do Hezbollah no Líbano, incluindo ataques aéreos na cidade de Tiro, onde cinco civis foram mortos, segundo autoridades locais de saúde. Paralelamente, o presidente egípcio Abdel-Fattah el-Sissi propôs uma trégua temporária de dois dias entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza. Segundo ele, a pausa nos combates permitiria a entrega de mais ajuda humanitária aos palestinos e a libertação de reféns. O plano de el-Sissi, no entanto, ainda não obteve resposta de Israel ou do Hamas.</p>
<p><strong>Apelo internacional por diplomacia</strong></p>
<p>O secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um apelo para que todos os envolvidos no conflito evitem uma escalada de violência que possa levar a uma guerra regional de grandes proporções. Em comunicado, Guterres ressaltou a necessidade de retomar o caminho da diplomacia e cessar todas as ações militares.</p>
<p>Os esforços diplomáticos ganham um novo impulso com a presença do chefe do Mossad, David Barnea, em Doha, onde ele se encontrou com o primeiro-ministro do Catar e o chefe da CIA dos Estados Unidos. O encontro sublinha as tentativas de mediação entre as partes, visando mitigar o risco de uma crise humanitária ainda maior.</p>
<p>Com uma reunião de emergência iminente, as potências globais esperam que o Conselho de Segurança seja capaz de propor soluções que ajudem a conter o conflito e restaurar a estabilidade na região. A ONU trabalha para evitar que a atual crise resulte em uma guerra aberta, que traria consequências devastadoras para o Oriente Médio e repercussões globais.</p>
<p><em><strong>Fonte: Vermelho</strong></em></p>
</div>
</div>
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		<title>Norte de Gaza está sem água, comida e assistência médica, diz ONU</title>
		<link>https://bancarios.com.br/norte-de-gaza-esta-sem-agua-comida-e-assistencia-medica-diz-onu/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Oct 2024 16:26:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estima-se que dezenas de milhares de palestinos ainda estejam no local A intensificação do bloqueio de Israel no norte da Faixa de Gaza nas últimas três semanas fez com que a região ficasse sem água, comida e assistência médica. Segundo a Agência para Refugiados Palestinos das Nações Unidas (UNRWA), que tem equipes trabalhando no norte &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="header-noticia full-width">
<h3 class="linha-fina-noticia">Estima-se que dezenas de milhares de palestinos ainda estejam no local</h3>
</div>
<div class="container-autoria">
<h3 class="linha-fina-noticia"><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-66033 size-full" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/10/696538.jpeg" alt="" width="646" height="284" /></h3>
</div>
<div>
<p>A intensificação do bloqueio de Israel no norte da Faixa de Gaza nas últimas três semanas fez com que a região ficasse sem água, comida e assistência médica. Segundo a Agência para Refugiados Palestinos das Nações Unidas (UNRWA), que tem equipes trabalhando no norte de Gaza, Israel não tem permitido a entrada de ajuda humanitária no território.<img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1616379&amp;o=node" /><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1616379&amp;o=node" /></p>
<p>O chefe da agência da ONU, Philippe Lazzarini, disse nesta terça-feira (22) que já são três semanas de bombardeios ininterruptos de Israel no norte do enclave.</p>
<p>“Nossos funcionários relatam que não conseguem encontrar comida, água ou assistência médica. O cheiro da morte está em todo lugar, com corpos sendo deixados nas estradas ou sob os escombros. Missões para limpar os corpos ou fornecer assistência humanitária são negadas”, afirmou Lazzarini em uma <a href="http://https//x.com/UNLazzarini/status/1848634094730809815" target="_blank" rel="noopener">rede social</a>.</p>
<p>Estima-se que dezenas de milhares de palestinos ainda estejam no norte do enclave. A agência da ONU vem fazendo apelos sistemáticos para que Israel permita a entrada de assistência humanitária no local. A UNRWA informou ainda que as pessoas que tentam fugir da região são mortas e os corpos deixados na rua e que não são autorizadas missões para resgatar feridos embaixo dos escombros.</p>
<blockquote><p>“No norte de Gaza, as pessoas estão apenas esperando para morrer. Eles se sentem abandonados, sem esperança e sozinhos. Eles vivem de uma hora para a outra, temendo a morte a cada segundo”, completou Lazzarini.</p></blockquote>
<p>O alto-representante da União Europeia (UE) para negócios estrangeiros, Josep Borrell Fontelles, também se manifestou sobre a situação no norte da Faixa de Gaza. Segundo a autoridade europeia, os relatos da região são horríveis e pediu que observadores internacionais e os meios de comunicação tenham acesso ao local.</p>
<p>“O sofrimento humano causado pela fome provocada pelo homem e pelo deslocamento forçado não pode ser justificado. Condeno o pesado bombardeio e a destruição de instalações da UNRWA”, afirmou hoje Fontelles em uma <a href="https://x.com/JosepBorrellF/status/1848698351539098013" target="_blank" rel="noopener">rede social</a>.</p>
<h2>Cerco a hospitais</h2>
<p>O Escritório da ONU para Assuntos Humanitários (Ocha) tem denunciado ataques e cercos a unidades de saúde no norte da Faixa de Gaza. <a href="https://www.ochaopt.org/content/attacks-hospitals-northern-gaza" target="_blank" rel="noopener">Segundo a organização</a>, dois dos três hospitais que restam foram diretamente atingidos.</p>
<p>“Nas últimas duas semanas, as forças israelenses aumentaram a pressão sobre esses hospitais para que fossem evacuados, mas os pacientes não tinham para onde ir. No hospital indonésio, dois pacientes morreram devido a uma queda de energia e falta de suprimentos; alguns funcionários médicos tiveram que fugir para salvar suas vidas. A instalação não está mais operacional”, alertou Muhannad Hadi, coordenador humanitário da Ocha para o Território Palestino Ocupado.</p>
<h2>Israel</h2>
<p>Segundo as Forças de Defesa de Israel (FDI), o exército tem realizado operações da região de Jabalia, no norte de Gaza, em busca de militantes da resistência palestina e tentando destruir infraestruturas militares usadas pelos grupos palestinos.</p>
<p>Novamente, Israel acusou militantes de usarem instalações médicas para suas operações. “A inteligência das IDF identificou uma clínica regional da UNRWA que havia sido tomada por terroristas e transformada em um depósito de armas e esconderijo para terroristas na área. Os terroristas que se barricaram na clínica dispararam contra as tropas e foram eliminados”, disse a FDI.</p>
<p>Enquanto isso, o ministro da Segurança Pública de Israel, Itamar Bem-Gvir, segue defendendo a ocupação da Faixa de Gaza por assentamentos de israelenses. “Incentivar a imigração judaica e o assentamento em Gaza – está em nossas mãos!”, disse Itamar, nessa segunda-feira (21).</p>
<p>Fonte: Agência Brasil</p>
</div>
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		<title>Israel continua matando palestinos em Gaza; vítimas fatais passam de 23.200 e fome se alastra</title>
		<link>https://bancarios.com.br/israel-continua-matando-palestinos-em-gaza-vitimas-fatais-passam-de-23-200-e-fome-se-alastra/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jan 2024 12:32:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O chefe da política externa dos Estados Unidos, Antony Blinken, está em Israel e pediu que inocentes sejam poupados do massacre em curso. Levou também um recado de países árabes da região, para que o governo israelense apoie a criação de um Estado palestino de modo a aprimorar sua integração regional. Mas nada disso parece &#8230;</p>
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<p>O chefe da política externa dos Estados Unidos, Antony Blinken, está em Israel e pediu que inocentes sejam poupados do massacre em curso. Levou também um recado de países árabes da região, para que o governo israelense apoie a criação de um Estado palestino de modo a aprimorar sua integração regional. Mas nada disso parece ter melhorado a situação dos civis palestinos, visto que 126 pessoas foram mortas em Gaza nas últimas 24 horas, segundo o Ministério da Saúde do território, sendo 57 num único hospital.</p>
<p>Israel afirma que tem alvejado instalações do Hamas e que eliminou 40 combatentes em Khan Yunis, no sul de Gaza, onde teria encontrado túneis subterrâneos e armas. As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) confirmaram a morte de nove soldados, sendo seis deles numa explosão e três em combates terrestres, o que fez o total de baixas subir para 187.</p>
<p>O total de vítimas fatais do lado palestino já passou de 23.200 pessoas, a maioria mulheres e crianças, sem falar do colapso nos hospitais e na disparada nos preços dos alimentos. A vasta crise humanitária tem colocado pressão, em particular nos Estados Unidos, aliado mais próximo de Israel. Depois de semanas de pressão de Washington e de boa parte da comunidade internacional, Israel anunciou há cinco dias que passaria de uma guerra em larga escala para uma campanha mais direcionada no norte de Gaza, porém mantendo combates intensivos no sul em busca de combatentes. O objetivo seria reduzir tropas e permitir que milhares de reservistas retornem a seus empregos.</p>
<p>O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, está em Israel nesta terça-feira (9) e disse aos líderes israelenses, inclusive o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que compartilharia o que ouviu nos últimos dois dias de conversas na Jordânia, Catar, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.</p>
<p>Segundo ele, Israel pode aprimorar sua integração com os vizinhos árabes — um processo que o país vinha construindo até a guerra começar — se ajudar a criar um caminho para um Estado palestino viável. O secretário havia dito também que pressionaria Israel a fazer mais para proteger os civis de Gaza e permitir a chegada de ajuda humanitária. O presidente Joe Biden disse durante a noite que Washington estava pressionando Israel silenciosamente para começar a retirar algumas tropas.</p>
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<p><strong>&#8216;Big Stick&#8217; versão 2024</strong></p>
<p>Mas a extrema direita de Israel, influente sobre o governo, não vê com bons olhos a ideia de suavizar a ofensiva. O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, endereçou uma postagem em inglês a Blinken em que afirma: “Não é hora de falar suavemente com o Hamas, é hora de usar o big stick”, parafraseando o presidente dos EUA, Theodore Roosevelt (1901-1909), defensor do uso do “stick” (porrete) quando necessário em assuntos de política externa.</p>
<p>Tanto Ben Gvir quanto o ministro das Finanças Bezalel Smotrich, também um legislador de extrema direita, criticaram as declarações de altos funcionários israelenses de que a IDF está suavizando a ofensiva. &#8220;Não somos mais uma estrela na bandeira americana&#8221;, disse Ben Gvir sobre o fato de os EUA terem condenado a proposta (dele e de Smotrich) de reassentar palestinos fora de Gaza.</p>
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<p><strong>Colapso na saúde</strong></p>
<p>Sean Casey, da Organização Mundial da Saúde (OMS), que coordena equipes médicas em Gaza, disse estar profundamente preocupado com os combates ao redor de três hospitais (al-Aqsa, Nasser e Europeu) que fornecem a &#8220;última linha&#8221; de cuidados de saúde na região.</p>
<p>&#8220;Estamos vendo o colapso do sistema de saúde a uma velocidade muito rápida&#8221;, disse à Reuters. &#8220;O que continuamos a ver é o sistema de saúde sofrendo, os trabalhadores de saúde incapazes de ir ao trabalho para cuidar dos pacientes porque temem por suas vidas, temem por sua segurança&#8221;. Além disso, segundo ele, pacientes e suas famílias temem ir aos hospitais porque podem morrer no caminho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Alimentos caríssimos</strong></p>
<p>Pessoas em Gaza estão sendo vítimas de preços abusivos por parte de comerciantes de alimentos em meio à escassez, relatam palestinos à BBC. Jihad Abu Sharkh disse que em Rafah, no sul, região onde muitos palestinos se deslocaram para fugir do massacre no norte, a comida está se tornando um item de luxo.</p>
<p>&#8220;Estamos à mercê dos comerciantes que compram um item por 10 shekels e depois o vendem por duzentos ou duzentos e cinquenta shekels&#8221;, disse ele. &#8220;Por exemplo, eles compram um saco de farinha no depósito de suprimentos por 60 shekels e depois nos vendem por 300.&#8221;</p>
<p>&#8220;Muitas pessoas dormem sem comer ou beber, enquanto outras se tornaram mendigos devido à falta de comida e bebida, e à manipulação dos comerciantes de alimentos&#8221;, disse outro homem, em Rafah.</p>
<p>As Nações Unidas já advertiram anteriormente que a população em Gaza convive com escassez aguda de alimentos e corre o risco de fome iminente.</p>
<p><em>Com informações da Reuters, BBC, The New Arab e The Times of Israel.</em></p>
<p>Fonte: Brasil de Fato.</p>
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		<title>ONU acusa Israel de cometer “crimes contra a humanidade”</title>
		<link>https://bancarios.com.br/onu-acusa-israel-de-cometer-crimes-contra-a-humanidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Oct 2023 10:57:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A ONU (Organização das Nações Unidas) acusa Israel de cometer “crimes contra a humanidade” por seus ataques a Gaza. Em declaração emitida nesta quinta (19), em Genebra, sete relatores da entidade alertaram que há um risco de genocídio contra palestinos se a ofensiva não for parada. “O cerco completo de Gaza, juntamente com ordens de &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-60225" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Hospital-bombardeado-por-Isral-em-Gaza.jpeg" alt="" width="474" height="227" /></p>
<p>A ONU (Organização das Nações Unidas) acusa Israel de cometer “crimes contra a humanidade” por seus ataques a Gaza. Em declaração emitida nesta quinta (19), em Genebra, sete relatores da entidade alertaram que há um risco de genocídio contra palestinos se a ofensiva não for parada.</p>
<p>“O cerco completo de Gaza, juntamente com ordens de evacuação inviáveis e transferências forçadas de população, é uma violação do direito internacional humanitário e criminal. Além disso, é de uma crueldade indescritível”, afirma o documento.</p>
<p><strong>Risco de genocídio</strong></p>
<p>A declaração ainda lembra que a destruição intencional de casas e infraestruturas civis, além do corte de água, medicamentos e alimentos, são proibidos pelo direito penal internacional. “Estamos soando o alarme: Há uma campanha contínua de Israel que resulta em crimes contra a humanidade em Gaza”, prossegue.</p>
<p>Os relatores da ONU também afirmam que as ações militares em Gaza e as prisões e assassinatos na Cisjordânia geram um “risco de genocídio contra o povo palestino”. Essa é a manifestação mais forte da ONU desde o início do conflito, no último dia 7, quando o Hamas atacou Israel. A relação entre a diplomacia israelense e a entidade tem sido de tensão.</p>
<p><strong>“Não há justificativa para tais crimes”</strong></p>
<p>Entre os signatários do documento estão os relatores Pedro Arrojo Agudo, sobre os Direitos Humanos à Água Potável e ao Saneamento; Francesca Albanese, sobre a situação dos direitos humanos no Território Palestino Ocupado; Paula Gaviria Betancur, sobre os direitos humanos de Pessoas Deslocadas Internamente e Balakrishnan Rajagopal, sobre o direito à Moradia.</p>
<p>Eles apontam que “não há justificativas ou exceções para tais crimes” e se dizem “chocados com a inação da comunidade internacional diante da guerra”.</p>
<p><strong>Cessar fogo imediato</strong></p>
<p>“É hora de cessar fogo imediatamente e garantir o acesso urgente e desimpedido a suprimentos humanitários essenciais, incluindo alimentos, água, abrigo, medicamentos, combustível e eletricidade. A segurança física da população civil deve ser garantida”, afirmam.</p>
<p>O documento ainda pede “reparação, restituição e reconstrução” do que foi destruído por Israel e condena o ataque ao hospital que matou mais de 470 pessoas na última terça (17). O “cerco total” promovido a Gaza também é citado na manifestação, que lembra que o corte de recursos “indispensáveis à sobrevivência” também é uma “violação do direito internacional humanitário”.</p>
<p>Fonte: DCM</p>
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		<title>Ataque de Israel a hospital em Gaza gera protestos e reforça ideia de genocídio</title>
		<link>https://bancarios.com.br/ataque-de-israel-a-hospital-em-gaza-gera-protestos-e-reforca-ideia-de-genocidio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Oct 2023 12:33:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No fim desta terça-feira (17), tivemos o dia mais violento na série de ataques israelenses à Faixa de Gaza, algo que alguns especialistas, a exemplo do pesquisador Raz Segal, definem como um genocídio contra os palestinos. Na terça, o exército israelense bombardeou uma escola da Unrwa (a Agência da ONU de Assistência a Refugiados palestinos), &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_60176" aria-describedby="caption-attachment-60176" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-60176" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image_processing20231018-13039-17b7san.jpeg" alt="" width="800" height="533" /><figcaption id="caption-attachment-60176" class="wp-caption-text">EDITORS NOTE: Graphic content / People gather by the wrapped bodies of victims who died in an overnight blast at the Ahli Arab hospital in central Gaza on October 18, 2023. A blast ripped through a hospital in war-torn Gaza killing hundreds of people late on October 17, sparking global condemnation and angry protests around the Muslim world. Israel and Palestinians traded blame for the incident, which an &#8220;outraged and deeply saddened&#8221; US President Joe Biden denounced while en route to the Middle East. (Photo by Mahmud HAMS / AFP)</figcaption></figure>
<p>No fim desta terça-feira (17), tivemos o dia mais violento na série de ataques israelenses à Faixa de Gaza, algo que alguns especialistas, a exemplo do pesquisador Raz Segal, definem como um genocídio contra os palestinos. Na terça, o exército israelense bombardeou uma escola da Unrwa (a Agência da ONU de Assistência a Refugiados palestinos), matando seis pessoas, e, na ação mais catastrófica desde 7 de outubro, tivemos a destruição da Hospital Al-Ahli, com a morte de 500 pessoas. O exército israelense negou o ataque, apontando para um possível acidente com um míssil palestino.</p>
<p>A Organização Mundial da Saúde (OMS) soltou um comunicado na própria noite de terça (17): “A OMS pede pela proteção imediata de civis e do cuidado à saúde. As ordens de evacuação devem ser revertidas. A lei internacional humanitária deve ser obedecida, o que significa que o cuidado à saúde deve ser protegido e nunca alvejado”. No último sábado (14), sob o risco de ter que evacuar hospitais por ordens do exército israelense, a OMS disse que isso seria “uma sentença de morte para os doentes e feridos”.</p>
<p>No último informe da ONU, dado no fim da terça (17), foram 3.000 palestinos mortos, 12.500 feridos. A conta do lado israelense da ação do dia 7 de outubro foi de 1.300 mortos e de 4.229 feridos. O ataque do Hamas ao sul de Israel naquele sábado (14) colocava o mundo em choque por duas razões centrais.</p>
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<p class="ckeditor-subtitle"><strong>Uma casa ainda dividida?</strong></p>
<p>O ataque ao hospital em Gaza teve efeitos na Cisjordânia. Logo que a notícia se espalhou, as ruas de Ramallah, a capital da Autoridade Nacional Palestina (ANP) na Cisjordânia ocupada, encheram-se de protestantes, que entraram em choque com a polícia palestina. Os palestinos protestavam contra o ataque israelense e a atitude de Mahmoud Abbas, presidente da ANP, depois dos ataques do Hamas.<br />
Em texto no domingo (15), a agência WAFA, oficial da ANP, reportava que, em chamada com o presidente venezuelano, Nicolas Maduro, Abbas teria dito que “as políticas e ações do Hamas não representam o povo palestino”. Logo depois, esse trecho da conversa foi apagado.</p>
<p>Na terça (17), Abbas estava em Amã, capital da Jordânia, onde encontraria nesta quarta (18) o presidente Joe Biden, dos Estados Unidos. O mandatário estadunidense voava na noite de terça para quarta para encontrar Netanyahu, em Tel Aviv. Em seguida, encontraria, em Amã, o presidente egípcio, Abdel Fattah el Sisi; o monarca jordaniano, o rei Abdullah; e o presidente da ANP.</p>
<p>No entanto, assim que a realidade dos protestos em Ramallah demonstrou-se inegável, Abbas tomou o caminho de volta aos Territórios Ocupados. Logo depois, o governo jordaniano informou que o encontro com Biden havia sido cancelado e que seria marcado em momento posterior.</p>
<div id="publiMultivacinacao250">
<div>Osama Hamdan, líder do Hamas, disse em entrevista à AlJazeera, na noite de terça (17), que acreditava que o ataque podia ser uma oportunidade para uma reaproximação entre o Hamas e o Fatah.</div>
</div>
<p>O corpo politico palestino está dividido em dois: considerando que o regime israelense controla todo o território da Palestina histórica (Israel, Cisjordânia e Faixa de Gaza), o Hamas governa alguns aspectos da vida palestina em Gaza, o Fatah, por meio da ANP, governa alguns aspectos da vida palestina na Cisjordânia. Desde 2007, depois de uma guerra civil entre os dois grupos, cada um se estabeleceu nos territórios em que prevaleciam.</p>
<p>Os dois maiores movimentos se diferenciam em dois aspectos centrais: na adesão aos mecanismos do processo de Oslo (o Fatah, de Abbas ainda adere aos mecanismos políticos criados pelo processo, entre eles a cooperação de segurança com Israel) e na manutenção da luta armada (o Hamas não abre mão do uso da resistência violenta).</p>
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<p class="ckeditor-subtitle"><strong>Genocídio?</strong></p>
<p>O ataque ao Al-Ahli se junta a outras atitudes de Israel que podem configurar crime de genocídio. Raz Segal, pesquisador da Universidade de Stockton, estudioso do Holocausto e dedicado à investigação do conceito do genocídio, já no dia 13 de outubro argumentava que as ações de Israel eram “um modelo ideal (textbook) de genocídio”. Naquele dia, o exército de Israel soltou comunicado impondo à população do norte de Gaza que fosse para o sul do território. O problema para Segal é que esse movimento podia ser o primeiro passo de uma campanha israelense para “deslocar palestinos de Gaza – e potencialmente os expulsar de vez para o Egito”.</p>
<p>Ele também argumentava que dos cinco critérios para definir a ocorrência de genocídio, Israel tinha completado três: matar membros do grupo; causar dano sério corporal ou mental a membros desse grupo; deliberadamente infligir sobre o grupo condições de vida calculadas para trazer a destruição física de seu todo ou de parte”.</p>
<p>Diante dos contínuos bombardeios israelenses sobre Gaza, no dia 15, Ione Borrela, ministra dos Direitos Sociais da Espanha, twittou: “Diante da tentativa do genocídio que está levando a cabo o Estado de Israel em Gaza, propomos que o Governo da Espanha leve (Benjamin) Netanyahu diante da Corte Penal Internacional por crimes de guerra”.</p>
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<p>Há um precedente de caso. Em 1998, o <a href="https://www.hrw.org/report/1998/11/01/pinochet-precedent/how-victims-can-pursue-human-rights-criminals-abroad" target="_blank" rel="noopener">ditador Augusto Pinochet foi levado à Espanha para ser processado</a>. Isso porque vítimas que não conseguiam levar adiante um caso por crimes contra a humanidade no Chile, levaram as acusações para a Espanha, onde foram aceitas segundo o “princípio da ‘jurisdição universal’ sobre atrocidades aos direitos humanos”, explica texto no site do Human Rights Watch.</p>
<p>Fonte: Brasil de Fato.</p>
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