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	<title>Arquivos Meio Ambiente - Sindicato dos Bancários</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários</description>
	<lastBuildDate>Fri, 13 Feb 2026 13:37:54 +0000</lastBuildDate>
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		<title>A privatização dos rios Tapajós, Madeira e Tocantins</title>
		<link>https://bancarios.com.br/a-privatizacao-dos-rios-tapajos-madeira-e-tocantins/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Feb 2026 13:37:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um projeto articulado entre o agronegócio e setores do governo federal ameaça transformar os rios em meras hidrovias para o escoamento de grãos da monocultura O coração hídrico do Brasil pulsa na Amazônia, e seus principais vasos – rios como o Tapajós, o Madeira e o Tocantins – estão no centro de um embate que redefine fronteiras entre desenvolvimento, soberania &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="single-excerpt">
<h3>Um projeto articulado entre o agronegócio e setores do governo federal ameaça transformar os rios em meras hidrovias para o escoamento de grãos da monocultura</h3>
</div>
<div class="single-meta"><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-71583 size-full" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/02/barqueata-rio-tapajos.webp" alt="" width="1200" height="630" /></div>
<p>O coração hídrico do Brasil pulsa na Amazônia, e seus principais vasos – rios como o <strong>Tapajós</strong>, o <strong>Madeira</strong> e o <strong>Tocantins</strong> – estão no centro de um embate que redefine fronteiras entre desenvolvimento, soberania e sobrevivência.</p>
<p>Um projeto articulado entre o agronegócio e setores do governo federal ameaçava transformar esses cursos d’água em meras hidrovias de eficiência logística, através de um processo duplo: a concessão à iniciativa privada (uma forma de privatização da gestão dos rios) e a dragagem intensiva para garantir o escoamento de grãos. Esta equação, vendida como progresso, ignorava o custo social e ambiental astronômico, e revelava os contornos de uma política que beneficiaria uma elite econômica em detrimento de povos tradicionais e do patrimônio natural do país.</p>
<p>Os rios em questão são mais do que rotas; são ecossistemas complexos, berços de biodiversidade e, sobretudo, a espinha dorsal de vida para centenas de comunidades indígenas e ribeirinhas.</p>
<p>O <strong>Tapajós</strong>, de águas verde-azuladas, é vital para os <strong>Munduruku</strong>, que há séculos dependem da pesca e de suas margens para cultura e subsistência.</p>
<p>O <strong>Madeira</strong>, um gigante de águas barrentas e grande produtor de peixes, sustenta inúmeras comunidades e tem importância ecológica imensurável.</p>
<p>O <strong>Tocantins</strong>, já impactado por barragens, permanece como fonte de vida para povos como <strong>Apinajé</strong> e <strong>Krahô</strong>.</p>
<p>O responsável pela intenção de transformar estes rios em corredores de navegação é o agronegócio, especificamente o complexo soja-milho do <strong>Mato Grosso</strong>, <strong>Rondônia</strong> e <strong>sul do Pará</strong>. A justificativa é econômica: escoar a produção pelos rios até os portos do Norte seria mais barato e competitivo do que pelo eixo Centro-Sul, considerado caro e saturado. Para viabilizar navios graneleiros de grande calado, é necessária a dragagem contínua e o aprofundamento do leito dos rios.</p>
<p>Na noite de sexta-feira, 6 de fevereiro, o governo federal, por pressão dos povos indígenas, suspendeu a licitação que habilitara uma empresa para dragagem do <strong>rio Tapajós</strong> ao custo de R$ 61,8 milhões. A nota foi assinada pelos ministros <strong>Guilherme Boulos</strong> (Secretaria-Geral da Presidência), <strong>Silvio Costa Filho</strong> (Portos e Aeroportos) e <strong>Sônia Guajajara</strong> (Povos Indígenas). Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, “nenhuma medida relativa a ações ou serviços no <strong>rio Tapajós</strong> avançará sem que os povos da região sejam amplamente consultados e sem que todas as normas vigentes sejam rigorosamente cumpridas. O decreto não autoriza concessões da hidrovia nem a realização de obras como dragagem.”</p>
<p>O <strong>ICMBio</strong> e o <strong>Ibama</strong> emitiram pareceres técnicos apontando os impactos ambientais e riscos decorrentes da dragagem caso prosseguisse.</p>
<p>Portanto, graças à mobilização dos povos originários e do Ministério Público Federal no Pará, conseguiu-se evitar a privatização do uso e da gestão de um bem público fundamental.</p>
<p>Caso a dragagem prosseguisse, o Estado ficaria com o ônus, ao assumir os riscos políticos e os conflitos, enquanto o setor privado receberia o bônus: gerenciar a infraestrutura com garantia de lucro, através de tarifas, e o agronegócio obteria sua rota de escoamento a um custo operacional reduzido. Seria uma simbiose perfeita entre poder público e capital, com os custos socializados e os lucros fortemente privatizados.</p>
<p>A reação dos povos indígenas serviu de alerta máximo e resistência. Quase nunca são informados e consultados previamente, como determina a <strong>Convenção 169 da OIT</strong>. O §3º do art. 231 da Constituição estabelece que o aproveitamento dos recursos hídricos, incluídos os potenciais energéticos, e a pesquisa e lavra de riquezas minerais em terras indígenas só podem ser efetivados com autorização do Congresso Nacional, ouvidas as comunidades afetadas. Portanto, a Constituição exige autorização do Congresso Nacional e consulta às comunidades indígenas impactadas.</p>
<p>Os impactos de uma possível dragagem são evidentes: revolve sedimentos, libera possíveis contaminantes, destrói habitats de desova e alimentação de peixes, envenena a água e afeta a perenidade e a qualidade do pescado. Para comunidades que dependem da pesca não apenas como alimento, mas como elemento cultural e de renda, seria um golpe devastador. A navegação intensiva de grandes embarcações altera a dinâmica do rio, aumenta o risco de acidentes e contaminações por óleo e afasta os peixes, comprometendo a segurança alimentar.</p>
<p>A “privatização” do rio significaria, na prática, o controle do acesso. Locais sagrados, áreas de pesca tradicional e as próprias margens poderiam se tornar zonas de conflito com as empresas concessionárias, que priorizariam o tráfego de commodities. A militarização e o aumento do fluxo de pessoas em regiões frágeis também trazem violência, grilagem e pressão sobre territórios já demarcados.</p>
<p>O que está em jogo na proposta do agronegócio no <strong>Tapajós</strong>, no <strong>Madeira</strong> e no <strong>Tocantins</strong> transcende a discussão sobre logística. É a materialização de uma visão de país onde a natureza é um recurso a ser explorado até a exaustão para benefício e lucro de poucos.</p>
<p>A resistência indígena e de movimentos socioambientais não é contra o desenvolvimento, mas por um desenvolvimento que não signifique a morte dos rios e o extermínio de modos de vida. Cabe à sociedade brasileira decidir se seus rios serão estradas líquidas para o agronegócio ou veias vivas de uma Amazônia diversa e soberana.</p>
<p>O futuro mostrará que a decisão de suspender a licitação que habilitara uma empresa a dragar o rio Tapajós definirá muito mais do que o curso das águas; definirá o rumo do país.</p>
<p>Governo é como feijão, só funciona na panela de pressão.</p>
<p><em><strong>Fonte: movimentorevista</strong></em></p>
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		<title>Observatório lembra destruição de Bolsonaro na Amazonia</title>
		<link>https://bancarios.com.br/observatorio-lembra-destruicao-de-bolsonaro-na-amazonia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Sep 2025 15:49:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Organização não-governamental aponta quatro anos de retrocessos ambientais e ataques à governança da Amazônia No dia Internacional da Amazônia, celebrado nesta sexta-feira (5), o Observatório do Clima relembra os atos de Jair Bolsonaro (PL) contra o clima, as florestas e os povos indígenas da região. No momento em que o ex-presidente é julgado no Supremo &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="row row-small">
<div id="single-the-title" class="column large-12 small-12 text-center mt-30">
<h3>Organização não-governamental aponta quatro anos de retrocessos ambientais e ataques à governança da Amazônia</h3>
<figure id="attachment_69840" aria-describedby="caption-attachment-69840" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="wp-image-69840 size-full" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Desmatamento-Amazonia-Bruno-Kelly.jpg" alt="" width="2000" height="1325" /><figcaption id="caption-attachment-69840" class="wp-caption-text">Area de desmatamento e queimda e vista as margens da rodovia BR 230 no municipio de Apui, Amazonas. Foto: Bruno Kelly/Amazonia Real.</figcaption></figure>
</div>
</div>
<div class="row row-small">
<div class="column large-12 small-12">
<div class="post-info ">
<p style="text-align: justify;">No dia Internacional da Amazônia, celebrado nesta sexta-feira (5), o Observatório do Clima relembra os atos de Jair Bolsonaro (PL) contra o clima, as florestas e os povos indígenas da região. No momento em que o ex-presidente é julgado no Supremo Tribunal Federal (STF), a organização diz que não foi só a democracia que Bolsonaro tentou destruir, mas dedicou os quatro anos de sua administração a desmontar a governança socioambiental.</p>
<p style="text-align: justify;">“Nisto, infelizmente, ele foi bem-sucedido”, diz a organização não-governamental ao destacar o aumento de 60% no desmatamento; e o número recorde de invasões de terras indígenas, incluindo a maior onda garimpeira vista em 40 anos na terra yanomami, o que causou uma crise sanitária grave naquele povo.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, foram centenas de quilômetros de rios destruídos por uma epidemia de garimpo na Amazônia e com o Brasil minando os esforços internacionais de combate à mudança do clima.</p>
<p style="text-align: justify;">A entidade também recorda que o ex-presidente aguarda julgamento por incentivo ao genocídio no Tribunal Penal Internacional.</p>
<p style="text-align: justify;">E, em 2021, a ONG AllRise enviou ao TPI um comunicado para que Bolsonaro pudesse ser julgado também por crimes contra a humanidade pela destruição da Amazônia. O Observatório apoiou a iniciativa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Confira as listas de ações destruidoras de Bolsonaro:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1. Nomear um condenado por fraude ambiental para o Ministério do Meio Ambiente (e mantê-lo lá)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ricardo Salles, escolhido de Bolsonaro para chefiar o Ministério do Meio Ambiente, foi condenado em primeira instância por fraudar o plano de manejo da Área de Proteção Ambiental da Várzea do Tietê, em São Paulo. A condenação saiu dez dias antes de sua posse. No cargo, o ministro voltou a se enrolar com Justiça: ele será julgado pelo STF como resultado da Operação Akuanduba, da Polícia Federal. Salles foi indiciado por nove crimes, inclusive facilitação ao contrabando de madeira.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2. Incentivar invasões de terras indígenas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Além da difusão de desinformação e discurso de ódio contra indígenas — Nabhan Garcia, secretário especial de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, repetia que os indígenas seriam “os maiores latifundiários do país” —, o governo Bolsonaro preparou institucionalmente o terreno para os ataques aos territórios, lideranças e comunidades indígenas. A Instrução Normativa nº 9, publicada pela Funai em 2020, permitiu propriedades privadas sobre terras indígenas não homologadas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3. Estimular garimpo em terras indígenas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Bolsonaro nomeou Marcelo Xavier para presidência da Funai com a incumbência de desmontá-la. À frente de uma Funai anti-indígena, Xavier defendeu e atuou pela liberação da mineração em terras indígenas. Militares da reserva nomeados para diretorias do Ibama pelos ex-ministros do Meio Ambiente Ricardo Salles e Joaquim Leite, por sua vez, ignoraram o plano de ação para a retirada dos garimpeiros na TI Yanomami.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4. Negligenciar a ação de garimpeiros na TI Yanomami</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O território yanomami, onde vivem cerca de 28 mil indígenas, foi invadido por mais de 20 mil garimpeiros ilegais, que contaram com a anuência do governo Bolsonaro e das Forças Armadas para atuar livremente na região. Lideranças e organizações indígenas denunciaram exaustivamente o caos e o descontrole nos últimos anos. Enviaram ofícios ao governo federal, acionaram o Supremo Tribunal Federal e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos. O governo sabia exatamente o que acontecia na TI Yanomami – e não agiu.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5. Destruir o combate ao desmatamento</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A extinção do PPCDAm (Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal) foi decisiva para que o regime Bolsonaro terminasse com o aumento de 59,5% do desmatamento na Amazônia nos quatro anos de governo. O aumento coincide com uma queda de 38% das multas aplicadas pelo Ibama por crimes contra a flora na comparação com o período 2015-2018.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>6. Sabotar o Ibama</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O governo Bolsonaro demitiu no atacado os superintendentes regionais do Ibama, deixou vagas por mais de um ano chefias de postos-chave na Amazônia e nomeou policiais militares fiéis a Ricardo Salles para comandar os fiscais. Em 2020, toda a cúpula da fiscalização foi demitida após uma reportagem no programa Fantástico mostrar o Ibama agindo contra garimpeiros e grileiros em três terras indígenas do Pará. O fiscal que multou Jair Bolsonaro em Angra dos Reis em 2012, José Augusto Morelli, também perdeu o cargo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>7. Sabotar o Ministério do Meio Ambiente</strong></p>
<p style="text-align: justify;">No primeiro dia de governo, foi publicada uma Medida Provisória de reestruturação do Ministério do Meio Ambiente. O ministério perdeu duas autarquias sob sua responsabilidade, a Agência Nacional de Águas (que foi para o Desenvolvimento Regional) e o Serviço Florestal Brasileiro (que foi para a Agricultura). Além disso, a gestão de Ricardo Salles cancelou o programa de conversão de multas ambientais que aplicaria R$ 1 bilhão em projetos de recuperação ambiental no Nordeste. Ainda em 2019, no “revogaço” da Casa Civil, foram extintos mais de 20 colegiados da área ambiental.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>8. Perseguir servidores da área ambiental</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A perseguição a servidores da área ambiental explodiu no governo Bolsonaro. Segundo dados da Controladoria-Geral da União, as acusações de assédio aumentaram 380% eu seu governo. Foram 183 servidores submetidos a processos administrativos disciplinares em 2022, contra 38 em 2018. No total, 441 funcionários do Ibama, do ICMBio e do Ministério do Meio Ambiente sofreram PADs nos quatro anos de Bolsonaro, contra 270 nos quatro anos anteriores. Caso a conduta fosse atribuída a Bolsonaro, ele poderia ser enquadrado no artigo 69 da Lei de Crimes Ambientais, com pena de um a três anos de detenção e multa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>9. Sabotar a ação climática brasileira</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em 2020, o país deu um golpe nos seus compromissos no Acordo de Paris. Ricardo Salles submeteu à Convenção do Clima da ONU uma atualização da NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada) à meta brasileira ao Acordo de Paris, reduzindo a sua ambição e violando as regras do tratado. O episódio ficou conhecido como “pedalada climática” . A pedalada foi questionada na Justiça por seis jovens ativistas em 2021, com o apoio de oito ex-ministros do Meio Ambiente, incluindo a atual ministra Marina Silva. A manobra foi corrigida por Lula em 2023. Caso fosse responsabilizado pela conduta, Bolsonaro poderia ser enquadrado no artigo 68 da Lei de Crimes Ambientais, com pena de três meses a um ano de detenção.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>10. Caluniar/difamar ativistas socioambientais</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Bolsonaro acusou o ator americano e ambientalista Leonardo DiCaprio, a ONG WWF e a Brigada de Alter do Chão de financiarem e executarem queimadas criminosas no Brasil. “O pessoal da ONG, o que eles fizeram? O que é mais fácil? Botar fogo no mato. Tira foto, filma, a ONG faz campanha contra o Brasil, entra em contato com o Leonardo DiCaprio, e o Leonardo DiCaprio doa 500 mil dólares para essa ONG. Uma parte foi para o pessoal que estava tocando fogo, tá certo? Leonardo DiCaprio tá colaborando aí com a queimada na Amazônia, assim não dá”, disse, sobre quatro brigadistas da região de Alter do Chão, no Pará, presos sob acusação de incêndio criminoso.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Fonte: Vermelho</em></strong></p>
</div>
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		<item>
		<title>Trabalhadores precisam estar atentos às conferências do meio ambiente</title>
		<link>https://bancarios.com.br/trabalhadores-precisam-estar-atentos-as-conferencias-do-meio-ambiente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Dec 2024 15:52:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Atuar para não sofrer as consequências impostas pelos mais ricos: Brasil fará sua Conferência Nacional em 2025 e classe trabalhadora tem de participar dos debates A emergência climática está posta. Já estamos vendo e vivendo, no Brasil ou no mundo, ondas de calor extremo, secas severas, desertificação de biomas, derretimento do gelo polar com aumento &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="news-details__intro-text">
<h3>Atuar para não sofrer as consequências impostas pelos mais ricos: Brasil fará sua Conferência Nacional em 2025 e classe trabalhadora tem de participar dos debates</h3>
<p><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-66600 size-full" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Conferencia-Meio-Ambiente-CUT-SP-Capa.jpeg" alt="" width="1600" height="1200" /></p>
</div>
<div class="news-details__image">
<p>A emergência climática está posta. Já estamos vendo e vivendo, no Brasil ou no mundo, ondas de calor extremo, secas severas, desertificação de biomas, derretimento do gelo polar com aumento do nível do mar, tempestades, aumento no número de tornados.</p>
<p>Diante desse terrível quadro, o Brasil realizará em maio de 2025, sua <a href="https://www.gov.br/mma/pt-br/composicao/gm/5a-CNMA/perguntas-frequentes.pdf/" target="_blank" rel="noopener">5ª Conferência Nacional do Meio Ambiente</a> sob o tema “A emergência climática e o desafio da transformação ecológica”. Os trabalhadores não podem ficar alheios aos debates preparatórios que têm por objetivo ampliar a participação social e acelerar medidas urgentes em defesa do meio ambiente.</p>
<p>“As questões climáticas estão no centro do debate em todo o mundo. E a classe trabalhadora, ao lado das populações mais vulneráveis, está entre os que mais sofrem os efeitos negativos das crises ambientais. Por isso é fundamental nos organizarmos para participar e apresentarmos nossas demandas sobre o tema”, alerta a diretora de Políticas Sociais da Contraf-CUT, Elaine Cutis, destacando a importância da Conferência Livre de Meio Ambiente, realizada pela CUT-SP, na sexta-feira (29 de novembro), uma das etapas de preparação para a Conferência Nacional. Até 15 de dezembro devem ser realizados esses encontros municipais e livres. Os estaduais serão entre 15 de janeiro e 15 de março do ano que vem. “A sociedade precisa estar atenta a esse processo e participar para garantirmos o melhor para os mais vulneráveis, que é a esmagadora maioria da população.”</p>
<p>Por exemplo, uma das propostas definidas na CUT-SP para ser levada à Conferência Nacional tem efeito direto sobre a vida do trabalhador. Trata-se da criação de Normas Regulamentadoras com protocolos específicos de proteção à saúde dos trabalhadores em dias de concentração excessiva de poluição atmosférica, calor excessivo, chuvas intensas, radiação ultravioleta, exposição a agrotóxicos, doenças parasitárias e demais situações ambientais extremas.</p>
<h2><strong>Mitigar para viver</strong></h2>
<p>Essa Conferência Livre reivindica também a redução da emissão de gases de efeito estufa, a chamada mitigação. “Temos de cobrar o cumprimento das leis já existentes e a criação de outras, mais rigorosas, para punir os responsáveis por queimadas e desmatamentos ilegais que agravam a situação já alarmante do planeta”, diz Elaine.</p>
<p>Os trabalhadores defendem a demarcação e homologação das terras indígenas, dos territórios quilombolas e de comunidades tradicionais, assim como a reforma agrária popular para que se cumpra a função social da propriedade.</p>
<p>Outro ponto apresentado trata da adaptação e preparação para desastres, com prevenção de riscos e danos. “Nós trabalhadores lutamos pela justiça climática para superação das desigualdades”, destaca Elaine. “E isso está entre nossas propostas, com a taxação progressiva sobre grandes fortunas e propriedades para adaptação e preparação dos impactos das emergências climáticas, combate à fome e às desigualdades via políticas públicas.”</p>
<p>E para o futuro mais imediato possível, a classe trabalhadora coloca entre suas principais propostas a transformação ecológica, com a descarbonização da economia e maior inclusão social. “Precisamos criar um Programa Nacional de Restauração de Biomas, que formalize trabalho descente associado à recomposição e reflorestamento de áreas degradadas e mobilize tecnologias e conhecimentos de povos indígenas e populações tradicionais”, explica a dirigente da Contraf-CUT. “E isso tudo dentro de um programa com diálogo social amplo; que respeite a cultura e os modos de organização dos povos indígenas e tradicionais. Não podemos abrir mão da participação e do controle social.”</p>
<h2><strong>Mais ricos causaram mais danos</strong></h2>
<p>Nos países mais ricos do planeta estão os principais responsáveis pela emissão de gases do efeito estufa e pelo aquecimento global. Dados do relatório Igualdade Climática: um Planeta para os 99%, lançado em novembro do ano passado, indicam que o 1% mais rico da população mundial (77 milhões de pessoas) foi responsável por 16% das emissões globais de dióxido de carbono (CO2), um dos principais gases do efeito estufa, em 2019. E isso equivale à mesma quantidade emitida pelos 66% ou dois terços mais pobres da humanidade (5 bilhões de pessoas).</p>
<p>A categoria bancária, que atua para um dos mais ricos setores do planeta, está atenta ao tema. E garantiu, na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) conquistada em setembro deste ano, a participação dos trabalhadores em um Comitê de Gestão de Crise a ser criado por solicitação do Comando Nacional dos Bancários em caso de desastres naturais ou outras calamidades. O Comitê terá autorização prévia para tomar decisões necessárias que assegurem a proteção e os direitos de bancários afetados. A nova cláusula da CCT prevê, além disso, a implementação de medidas trabalhistas específicas durante situações de calamidade, para assegurar a vida e o bem-estar dos trabalhadores.</p>
<p>“Nós bancários estamos atentos a esse tema há tempos, por isso nossa CCT já prevê o assunto. Agora estamos nos somando a debates por todo o país, porque sabemos o quanto essas questões climáticas afetam a vida dos trabalhadores”, reforça Elaine.</p>
<h2><strong>Trabalhadores de olho na COP 30</strong></h2>
<p>A dirigente da Contraf-CUT lembra que após a Conferência Nacional do Meio Ambiente, o Brasil sediará, em novembro de 2025, a COP 30, em Belém do Pará. “E temos de estar muito preparados para esses debates.”</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-66601 size-full" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Conferencia-Meio-Ambiente-CUT-SP-Interna2.jpeg" alt="" width="1080" height="748" /></p>
<p>A bancária e secretária nacional de Meio Ambiente da CUT, <a href="https://www.cut.org.br/artigos/cut-uma-central-sindical-com-propostas-a-crise-climatica-e-ambiental-f866" target="_blank" rel="noopener">Rosalina Amorim, concorda</a>. “Temos até a COP 30 um caminho para a defesa de um processo de ampliação de direitos e foco na criação de empregos decentes que respeitem as necessidades sociais e ambientais, integrando questões de justiça social e sustentabilidade econômica. Não podemos estar limitados a propostas técnicas de descarbonização ou de mercantilização da natureza, mas de combate às desigualdades sociais, especialmente em um cenário de crise climática.”</p>
<p>Rosalina destaca o papel da CUT na COP 29, realizada em novembro, no Azerbaijão. “Nossa Central se somou às vozes que pressionam por responsabilidades comuns, mas diferenciadas. Nossa ferramenta de pressão é o Programa de Trabalho de Transição Justa, que busca promover a justiça social e respeito aos direitos dos trabalhadores, mas que no âmbito da COP segue ainda com as metas e objetivos indeterminados”, relata.</p>
<p>Daí a importância de os trabalhadores ampliarem sua participação e ingerência nas instâncias de debates sobre meio ambiente. “A classe trabalhadora é um agente central nas ações para o enfrentamento da crise climática, mas que nos espaços da COP 29 não foi considerada em suas decisões”, disse Rosalina. “E isso tem de mudar, é urgente”, completa Elaine.</p>
<p><strong><em>Fonte: Contraf</em></strong></p>
</div>
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			</item>
		<item>
		<title>9 anos do crime socioambiental em Mariana (MG)</title>
		<link>https://bancarios.com.br/9-anos-do-crime-socioambiental-em-mariana-mg/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Nov 2024 19:26:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Acordo abre nova etapa de luta para atingidos da Bacia do Rio Doce e litoral capixaba Neste dia 5 de novembro se completam 9 anos do maior crime socioambiental da história do país: o vazamento da barragem de Fundão, ocorrido na bacia do Rio Doce no litoral capixaba. A saída de rejeitos de minério de &#8230;</p>
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<h3 class="dd-m-text dd-m-text--big font-MerriWeather">Acordo abre nova etapa de luta para atingidos da Bacia do Rio Doce e litoral capixaba</h3>
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<figure class="dd-m-image__group"><img src="https://www.cut.org.br/images/cache/systemuploadsnewsa6ab25f5731e592ff36-700x460xfit-f4958.jpg" alt="notice" data-src-mobile="/images/cache/systemuploadsnewsa6ab25f5731e592ff36-320x210xfit-f4958.jpg" data-src-tablet="/images/cache/systemuploadsnewsa6ab25f5731e592ff36-768x460xfit-f4958.jpg" data-src-web="/images/cache/systemuploadsnewsa6ab25f5731e592ff36-700x460xfit-f4958.jpg" /></figure>
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<p>Neste dia 5 de novembro se completam 9 anos do maior crime socioambiental da história do país: o vazamento da barragem de Fundão, ocorrido na bacia do Rio Doce no litoral capixaba. A saída de rejeitos de minério de ferro da barragem da Samarco Mineração, empresa pertencente à Vale e à BHP Billiton, vitimou 19 vidas, provocou um aborto, contaminou 684 km do Rio Doce, litoral capixaba e baiano, e atingiu mais de 2,5 milhões de pessoas em três estados da federação. Após quase uma década de impunidade, um acordo de repactuação foi assinado, no dia 25 de outubro, no Palácio do Planalto.</p>
<p>O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) avalia que esta proposta inaugura uma nova etapa de luta popular pela reparação integral dos direitos do povo atingido e ao meio ambiente. “Precisamos compreender os avanços, mas também as insuficiências e problemas desse grande acordo que precisa ser compreendido e apropriado pelos atingidos para que a luta continue”, afirma Thiago Alves, integrante da Coordenação Nacional do MAB.</p>
<p>Para a Secretária Nacional de Meio Ambiente da CUT, Rosalina Amorim, a responsabilização é fundamental para haver justiça:</p>
<p>“Esse desastre revela como a negligência e a falta de fiscalização no setor de mineração podem gerar consequências devastadoras, reforçando a urgência de regulamentações mais rigorosas e de uma fiscalização ambiental eficiente. É essencial que as empresas sejam responsabilizadas por sua má gestão, pelo descaso com a vida dos trabalhadores e trabalhadoras que perderam suas vidas e pelas comunidades impactadas pela destruição”, afirma Rosalina Amorim.</p>
<h4><strong>Avanços</strong></h4>
<p>Em relação à proposta anterior, que havia sido apresentada no final de 2022, no apagar das luzes do governo Bolsonaro, o atual acordo dobra o valor de recursos novos disponibilizados para a reparação dos atingidos, superando R$ 132 bilhões.</p>
<p>O MAB destaca os avanços obtidos após cerca de uma década de luta e pressão popular, como o protagonismo do poder público na condução do processo de reparação, afastando as empresas que cometeram o crime da relação direta com as vítimas; fundos específicos destinados aos povos indígenas, quilombolas, povos e comunidades tradicionais, mulheres, pescadores e agricultores familiares; e ações em saúde (fundo perpétuo), continuidade da assessoria técnica independente, política de saneamento, retomada econômica, fundo enchentes, infraestrutura e a questão ambiental.</p>
<h4><strong>Desafios</strong></h4>
<p>Entre as reivindicações centrais do movimento estão: assento na mesa de negociação da repactuação, para que os atingidos organizados tenham o direito à participação assegurado na implementação do acordo; indenização integral e justa da população, e não individual; e responsabilização criminal das empresas.</p>
<p>Dando continuidade ao processo de mobilização, hoje o MAB realiza uma série de atividades na região de Mariana, como um ato público no distrito de Bento Rodrigues, seguido de uma plenária e uma Marcha pelos direitos dos atingidos, que terminará na Praça Minas Gerais.</p>
<p><em><strong>Fonte: CUT</strong></em></p>
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		<title>Apenas 14% dos brasileiros não tiveram vida afetada por queimadas</title>
		<link>https://bancarios.com.br/apenas-14-dos-brasileiros-nao-tiveram-vida-afetada-por-queimadas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Oct 2024 15:04:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para 42%, a vida foi muito afetada. Datafolha mostra impacto na vida e saúde da população. Foto: Lula Marques/Agencia Brasil Uma pesquisa do Datafolha divulgada neste domingo (20) revelou que 42% dos brasileiros afirmam que suas vidas foram muito afetadas devido à fumaça provocada pelas queimadas florestais que atingem o país há dois meses. Em &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="row row-small">
<div id="single-the-title" class="column large-12 small-12 text-center mt-30">
<h3>Para 42%, a vida foi muito afetada. Datafolha mostra impacto na vida e saúde da população.</h3>
<p><img loading="lazy" class="wp-image-66025 size-full" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-8-1.png" alt="" width="1160" height="686" /></p>
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<div class="column large-12 small-12">
<div class="post-info ">Foto: Lula Marques/Agencia Brasil</div>
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<p>Uma pesquisa do Datafolha divulgada neste domingo (20) revelou que 42% dos brasileiros afirmam que suas vidas foram muito afetadas devido à fumaça provocada pelas queimadas florestais que atingem o país há dois meses. Em uma escala de 0 a 10, onde 0 representa nenhum impacto e 10 o máximo possível, esse grupo situou o impacto entre 9 e 10, demonstrando a gravidade da situação.</p>
<p>Outros 25% disseram ter sentido um impacto considerável, pontuando entre 7 e 8 na escala, enquanto 18% relataram um nível intermediário (4 a 6) e 14% disseram ter sido pouco ou nada afetados (0 a 3). Apenas 1% dos entrevistados não soube responder.</p>
<p>A pesquisa, realizada nos dias 7 e 8 de outubro com 2.029 pessoas de 113 municípios em todas as regiões do país, possui margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou menos, com nível de confiança de 95%. O estudo revela que as regiões Centro-Oeste e Norte registram os maiores índices de impacto, com 57% dos moradores relatando efeitos severos. O Sudeste aparece em segundo lugar, com 42%, seguido pelo Nordeste (37%) e Sul (36%).</p>
<p>A crise das queimadas também afetou diretamente a saúde da população. Segundo o levantamento, 34% dos brasileiros afirmaram que sua saúde foi muito prejudicada, marcando entre 9 e 10 na escala de impacto. Em contrapartida, 19% declararam sentir pouco ou nenhum efeito (0 a 3). No Centro-Oeste e Norte, 43% dos entrevistados afirmaram ter sofrido grande impacto na saúde. O Sudeste apresentou 35%, o Nordeste 33%, e o Sul, que apresentou os menores índices, 23%.</p>
<p>Esses números emergem em um cenário de seca histórica, considerada a pior dos últimos 75 anos, conforme alerta o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais). Entre agosto e setembro, o país registrou 68 mil e 83 mil focos de incêndio, respectivamente, segundo dados do sistema BD Queimadas, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Os estados de Mato Grosso, Pará e Tocantins foram os mais afetados, com áreas devastadas de 55 mil km², 46 mil km² e 26 mil km² nos primeiros nove meses de 2024.</p>
<p>O impacto das queimadas elevou a preocupação dos brasileiros com as mudanças climáticas. A pesquisa indica que 60% da população agora considera o aquecimento global e os eventos climáticos extremos como uma ameaça imediata, um aumento em relação aos 52% registrados em junho. O aumento da percepção de risco foi mais expressivo nas regiões Sudeste e Centro-Oeste/Norte. No Sudeste, a preocupação subiu de 52% para 64%, e no Centro-Oeste/Norte, de 53% para 65%.</p>
<p>Em contrapartida, a parcela dos brasileiros que acredita que os efeitos climáticos representam um risco apenas para as gerações futuras caiu de 43%, em junho, para 32%, em outubro. Outros 7% afirmam que as mudanças climáticas não são uma ameaça, enquanto 2% não souberam opinar.</p>
<p><em><strong>Fonte: Vermelho</strong></em></p>
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		<title>Multas contra autores de incêndios criminosos somam R$ 224 milhões, diz Ibama</title>
		<link>https://bancarios.com.br/multas-contra-autores-de-incendios-criminosos-somam-r-224-milhoes-diz-ibama/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Oct 2024 14:47:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Ibama montou uma força-tarefa, com o objetivo de acelerar a cobrança das autuações aplicadas contra os responsáveis pelas práticas ilegais em todo o território nacional &#160; O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) emitiu, de janeiro a setembro de 2024, 96 autos de infração contra autores de queimadas ilegais &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="row row-small">
<div id="single-the-title" class="column large-12 small-12 text-center mt-30">
<p>O Ibama montou uma força-tarefa, com o objetivo de acelerar a cobrança das autuações aplicadas contra os responsáveis pelas práticas ilegais em todo o território nacional</p>
<figure id="attachment_65879" aria-describedby="caption-attachment-65879" style="width: 947px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="wp-image-65879 size-full" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Ibama-focos-de-incendios.jpg" alt="" width="947" height="554" /><figcaption id="caption-attachment-65879" class="wp-caption-text">Brigadistas do Prevfogo/Ibama e ICMBio combatem incêndios florestais na Terra Indígena Tenharim/Marmelos, no Amazonas. (Foto: Mayangdi Inzaulgarat/Ibama)</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
</div>
</div>
<div class="row row-small">
<div class="column large-12 small-12">
<div class="post-info ">O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) emitiu, de janeiro a setembro de 2024, 96 autos de infração contra autores de queimadas ilegais em propriedades e incêndios florestais. A soma de todas as multas no período totalizam R$224 milhões segundo.</div>
</div>
</div>
<p>A informação é da <em>Folha de S.Paulo</em>, que obteve os dados através da Lei de Acesso à Informação. Esse número ainda deve crescer até o fim do ano, já que a temporada de seca segue firme em boa parte do Pantanal e da Amazônia.</p>
<p>Segundo o jornal, o Ibama montou uma força-tarefa, com o objetivo de acelerar a cobrança das autuações aplicadas contra os responsáveis pelas práticas ilegais em todo o território nacional.</p>
<p>A intenção do órgão é que as multas não se limitem a um amontoado de papéis e processos administrativos intermináveis, tornando prioridade as análises das autuações deste tipo. Cada uma das 96 infrações registradas até agora traz o nome do autor, seja pessoa física e jurídica, além de dados precisos sobre a área afetada e detalhes de como se deu o crime.</p>
<p>Com a medida, em vez de entrarem no fim de uma fila de milhares de multas em processo de julgamento e que ainda aguardam análise pela equipe técnica do Ibama, as infrações terão prioridade entre os mais de 100 mil processos abertos no Ibama.</p>
<p>Além disso, a fiscalização passou a concentrar mais esforços na amazônia e nas áreas com mais focos de incêndio pelo país. Quatro bases operacionais foram montadas em Rondônia, Amazonas e Pará, ampliando ações de patrulhamento e diligências.</p>
<p><em><strong>Fonte: Vermelho</strong></em></p>
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		<title>Queimadas destroem no país 11 milhões de hectares em oito meses de 2024</title>
		<link>https://bancarios.com.br/queimadas-destroem-no-pais-11-milhoes-de-hectares-em-oito-meses-de-2024/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Sep 2024 12:18:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Amazônia foi o bioma que mais queimou no mesmo período, um total de 5 milhões de hectares, 87% a mais do que no ano passado Considerado um aumento explosivo, o Brasil queimou este ano, no período entre janeiro e agosto, 11 milhões de hectares de florestas, um aumento de 116% em relação ao mesmo &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="row row-small">
<div id="single-the-title" class="column large-12 small-12 text-center mt-30">
<h3>A Amazônia foi o bioma que mais queimou no mesmo período, um total de 5 milhões de hectares, 87% a mais do que no ano passado</h3>
</div>
</div>
<figure id="attachment_65612" aria-describedby="caption-attachment-65612" style="width: 1536px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="wp-image-65612 size-full" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/09/incendios-e-queimadas_Foto-Gabriel-JaburAgencia-Brasilia-1536x1020-1.jpg" alt="" width="1536" height="1020" /><figcaption id="caption-attachment-65612" class="wp-caption-text">Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília</figcaption></figure>
<p>Considerado um aumento explosivo, o Brasil queimou este ano, no período entre janeiro e agosto, 11 milhões de hectares de florestas, um aumento de 116% em relação ao mesmo período do ano passado.</p>
<p>A Amazônia foi o bioma que mais queimou no mesmo período, um total de 5 milhões de hectares, 87% a mais do que no ano passado.</p>
<p>Na região, um dado preocupante são os avanços das queimadas em terras indígenas (24%), florestas públicas não destinadas (16%), imóveis rurais grandes (14%) e unidades de conservação (11%).</p>
<p>A área queimada nas terras indígenas de todo o país passou de 1,7 milhão de hectares em 2023 para 3 milhões de hectares em 2024, representando um crescimento de 1,3 milhão de hectares.</p>
<p>Nas florestas públicas não destinadas, este ano, houve um aumento acentuado, alcançando aproximadamente 870 mil hectares.</p>
<p>As unidades de conservação, que deveriam servir como barreiras contra o avanço do fogo, também registraram um aumento significativo na área queimada, ultrapassando 1,1 milhão de hectares queimados de janeiro a agosto de 2024</p>
<p>“Esse cenário é provavelmente causado pela expansão ilegal de atividades agropecuárias e madeireiras, grilagem de terras, avanço do garimpo e queimadas descontroladas e uso criminoso do fogo”, diz a nota técnica do “Fogo no Brasil em 2024: o retrato fundiário da área queimada nos biomas”, produzida por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).</p>
<p>A entidade, junto com outras organizações que compõem a Rede MapBiomas, diz que os dados sobre a Amazônia indicam forte pressão nas áreas públicas protegidas formalmente, bem como sobre aquelas ainda em processo de destinação.</p>
<p>“Na Amazônia, o desmatamento e a expansão agropecuária impulsionam um ciclo de queimadas. No Cerrado e Pantanal, o uso do fogo está muitas vezes ligado ao manejo de pastagens, inclusive as naturais, enquanto a Caatinga e a Mata Atlântica sofrem com incêndios de origem acidental ou decorrentes de práticas agropecuárias de pequena escala”, explica Ane Alencar, diretora de Ciência do Ipam.</p>
<p><strong>Confira o problema nos demais biomas:</strong></p>
<p><strong>Cerrado</strong> – Com 4 milhões de hectares queimados no período analisado em 2024, observa-se um predomínio de áreas queimadas em terras indígenas (40%), seguido por imóveis rurais grandes (26%), unidades de Conservação (10%), e imóveis Rurais Pequenos (10%). A área queimada no bioma reflete o uso extensivo do fogo em grandes propriedades, muitas vezes relacionado ao manejo agropecuário, incluindo o manejo do fogo em pastagens nativas, o que pressiona os ecossistemas já fragilizados pela atividade humana, dependendo da forma e do período em que acontece.</p>
<p><strong>Pantanal</strong> – Registrou 1,2 milhão de hectares queimados de janeiro a agosto de 2024, sendo a maior parte em imóveis rurais grandes (74%). As unidades de conservação concentraram 14% da área queimada, enquanto os imóveis rurais pequenos representaram 4%. O uso predominante do fogo em grandes propriedades no Pantanal está associado ao manejo de pastagens e à pecuária extensiva também prioritariamente em pastagens nativas, frequentemente afetando áreas de conservação.</p>
<p><strong>Caatinga</strong> – O bioma teve 51 mil hectares queimados no intervalo, a área se distribui de forma equilibrada entre imóveis rurais grandes (21%), imóveis rurais médios (21%) e imóveis rurais pequenos (18%), com Assentamentos Rurais correspondendo a 8% das áreas queimadas. Esse padrão sugere um uso variado do fogo em propriedades rurais de diferentes portes, refletindo tanto práticas agrícolas quanto o manejo de pequenas propriedades familiares.</p>
<p><strong>Mata Atlântica</strong> – Com 615.195 hectares queimados, apresentou uma grande área queimada em imóveis rurais grandes (33%) e médios (22%), além de uma significativa proporção em imóveis rurais pequenos (20%) e unidades de conservação (15%). A distribuição da área queimada é mais diversificada entre as categorias fundiárias, evidenciando pressões sobre propriedades rurais e áreas de conservação em um bioma já fortemente fragmentado.</p>
<p><strong>Pampa</strong> – Registrou 2.701 hectares queimados no período, com a maior parte da área concentrada em Imóveis rurais grandes (35%) e outras terras (34%), que engloba áreas militares e áreas sem informação cadastral, seguido por imóveis rurais médios (18%) e imóveis rurais pequenos (18%). A distribuição equilibrada entre grandes e pequenas propriedades indica o uso do fogo em diferentes escalas de produção rural, muitas vezes para renovação de pastagens e atividades agropecuárias.</p>
<p><em><strong>Fonte: Vermelho</strong></em></p>
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		<title>Mudanças climáticas podem aumentar preços de alimentos ainda em 2024</title>
		<link>https://bancarios.com.br/mudancas-climaticas-podem-aumentar-precos-de-alimentos-ainda-em-2024/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Sep 2024 16:54:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A resiliência dos produtores de alimentos vai ter um grande desafio, caso as variações súbitas de clima, com sequência de períodos de calor e frio intensos e o impacto da seca, que facilita disseminação de fogo, continuem a afetar o país. É o que adianta o economista Thiago de Oliveira, da Companhia de Entrepostos e Armazéns e &#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_65459" aria-describedby="caption-attachment-65459" style="width: 1170px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="wp-image-65459 size-full" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/09/raf06779.webp" alt="" width="1170" height="700" /><figcaption id="caption-attachment-65459" class="wp-caption-text">Rafa Neddermeyer/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>A resiliência dos produtores de alimentos vai ter um grande desafio, caso as variações súbitas de clima, com sequência de períodos de calor e frio intensos e o impacto da seca, que facilita disseminação de fogo, continuem a afetar o país. É o que adianta o economista Thiago de Oliveira, da Companhia de Entrepostos e Armazéns e São Paulo (Ceagesp), ao alertar que os eventos climáticos podem afetar os preços do varejo ainda em 2024.<img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1612629&amp;o=node" /><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1612629&amp;o=node" /></p>
<p>De acordo com Oliveira, a pressão sobre os preços aos consumidores afeta mais os cítricos, como laranjas e limões, que têm clima seco e instável como condições que podem impactar a produtividade e afetar o tempo de colheita. Essas condições podem favorecer o avanço do Cancro Cítrico ou Greening, doença bacteriana transmitida pelo inseto Psilídeo. A doença tem presença em todas as regiões produtoras do estado de São Paulo e causou a erradicação de mais de 2 milhões de pés este ano.</p>
<p>&#8220;Se não houver uma melhora considerável na umidade, haverá um aumento de custo considerável. Estamos falando do meio de outubro, com impacto primeiro nos preços do atacado e pouco depois nas redes de varejo, já chegando ao consumidor&#8221;, explica o economista.</p>
<p>No estado, as hortaliças, tanto folhas como legumes, podem ter impacto em dezembro. Esses produtos tiveram boa oferta nas últimas semanas, pois o clima seco favorece a maturação e colheita, mas é ruim para os ciclos de plantio e crescimento das plantas. Esses produtos, assim como os cítricos, têm uma tendência de aumento de consumo nos meses de calor.</p>
<p>Oliveira destacou que o último ano foi marcado pela inconstância, com o que chamou de flutuação de sazonalidade. Em resumo, tanto o frio quanto o calor não vieram quando eram esperados ou com as frequências esperadas, dificultando o planejamento do produtor rural. &#8220;O pequeno produtor perde mais, pois diferente do grande, não tem mais de uma cultura na propriedade. Quando o módulo de produção é pequeno, não há capital de giro nem condições de investimento. Isso ainda não se reflete em endividamento, isso porque os produtores estão arriscando menos e deixam de buscar capital para plantar áreas maiores&#8221;, diz Oliveira.</p>
<h2>Perspectiva</h2>
<p>Os valores de comercialização de frutas e verduras têm vindo de um histórico de queda recente, tanto de acordo com o controle da Ceagesp quanto o do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que registrou recuo nos últimos dois meses nos custos de produtos da cesta básica, com destaque para tomate e batata.</p>
<p>Os dados com os quais o Ceagesp trabalha apontam tendência positiva, com chuvas suficientes para garantir boa produção. Oliveira ressalta que isso pode mudar e depende, também, se serão distribuídas em todas as áreas de produção e ao longo do período, o que não ocorreu nas últimas semanas.</p>
<h2>Fogo</h2>
<p>Desde agosto, o estado tem passado por <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2024-08/governo-de-sao-paulo-cria-gabinete-de-crise-para-combate-incendios" target="_blank" rel="noopener">grandes queimadas</a>, favorecidas pelo tempo seco. Até esta segunda-feira (16), <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2024-09/cinco-cidades-do-estado-de-sao-paulo-tem-focos-de-incendio-ativos" target="_blank" rel="noopener">cinco municípios paulistas ainda tinham incêndios ativos</a>. Apesar de pouco intensas, a nebulosidade e as chuvas que atingem o estado desde o domingo (15), aliadas a uma ação coordenada com 20 aeronaves, conteve a maior parte dos focos de incêndio, que diminuíram 88% em uma semana, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências da Defesa Civil do estado de SP (CGE) divulgou em nota no começo dessa tarde. O órgão informou que três municípios permanecem com focos de incêndio ativos, Itirapuã e Rifaina, na região de Franca e Bananal, na região da Serra da Bocaína.</p>
<p>Em todas as regiões a perspectiva é favorável ao controle e extinção dos focos, mas a Defesa Civil segue com recomendação de cuidados para evitar novas queimadas e manterá as equipes de prontidão, monitorando as áreas que foram atingidas, principalmente na região norte do estado, que não recebeu chuvas.</p>
<p><em><strong>Fonte: Agência Brasil</strong></em></p>
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		<title>PF abre inquérito para investigar incêndio em Brasília</title>
		<link>https://bancarios.com.br/pf-abre-inquerito-para-investigar-incendio-em-brasilia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Sep 2024 14:00:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fogo começou em área próxima à residência oficial da Presidência A Polícia Federal (PF) instaurou inquérito para investigar o incêndio que, desde domingo (15), atinge o Parque Nacional de Brasília, próximo à Granja do Torto, residência oficial da Presidência da República. Conhecido como Água Mineral, o parque nacional é uma unidade de conservação vinculada ao Instituto &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4>Fogo começou em área próxima à residência oficial da Presidência</h4>
<p><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-65413 size-full" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/09/pzzb7639.jpg" alt="" width="1170" height="700" /></p>
<p>A Polícia Federal (PF) instaurou inquérito para investigar o incêndio que, desde domingo (15), atinge o Parque Nacional de Brasília, próximo à Granja do Torto, residência oficial da Presidência da República.<img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1612337&amp;o=node" /><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1612337&amp;o=node" /></p>
<p>Conhecido como Água Mineral, o parque nacional é uma unidade de conservação vinculada ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente.</p>
<p>O ICMBio confirmou, à <strong>Agência Brasil</strong> que o incêndio começou em região próxima à residência oficial Granja do Torto e que, desde ontem, mantém brigadistas no local, em apoio ao Corpo de Bombeiros do Distrito Federal.</p>
<p>O ministro do Supremo Tribunal Federal <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2024-09/dino-estabelece-orcamento-de-emergencia-para-combate-incendios" target="_blank" rel="noopener">Flávio Dino</a> determinou, nesse domingo, a disponibilização de um orçamento de emergência climática para enfrentar os incêndios florestas que atingem diversas partes do país.</p>
<p>Na decisão, Dino determinou também o uso do Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-Fim da Polícia Federal (Funapol) para mobilizar recursos e permitir que o órgão trate como prioridade os inquéritos sobre queimadas e incêndios.</p>
<p><strong><em>Fonte: Agência Brasil</em></strong></p>
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		<title>Seca e fogo: das ações emergenciais à pauta ambiental em novo patamar</title>
		<link>https://bancarios.com.br/seca-e-fogo-das-acoes-emergenciais-a-pauta-ambiental-em-novo-patamar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Sep 2024 15:35:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento deve elevar a importância da pauta ambiental, promovendo o crescimento com proteção do meio ambiental. A maior seca no país em 70 anos, associada a elevadas temperaturas, afeta severamente mais de 1.400 munícipios. O fogo se alastra por vários biomas e suas labaredas já destruíram um território superior ao &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="row row-small">
<div id="single-the-title" class="column large-12 small-12 text-center mt-30">
<h3>O Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento deve elevar a importância da pauta ambiental, promovendo o crescimento com proteção do meio ambiental.</h3>
<figure id="attachment_65365" aria-describedby="caption-attachment-65365" style="width: 1170px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="wp-image-65365 size-full" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/09/53543529360_dcce8a6f10_o.webp" alt="" width="1170" height="700" /><figcaption id="caption-attachment-65365" class="wp-caption-text">Foto: Jader Souza/AL Roraima</figcaption></figure>
</div>
</div>
<p>A maior seca no país em 70 anos, associada a elevadas temperaturas, afeta severamente mais de 1.400 munícipios. O fogo se alastra por vários biomas e suas labaredas já destruíram um território superior ao do estado de Pernambuco. A qualidade do ar se deteriora fortemente. Falta água potável aos ribeirinhos das margens do Rio Madeira no Amazonas. A baixíssima umidade, os ventos, a vegetação e solos secos criaram as condições para os incêndios. Porém, segundo Ministério do Meio Ambiente, a origem do fogo, na ampla maioria dos casos, é por ações humanas intencionais, grande parte delas criminosas. A tragédia ambiental atinge com intensidade regiões da Amazônia, do Pantanal, do Cerrado e no Sudeste, principalmente o estado de São Paulo.</p>
<p>Este cenário de imensos danos ao país – à economia, ao povo, à fauna, à flora, à saúde pública e à geração de energia – deriva de um conjunto de elementos e tem um fator estrutural: o aquecimento global. O mês de agosto, mundialmente, foi o mais quente da história. O climatologista Carlos Nobre, destacado cientista, explica que o planeta atingiu a mais alta temperatura desde o último período glacial, há 120 mil anos. Disso, assevera ele, resulta a eclosão de eventos extremos pelos continentes: secas e chuvas extraordinárias e incêndios florestais gravíssimos, entre outros fenômenos.</p>
<p>Os números impressionam. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), desde janeiro de 2024 os focos de incêndios se aproximam de 170 mil, o maior para este período desde 2010 e o quinto desde o início da série histórica, em 1998. O recorde foi em 2007, com 184.010 focos. A tragédia ocorre pouco depois dos acontecimentos – igualmente trágicos – das enchentes no Rio Grande Sul. E ganha proporções enormes pela condição do Brasil como país continental, com uma biodiversidade considerada a maior do mundo.</p>
<p>Uma nota técnica do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, informa que a escalada de incêndios começou no segundo semestre de 2023 e atinge, sob algum grau de seca, 5 milhões de quilômetros quadrados, ou 59% do país. Até 2023, a estiagem mais severa registrada era a de 2015-2016, com 4,6 milhões de quilômetros quadrados (54% do território). A terceira mais ampla foi a de 1997-1998, que afetou 3,6 milhões de quilômetros (42%). Um estudo da Universidade de São Paulo (USP), publicado este ano na revista <em>Nature Communications</em>, afirma que em partes do Cerrado, como o Norte de Minas, essa é a pior seca em 700 anos.</p>
<p>A situação exige ações imediatas, como o anúncio pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Manaus, numa visita ao Amazonas, da criação de uma Autoridade Climática e de um Comitê Técnico-Científico para apoiar e articular as ações do governo federal de combate à mudança do clima. O presidente percorreu áreas afetadas pela seca e pelos incêndios no estado. “O nosso objetivo é estabelecer as condições para ampliar e acelerar as políticas públicas a partir do Plano Nacional de Enfrentamento aos Riscos Climáticos Extremos”, explicou. Hoje, 19 ministérios do governo federal já atuam de forma coordenada nesta temática.</p>
<p>O Supremo Tribunal Federal (STF), por intermédio do ministro Flávio Dino, também entrou em ação, ao constatar que o país vive uma “pandemia de incêndios florestais” e determinar medidas de enfrentamento às queimadas na Amazônia e no Pantanal. Pela decisão, o governo federal deverá convocar mais bombeiros militares para compor o efetivo da Força Nacional que atua naquelas regiões. Estabeleceu ainda que seja realizado uma ação conjunta das polícias federal e civil nas investigações das causas do surgimento de incêndio nos 20 municípios que centralizam 85% dos focos de fogo em todo país.</p>
<p>Falta ainda o Congresso Nacional tomar a palavra para fazer a sua parte, embora a pouco quilômetros de sua sede, na última semana, a Floresta Nacional de Brasília tenha perdido metade de sua área de preservação por incêndio. Os negacionistas da extrema-direita e setores da bancada ruralista travam o debate sobre o tema. Pior que isto: engatilharam um elenco de projetos de acintosa regressão à legislação vigente.</p>
<p>O cenário trágico da seca se agrava pela herança do governo de extrema-direita do presidente Jair Bolsonaro, marcado pelo negacionismo das mudanças climáticas e destruição dos aparatos do Estado em diferentes áreas, além do estímulo a práticas predatórias e destrutivas dos recursos naturais. O famigerado “dia do Fogo” de 2019 parece reverberar no presente. As Florestas Públicas Não Destinadas (FPNDs) estão sendo largamente atingidas e uma vez queimadas são criminosamente apropriadas pelos grileiros.</p>
<p>Com o governo Lula, o país começou a ser reorganizado, agindo rápido para conter o avanço da tragédia. Mas suas ações devem ser acompanhadas por medidas em âmbito dos estados e municípios, assim como da chamada sociedade civil. E, principalmente, dos demais poderes da República.</p>
<p>Mas essa ação coordenada entre União, estados e municípios não é simples, pois, parte dos governadores e dos prefeitos nada faz ou até é complacente com práticas criminosas no manuseio dos recursos naturais. Daí a importância da mobilização social ampla em torno da questão ambiental e também do empresariado nacional.</p>
<p>Fica patente a importância do plano de reconstrução nacional do governo Lula ter como um dos eixos a “transição ecológica”. Estruturado em seis vertentes – financiamento sustentável, desenvolvimento tecnológico, bioeconomia, transição energética, economia circular e infraestrutura e adaptação às mudanças climáticas.</p>
<p>O Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento, diante das exigências das mudanças climáticas e dos rigores dos eventos extremos, deve elevar a um novo patamar de importância a pauta ambiental, promovendo o crescimento com proteção do meio ambiente.</p>
<p>As previsões indicam que o restante de setembro e, talvez, parte do mês de outubro podem seguir com gravidade semelhante ao que ocorre hoje, o que exige, tal como ocorreu na tragédia do Rio Grande do Sul, uma ação vigorosa e conjunta dos três poderes. Agora também dos entes da Federação e da sociedade civil, com o protagonismo do governo federal. E, desde já, o país se preparar para 2025, pois, infelizmente, diz a ciência, os eventos extremos climáticos chegaram para ficar.</p>
<p><em><strong>Fonte: Vermelho</strong></em></p>
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