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Aos 157 anos, CEF não pode perder função pública

Ao completar 157 anos de existência no próximo dia 12, a Caixa, único banco federal 100% público do país, tem tido sua função social ameaçada pelos direcionamentos do governo federal. Funcionários e clientes têm sido afetados com políticas que buscam abrir a instituição ao capital privado e enfraquecer a atuação do banco.
Atualmente, o governo mantém cinco dirigentes da Caixa, incluindo o presidente, Gilberto Occhi, mesmo sendo alvos de investigações do Ministério Público Federal sob suspeita de envolvimento em esquemas de corrupção.
Contudo, o comprometimento dos bancários, mesmo com a exploração e a cobrança insana por resultados, segue fazendo o banco crescer. A Caixa obteve lucro líquido de R$ 6,2 bilhões nos nove primeiros meses de 2017, registrando aumento expressivo de 84,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Em contrapartida, o banco reduziu fortemente o quadro de pessoal com o fechamento de 7.315 postos de trabalho através do Plano de Aposentadorias e Demissões Voluntárias.
Além disso, a CEF segue com a política de verticalização, que prioriza os clientes de renda mais alta, e pressiona cada vez mais os empregados a baterem metas abusivas, principalmente os gerentes. A imposição é tão absurda que uma agência, para manter a função de gerente PJ são necessários 300 pontos de encarteiramento. O número sobe para 900, para gerente PF. A prática demonstra claramente a intenção da diretoria de acabar com a função social do banco, ao aproximá-lo de uma lógica de mercado.
Uma outra proposta do banco que aterroriza seus funcionários é a limitação a participação da CEF no custeio dos benefícios de assistência à saúde ao percentual de 6,5% das folhas de pagamento e provento dos funcionários da ativa e aposentados. Pelas regras atuais do Saúde Caixa, o banco arca com 70% das despesas assistenciais, e os empregados, 30%.
“Hoje a Caixa é o maior parceiro do governo na aplicação de políticas públicas. Com a abertura de capital do banco, essa premissa seria altamente afetada, comprometendo, principalmente, as populações mais carentes. Junto com esse plano maquiavélico de Temer, está em curso, no novo estatuto da Caixa, ameaças contra o funcionário, via Saúde Caixa e PLR. A comemoração dos 157 anos será de muita luta mais uma vez”, denuncia Rafael Couto, bancário da CEF e diretor representante do SEEB/VCR na Federação.

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