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BNDES venderá R$ 38,8 bi em ações no próximo ano

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) traçou um cronograma inicial das próximas quatro ofertas de ações que fará em 2020, como parte de seu programa de desinvestimento, apurou o Valor. O plano é vender a segunda tranche de ações da JBS, uma participação relevante em Petrobras, as ações da Copel e as da Tupy – que, considerando valores atuais, representam vendas de R$ 30,8 bilhões.

Como a primeira tranche de oferta de JBS, inicialmente planejada para dezembro, pode ser postergada para janeiro, o montante de ações a serem vendidas por sua subsidiária BNDESPar no próximo ano deve subir a R$ 38,8 bilhões.

A segunda tranche de JBS, também de R$ 8 bilhões, e a oferta de R$ 18 bilhões em ações da Petrobras devem ocorrer no primeiro semestre de 2020, com distribuição pública pelo processo mais rápido de aprovação previsto pela CVM.

No caso da petrolífera, há possibilidade de liquidar parte das ações das duas classes (ON e PN) e também ADRs (depósitos de ações em bolsa nos EUA). A posição total da BNDESPar na estatal é de quase R$ 52 bilhões. Seguindo o cronograma, o banco encerra o ano sem ações da JBS na carteira.

A venda de ações detidas na empresa de energia Copel, cerca de R$ 4 bilhões, também está no cronograma do primeiro semestre, mas como oferta restrita. Para o segundo semestre, ficaria a venda de ações da fundição Tupy: cerca de R$ 800 milhões em uma oferta restrita.

“Esse é um cronograma discutido com o conselho do BNDES. Pode haver alteração conforme o desempenho do mercado e conforme a preparação das ofertas, como está ocorrendo agora com a primeira venda de JBS”, disse uma fonte. A intenção era vender essa tranche até 20 de dezembro. Os bancos foram escolhidos, no entanto, o banco acelerou a venda de ações da Marfrig, do mesmo setor, para a primeira quinzena do mês, no montante de R$ 1 bilhão, conforme antecipado pelo Valor.

O plano do BNDES é reduzir sua carteira de cerca de R$ 120 bilhões de investimentos e participações, chegando o mais perto de zero em três anos. O banco ainda não enviou as solicitações de proposta – ou, no jargão de mercado, RFPs, sigla de “request for proposal” – aos bancos de investimento para definir coordenadores, mas já começou a abordar instituições apresentando o cronograma.

Se esse cronograma for executado, cumprirá um terço dos desinvestimentos já no primeiro ano. Procurado, o BNDES disse que “não comenta estratégia no âmbito de suas companhias investidas”.

 

Fonte: O Valor Econômico

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