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Novo Plano tem a política de investimento mais conservadora

O segmento de Renda Variável alcançou rentabilidade significativa em 2017 em todos os planos da Funcef. Se a alocação de recursos fosse maior nesse segmento, o resultado da Fundação seria melhor. Via de regra, os ativos mais rentáveis são os menos contemplados na política de investimentos da Funcef.

Curiosamente, o Novo Plano, que tem a menor proporção de aposentados – cerca de 4% – também tem a política de investimentos mais conservadora, com 69,2% dos recursos em renda fixa, como títulos públicos. Investimentos imobiliários representam 0,5% e os recursos investidos em operações com participantes (empréstimos), 6,4%.

Por outro lado, ativos de renda variável, com maior rentabilidade, representam apenas 20,6%, e os investimentos estruturados, como os FIPs, apenas 2,7%. No Novo Plano, assim como nos demais planos da Funcef, o ganho é maior com os juros cobrados dos participantes que com o rendimento de títulos do governo. A Funcef também aposta mais na linha de crédito que nos FIPs.

 

Contradição e comodismo com redução da meta

Segundo a Fundação, em 2017, os estruturados foram os investimentos mais rentáveis, especialmente no Novo Plano, onde bateram os 36,53% de valorização. Renda variável chegou a 21,19% e operações com participantes, a 10,12%. Na lanterninha, os ativos de renda fixa, com valorização de 9,12%.

A contradição está no fato de esse ser o plano com menos aposentadorias para pagar. O Novo Plano tem cerca de 85 mil participantes ativos em fase contributiva, o que dá a esse grupo mais capacidade para investimentos de maior risco e maior rentabilidade.

A postura comodista dos gestores da Funcef se confirmou no início deste ano, quando colocaram em vigor a nova meta atuarial de 4,5%, baixando em 1 p.p. aquela que vigorava até dezembro.

Com isso, os planos de contribuição variável (Novo Plano e REB) tiveram as expectativas de ganho reduzidas. Os participantes ativos desses planos que fizerem simulações no autoatendimento da Funcef encontrarão projeções mais baixas para seus benefícios futuros.

 

O peso do conforto

Em média, a cada ponto percentual de redução na meta atuarial gera uma redução de 10% no valor do benefício. O peso da mudança é maior para os mais jovens e para as mulheres, cuja expectativa de vida é maior. Mulheres de 53 anos, por exemplo, conforme as simulações fornecidas pela diretoria da Funcef, a diminuição no valor do benefício em função da redução da meta chegará a 11,53%.

A redução da meta atuarial procura dar guarida à postura excessivamente conservadora da Funcef. Metas menores são mais fáceis de serem batidas.  Não se sabe o quanto a situação dos planos mudou nos primeiros meses de 2018, até porque a Fundação não disponibilizou nenhum balancete este ano, ao contrário de outros fundos que dão transparência a suas informações todos os meses. Contudo, com a tendência de baixa da inflação e a concentração dos investimentos em renda fixa, o deficit continuará tirando o sono dos participantes, que ainda passarão a ter benefícios menores.

 

Fonte: Fenae

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