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A saída é o enfrentamento

Por Larissa Couto,
vice-presidente do SEEB/VCR.

A proposta do governo é um ataque fatal a todo o sistema de Seguridade Social da forma como foi concebido na Constituição de 1988, público e solidário. Para a grande maioria, os que começam a trabalhar mais cedo, ganham menos e ficam grandes períodos sem carteira assinada é pior ainda. Para esses, a reforma representa o fim do sonho da aposentadoria.

A proposta, como foi divulgada, diz que vai tornar o sistema mais justo, equiparando pobres e ricos. Porém, para esse governo, qualquer trabalhador bancário já é rico. Se levarmos em consideração que a reforma trabalhista precarizou os empregos e deixou muitos trabalhadores na informalidade, será muito mais difícil alcançar os 20 anos de contribuição necessários para se aposentar, e quase impossível chegar aos 40 anos de contribuição exigidos para ter direito ao benefício integral.

Para Bolsonaro e seu governo, o instrumento mais importante para barrar a reforma da Previdência são os sindicatos, então eles atacam a organização sindical para facilitar a tramitação da reforma. É importante que os trabalhadores entendam que a derrota dos sindicatos também significa a derrota de toda a classe operária.

O governo precisa entender que, apesar de ter sido eleito, não lhe foi dado um cheque em branco para acabar com os direitos da população, como pretende a reforma da Previdência. E a classe trabalhadora tem dado muitos recados de que está preparada para o enfrentamento.

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