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Setor privado intensifica cobiça sobre recursos do FGTS

Os bancos privados estão de olho apenas nos ativos, que já passam de R$ 510 bilhões, sem qualquer preocupação com o papel social do Fundo de Garantia
Segundo divulgado pela imprensa no dia 1º deste mês, o presidente do Santander, Sérgio Rial, defende que o novo governo trabalhe para a quebra de monopólios nos serviços financeiros. Entre eles estão depósitos judiciais, folhas de pagamento de determinadas categorias e a gestão dos recursos do FGTS. “Temos um sistema financeiro que é maduro o suficiente para competir por esses serviços”, afirmou Rial.

A cobiça do setor privado sobre o Fundo de Garantia não é nova, mas tem se intensificado nos últimos anos. E a atual gestão contribuiu para isso. Enquanto, recentemente, o banco público suspendeu para imóveis usados a Pró-Cotista, linha de financiamento habitacional que utiliza recursos do FGTS e é a mais barata do mercado, o Santander passou a oferecer empréstimos nesta modalidade e o Bradesco informou que vai operá-la em 2019.

“É com recursos do Fundo de Garantia que a Caixa desenvolve políticas públicas nas áreas de habitação e saneamento, por exemplo. É dinheiro dos trabalhadores auxiliando na melhoria de vida dos trabalhadores. Os bancos privados estão de olho apenas nos ativos, que já passam dos R$ 510 bilhões, sem qualquer preocupação com o social, apenas prometendo uma melhor remuneração”, alerta o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira.

Ele critica ainda a interferência do Santander nos rumos do país. “Trata-se de uma instituição estrangeira que, em suas propagandas mais recentes, tem se posicionado cada vez mais contra os brasileiros em assuntos como reforma trabalhista, reforma da Previdência e precarização do trabalho. Isso só reforça que a preocupação com o desenvolvimento social, sobretudo dos mais carentes, não é a prioridade desse e de outros bancos privados”, frisa.

Centralização na Caixa

Jair Ferreira lembra que o FGTS como está hoje, com contas organizadas, só foi possível graças à Caixa. “Até 1990, cada empresa escolhia o banco em que efetuava os depósitos dos valores dos trabalhadores. Com a alta rotatividade de emprego, havia descontrole da aplicação dos recursos e da regularidade do recolhimento, o que gerava contas inativas e dinheiro perdido nos bancos. Graças à luta dos bancárias e bancárias da Caixa, da qual temos muito orgulho, foi possível centralizar as contas”, conta.

Não tem sentido privatizar a gestão do FGTS

A Fenae lançou em outubro a campanha “Não tem sentido”, cujo objetivo é mobilizar os empregados da Caixa e a sociedade mostrando que o banco precisa continuar 100% público, forte, social e a serviço dos brasileiros. E fazer parte é muito simples! Por meio do site www.naotemsentido.com.br, é possível enviar vídeos ou escrever depoimentos opinando por quais motivos a empresa não pode ser privatizada ou enfraquecida.

Em manifesto divulgado por ocasião do lançamento da campanha, a Fenae destaca que não tem sentido jogar fora conquistas importantes. “Poupança, penhor, habitação, FGTS, programas sociais inovadores, eficientes e reconhecidos no mundo inteiro. Em 157 anos de existência a Caixa consolidou o seu protagonismo no desenvolvimento econômico e social do Brasil”. E ainda: “Quem defende a privatização da Caixa, seja de todo o banco ou seja em partes, não tem o menor compromisso com o Brasil e com os brasileiros”.

Fonte: Fenae

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