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Tragédias evitáveis

Foto: Isac Nóbrega/PR

O rompimento da barragem de rejeitos minerais de Brumadinho, desabamentos durantes os temporais no Rio de Janeiro, incêndio no Centro de Treinamento do Flamengo. Essas foram algumas das tragédias que vitimaram centenas de cidadãos brasileiros neste início de ano.
Apesar das desculpas apresentadas, os fatos não podem ser considerados acidentes ou fatalidades, como as empresas e os governantes tentam colocar como justificativa. Em todos eles, o que se observa é uma série de erros cometidos deliberadamente com o único objetivo de economizar nos investimentos para que a lucratividade aumente, ou sobre recursos para serem utilizados em interesses particulares, não para dar segurança e qualidade de vida para os trabalhadores e cidadãos brasileiros.

O descaso dos empresários da Vale, dos dirigentes do futebol e dos governos, que insistem em não atender às normas corretas de construção e na aplicação dos recursos, é comum no Brasil. Vemos asfalto sem qualidade, obras abandonadas e centenas de denúncias de dinheiro público mal investido. Ao longo dos anos, os problemas relacionados a esses processos têm prejudicado a vida de milhões de pessoas que acreditam que as leis existentes e as fiscalizações que deveriam evitar tragédias como estas estão sendo cumpridas.

O que se espera é que, em todos os casos, as investigações sejam realizadas, apontem os responsáveis, e que as punições realmente aconteçam. Não se deve esperar, assim como já aconteceram duas vezes em Minas Gerais, que criminosos continuem tirando a vida de pessoas, animais, destruindo o meio ambiente, e sigam a vida sem que nenhuma punição aconteça.

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