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	<title>Arquivos Banco de Brasília - Sindicato dos Bancários</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários</description>
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		<title>Plantão Jurídico acontece nesta quarta-feira (19)</title>
		<link>https://bancarios.com.br/plantao-juridico-acontece-nesta-quarta-feira-19-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2026 13:07:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Buscando garantir os direitos aos sindicalizados, o Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região, disponibiliza atendimento jurídico aos associados, esclarecendo dúvidas sobre direitos trabalhistas e ações judiciais. Nesta quarta-feira (19), o advogado Bruno Amazonas, do escritório Higino e Amazonas, estará de plantão para tratar de assuntos do direito trabalhista. Os agendamentos devem ser &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" class=" wp-image-73110 alignleft" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-10.04.33-2-300x300.jpeg" alt="" width="331" height="331" /></p>
<p>Buscando garantir os direitos aos sindicalizados, o Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região, disponibiliza atendimento jurídico aos associados, esclarecendo dúvidas sobre direitos trabalhistas e ações judiciais.</p>
<p>Nesta quarta-feira (19), o advogado Bruno Amazonas, do escritório Higino e Amazonas, estará de plantão para tratar de assuntos do direito trabalhista.</p>
<p>Os agendamentos devem ser feitos com a secretaria, pelo WhatsApp (77) 3424-7186 ou pelos telefones (77) 3424-1620/3424-2062.</p>
<p>O SEEB/VCR também disponibiliza um WhatsApp para atendimento do setor Jurídico, de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 14h às 18h. O número é (77) 98115-2694.</p>
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		<title>Santander nega avanços em reivindicações econômicas</title>
		<link>https://bancarios.com.br/santander-nega-avancos-em-reivindicacoes-economicas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Aug 2026 10:54:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>As cláusulas econômicas e sindicais da minuta de reivindicações foram os temas centrais da rodada de negociação específica entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) e a direção do Santander, realizada nesta terça-feira (12/8), em São Paulo. Esta é a quarta reunião da campanha nacional 2026 para debater a renovação do Acordo Coletivo de &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" class="aligncenter wp-image-73083 " src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/08/12.8.26_4_negociacao_santander_2_45d7a.jpg" alt="" width="792" height="594" /></p>
<p>As cláusulas econômicas e sindicais da minuta de reivindicações foram os temas centrais da rodada de negociação específica entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) e a direção do Santander, realizada nesta terça-feira (12/8), em São Paulo. Esta é a quarta reunião da campanha nacional 2026 para debater a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos funcionários.</p>
<p>No debate das questões econômicas, a representação dos trabalhadores defendeu a criação de um auxílio mobilidade/combustível, por meio de cartão para custear despesas com transporte, combustível e estacionamento. A proposta foi negada pelo banco.</p>
<p>A COE também reivindicou o custeio integral, pelo Santander, das certificações e atualizações da Anbima, além de apoio financeiro para cursos de atualização, extensão, congressos e seminários e a criação de uma bolsa de férias.</p>
<p>Sobre as certificações, o banco afirmou que já realiza o pagamento aos bancários de cargos elegíveis que obtêm aprovação nas provas. Em relação às possíveis mudanças nas regras da Anbima, o Santander informou que avaliará eventuais alterações após a oficialização das novas normas. As demais reivindicações de qualificação foram negadas.</p>
<p><b>Representação sindical</b></p>
<p>No bloco sindical, os trabalhadores reivindicaram que dirigentes sindicais liberados tenham acesso aos canais internos do banco, além do fornecimento periódico de informações funcionais e da negociação prévia em processos de reorganização ou reestruturação que possam afetar coletivamente os empregados.</p>
<p>O Santander ficou de avaliar a possibilidade técnica de permitir que os dirigentes sindicais acessem os aplicativos internos ou de ampliar os limites de acesso no portal de Pessoas, ao qual eles já têm acesso.</p>
<p>O diretor do Sindicato dos Bancários da Bahia, Adelmo Andrade, participou da rodada de negociação, e informou que ainda foram debatidas a manutenção e o aprimoramento das regras para acesso das entidades sindicais aos locais de trabalho e aos trabalhadores do presencial e do teletrabalho, além de incentivo à sindicalização.</p>
<p>A próxima rodada de negociação entre a COE e o Santander será realizada no dia 19 de agosto e terá o Programa Próprio de Remuneração Santander (PPRS) como tema principal.</p>
<p><strong>Fonte: FEEB BA/SE</strong></p>
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		<title>Bancos frustram bancários e não trazem índice de reajuste salarial</title>
		<link>https://bancarios.com.br/bancos-frustram-bancarios-e-nao-trazem-indice-de-reajuste-salarial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Aug 2026 10:39:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Diante da enrolação da Fenaban, Comando Nacional convoca assembleias em todo país dia 17 de agosto, para deliberação da categoria sobre a proposta dos banqueiros e paralisação dia 20 Os bancos não apresentaram índice de reajuste na sétima rodada de negociações da Campanha Nacional Unificada, realizada nesta quinta-feira (13), na capital paulista, frustrando toda a categoria. A &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="news-details__intro-text">
<p><em><strong>Diante da enrolação da Fenaban, Comando Nacional convoca assembleias em todo país dia 17 de agosto, para deliberação da categoria sobre a proposta dos banqueiros e paralisação dia 20</strong></em></p>
</div>
<div class="news-details__image"><img loading="lazy" class="aligncenter wp-image-73079 size-large" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-13-at-17.00.19-1024x571.jpeg" alt="" width="618" height="345" /></div>
<div class="news-details__main-content">
<div class="news-details__main-text visible">
<p>Os bancos não apresentaram índice de reajuste na sétima rodada de negociações da Campanha Nacional Unificada, realizada nesta quinta-feira (13), na capital paulista, frustrando toda a categoria.</p>
<p>A proposta dos banqueiros foi de congelamento do piso de ingresso para os novos bancários e reajustes diferenciados para três faixas salariais, mas sem dizer quais seriam os parâmetros dessas faixas e nem os percentuais que seriam definidos para cada uma delas.</p>
<p>A negociação, iniciada por volta das 10h da manhã, terminou às 18h. Durante os debates, a Fenaban chegou a propor reduzir o valor dos vales refeição e alimentação nas cidades do interior, isso porque, segundo a federação, são localidades do país com custos de alimentação menores. Somente nas grandes capitais os vales poderiam ter aumento.</p>
<p><strong>“Eles não querem aumentar o custo, querem simplesmente usar o mesmo valor pago hoje com os vales, tirando de alguns trabalhadores para pagar para outros, como se alguns pudessem comer melhor que outros”</strong>, criticou a coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira.</p>
<p>A representação dos banqueiros chegou, ainda, a ameaçar ir ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) caso não houvesse acordo para os modelos de reajustes propostos. Mas, depois de um intervalo durante a negociação de hoje, recuou.</p>
<p><strong>“O setor bancário lucro R$ 174 bilhões ano passado. Não tem sentido apresentar uma proposta rebaixada. Por que não tirar dos altos executivos, então, para pagar o reajuste que a categoria bancária exige e tem de direito?”</strong>, rebateu Juvandia, lembrando que a remuneração média per capita anual paga à diretoria estatutária dos três maiores bancos privados do país chegará a R$ 12,5 milhões em 2026.<strong> “Esse valor é mais de 120 vezes superior à remuneração anual de um escriturário, considerando salário, 13º, férias, tíquetes e PLR. É uma diferença salarial que mostra onde os bancos estão escolhendo concentrar a renda”</strong>, completou.</p>
<p>A dirigente destacou ainda que o lucro por empregado nos bancos é de 438 mil e nas cooperativas é 173 mil, uma diferença de 153% em favor dos bancos. Em outras palavras, os bancários são muito mais produtivos e lucrativos.</p>
<p><strong>“Eles ficam alegando uma concorrência que não existe, para um setor altamente concentrado”</strong>, pontuou. <strong>“Não aceitaremos retirada de direitos. Vamos defender a minuta aprovada pelos bancários e bancárias, por aumento real, valorização nos pisos, tíquetes, PLR e criação de um piso para os trabalhadores de TI”</strong>, concluiu.</p>
<h2>Assembleia na segunda-feira (17)</h2>
<p>Diante da enrolação dos banqueiros, o Comando Nacional dos Bancários convocará assembleias em todo país para a próxima segunda-feira, 17 de agosto, para que a categoria delibere sobre o modelo de reajuste, divisão da categoria e congelamento de piso, propostos pela Fenaban. A assembleia também irá deliberar sobre o dia nacional de mobilização, com paralisação nas bases na quinta-feira, 20 de agosto.</p>
<p><strong>“Vamos mobilizar toda a categoria. A divisão dos trabalhadores por faixa salarial representa um ataque a nossa unidade. Vamos intensificar a mobilização, com assembleias em todo o país, para que os trabalhadores possam discutir e deliberar sobre os próximos passos. Vamos levar às assembleias a proposta de uma paralisação de 24 horas na próxima quinta-feira. É fundamental que toda a categoria participe, se mobilize, rejeite esta proposta de modelo de reajuste e mostre aos bancos que não vamos aceitar retrocessos”</strong>, enfatizou a presidenta do Sindicato e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro.</p>
<h2>Próxima negociação</h2>
<p>A próxima negociação da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026 está agendada para a próxima terça-feira, 18 de agosto.</p>
<p><strong>Fonte: Contraf CUT</strong></p>
</div>
</div>
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			</item>
		<item>
		<title>Negociação: bancos querem rebaixar tíquetes e piso</title>
		<link>https://bancarios.com.br/negociacao-bancos-querem-rebaixar-tiquetes-e-piso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Aug 2026 18:37:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Comando Nacional dos Bancários, obviamente, não aceitou o modelo e cobra aumento real, valorização da PLR (Participação nos Lucros e Resultados), do piso e vales alimentação e refeição para todos. A negociação está em pausa e retorna agora à tarde.  Na sétima rodada de negociação, nesta quinta-feira (13/08), em São Paulo, os bancos, além &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<header class="sc-5836b2ba-0 KjFEM"><em><strong>O Comando Nacional dos Bancários, obviamente, não aceitou o modelo e cobra aumento real, valorização da PLR (Participação nos Lucros e Resultados), do piso e vales alimentação e refeição para todos. A negociação está em pausa e retorna agora à tarde. </strong></em></p>
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<div class="sc-bae5a3a5-3 hPEvTM">
<p>Na sétima rodada de negociação, nesta quinta-feira (13/08), em São Paulo, os bancos, além de não apresentarem índice de aumento, tiveram o desplante de propor um modelo de reajuste com salários diferenciados. Quer dizer, apostam na divisão da categoria, que tem a unidade como marca registrada.<br />
A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) propôs valores diferenciados dos tíquetes refeição e alimentação conforme o estado e o município. Em muitos casos, o bancário passaria a receber menos do que hoje. Um absurdo inaceitável, principalmente por se tratar de um setor que tem patrimônio líquido de R$ 1,2 trilhão, valor atingido no ano passado.<br />
O Comando Nacional dos Bancários, obviamente, não aceitou o modelo e cobra aumento real, valorização da PLR (Participação nos Lucros e Resultados), do piso, vales alimentação e refeição para todos. A negociação está em pausa e retorna agora à tarde.</p>
<p><strong>Fonte: Bancários Bahia</strong></p>
</div>
</div>
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			</item>
		<item>
		<title>Inteligência artificial já é pauta sindical, alerta Contraf-CUT em debate latino-americano</title>
		<link>https://bancarios.com.br/inteligencia-artificial-ja-e-pauta-sindical-alerta-contraf-cut-em-debate-latino-americano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Aug 2026 13:39:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Almir Aguiar destaca impactos da digitalização sobre emprego, relações de trabalho e direitos e defende que trabalhadores participem das decisões sobre novas tecnologias A inteligência artificial (IA) e a digitalização estão transformando o mundo do trabalho em uma velocidade que ainda não é acompanhada pelo movimento sindical. Para enfrentar esse cenário, é necessário ampliar o &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="news-details__intro-text">
<p><em><strong>Almir Aguiar destaca impactos da digitalização sobre emprego, relações de trabalho e direitos e defende que trabalhadores participem das decisões sobre novas tecnologias</strong></em></p>
</div>
<div class="news-details__image"><img loading="lazy" class="aligncenter wp-image-73061 size-large" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-10-at-12.13.08-1024x571.jpeg" alt="" width="618" height="345" /></div>
<div class="news-details__main-content">
<div class="news-details__main-text visible">
<p>A inteligência artificial (IA) e a digitalização estão transformando o mundo do trabalho em uma velocidade que ainda não é acompanhada pelo movimento sindical. Para enfrentar esse cenário, é necessário ampliar o debate, formar dirigentes e, principalmente, garantir que os trabalhadores tenham participação nas decisões sobre a implantação de novas tecnologias.</p>
<p>Essa foi uma das principais conclusões da participação do secretário de Combate ao Racismo da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Almir Aguiar, no Workshop sobre Digitalização e Emprego na América Latina, realizado nos dias 6 e 7 de agosto, na sede da Fundação Ford, no Rio de Janeiro.</p>
<p>Organizado pela Global Fund for a New Economy, Labora e Workers Horizons, o encontro reuniu lideranças sindicais, acadêmicas e representantes da sociedade civil de diversos países latino-americanos para dois dias de debates e construção de estratégias diante dos impactos das novas tecnologias sobre o emprego, as relações de trabalho e os direitos.</p>
<p>Um dos dados apresentados durante o encontro ajuda a dimensionar o desafio: segundo representante da Confederação Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras das Américas (CSA), apenas 16% das centrais sindicais da América Latina debatem temas relacionados à inteligência artificial.</p>
<p>Para Almir, o número revela a urgência de colocar o tema no centro da agenda sindical. “A inteligência artificial está avançando numa velocidade muito maior do que o debate no mundo sindical. Precisamos compreender essas transformações, formar nossos dirigentes e, principalmente, levar a IA para a mesa de negociação coletiva. Não podemos permitir que decisões sobre tecnologias que afetam empregos, salários e condições de trabalho sejam tomadas sem a participação dos trabalhadores.”</p>
<h2><strong>Algoritmos também podem reproduzir desigualdades</strong></h2>
<p>Outro ponto de preocupação apresentado durante o workshop foi o risco de que sistemas de inteligência artificial reproduzam ou aprofundem desigualdades já existentes na sociedade.</p>
<p>Os participantes discutiram, por exemplo, ferramentas utilizadas em processos seletivos capazes de analisar comportamento, gestos, olhar, expressões e outras características dos candidatos. O debate chamou atenção para os possíveis vieses raciais e de gênero incorporados aos sistemas automatizados de seleção.</p>
<p>Também foram apresentados exemplos de possíveis discriminações em processos de contratação nos Estados Unidos e experiências envolvendo plataformas digitais na América Latina. Entre as preocupações está a possibilidade de algoritmos distribuírem oportunidades de trabalho de maneira desigual entre homens e mulheres ou entre trabalhadores brancos e negros.</p>
<p>Para Almir, a tecnologia não pode ser utilizada para reproduzir preconceitos presentes nas bases de dados utilizadas para desenvolver os sistemas. “O algoritmo não pode se transformar em uma nova ferramenta de discriminação. Se uma tecnologia reproduz racismo, desigualdade de gênero ou qualquer outra forma de exclusão, precisamos ter mecanismos de transparência, fiscalização e responsabilização. O trabalhador tem o direito de saber quais critérios estão sendo utilizados para tomar decisões que interferem na sua vida profissional.”</p>
<p>A preocupação com a discriminação algorítmica ganha uma dimensão ainda maior quando sistemas automatizados passam a participar de decisões que envolvem contratação, promoção, avaliação de desempenho e distribuição de oportunidades.</p>
<h2><strong>Regulamentação precisa acompanhar avanço tecnológico</strong></h2>
<p>A necessidade de regulamentar a inteligência artificial também esteve no centro das discussões. O desafio é permitir o desenvolvimento tecnológico sem abrir mão da proteção de direitos fundamentais, privacidade, segurança, ética e responsabilização pelas decisões tomadas com auxílio de sistemas automatizados.</p>
<p>Os debates mostraram que a discussão vai além das relações tradicionais de trabalho. Questões envolvendo veículos autônomos, plataformas digitais e utilização de IA na área da saúde também demonstram a necessidade de estabelecer responsabilidades humanas e institucionais diante de decisões mediadas por novas tecnologias.</p>
<p>Para o movimento sindical, a regulamentação precisa acompanhar o avanço tecnológico, garantindo mecanismos de controle social e proteção das pessoas.</p>
<h2><strong>Bancários já vivem os efeitos da transformação</strong></h2>
<p>Durante o workshop, Almir Aguiar apresentou a experiência dos trabalhadores do sistema financeiro brasileiro, uma categoria que já convive diariamente com os efeitos da digitalização e da inteligência artificial.</p>
<p>Abertura de contas, contratação de empréstimos e realização de investimentos pelo celular reduziram a necessidade de atendimento presencial. Chatbots e assistentes virtuais passaram a executar parte do atendimento aos clientes. Ao mesmo tempo, sistemas automatizados são utilizados na análise de documentos, conferência de dados, processamento de operações, concessão de crédito, identificação de fraudes e personalização de ofertas.</p>
<p>A transformação também alterou a própria organização do trabalho. Plataformas digitais passaram a ser utilizadas para trabalho remoto, gestão de equipes, acompanhamento de desempenho e monitoramento da produtividade.</p>
<p>Esse processo tem consequências diretas para o emprego bancário, com redução de postos de trabalho, fechamento de agências e substituição de atividades anteriormente realizadas por trabalhadores.</p>
<h2><strong>Caso Itaú mostra riscos do monitoramento digital</strong></h2>
<p>Entre os exemplos apresentados por Almir esteve o processo de demissões realizado pelo Itaú em setembro de 2025, envolvendo trabalhadores que atuavam em regime remoto ou híbrido.</p>
<p>Segundo informações divulgadas à época e denunciadas pelas entidades sindicais, mais de mil trabalhadores foram desligados em um processo no qual dados obtidos por ferramentas de monitoramento da atividade nos computadores corporativos tiveram papel relevante na avaliação da produtividade.</p>
<p>O episódio provocou reação do movimento sindical e ampliou o debate sobre os limites do monitoramento digital e o uso de métricas automatizadas para avaliar o desempenho dos trabalhadores.</p>
<p>Para Almir, o caso demonstra os riscos de transformar informações produzidas por sistemas digitais em critérios determinantes para decisões sobre a vida profissional. “O caso do Itaú é um alerta muito concreto. Não podemos aceitar que o trabalhador seja reduzido a uma métrica produzida por um software. Tecnologia pode auxiliar a organização do trabalho, mas não pode substituir o diálogo, desconsiderar a realidade da jornada ou servir como instrumento de vigilância excessiva e demissão.”</p>
<h2><strong>Negociação coletiva é ferramenta para proteger trabalhadores</strong></h2>
<p>Apesar dos desafios, a experiência da categoria bancária também demonstra que a negociação coletiva pode estabelecer limites para o uso das novas tecnologias e garantir direitos aos trabalhadores.</p>
<p>A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários já possui garantias relacionadas às novas formas de organização do trabalho. Entre elas estão 12 cláusulas que regulamentam o teletrabalho, além de regras relacionadas à cobrança de metas por mensagens e aplicativos e à proteção do direito à desconexão.</p>
<p>A categoria também conquistou proteção contra formas invasivas de vigilância, como a proibição do uso de câmeras para monitoramento permanente do trabalhador dentro de sua residência.</p>
<p>Outra conquista é a verba de requalificação profissional para trabalhadores desligados, atualmente de R$ 2.415,68, além de iniciativas de capacitação e criação de oportunidades diante das transformações tecnológicas.</p>
<p>Também foram desenvolvidos cursos de qualificação para mais de 3 mil mulheres na área de Tecnologia da Informação (TI), além de iniciativas de requalificação e informações aos bancários sobre possibilidades de realocação em novas funções.</p>
<p>Um dos avanços considerados mais importantes é a criação de uma Mesa de Negociação Permanente para discutir os impactos da inteligência artificial e de outras tecnologias, com calendário definido de negociações.</p>
<h2><strong>“Inteligência artificial também é pauta sindical”</strong></h2>
<p>Para Almir Aguiar, a experiência dos bancários demonstra que o movimento sindical não pode esperar que os efeitos das novas tecnologias apareçam para depois tentar enfrentá-los.</p>
<p>A participação dos trabalhadores deve acontecer desde o momento em que novas ferramentas são planejadas e implantadas, discutindo seus impactos sobre emprego, qualificação profissional, jornada, saúde, privacidade, igualdade de oportunidades e condições de trabalho.</p>
<p>“Não somos contra a inteligência artificial nem contra os avanços tecnológicos. O que defendemos é que essa transformação seja negociada e tenha o ser humano no centro das decisões. Se a tecnologia aumenta a produtividade e a riqueza das empresas, os trabalhadores também precisam participar desses benefícios. Inteligência artificial também é pauta sindical e precisa estar na negociação coletiva.”</p>
<p>O workshop reforçou a necessidade de ampliar a articulação entre as organizações sindicais da América Latina para enfrentar os impactos da transformação tecnológica de forma coordenada.</p>
<p>Para a Contraf-CUT, o desafio não é impedir a chegada das novas tecnologias, mas garantir que o futuro do trabalho seja construído com participação dos trabalhadores, assegurando emprego, direitos, igualdade, proteção social, qualificação profissional e trabalho decente.</p>
<p><strong>Fonte: Contraf CUT</strong></p>
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		<title>Campanha Nacional: bancos se comprometem a apresentar proposta geral às reivindicações da categoria no dia 13</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 11:44:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Expectativa de bancários e bancárias é por aumento real, valorização da PLR, aumento maior nos tickets refeição e alimentação e no piso da categoria A sexta rodada de negociações da Campanha Nacional Unificada, realizada nesta terça-feira (4), foi marcada por críticas da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ao conjunto das cláusulas econômicas, da minuta de &#8230;</p>
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<p>Expectativa de bancários e bancárias é por aumento real, valorização da PLR, aumento maior nos tickets refeição e alimentação e no piso da categoria</p>
</div>
<div class="news-details__image"><img loading="lazy" class="aligncenter wp-image-72967 size-large" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-04-at-16.28.25-1024x571.jpeg" alt="" width="618" height="345" /></div>
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<div class="news-details__main-text visible">
<p>A sexta rodada de negociações da Campanha Nacional Unificada, realizada nesta terça-feira (4), foi marcada por críticas da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ao conjunto das cláusulas econômicas, da minuta de reivindicações da categoria bancária.</p>
<p>A Fenaban também sugeriu que a PLR não deveria ser reajustada, uma vez que os bancos possuem programas próprios de remuneração variável, apontando que o lucro do setor bancário está sofrendo com a escalada de concorrência com outros atores no sistema financeiro nacional.</p>
<p>O Comando Nacional das Bancárias e dos Bancários rebateu, deixando claro que a PLR não se relaciona com os programas próprios e que não abre mão da valorização da PLR.<strong> “Os programas próprios não podem substituir a PLR. Cada banco define seu programa próprio, o que tem a ver, em alguns casos, com a venda de produtos. São importantes, mas são complementares, e nem podem substituir ou serem usados para reduzir o valor da PLR”</strong>, destacou a coordenadora do Comando, Juvandia Moreira.</p>
<p>O movimento sindica registrou que, ainda que Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) preveja a possibilidade de distribuir até 15% do lucro líquido, os grandes bancos privados distribuem, em média, um percentual bem menor: 5,9%.</p>
<p>Quanto às críticas da Fenaban ao conjunto das cláusulas econômicas, o Comando rebateu que a minuta reflete as reivindicações de diversos segmentos do setor bancário. <strong>“Inclusive, a minuta é uma defesa contra o movimento, iniciado em meados da década da 1990, por vários setores, de redução da remuneração fixa (direta ou indireta), que vem sendo substituída pela remuneração variável que, no geral, é baseado em metas e pressão”</strong>, completou Juvandia Moreira, que também é presidenta da Contraf-CUT.</p>
<p>Após um pedido de pausa para almoço, a Fenaban retornou dizendo que irá apresentar, na próxima rodada de negociações, dia 13 de agosto, uma proposta geral para todas as reivindicações, incluindo reajustes na remuneração, igualdade de oportunidades, saúde e condições de trabalho.</p>
<h2>A massa salarial caiu, mas os lucros dos bancos aumentaram</h2>
<p>Entre os principais pontos de reivindicação da categoria nas cláusulas econômicas estão o aumento real (reposição da inflação mais 5% de reajustes) nos salários e demais verbas; valorização da PLR; aumento maior para va/vr; adoção do salário mínimo necessário do Dieese (R$ 7.999,44) como piso da categoria; e criação de um piso para os profissionais da TI.<strong></p>
<p>&#8220;A expectativa da categoria é grande por aumento real, valorização da PLR, aumento maior nos tickets refeição e alimentação e no piso da categoria. Os bancários também exigem o fim das demissões em massa e do fechamento de agências”</strong>, observou Juvandia. <strong>&#8220;A categoria vem sofrendo uma contínua perda de massa salarial, agravada pela redução dos postos de trabalho. Desde 2014, a massa salarial real dos bancários acumula queda de 17%, sendo que, apenas no último ano, a retração foi de 2%, evidenciando o impacto das demissões e da redução do emprego sobre a renda dos trabalhadores&#8221;</strong>, reforçou a dirigente.</p>
<p>O movimento sindical destacou ainda que, em 2025, as receitas de tarifas dos cinco maiores bancos cobriram 123% das despesas com o pessoal, incluindo PLR. Ou seja, com o que cobraram dos clientes, os bancos pagaram no ano passado toda a despesa de pessoal, inclusive PLR, com sobra equivalente a 23%. Quando retirada a PLR da conta, essa cobertura sobe para 142%.</p>
<p><strong>Dados sobre a realidade financeira dos bancos:</strong></p>
<p>&#8211; Em 2025, juntos, os cinco maiores bancos lucraram R$ 124 bilhões.<br />
&#8211; Considerando todo o setor, o lucro líquido registrado foi de R$ 171 bilhões.<br />
&#8211; O patrimônio líquido do setor bancário atingiu, no ano passado, o montante de R$ 1,2 trilhão.</p>
<p><strong>Rentabilidade dos bancos e seus concorrentes, em 2025:</strong></p>
<p>&#8211; Quase 60% de todo o patrimônio de um grupo de 164 bancos analisados estavam concentrados em instituições, que obtiveram rentabilidade entre 10% e 30% ao ano &#8211; considerados resultados excepcionais para a conjuntura.<br />
&#8211; Embora 17% dos bancos (cerca de 28 instituições) tenham registrado resultado negativo (prejuízo), eles representam apenas 1% do dinheiro total do setor.</p>
<p>Já, entre as 181 instituições de pagamentos (IPs), concorrentes dos bancos, o cenário foi bem diferente, em 2025:</p>
<p>&#8211; A maior parte (45%) apresentou até 10% de rentabilidade.<br />
&#8211; 25% entregou rentabilidade acima de 30%.<br />
&#8211; O Nubank, sozinho, representa 21% do patrimônio líquido desse grupo de 181 instituições.<br />
&#8211; <strong>Ainda em 2025, 39% das instituições de pagamento (70 empresas) fecharam no vermelho, mostrando, portanto, que as IPs ainda não ameaçam os bancos, como a Fenaban aponta. </strong></p>
<h2>Propostas para mulheres no setor</h2>
<p>A reunião desta terça-feira (4) contou também com a participação de uma especialista convidada pela Fenaban. A consultora Carolina Cavenaghi, fundadora da Fin4She, iniciativa voltada à qualificação e ao fortalecimento da presença feminina no mercado financeiro, abordou propostas de desenvolvimento e recolocação profissional para mulheres no setor bancário.</p>
<p>Após a apresentação, o Comando Nacional reforçou que a participação das mulheres nos bancos está em queda e que elas seguem sub-representadas nos cargos de liderança.</p>
<p><strong>“A proposta de um curso de formação, sobretudo quando acompanhada de construção e formação de uma rede de apoio entre as mulheres, é importante, mas isso não é o suficiente para mudanças estruturais. Nosso desejo é que a Fenaban, também, apresente um plano de ação que corresponda às nossas reivindicações por mais contratação, igualdade de oportunidade, ascensão na carreira e salários iguais entre homens e mulheres”</strong>, completou a também coordenadora do Comando Nacional, Neiva Ribeiro.</p>
<p><strong>A seguir os principais dados de gênero nos bancos:</strong></p>
<p>&#8211; Queda de participação: de 49,1% para menos de 47%, entre 2015 e 2025.<br />
&#8211; Atualmente, em média, as mulheres bancárias ganham 18,4% a menos do que os homens.<br />
&#8211; Se nada for feito e considerando o ritmo histórico e recente (entre 2016 e 2025) de evolução, levará 40 anos para as mulheres e homens ganharem igual o setor bancário.<br />
&#8211; Em 2025, as mulheres ocupavam 47,7% dos cargos de liderança.<br />
&#8211; Entretanto, a remuneração delas nesses postos de liderança é 26% inferior à dos homens em funções similares.<br />
&#8211; Considerando o recorte racial, as pessoas negras (homens e mulheres) ocupavam 25,2% dos cargos de liderança, em 2025.<br />
&#8211; As mulheres negras (pretas e pardas) ocupavam 9,7% dos cargos de liderança.</p>
<p><strong>Fonte: Contraf CUT</strong></p>
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		<title>Bancos lucram mais com digitalização, mas clientes e trabalhadores pagam a conta</title>
		<link>https://bancarios.com.br/bancos-lucram-mais-com-digitalizacao-mas-clientes-e-trabalhadores-pagam-a-conta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 11:36:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Investimentos ampliam rentabilidade, mas eliminam empregos, concentram atendimento nos canais digitais e ampliam desafios de inclusão financeira Por Tatiane Correia, do Jornal GGN A imagem histórica das agências bancárias — marcada por filas persistentes, guichês de vidro e o som rítmico de autenticadoras de papel — está sendo rapidamente substituída por uma realidade silenciosa movida &#8230;</p>
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<p><em><strong>Investimentos ampliam rentabilidade, mas eliminam empregos, concentram atendimento nos canais digitais e ampliam desafios de inclusão financeira</strong></em></p>
</div>
<div class="news-details__image"><img loading="lazy" class="aligncenter wp-image-72946 size-large" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Fotos-contraf-_65_-1024x571.jpg" alt="" width="618" height="345" /></div>
<div class="news-details__main-content">
<div class="news-details__main-text visible">
<p><a href="https://jornalggn.com.br/economia/bancos-lucram-mais-com-tecnologia/" target="_blank" rel="noopener"><em>Por Tatiane Correia, do Jornal GGN</em></a></p>
<p>A imagem histórica das agências bancárias — marcada por filas persistentes, guichês de vidro e o som rítmico de autenticadoras de papel — está sendo rapidamente substituída por uma realidade silenciosa movida por algoritmos e interfaces digitais.</p>
<p>O setor financeiro brasileiro consolidou, em 2025, uma transição profunda em sua estrutura operacional, impulsionada por um investimento massivo de R$ 47,8 bilhões em tecnologia apenas neste exercício.</p>
<p>A anatomia do serviço bancário começa a apresentar uma mudança importante:  os canais digitais (mobile e internet banking) já concentram parte relevante das operações bancárias, relegando o atendimento presencial a uma fração residual e altamente especializada do cotidiano bancário. E mesmo esse chamado resíduo não pode ser desconsiderado: apenas no ano de 2025, foram realizadas 7,2 bilhões de transações em agências bancárias físicas.</p>
<h2>A Retração do Atendimento Físico e o Êxodo das Agências</h2>
<p>O encolhimento da rede física não é apenas uma busca por eficiência, mas uma reconfiguração geográfica e estratégica – na prática, o número cada vez menor de agências físicas em operação reflete a migração dos clientes para ecossistemas de autoatendimento, gerando o que analistas chamam de “desertificação bancária” em certas regiões.</p>
<p>A análise demográfica revela nuances críticas: 19,7 milhões de brasileiros residem em municípios sem agências tradicionais, esses cidadãos podem recorrer a serviços alternativos, como os Postos de Atendimento Bancário (PABs – que possuem uma estrutura muito mais enxuta em relação às agências tradicionais) e cooperativas de crédito. Assim, o contingente sem qualquer ponto físico de atendimento cai para 5,6 milhões de pessoas em 926 municípios.</p>
<p>Contudo, a dependência do Estado permanece inalterada nas periferias econômicas: nas regiões Norte e Nordeste, os bancos públicos são responsáveis por 100% da oferta de crédito imobiliário, evidenciando que a retração privada não é acompanhada por uma digitalização inclusiva nessas praças.</p>
<h2>O Perfil Profissional em Mutação</h2>
<p>A digitalização não alterou apenas o consumo, mas a própria natureza da ocupação bancária. O fechamento das agências físicas provocou uma queda drástica nas funções operacionais e administrativas, refletindo o enxugamento da mão-de-obra e a redução dos custos com a justificativa de modernização do atendimento e a preferência dos clientes pelos serviços digitais. Entre 2015 e 2025, as ocupações em queda livre nos bancos privados foram:</p>
<p>Supervisores administrativos: -85%<br />
Atendentes de agência: -68%<br />
Caixas de banco: -58%<br />
Gerentes de agência: -33%</p>
<p>Enquanto os balcões esvaziam, as áreas de infraestrutura e desenvolvimento vivem uma expansão explosiva. O “bancário” moderno hoje é, em larga escala, um arquiteto de dados ou desenvolvedor. O recrutamento para áreas de tecnologia registrou saltos de quatro dígitos em funções estratégicas na última década.</p>
<h2>A Explosão das Carreiras Digitais (2015–2025)</h2>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter" src="https://contrafcut.com.br/data/files/6F/01/93/B8/8F7CF910B73578F9820808A8/Fotos%20contraf%20_67_.jpg" alt="Fotos contraf _67_.jpg" width="651" height="363" /></p>
<p>Uma análise mais aprofundada sobre os dados revela que, em linhas gerais, um em cada quatro empregos apresenta algum grau de exposição à inteligência artificial, com diferentes níveis de exposição – conforme o potencial de automatização e a variabilidade das tarefas.</p>
<p>Além disso, o setor financeiro deve investir R$ 1,4 bilhão apenas em infraestrutura e soluções tecnológicas – e a consequência é a saturação dos profissionais em tecnologia, diante de uma estrutura cada vez mais enxuta mas que precisa apresentar os mesmos resultados.</p>
<p><img class="aligncenter" src="https://contrafcut.com.br/data/files/F7/11/FA/DE/8F7CF910B73578F9820808A8/image-17.png" alt="image-17.png" /></p>
<h2>A Estratégia por Trás dos Números: Rentabilidade e Eficiência</h2>
<p>O desempenho financeiro dos principais bancos brasileiros em 2025 reflete a pressão por eficiência. O lucro líquido total dos cinco maiores bancos mais o Nubank atingiu R$140,7 bilhões, um crescimento de 0,6%, em relação ao ano anterior. Este resultado “andando de lado” explica-se pelo setor público: o Banco do Brasil sofreu uma queda de 45,4% no lucro, impactado pela taxa básica de juros do Brasil (Selic) e pela elevação da PDD (Provisão para Devedores Duvidosos) no segmento do agronegócio. Em contrapartida, os bancos privados (Itaú, Bradesco e Santander) lucraram R$ 87,1 bilhões (alta de 16,9%).</p>
<p>O destaque de eficiência vem do Nubank, cujo ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) atingiu 33%, impulsionado por um custo médio mensal de atendimento de apenas US$ 0,80 por cliente ativo. Em razão da competitividade, essa métrica pressiona os bancos tradicionais a acelerar a digitalização do atendimento e a reduzir custos com estruturas físicas.</p>
<h2>Desafios da Transição: Riscos Cibernéticos e Desigualdade</h2>
<p>A digitalização ampliou a superfície de ataque para crimes financeiros. Em resposta, os bancos investiram R$ 5 bilhões em cibersegurança, focando em golpes como o do “falso funcionário”.</p>
<p>A governança tornou-se central após a “Operação Carbono Oculto”, que revelou esquemas de lavagem de dinheiro em fintechs que movimentaram R$ 26 bilhões. Desde agosto de 2025, as instituições de pagamento são obrigadas a entregar a “e-Financeira”, fechando brechas de fiscalização sob a ótica do Privacy by Design e da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais).</p>
<p>Por outro lado, o setor ainda falha na equidade: a remuneração média da mulher bancária é cerca de 20% da remuneração do homem bancário. Em cargos de liderança, as mulheres recebem remuneração média 25% inferior à dos homens.</p>
<p>Conforme a análise da Peers Consulting, o futuro do atendimento físico não reside na transação comum — que já pertence ao código —, mas na especialização. As agências remanescentes estão se transformando em pólos de consultoria estratégica e negócios de alta renda, em detrimento da necessidade de clientes que não estão enquadrados em tal faixa de atendimento e de idosos.</p>
<p>Para o profissional, a sobrevivência depende de uma requalificação profissional agressiva. O banco dos dias atuais não é mais um lugar de guichês; é um ecossistema de dados onde a consultoria humana especializada, apoiada em uma estrutura de capital eficiente e governança rígida, é o último e mais valioso diferencial competitivo – o que faz do diálogo social para garantir transições justas e condições de trabalho dignas para os profissionais um ponto estratégico.</p>
<p><strong>Fonte: CONTRAF CUT</strong></p>
</div>
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		<title>Sindicato realiza trabalho de base em Poções, Ibicuí, Iguaí e Nova Canaã</title>
		<link>https://bancarios.com.br/sindicato-realiza-trabalho-de-base-em-pocoes-ibicui-iguai-e-nova-canaa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2026 13:41:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região (SEEB/VCR) realizou trabalho de base nas cidades de Poções, Ibicuí, Iguaí e Nova Canaã. Participaram das visitas os diretores Carlos Alberto, Carla Saúde, Paulo Barrocas e Sarah Sodré. Durante a atividade, os representantes do Sindicato percorreram as unidades bancárias para dialogar com as bancárias e &#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" class="aligncenter wp-image-72876 size-large" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-28-at-14.34.20-1024x768.jpeg" alt="" width="618" height="464" /></p>
<p>O Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região (SEEB/VCR) realizou trabalho de base nas cidades de Poções, Ibicuí, Iguaí e Nova Canaã. Participaram das visitas os diretores Carlos Alberto, Carla Saúde, Paulo Barrocas e Sarah Sodré.</p>
<p>Durante a atividade, os representantes do Sindicato percorreram as unidades bancárias para dialogar com as bancárias e os bancários sobre a Campanha Nacional da categoria, apresentar informações sobre as negociações em andamento e discutir as principais reivindicações defendidas neste período.</p>
<p>“Estar presente nas agências e dialogar diretamente com os trabalhadores e trabalhadoras é fundamental para fortalecer a nossa mobilização. Nesta atividade, além de ouvirmos os empregados e empregadas dos bancos e nossos sindicalizados, também conversamos com a população sobre a importância da valorização dos bancários e da defesa de um atendimento público de qualidade. Esse trabalho de base aproxima o Sindicato da categoria, fortalece a união e amplia a participação de todos na campanha salarial. É com organização e mobilização que avançamos na conquista e na manutenção dos nossos direitos”, destacou Carla Saúde, vice-presidente do SEEB/VCR.</p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter wp-image-72878 " src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-28-at-10.45.19-e1785332300843.jpeg" alt="" width="448" height="443" /></p>
<p>Nas unidades da Caixa Econômica Federal da região, os dirigentes também conversaram com as empregadas e os empregados sobre a mobilização nacional realizada em defesa das pautas específicas do banco, reforçando a importância da participação e da organização coletiva para pressionar por avanços nas negociações.</p>
<p>As visitas permitem que o Sindicato acompanhe de perto a realidade das unidades bancárias da região, identificando problemas relacionados à falta de funcionários, à sobrecarga, à pressão pelo cumprimento de metas, à estrutura das agências, à segurança e a outras questões que afetam o cotidiano da categoria.</p>
<p>O contato direto com as bancárias e os bancários também é fundamental para fortalecer a organização coletiva e garantir que as reivindicações da base sejam incorporadas à atuação sindical.</p>
<p>O SEEB/VCR continuará intensificando as visitas aos municípios de sua base territorial, especialmente durante a Campanha Nacional dos Bancários, ampliando o diálogo com a categoria e reforçando a mobilização em defesa de valorização, direitos e melhores condições de trabalho.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Corrida dos Bancários: Saúde, superação e inclusão</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 12:12:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Os bancários também entraram nessa onda. É justamente nesse espírito que acontece a 28ª Corrida dos Bancários, um evento que vai muito além da competição. A proposta é incentivar a prática esportiva, promover qualidade de vida e reunir trabalhadores, familiares e amigos em um ambiente de integração e inclusão. Quase todo fim de semana tem &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Os bancários também entraram nessa onda. É justamente nesse espírito que acontece a 28ª Corrida dos Bancários, um evento que vai muito além da competição. A proposta é incentivar a prática esportiva, promover qualidade de vida e reunir trabalhadores, familiares e amigos em um ambiente de integração e inclusão.</em></p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter wp-image-72840 " src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/07/corrrida-bancarios-2026.jpg" alt="" width="573" height="382" /></p>
<p>Quase todo fim de semana tem uma corrida diferente nas ruas. O Brasil vive o maior boom da história. Em 2025, o número de provas oficiais cresceu 85%, saltando de 2.827 para 5.241 eventos, segundo a Abraceo (Associação Brasileira de Organizadores de Corridas de Rua). Em outras palavras, foram mais de 100 provas fim de semana em todo o país.</p>
<p>Muito além de uma tendência das redes sociais, a corrida se consolidou como um hábito de vida saudável. Homens e mulheres de diferentes idades encontraram no esporte uma forma de cuidar do corpo, aliviar o estresse, melhorar a saúde mental e controlar doenças como hipertensão e diabetes.</p>
<p>Os bancários também entraram nessa onda. É justamente nesse espírito que acontece a 28ª Corrida dos Bancários, um evento que vai muito além da competição. A proposta é incentivar a prática esportiva, promover qualidade de vida e reunir trabalhadores, familiares e amigos em um ambiente de integração e inclusão.</p>
<p>A prova acontece no dia 23 de agosto, com largada às 6h30, na Orla da Boca do Rio, e conta com percursos de 5km e 10km, permitindo a participação tanto de quem está começando quanto dos corredores mais experientes.</p>
<p>As inscrições estão abertas. Para garantir participação e consultar os valores, basta acessar o site oficial da KB Sports. Nos vemos na largada.</p>
<p><strong>Fonte: Bancários Bahia</strong></p>
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		<title>Bancárias e bancários realizam manifestações contra altos índices de adoecimento na categoria</title>
		<link>https://bancarios.com.br/bancarias-e-bancarios-realizam-manifestacoes-contra-altos-indices-de-adoecimento-na-categoria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ascom]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 11:11:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dia nacional de mobilização: movimento sindical organiza atos em todo país às vésperas de mesa de negociação com a Fenaban sobre saúde no trabalho O movimento sindical realizou, nesta segunda-feira (20), o Dia Nacional de Mobilização pela Saúde dos Trabalhadores, em cidades de norte a sul do país. As atividades foram realizadas no dia que antecede &#8230;</p>
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<p>Dia nacional de mobilização: movimento sindical organiza atos em todo país às vésperas de mesa de negociação com a Fenaban sobre saúde no trabalho</p>
</div>
<div class="news-details__image"><img loading="lazy" class="aligncenter wp-image-72749 size-large" src="https://bancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Fotos-contraf-_62_-1024x571.jpg" alt="" width="618" height="345" /></div>
<div class="news-details__main-content">
<div class="news-details__main-text visible">
<p>O movimento sindical realizou, nesta segunda-feira (20), o <a href="https://contrafcut.com.br/fotos/dia-nacional-de-mobiliacao-movidospelasaude/" target="_blank" rel="noopener">Dia Nacional de Mobilização pela Saúde dos Trabalhadores</a>, em cidades de norte a sul do país. As atividades foram realizadas no dia que antecede a quarta rodada de negociações da Campanha Nacional Unificada 2026, quando o Comando Nacional levará à mesa com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) reivindicações contra os altos índices de adoecimento na categoria.</p>
<p>Levantamento realizado a partir de registros do INSS, de 2012 a 2024, compilados no Smartlab (plataforma que cruza dados oficiais) apontam que os trabalhadores do setor bancário dominam o triste ranking das categoriais com mais afastamentos por saúde mental, respondendo por 25% do total.</p>
<p>Nos últimos dois anos desse período, os casos de concessão de benefícios previdenciários associados à saúde mental, acidentários e comuns na categoria bancária apresentaram crescimento de 56,6%, com o salto de 9.276 registros em 2023 para 14.525 em 2024.</p>
<p>Já a na Consulta Nacional dos Bancários 2026, realizada com quase 55 mil trabalhadoras e trabalhadores, de todas as regiões do país, 40% afirmaram terem utilizado medicamentos controlados (antidepressivos, ansiolíticos ou estimulantes) no último ano.</p>
<p>Na pergunta &#8220;quais impactos a cobrança excessiva pelo cumprimento de metas causam à sua saúde?&#8221;, com possibilidade de múltipla escolha, as resposta foram:</p>
<p>&#8211; 67% afirmaram preocupação constante com o trabalho;<br />
&#8211; 59%, que os impactos são cansaço e fadiga constante;<br />
&#8211; 47% apontaram desmotivação, vontade de não ir trabalhar;<br />
&#8211; 42% sofrem com crises de ansiedade/pânico;<br />
&#8211; 39%, que estão com dificuldades em dormir, mesmo aos finais de semana; e<br />
&#8211; 24%, com medo de &#8220;estourar&#8221; e perder a cabeça.</p>
<h2>Reivindicações</h2>
<p>Mauro Sales, secretário de Saúde da Contraf-CUT, destaca que os altos índices de adoecimento na categoria estão associados ao modelo de gestão. <strong>&#8220;A pressão constante por resultados, com metas de difícil cumprimento e que mudam o tempo todo, somado ao cenário de redução de pessoal (que aumenta a sobrecarga de quem fica), hipervigilância e complexidade crescente das operações financeiras e os avanços tecnológicos, contribuem para a ansiedade, esgotamento e outros transtornos que prejudicam a saúde mental da categoria&#8221;</strong>, explica o dirigente.</p>
<p>Entre as reivindicações que serão apresentadas pelo Comando Nacional à Fenaban, na mesa de negociação desta terça-feira (21), estão:</p>
<p>&#8211; Fim de metas abusivas;<br />
&#8211; Combate ao assédio moral, organizacional e algorítmico;<br />
&#8211; Limites à vigilância digital e ao controle por algoritmos;<br />
&#8211; Serviços médicos que acolham os trabalhadores adoecidos;<br />
&#8211; Nenhuma perda de remuneração durante o adoecimento; e<br />
&#8211; Prevenção de riscos psicossociais &#8211; implementação das Normas Regulamentadoras (NR) nº 1 e nº 17.</p>
<p><strong>&#8220;São três os eixos que sustentam essa pauta: prevenção ao adoecimento, proteção de quem adoece e, por fim, garantia de direitos, para que nenhum bancário ou bancária fique sem remuneração, função ou benefícios em razão do adoecimento&#8221;</strong>, pontua Mauro Sales.</p>
<p>Bancários e Bancárias: Feitos de Esperança, Movidos pela Luta!</p>
</div>
<p><strong>Fonte: CONFRAF</strong></p>
</div>
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