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Santander intensifica exploração dos bancários no Brasil

O banco espanhol Santander tem crescido no Brasil às custas da precarização do trabalho. Enquanto a filial aqui no país é responsável por 29% dos resultados globais do lucro – que em 2018 chegou a R$ 12,16 bilhões e R$ 3,5 bi no primeiro trimestre deste ano -, o banco anuncia uma reformulação interna que permitirá que os bancários exerçam uma grande extensão de funções que podem ser alteradas mais de uma vez no dia, a depender da demanda.

Em entrevista concedida ao jornal O Estado de São Paulo, no início do mês, o presidente do Santander, Sergio Rial, indicou que, até o final de 2019, o caixa humano deverá deixar de existir nas agências brasileiras. Além disso, o banco também decidiu não mais usar o termo agência, passando a ser chamadas de lojas. Isso não é uma mudança apenas de nomenclatura, visto que o Santander já tem encaminhado comunicados internos para seus funcionários sobre a mudança.

Para piorar a situação, no inicio do mês o banco deu início a outro ponto dessa reformulação. Em várias cidades do Brasil, o Santander passou a operar também nos finais de semana com atendimento ao público. Ainda como período de experiência, os funcionários foram convidados a trabalhar voluntariamente. Tal postura do banco descumpre a Convenção Coletiva do Trabalho, que prevê a jornada bancária de segunda a sexta-feira, e coloca em risco o trabalhador, já que durante esse trabalho voluntário ele não tem proteção e direitos trabalhistas. Foram escolhidas 29 agências para funcionar nos finais de semana entre os meses de maio e julho.

“O banco deveria contratar novos funcionários para aliviar a sobrecarga já existente. Ao invés disso, ele unifica cada vez mais os cargos, centralizando assim um volume ainda maior de tarefas, responsabilidades e sobrecarga, o que por consequência traz um cenário de ainda mais pressão. Quanto ao projeto de abertura das agências aos finais de semana, inicialmente o banco colocou para os funcionários ‘voluntários’ alegando o intuito de prover maior assessoria financeira aos clientes, mas, acredito que na prática não vai funcionar assim, pois o funcionário “convidado” a se voluntariar poderá se sentir pressionado e, com isso, aceitar trabalhar nessa jornada adicional aos finais de semana. Acredito que essa seja mais uma receita do banco para adoecer os nossos colegas e ampliar sua lucratividade aqui no Brasil”, avalia Wolney Soares, diretor de Aposentados e Assuntos Previdenciários do SEEB/VCR.

No último dia 14, os bancários do Santander nacionalmente estiveram mobilizados contra a recente mudança do Vale Alimentação e Vale Refeição, que tem gerado transtornos para a categoria. De maneira unilateral, o banco alterou a bandeira do cartão e a ausência de uma rede de credenciados estruturada tem obrigado os trabalhadores a ter que custear do próprio bolso. Outro problema referente a falta de reajuste do valor pago por quilômetro rodado nos deslocamentos durante o trabalho.

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