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Nelson Barbosa é o novo ministro da Fazenda

O anúncio de que o atual ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, será o substituto de Joaquim Levy ainda não havia sido feito pela presidenta Dilma Rousseff, no final da tarde de sexta-feira, 18/12. Porém, testemunhos diziam  que ele foi visto saindo da sala da presidência no Palácio do Planalto, em Brasília, assim que Levy anunciara sua saída do Governo Federal despedindo-se na reunião do Conselho Monetário. Valdir Simão, atual chefe da Controladoria Geral da União,  será o novo ministro do Planejamento.

Desde que iniciou o segundo mandato da presidenta Dilma Rousseff, confederações, federações e Sindicatos de Bancários do país ouviam o nome de Joaquim Levy com desconfiança. Alto diretor do Bradesco, Levy era um tipo de homem de negócios forjado na ideologia de mercado. Formado na Universidade de Chicago, o nome de Levy ajudaria o governo a atravessar a crise institucional e acalmar o mercado financeiro.

Isso não aconteceu. Com Levy, o país deixou de crescer economicamente, a taxa de juros subiu como há muito não subia e alguns direitos conquistados por trabalhadores foram perdidos ou estiveram sob ameaça. Tudo em nome de um ajuste fiscal que empurrou o país para a crise institucional e levou trabalhadores às ruas.

Desde que o ajuste fiscal começou a ser implementado, as entidades representantes de trabalhadores se colocaram contrárias, pedindo inclusive a saída do ministro ligado ao mercado financeiro e a volta de uma política econômica mais progressista, de taxa Selic mais baixa e de crescimento da economia com a manutenção do ciclo de conquistas dos trabalhadores.

A indicação de Nelson Barbosa representa a sinalização do governo Dilma de que haverá mudanças de rumo. Barbosa e Levy divergiram em vários momentos ao longo de 2015. Barbosa é menos “fiscalista” do que Levy e defendeu metas de superávit fiscal mais brandas.

Levy deixa o governo sob a pecha de aplicar o remédio amargo em meio a uma crise econômica mundial e após o Brasil ser rebaixado pela agência Fitch, perdendo, assim, o grau de investimento.

Fonte: Sindbancários

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