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Sem mudanças na economia, ano novo parece velho

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Durante o ano de 2015 ocorreram diversas mudanças políticas e econômicas no país. A classe trabalhadora foi a mais atingida com as taxas de juros elevadas e restrições de direitos no seguro desemprego, pensão por morte, auxílio-doença e fator previdenciário. Para este ano a perspectiva é a mesma: novos cortes no orçamento e limitação de acesso aos direitos trabalhistas.
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2015 deve fechar em 10,72%. Se confirmado, será o maior percentual dos últimos 13 anos. Já o Produto Interno Bruto (PIB) do ano passado deve ficar negativo em 3,71%. Em 2016, a retração prevista é de 2,95%.
Em dezembro, a presidente Dilma Rousseff substituiu banqueiro Joaquim Levy por Nelson Barbosa no Ministério da Fazenda. Barbosa iniciou sua gestão se comprometendo com o ajuste fiscal e o controle da inflação. Para este ano, o atual ministro prevê o corte de 34,4 bilhões no orçamento.
Entres as pautas que deverão ser apresentadas pelo governo estão as reformas trabalhistas e da Previdência Social, que estão sendo debatidas a partir do Fórum Nacional de Previdência e Trabalho. A proposta para aposentadoria, por exemplo, pode incluir uma idade mínima para se conseguir o benefício ou até mesmo flexibilizar a fórmula 85/95 para aumentar a pontuação requerida para o recebimento integral.
Apesar das perspectivas econômicas desfavoráveis, os lucros dos bancos e do capital financeiro crescem cada vez mais. Se no ano passado, 50% do PIB brasileiro foi destinado ao pagamento de juros da dívida externa, a continuidade do ajuste fiscal em 2016 terá a mesma finalidade: retirar recursos dos trabalhadores e destiná-los aos banqueiros e especuladores. Portanto, a política econômica reflete as prioridades do governo Dilma. Mais uma vez é a classe trabalhadora que vai pagar a conta.
“Os cortes no orçamento representam o desequilíbrio do atual governo com as contas públicas. Isso afeta em especial os trabalhadores, acabam pagando caro por serviços que deveriam ser oferecidos com qualidade e de forma gratuita, já que nossa carga tributária é extremamente elevada. A previsão é que esse ano a inflação continue crescente e nós devemos estar atentos especialmente em relação aos direitos dos trabalhadores”, ressalta Larissa Couto, diretora de Cultura e Formação Sindical do SEEB/VCR.

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