
Para celebrar o Dia Internacional da Mulher, o Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região (SEEB/VCR) realizou, na última sexta-feira (6), o evento “Discriminação de Gênero no Ambiente Laboral”, na sede da entidade. A atividade reuniu bancárias, bancários e representantes da sociedade civil para um momento de diálogo e reflexão sobre os desafios enfrentados pelas mulheres no mercado de trabalho.
O debate contou com a participação de Viviane Sobrinho, funcionária da Caixa Econômica Federal, advogada, empreendedora e idealizadora do Clube de Leitura Casulo, e de Luciana Silva, advogada, professora e doutora pela PUC/SP, além da mediação da diretora de Gênero e Diversidade do SEEB/VCR, Camille Correia.
Durante sua fala, Viviane Sobrinho destacou a importância do debate para as mulheres que atuam no setor bancário: “A conversa foi super importante para a categoria, principalmente para nós, mulheres bancárias, que sofremos com discriminação no ambiente de trabalho, dentro de um universo que é tão masculino como o financeiro. As pautas levantadas aqui certamente vão provocar questionamentos e nos incentivar a levar essas discussões para dentro dos bancos, para que possamos conquistar aquilo que já é nosso direito: a equidade de gênero no ambiente de trabalho.”
Já Luciana Silva ressaltou que a violência contra as mulheres vai muito além da violência física e também se manifesta nas relações de trabalho: “Muitas vezes, quando pensamos na violência contra as mulheres, imaginamos apenas aquela que atinge o corpo. Mas, infelizmente, as violências contra as mulheres são muito mais amplas. No ambiente laboral podemos citar, por exemplo, o assédio sexual, o assédio moral, a diferença salarial e, também, os direitos negados às mães trabalhadoras atípicas. Por isso é tão importante estarmos no sindicato discutindo esses temas.”
Para a diretora de Gênero e Diversidade do sindicato, Camille Correia, promover espaços de diálogo é fundamental para enfrentar a violência de gênero também no ambiente profissional: “É preciso promover espaços de diálogo como esse, pois naturalizar a violência de gênero no ambiente de trabalho é também naturalizar a violência contra a mulher. Em um país onde o feminicídio faz, em média, quatro vítimas por dia, o sindicato tem o compromisso de refletir sobre a realidade das mulheres e buscar, coletivamente, mudanças que promovam efetivamente a igualdade e respeito.”
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