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Bancário da Caixa da região do SEEB/VCR participa do programa Embarque-Caixa

O bancário da Caixa Econômica Federal (CEF) e ex-diretor de Cultura e Formação do Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região (SEEB/VCR), Carlos Augusto, está participando do programa Embarque-Caixa, iniciativa que leva atendimento bancário às populações ribeirinhas da Amazônia.

Durante o mês de junho, Carlos Augusto estará atuando na agência-barco Chico Mendes, percorrendo comunidades ao longo do Rio Amazonas. A experiência integra o trabalho desenvolvido pela Caixa para garantir o acesso a serviços bancários em regiões marcadas pelas dificuldades de deslocamento até os centros urbanos.

Para participar do programa, Carlos Augusto renunciou ao cargo de diretor de Cultura e Formação do SEEB/VCR, uma exigência da CEF por conta da mudança da base sindical. Ao longo de sua trajetória na entidade, contribuiu com as atividades sindicais voltadas à formação, cultura e organização da categoria bancária na base do Sindicato.

Sobre o Programa Embarque-Caixa

A Caixa Econômica Federal conta com duas agências-barco voltadas ao atendimento das populações ribeirinhas da Amazônia: a Chico Mendes e a Ilha de Marajós. As embarcações prestam suporte bancário às comunidades que vivem em áreas de difícil acesso, reduzindo a necessidade de longos deslocamentos até agências localizadas em centros urbanos.

Os barcos realizam uma viagem por mês, partindo de seus locais de origem, e oferecem os mesmos serviços de uma agência convencional em terra, com exceção das operações que envolvem movimentação de numerário em espécie.

A partir de sua atuação na agência-barco Chico Mendes, Carlos Augusto ressalta o impacto dessa experiência e a dimensão social do atendimento prestado as comunidades da Amazonia:

“Destes dias em que me encontro trabalhando na agência-barco, entendo cada vez mais como todos os empregados da Caixa deveriam ser incentivados a participar deste programa. Uma forma de entender o quanto esse país é diverso, e o quanto nosso trabalho é fundamental.

Trata-se de um mês de imersão em um Brasil totalmente desconhecido da maioria da população. Os ribeirinhos e os indígenas, quase uns pelos outros, compõe uma realidade de imensa precariedade em meio a um universo de riquezas que são os rios e suas matas.

O papel do Estado se mostra de forma decisiva para estas populações e, a agência-barco se apresenta como um imponente símbolo deste papel. É impressionante como somos recebidos com alegria e cordialidade. Nomes incomuns e sotaques – quase dialetos – estranhos nos lembram o quanto somos estrangeiros neste país encravado na floresta.

Um orgulho que só não supera as dimensões a que somos levados a nos confrontar. São navegações de 18, 24, 60 horas às vezes, para chegar a essas comunidades. Tudo é enorme, tudo é lento, tudo é imensurável.

Ao todo somos sete empregados do banco e um do INSS. No suporte, doze pessoas entre tripulação, seguranças, cozinheira e camareira, além de suprimentos e combustível. Uma agência altamente deficitária. Para a Caixa, de longe o pior custo-benefício, de perto, o melhor custo-benefício.”

O Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região agradece a contribuição de Carlos Augusto como dirigente sindical e deseja que sua trajetória siga fortalecendo a luta por uma sociedade justa e com menos desigualdade social.

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