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Caixa ameaça o plano de saúde

Longe de apresentar uma solução para a sustentabilidade do Saúde Caixa, a proposta transfere a conta para quem constrói o banco diariamente. Enquanto a direção da empresa tenta vender a iniciativa como um “modelo reajustado”.

Os sucessivos ataques aos direitos dos empregados da Caixa ganharam mais um capítulo. Na quinta rodada de negociações específicas da campanha salarial, realizada na quarta-feira, em São Paulo, o banco apresentou uma proposta absurda, que aumenta a contribuição dos titulares, eleva as mensalidades dos dependentes e dobra o limite de comprometimento da renda familiar com o plano.

A medida foi rejeitada por unanimidade pela CEE (Comissão Executiva dos Empregados). “Agora, é fundamental a mobilização ativa de todos, para impedir retrocessos ao direito essencial para os empregados e dependentes”, reforça o diretor do Sindicato e representante dos bancários da Bahia e Sergipe na CEE, Érico de Jesus.

Longe de apresentar uma solução para a sustentabilidade do Saúde Caixa, a proposta transfere a conta para quem constrói o banco diariamente. Enquanto a direção da empresa tenta vender a iniciativa como um “modelo reajustado”, na prática busca reduzir sua responsabilidade no custeio do plano, aproximando a gestão de uma lógica típica dos bancos privados e enfraquecendo um direito histórico dos empregados.

Pelo modelo apresentado, a contribuição dos titulares passaria de 3,5% para 5,5% da remuneração-base. A mensalidade dos dependentes diretos subiria de R$ 480,00 para R$ 870,00, enquanto a dos dependentes indiretos passaria para R$ 930,00. Já os filhos entre 24 e 27 anos teriam a mensalidade elevada de R$ 800,00 para R$ 1.050,00. Além disso, o limite de comprometimento da renda familiar seria ampliado de 7% para 14%, mantendo a cobrança em 13 parcelas anuais.

A rejeição unânime reforça que os empregados não aceitarão pagar a conta de uma gestão que se exime de sua responsabilidade com o custeio do Saúde Caixa. A CEE exige que o banco apresente uma nova proposta que preserve o plano, respeite os direitos conquistados e reafirme o papel social da Caixa como banco público, e não como uma instituição guiada pela lógica do mercado.

Fonte: Bancários Bahia

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