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Categoria avaliará proposta da Fenaban e negociações específicas dos bancos públicos

Após 13 rodadas, mesa geral prevê reposição do INPC mais 0,6% de aumento real; CTB Bancários orienta análise distinta das propostas

Após 13 rodadas de negociação, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou uma proposta para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) das bancárias e dos bancários. O texto será submetido à avaliação da categoria em assembleias organizadas pelos sindicatos de todo o país. Na base do Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região (SEEB/VCR), será realizada uma plenária nesta quarta-feira (2) para a apresentação e o debate da proposta. Após a plenária, a votação ficará aberta das 19h de quinta-feira (3) às 19h de sexta-feira (4) através da plataforma votabem.

O SEEB/VCR, em sintonia com a CTB Bancários, entende que as propostas da mesa geral e das negociações específicas dos bancos públicos apresentam situações distintas e devem ser analisadas separadamente.

Proposta geral da Fenaban 

Na parte econômica, a proposta da Fenaban prevê, para 2026 e 2027, a reposição integral da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescida de 0,6% de aumento real. O reajuste será aplicado aos salários, vale-alimentação, vale-refeição, auxílio-creche/babá e Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

O percentual total de 2026 ainda depende da divulgação do INPC correspondente à data-base da categoria, em 1º de setembro. O índice será conhecido no dia 11 de setembro.

Durante as negociações, a Fenaban chegou a apresentar propostas com reajustes abaixo da inflação, congelamento de verbas e retirada de direitos. Após a mobilização da categoria, esses pontos foram modificados e a proposta final prevê a manutenção das cláusulas da atual CCT e da mesa única de negociação, que reúne trabalhadores de bancos públicos e privados.

Entre as cláusulas sociais estão a participação dos sindicatos no Programa de Gerenciamento de Riscos Psicossociais da NR-1; a ampliação do canal de denúncias para casos de assédio praticados por clientes; regras para o monitoramento digital; e o respeito ao direito à desconexão fora da jornada de trabalho.

A proposta também inclui medidas para trabalhadores demitidos em razão do fechamento de agências, como planos de qualificação e recolocação profissional, acesso a cursos, inclusão em banco de talentos e ampliação da indenização adicional. Segundo a Contraf-CUT, cerca de 9,5 mil agências foram fechadas no país entre janeiro de 2015 e maio de 2026. Somente no primeiro semestre deste ano, 669 unidades dos maiores bancos encerraram as atividades.

Outro ponto negociado foi o abono da paralisação nacional de 20 de agosto nas bases em que a proposta for aprovada.

Apesar dos avanços, o SEEB/VCR, em sintonia com a CTB Bancários, avalia que o resultado econômico permanece abaixo da capacidade de um sistema financeiro que acumula lucros bilionários e elevados ganhos de produtividade. Para as entidades, cabe à categoria avaliar o conjunto da proposta nas assembleias, sem transformar avanços pontuais em grandes conquistas, mas também sem desconsiderar o que foi alcançado pela mobilização.

Negociações nos bancos públicos

Na Caixa, a orientação é pela rejeição da proposta por considerar insuficientes os avanços diante das mudanças apresentadas para o Saúde Caixa. A entidade defende a reabertura das negociações e a construção de uma greve nacional caso não seja apresentada uma alternativa que não transfira aos empregados da ativa, aposentados e pensionistas o peso do financiamento do plano.

No Banco do Nordeste, a orientação também é pela rejeição. A proposta não apresenta respostas concretas para questões como carreira, funções, quadro de pessoal, sobrecarga e valorização profissional. A entidade defende a ampliação da mobilização e não descarta a construção de uma greve caso o banco não avance.

No Banco do Brasil, a negociação ainda está em andamento. Apesar dos avanços pontuais, o resultado permanece insuficiente. Por isso, é necessário aguardar a conclusão das tratativas antes de definir a orientação para as assembleias.

Plenária da categoria acontece nesta quarta-feira 

A plenária do dia 2 de setembro será o espaço para que bancárias e bancários analisem cada proposta e deliberem democraticamente sobre sua aprovação ou rejeição. Em breve, o SEEB/VCR divulgará todas as orientações para a participação da categoria.

Com informações da Contraf-CUT e da CTB Bancários.

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