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A Reestruturação do Banco do Brasil reacende preocupações com possíveis transferências compulsórias

Sindicato orienta funcionários a não registrarem concorrência no SACR sob pressão de gerentes, da GEPES ou da DIPES.

Manifestação realizada em 26 de agosto de 2024, durante a campanha nacional

Em 27 de janeiro, o Banco do Brasil anunciou uma reestruturação que afetará seus funcionários em todo o país. A reorganização da rede de agências envolve a criação de funções, a realocação de equipes e mudanças no modelo de atendimento, gerando um alerta nas entidades sindicais.

Segundo informações do banco, está prevista a criação de mais de 1.100 funções comissionadas em localidades e segmentos de alto potencial de crescimento, garantindo que 700 lojas do BB que não contam com a gerência média passem a ter ao menos dois comissionados na unidade. Além disso, a instituição financeira alega que a estratégia faz parte da transformação do atendimento do mercado financeiro diante do novo comportamento dos clientes.

Reunião com o gerente geral da GEPES/BA, Gutierre Santiago, em 28 de janeiro de 2026 Da esquerda para a direita: Sérgio Matos, Jailson Paixão, Jussara Barbosa, Leonardo Viana, Gutierre Santiago, Andreia Sabino, Elder Perez.

Após a divulgação da reestruturação, o diretor do Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região (SEEB/VCR), Leonardo Viana, participou de uma reunião com o gerente geral da GEPES/BA, Gutierre Santiago, juntamente com a Federação dos Bancários e com o Sindicato dos Bancários da Bahia. Na oportunidade, foram abordadas as informações sobre a reestruturação, cobradas garantias acerca da manutenção das comissões para os gerentes que assumissem os novos cargos e reafirmada a posição de que os sindicatos não concordam com nenhum procedimento que resulte em deslocamento forçado dos funcionários.

“Mais uma vez, o banco alterou unilateralmente a dotação de funcionários das agências, reduzindo o número de trabalhadores e criando artificialmente excessos nos quadros das unidades, deixando de observar a realidade local de cada uma dessas agências ou locais de trabalho. Isso reacende o alerta para novos riscos de que o banco possa promover rodadas de transferências compulsórias contra os escriturários”, afirma o diretor Leonardo Viana.

Além disso, ele acrescenta: “É fundamental que qualquer proposta de reorganização venha acompanhada de garantias aos funcionários. Orientamos que nenhum escriturário faça adesão a transferências que não sejam do seu interesse e que nos encaminhe qualquer pressão recebida para apuração.”

Bruno Amazonas, advogado do escritório conveniado Higino e Amazonas, informa que as escrituárias e os escriturários possuem a Justiça em seu favor: “Em 2021, o sindicato conquistou uma decisão judicial liminar que proíbe o Banco do Brasil de realizar transferências compulsórias para fora do município de lotação dos escriturários. Essa decisão continua em vigor, protegendo esses funcionários das arbitrariedades do banco.”

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