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Ato em Vitória da Conquista reúne trabalhadores contra escala 6×1 e em defesa de direitos

Na manhã desta quinta-feira (30), o Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região (SEEB/VCR) participou da mobilização nacional pelo fim da escala 6×1, realizada na Praça 9 de Novembro. O ato reuniu trabalhadores, representantes de entidades sindicais e movimentos sociais, em defesa de melhores condições de trabalho e de direitos fundamentais.

Organizada pelo Fórum Sindical e Popular, a manifestação trouxe como principais pautas o fim da jornada de trabalho 6×1, o combate à violência contra as mulheres e a denúncia do abandono da saúde pública de Vitória da Conquista.

Para Toni Alcântara, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Bahia (APLB), a luta pelo fim da escala 6×1 é urgente e necessária: “Essa jornada é extremamente desgastante e impacta diretamente a saúde física e mental dos trabalhadores. Defender o fim desse modelo é lutar por dignidade e qualidade de vida”, destacou.

Reinaldo Neris Santos, diretor jurídico do Sindicato dos Trabalhadores de Limpeza do Estado da Bahia (SINDILIMP/BA), afirma que a luta de sua categoria também abrange a necessidade de um piso nacional reconhecido por lei. “A nossa profissão não foi reconhecida ainda, por isso, nós lutamos pela PL 4146 para regulamentar, estabelecendo um piso nacional, jornada de 40 horas semanais e adicional de insalubridade de 40%.”

A trabalhadora da limpeza urbana e diretora do SINDILIMP, Dila Ribeiro, também destacou a importância da regulamentação para a valorização da categoria. “Esse projeto é de grande importância para os trabalhadores da limpeza pública, inclusive garis e margaridas. Somos a maioria da categoria e trabalhamos dia e noite para manter a cidade limpa”, afirmou.

A categoria bancária também relembra que, após intensa mobilização, conquistou a escala 5×2 em 1985, demonstrando que é possível garantir melhores condições de trabalho sem prejuízos à economia. A experiência reforça que avanços são resultado da organização e da luta coletiva.

“Hoje percebemos a iminência da perda de direitos, por isso, precisamos nos mobilizar contra as pautas políticas de retiradas de direitos das trabalhadoras e trabalhadores e entender, de uma vez por todas, que a política está ali para trabalhar pela população. Atualmente a categoria bancária vem sofrendo com constantes demissões, fechamento de agências e o excesso de adoecimento. Diante desse cenário, não há outro caminho senão a mobilização. É a partir da luta coletiva que conseguimos barrar retrocessos e garantir dignidade para os trabalhadores e trabalhadoras,” afirma Sarah Sodré, diretora do SEEB/VCR.

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