Por Elaene Alves* O 1º de abril de 1964 marca a consolidação de um projeto burguês de dominação no Brasil. O golpe não foi um desvio da democracia, mas a expressão da luta de classes em um país dependente do imperialismo. A aliança entre militares, burguesia industrial, latifundiários e o grande capital estrangeiro garantiu um regime de violência sistemática contra os trabalhadores e suas organizações. Como destaca Florestan Fernandes em A Revolução Burguesa no Brasil (1975), a burguesia brasileira nunca promoveu uma revolução democrático-burguesa. Sua hegemonia se deu pela dependência externa e pelo aprofundamento da exploração do trabalho. No Brasil, a modernização do capital não ampliou direitos, …
Leia Mais »Artigo | Conjuntura: cenário interno sob controle e externo, instável
Por Antônio Augusto de Queiroz* A conjuntura política e econômica do Brasil, quando analisada sob a ótica dos fatores internos, apresenta cenário de relativa estabilidade, apesar de os desafios inerentes a País de dimensões continentais e complexidades sociais e institucionais. No entanto, quando ampliamos a análise para o cenário externo, especialmente no contexto das relações internacionais e da economia global, a instabilidade e a imprevisibilidade emergem como fatores de preocupação. Esta coluna busca explorar essa dualidade, que destaca como o controle interno contrasta com a volatilidade externa e como essa dinâmica pode influenciar o futuro do País. No plano político, …
Leia Mais »Artigo: Reforma tributária é reparação histórica
Após décadas de discussões travadas acerca do sistema tributário brasileiro, finalmente, foi assinada pelo presidente Lula o texto que regulamenta a reforma tributária sobre o consumo no Brasil. O momento histórico para sociedade brasileira demonstrou o esforço do Governo Lula em tratar de uma mudança estrutural que será um pilar fundamental para o crescimento e competitividade para economia brasileira no médio e longo prazo. O novo sistema reduz burocracia e centraliza a cobrança através da simplificação do Imposto sobre Valor Adicionado (IVA). O novo sistema de tributos será posto em prática de forma gradual entre 2027 e 2033, o que …
Leia Mais »Artigo: O que esperar de Galípolo e Haddad em 2025?
Por Paulo Kliass* A primeira reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), a ser presidida por Gabriel Galípolo deve ocorrer nos próximos dias 28 e 29 de janeiro. Tendo em vista que nome dele foi aprovado pelo Senado Federal ainda no ano passado, o ex-diretor de Política Monetária do BC (Banco Central) assumiu o posto de presidente da instituição, em 1º de janeiro deste ano, em substituição a Roberto Campos Neto. Assim, boa parte da herança bolsonarista no comando do órgão já foi substituída, vez que a maioria dos diretores — 7 no total de 9 — atualmente em exercício …
Leia Mais »Artigo: IBGE traz dados sobre a complexidade do mercado de trabalho no Brasil
Por Nivaldo Santana* Encontra-se disponível para os interessados, estudo do IBGE com informações sobre a realidade social do Brasil. A publicação, de 2024, recebeu o título de “Síntese de Indicadores Sociais – Uma Análise das Condições de Vida da População Brasileira”. O documento, na apresentação, informa que o estudo trata de estrutura econômica e mercado de trabalho, padrão de vida e distribuição de rendimentos, educação, condições de saúde e condições de vida, segundo estratos geográficos. Nos limites deste artigo, nosso foco será breve apreciação do capítulo que trata da estrutura econômica e mercado de trabalho. O estudo dos indicadores desse …
Leia Mais »Artigo: Zuckerberg explicita seu alinhamento com Trump e assume ofensiva contra regulação
Por Renata Mielli* E não demorou mais do que 24 horas da cerimônia de confirmação da eleição de Trump pelo Congresso Americano para que Mark Zuckerberg, CEO da Meta, anunciasse mudanças nas políticas de suas plataformas. Em pronunciamento veiculado por vídeo na manhã desta terça-feira (7), ele afirma que a empresa vai restaurar a liberdade de expressão e acabar com a escalada de censura que vinha sendo imposta por governos na Europa, Ásia, América e até mesmo pelo governo estadunidense, lamentou. Zuckerberg foi explícito ao dizer que o apoio do governo Trump será decisivo para que sua companhia retome as rédeas …
Leia Mais »Artigo: Num País de desmemoriados, avança manobra para desestabilizar economia
Por Lauro Veiga Filho* O Brasil atravessou momentos dramáticos na área econômica justamente por não dispor de dólares para fazer frente às despesas e honrar compromissos externos, essenciais ao funcionamento da economia, nas décadas de 1980 e 1990. A sucessão de crises cambiais naquele período foi 1 dos fatores centrais a explicar a inflação crônica, na faixa dos 2 dígitos ao mês, com impactos destrutivos sobre as famílias e para as empresas, limitando drasticamente as possibilidades de crescimento. Sempre que a economia conseguia engrenar, a falta de dólares, até mesmo para pagar as importações de petróleo, por exemplo, paralisava o País, …
Leia Mais »Artigo: Se a economia desmente o alarmismo dos editoriais, pior para a economia
Por Chico Alves* A poucos dias do fim de 2024, os indicadores econômicos teimaram em revelar péssimas notícias para os autores de editoriais da grande imprensa. Enquanto jornalões e sites que representam o mercado financeiro insistem em vitaminar os ataques da Faria Lima contra o governo, números positivos continuam a surgir. Na última sexta-feira (27) soubemos que a taxa de desemprego no trimestre foi a menor em 12 anos, quando o IBGE começou a medição. Outros indicadores deveriam ser motivo de comemoração. O PIB vai fechar o ano em 3,5%, bem acima da previsão do mercado. As vendas no varejo …
Leia Mais »Artigo: A luta por democracia, desenvolvimento e valorização do trabalho
Por Nivaldo Santana* Termina a primeira metade do governo Lula (PT) e o sindicalismo brasileiro conquista vitórias importantes. Mas ainda há longo caminho a percorrer para tornar realidade o programa de reconstrução nacional, com o qual o presidente foi eleito. Dentre os pontos positivos, 1 merece ênfase especial. O Brasil voltou a respirar democracia e os espaços de participação social foram reabertos. Isto não é pouca coisa, principalmente para quem viveu o pesadelo do bolsonarismo. O balanço desses 2 anos, é importante destacar, contabiliza a retomada da política de valorização do salário mínimo, aumento da massa salarial, do consumo …
Leia Mais »O neoliberalismo invade o campo subjetivo, por Marcelo Leal
Neste modelo, a prioridade é o lucro, em detrimento do bem-estar dos indivíduos e da vida em sentido amplo O modo de produção neoliberal promove a degradação ambiental em larga escala, estimula o individualismo e desarticula a coesão social porque precisa de consumidores, não de cidadãos. Cidadãos são solidários, tendem a considerar o coletivo, consumidores são solitários. A prioridade não é o bem-estar dos indivíduos nem a vida em sentido amplo, respeitando todas suas formas e espécies, mas o lucro. Como o lucro não pode ser distribuído a 8 bilhões de seres humanos, fomos levados a aceitar, sob uma avalanche de narrativas …
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