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Isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil: o que muda para a classe trabalhadora

A decisão de ampliar a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil representa uma das mudanças mais importantes recentes para a classe trabalhadora no Brasil. A medida, resultado de forte pressão da CUT e das centrais sindicais, traz alívio direto no orçamento de milhões de pessoas e recoloca o tema da justiça tributária no centro do debate público.

Para a Escola Sindical Sul da CUT, essa conquista é também um tema estratégico de formação sindical: entender quem paga imposto, quanto paga e por quê é parte fundamental da disputa de projeto de país.

Isenção do IR até R$ 5 mil: menos imposto para quem vive do trabalho.

A política de isenção do IR até R$ 5 mil corrige, ainda que parcialmente, um problema histórico: durante anos, a tabela do Imposto de Renda ficou defasada, fazendo com que trabalhadores e trabalhadoras com salários baixos passassem a ser tributados como se fossem “classe média alta”.

Com a nova faixa de isenção:

  • Uma parcela maior da renda do trabalho deixa de ser entregue ao fisco.
  • Há alívio imediato no bolso, especialmente de quem ganha menos.
  • Abre-se espaço para discutir quem deve pagar mais impostos – sobretudo grandes fortunas, lucros e dividendos.

Essa mudança não é um “presente”, mas resultado de pressão, mobilização e negociação de sindicatos e centrais ao longo de vários anos.

Justiça tributária e luta sindical: por que esse tema importa tanto?

Discutir Imposto de Renda não é assunto técnico restrito a especialistas. É, na verdade, uma forma de perguntar:

  • Quem banca o Estado brasileiro hoje?
  • Quem recebe mais benefícios e quem paga mais imposto proporcionalmente?

Sem justiça tributária, a conta sobra sempre para quem vive do trabalho: paga mais no consumo, paga mais na folha, paga mais proporcionalmente na renda. Por isso, a defesa da isenção do IR até R$ 5 mil se conecta com:

  • A luta por valorização salarial.
  • O combate à fome e à pobreza;
  • O financiamento de políticas públicas como saúde, educação e transporte;
  • A disputa por uma reforma tributária progressiva, em que quem tem mais paga mais.

Mobilização, organização e disputa de narrativas.

A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil também abre uma oportunidade de disputa de narrativas:

  • De um lado, o discurso de que “imposto é tudo igual”, “sindicato não serve para nada”, “direito é gasto”;
  • De outro lado, a perspectiva de que direitos são conquistas, que política pública tem custo e que a classe trabalhadora precisa disputar como o Estado arrecada e como gasta.

Trabalhar essa pauta em assembleias, campanhas de comunicação e processos formativos reforça a ideia de que conquistas econômicas e fiscais não caem do céu: são resultado de projeto, correlação de forças e organização coletiva.

Isenção do IR e futuro da luta por justiça tributária.

A ampliação da isenção do IR até R$ 5 mil é um passo importante, mas não encerra a luta. Ainda há muito a disputar em temas como:

  • Taxação de lucros e dividendos;
  • Revisão de isenções e subsídios que beneficiam grandes grupos econômicos;
  • Redução da carga sobre o consumo, que pesa mais para os pobres.
  • Fortalecimento de um sistema tributário progressivo e transparente.

A CUT e as demais centrais sindicais realizam, entre os dias 2 e 6 de fevereiro, uma semana nacional de atividades em comemoração à isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. A iniciativa marca a conquista como resultado direto da luta histórica do movimento sindical e da classe trabalhadora por justiça tributária no país.

As atividades culminam no dia 5 de fevereiro, quando será realizado o Dia Nacional de Mobilização, com o Ato Unificado das Centrais Sindicais em São Paulo, além de ações em todo o território nacional.

Programação de 2 a 6 de fevereiro.

Ao longo da semana, a CUT, sindicatos e ramos promoverão assembleias, panfletagens e visitas aos locais de trabalho, dialogando diretamente com a base sobre a importância da isenção do Imposto de Renda e os próximos desafios da agenda da classe trabalhadora.

As atividades serão realizadas em todos os estados onde a CUT tem atuação, envolvendo sindicatos, federações e confederações. Os materiais de divulgação estarão disponíveis para que cada entidade utilize conforme sua realidade local.

Dia 5: Ato Unificado e Mobilização Nacional.

No dia 5 de fevereiro, Dia Nacional de Mobilização, será realizado o Ato Unificado das Centrais Sindicais em São Paulo, a partir das 8h, na porta da MWM Motores, na Avenida das Nações Unidas, nº 22.002 – Jurubatuba, Santo Amaro. Na parte da tarde, o segundo ato será às 14h. (Local em definição)

A mobilização busca reafirmar a isenção do IR como uma conquista concreta e manter a pressão por avanços na justiça fiscal e social.

Fonte: Escola Sul CUT

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