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Manifestação na CEF em Vitória da Conquista

Na manhã desta quarta-feira (02), o Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região realizou uma manifestação em frente à agência da Caixa Econômica Federal da Praça Barão do Rio Branco cobrando a contratação de mais funcionários para a CEF, melhores condições de trabalho e esclarecendo a população sobre os problemas que podem ser gerados caso o Projeto de Lei do Senado (PLS) nº 555/2015, o Estatuto das Estatais, seja aprovado.

A Caixa é um dos bancos mais importantes do país, pois atua diretamente com beneficiários do Bolsa Família, seguro-desemprego, PIS, abono salarial e as aposentadorias e pensões do INSS. Contudo faltam funcionários para atender a população. O Plano de Apoio à Aposentadoria (PAA), realizado em 2015, ocasionou uma redução de 3 mil postos de trabalho, mas não houve novas contratações. Para piorar, o banco realizará um novo programa de aposentadoria este ano, o que irá gerar ainda mais déficit no quadro de funcionários. "Até o momento a CEF não repôs a quantidade necessária de trabalhadores e com isso está precarizando o atendimento à população", afirma o bancário Moacir Cunha.

Ameaça da privatização

Prestes a ser votado no Senado, o PLS 555/15 é um risco para a autonomia de empresas que pertencem ao povo brasileiro. O projeto prevê a privatização de empresas públicas, inclusive bancos como a CEF e o BNDES, com a abertura de capital na bolsa de valores. Isto vai de encontro com a função social dessas instituições, que passariam a concorrer no mercado ao invés de atender a população.

Outro problema é que o texto veda a participação de representantes dos trabalhadores nos conselho de Administração e Diretores. "Esse Projeto de Lei propõe abrir a gestão das estatais para o capital privado. Isso é muito prejudicial, pois estas empresas passariam a visar exclusivamente o lucro em detrimento das condições de trabalho dos seus funcionários. Além disso, a Caixa possui o papel de interferir e balizar o mercado financeiro, e tirar dela esta função será prejudicial para toda a sociedade", considera a bancária da CEF e diretora da Federação do Bancários da Bahia e de Sergipe, Daniele Couto.

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