Sindicatos de todo o país realizam assembleias na próxima terça-feira (13/1), para que os funcionários do Itaú possam analisar a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que terá validade até 31 de dezembro de 2026. A proposta foi construída após intensa negociação entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) e a direção do banco e prevê uma série de garantias aos bancários.
Entre as conquistas do novo ACT destaca-se a inclusão de medidas para uma gestão ética nas relações de trabalho, com regras explícitas para a fiscalização do trabalho, principalmente em home office; reconhece o regime de teletrabalho, com avanços; o sistema alternativo de ponto eletrônico; o regime de compensação de horas; e ainda estabelece o Programa de Acolhimento, para o retorno de afastados por saúde e a Mesa Bipartite, que coloca os sindicatos na discussão de qualquer iniciativa da empresa sobre reestruturações e fechamento de agências que venham a impactar os empregados.
Reajuste
A proposta de ACT também prevê reajuste de 5,22% na ajuda de custo do home office, índice que corresponde à reposição da inflação (INPC entre dezembro de 2024 a novembro de 2025) mais 1% de aumento real. Assim, a ajuda de custo passará a R$ 115,14 mensais (ou R$ 1.381,68 anuais), valor 15,23% acima do previsto na CCT (que é de R$ 99,92 mensais, ou R$ 1.199,05 anuais).
O acordo prevê ainda a concessão de 5.500 bolsas de graduação ou pós-graduação, sendo 1 mil para empregados PCDs e 500 para as demais empresas do grupo. As bolsas também serão reajustadas em 5,22% (INPC mais 1% de aumento real).
Outros pontos importantes são a autorização do banco para que o sindicato possa se comunicar com os trabalhadores através dos e-mails corporativos, a possibilidade de sindicalização através dos portais de comunicação do banco, além da possibilidade de acordo entre gestor e trabalhador para melhor compensação das horas acumuladas no banco semestral.
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“Estamos falando da renovação de um acordo que já existe, envolvendo o teletrabalho, o banco de horas, o sistema de validação do ponto eletrônico e a bolsa auxílio-educação. Não há inclusão de novas matérias, mas, após um processo longo de negociação, conseguimos avançar em melhorias importantes, especialmente nos limites e nas formas de monitoramento das atividades dos trabalhadores. Também garantimos reajustes da bolsa auxílio-educação e da ajuda de custos para o teletrabalho acima da inflação e do valor da nossa CCT, além da inclusão de novas cláusulas que tratam da gradação das metas para quem retorna de licença, ampliando para 90 dias. Diante desses avanços, a orientação dos sindicatos e da Federação da Bahia e Sergipe é pela aceitação da proposta”, ressaltou a representante da Feebbase na COE Itaú, Luciana Dória.
Fonte: FEEB/BA-SE.
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