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Bancários protestam contra a reestruturação do BB

Na última sexta-feira (9), data em que ocorreu o Dia Nacional de Luta contra a reestruturação no Banco do Brasil, o Sindicato dos Bancários de Conquista e Região realizou uma reunião com a categoria na agência BB/Vitória da Conquista sobre o Plano de Adequação de Quadros (PAQ).

As informações foram apresentadas pela vice-presidente do SEEB/VCR, Larissa Couto, que participou das discussões do 30º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB). Em números gerais, 710 agências foram afetadas pela reestruturação em todo Brasil. Dessas, 634 unidades tiveram redução de nível, a exemplo do BB/Estilo, o que deve gerar a redução no número de trabalhadores e nas comissões. O banco também está promovendo o redimensionamento das Plataformas de Suporte Operacional (PSO), que incluem alterações nas atribuições dos caixas e extinguiu 2.300 dotações. Além disso, transformou 233 agências em Postos de Atendimento Avançado (PAA), a exemplo das unidades de Ibicuí, Barra do Choça, Jacaraci e Tremedal.

Para o bancário José dos Santos Junior, a reunião foi muito oportuna. “O Sindicato nos trouxe informações para ver o outro lado, o que foi muito esclarecedor no sentido de dar a noção do que está acontecendo e o que pode acontecer no futuro. Com certeza, precisaremos estar unidos para nos tornarmos mais fortes no enfrentamento deste momento tenebroso para os bancários e para o BB, uma vez que o governo Bolsonaro vê o trabalhador como um problema e é taxativo nos retrocessos”, afirmou.

Como protesto contra o PAQ, os bancários do BB/Vitória da Conquista realizaram o atendimento aos clientes vestidos de preto. Na quinta-feira (8), o Banco do Brasil anunciou o lucro de R$ 8,679 bilhões, resultado do primeiro semestre de 2019, com o crescimento de 38,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. A rentabilidade do banco chegou a 17,4%, ante 12,9%, na comparação entre os mesmos períodos. Contudo, nos últimos doze meses, o BB reduziu 1.507 postos de trabalho.

“O que o banco chama de adequação de quadros, nós chamamos de sucateamento. Uma empresa com função pública e altamente rentável como o Banco do Brasil, deveria estar promovendo ações de melhoria para a economia. Dentro desse processo, o momento para os colegas é tenso, mas nós precisamos estar atentos às emoções que levam ao adoecimento. Não é hora para terrorismo e nem individualismo porque todos estão na mesma situação. O Sindicato está acompanhando todos os casos para que haja o mínimo de impacto negativo na vida dos bancários”, conclui Larissa Couto.

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