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BB intensifica a exploração e incentiva hostilidade no ambiente de trabalho

Está conformada na sociedade a relação que coloca o lucro a frente de tudo e nesse quesito os banqueiros são experientes. Muitas são as formas de cobrança de metas nos bancos, com a prática abusiva e promovendo o adoecimento da categoria.

Piorando as condições, o Banco do Brasil lançou uma nova plataforma TÔ LIGADO, que agora também estimula os conflitos internos entre trabalhadores.A nova plataforma propõe o critério de análise individual subjugada às metas coletivas. O programa tem como período de apuração de julho/2020 a dezembro/2020 e pretende avaliar as(os) funcionárias(os) mensalmente, trimestralmente e ao fim do programa.

A avaliação será feita a partir de 5 pontos, entre eles está o “Todos no jogo” que tem como objetivo alcançar o maior número de vendedores, uma questão coletiva que terá peso na avaliação individual. Para o critério de desempate, a produção coletiva também terá peso para cada indivíduo.

Essa metodologia tem como plano de fundo colocar um(a) trabalhador(a) contra o outro e consequentemente aumentar a cobrança de metas entre colegas no ambiente de trabalho.

O governo de Bolsonaro e Paulo Guedes está destruindo o patrimônio do público com as privatizações. Apesar de ainda não terem conseguido privatizar por completo o Banco do Brasil, o modelo de gestão privada implantado tem submetido as bancárias e bancários a uma rotina de trabalho adoecedora. Com a pandemia, as demandas aumentaram para quem trabalha e os acionistas do BB seguem enchendo os bolsos com essa política de ampliação inescrupulosa dos lucros.

Só no primeiro semestre de 2020, o lucro do Banco do Brasil foi de R$ 6,7 bilhões. Piorando a realidade de quem está nas agências se dedicando a prestar um bom serviço à população, no último ano o BB fechou mais de 3 mil postos de trabalho e 344 agências.
O que está acontecendo no Banco do Brasil é a promoção da política bolsonarista de sucateamento.

“Essa nova política de metas com parametrização individual e coletiva para o alcance de bonificação vai acabar com o clima de trabalho nas agências, pois vai obrigar os colegas em lateralidade a pressionarem uns aos outros em busca das metas. Desta forma, será acirrado o nível de competição e será elevado os níveis de adoecimento e frustração, principalmente para quem tiver tiver dificuldade para atingir as metas”, avalia Leonardo Viana, bancário do BB e presidente do SEEB/VCR.

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