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Lutar para não ficar pior

A sanção presidencial da reforma que modifica radicalmente as leis que regulamentam os contratos de trabalho no Brasil, legalizou todos os pontos que os empresários defendiam em relação a flexibilização e a deterioração das condições de trabalho. A votação para a aprovação da proposta na Câmara e no Senado expressaram a presença explícita dos interesses do grande capital. Banqueiros, grandes empresários brasileiros e multinacionais que financiaram e financiam campanhas políticas milionárias e os pagamentos de propinas, para usufruírem das verbas públicas, fraudando licitações e patrocinando todas as falcatruas, principalmente as reformas e a terceirização que só trazem prejuízos para a maioria do povo.
Para se manter no poder, Michel Temer estruturou todas as armações para que as propostas fossem aprovadas. Comprovadamente também se utilizou das manobras de verbas públicas para beneficiar seus aliados da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Mais de 260 milhões de reais foram autorizados para os deputados que se submeteram a votar contra o parecer do relator do processo, que aceita o pedido do Procurador-Geral da República de investigação do presidente por corrupção passiva.
As mobilizações ocorridas até o momento não foram suficientes para barrar a aprovação das reformas ou impedir que Temer continue na sua jornada corrupta de destruição dos direitos dos trabalhadores e do patrimônio brasileiro. Apesar das derrotas, não podemos deixar de lutar, já que a reforma previdenciária e outras mazelas ainda estão por vir. A indignação de cada um tem que se transformar, de forma urgente, em ações concretas para evitar que a catástrofe que estamos vivendo seja ainda pior.

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