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O cotidiano da violência contra a mulher na Bahia

Mais uma mulher é violentada em público na Bahia. Desta vez o caso aconteceu em Ilhéus, litoral sul do estado e o envolvido já agrediu outras dez mulheres na cidade, responde por crimes de violência doméstica e ameaça, além de ter sido condenado em primeira instância por cárcere privado.

Foto: Divulgação da internet de parte do vídeoSem nenhum constrangimento, mesmo ciente que estava sendo filmado ele continua com as agressões contra a mulher que implora que ele saia de perto dela e o deixa ciente que iria denunciá-lo. O vídeo foi um registro de junho, segundo depoimento da vítima, a mesma ainda foi agredida por ele após o dia da filmagem.

De acordo com o Ministério Público da Bahia, Carlos Samuel Freitas Costa Filho, envolvido no caso registrado, já foi denunciado em 2015 pelo Ministério Público por crimes de violência doméstica, ameaça e cárcere privado cometidos contra outra mulher. No entanto, segundo matéria do G1, ele não tinha mandado de prisão em seu nome. Na última quinta-feira (15) o MP-BA solicitou a prisão preventiva do agressor.

Esse caso não é uma exceção, nos dados do Monitor da Violência que foram divulgados em setembro, revelou que só no primeiro semestre a Bahia registrou 57 casos de feminicídio – homicídio que tem como base o fato ser mulher -, no ano passado no mesmo período foram registrados 48 casos. Com esses números, o estado é o terceiro no Brasil com mais casos, ficando atrás apenas de São Paulo (88) e Minas Gerais (61). Nos primeiros seis meses do ano, a Bahia também registrou 4.738 casos de lesão corporal dolosa em decorrência de violência doméstica. No mesmo período, em 2019, foram 5.312.

Ainda neste mês de outubro, a policial militar Rafaella Gonçalves, de 38 anos, foi morta em Ibotirama, no oeste da Bahia. A principal suspeita é que o marido, também policial, o soldado Edson Salvador Ferreira de Carvalho, teria cometido esse feminicídio e em seguida tenha cometido o suicídio.

“Situações como essas que temos visto em nosso estado demonstra que nunca estamos seguras. Nós mulheres não estamos apenas expostas à situações de violência em âmbito doméstico, mas também em diferentes espaços, como institucional, no ambiente de trabalho e até mesmo em ambientes públicos. Persistentemente os direitos das mulheres são desrespeitados, como a discriminação racial, por sua orientação sexual e exploradas sexualmente. Nós, do Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região, repudiamos completamente todas essas situações de violência e lamentamos ainda termos que ver essas formas de violência escancaradas no cotidiano. Seguiremos lutando para que os instrumentos sociais sejam capazes de combater essas práticas”, destaca Amanda Neves, diretora de Gênero do SEEB/VCR.

Para denunciar casos de violência contra a mulher entre em contato com a Central de Atendimento à Mulher, ligue 180.

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