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Saúde mental: cuidar da categoria bancária é urgente

 

O Setembro Amarelo já passou, mas, a importância de olhar para a saúde mental é atemporal. Mesmo com o fim do mês que tem como campanha a prevenção do suicídio, o assunto deve continuar a ser debatido ao longo do ano, e quando se fala na saúde mental dos trabalhadores a importância é ainda maior.

Diante de um cenário devastador, com um governo que constantemente ataca a população mais vulnerável e coloca a classe trabalhadora contra a parede, os índices de adoecimento só tendem a crescer. Na categoria bancária, milhares de funcionários foram demitidos na dura crise sanitária que o país vem enfrentando, o que gera tensão, medo do desemprego e um prato cheio para o assédio, cobranças excessivas e metas abusivas.

De acordo com uma pesquisa divulgada pela Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) em 2020, por exemplo, apontou que 53,6% dos empregados já passaram por, pelo menos, um episódio de assédio moral, e quase 20% dos trabalhadores ativos entrevistados revelaram ter depressão ou ansiedade.

A depressão representa hoje o motivo de afastamento para 12% da população mundial, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Sintomas como alterações no sono, no apetite, no humor (tristeza, irritabilidade), fadiga, perda de interesse em coisas que antes lhe geravam prazer, isolamento, ausência de sentido e pensamentos quanto a tirar a própria vida são sinais alarmantes que devem ser considerados por colegas e gestores.

Para a psicóloga Lhais Alves, mestra em Psicologia Organizacional e do Trabalho (UFBA), assim que os sinais forem percebidos, é essencial oferecer ou buscar auxílio profissional. “A ajuda profissional especializada, o quanto antes for buscada, pode evitar que esses sinais passem a um nível de gravidade maior a ponto de interferir na vida funcional – tanto atividades de trabalho quanto atividades pessoais básicas – do indivíduo. O suporte social, de colegas de trabalho e/ou familiares, a eficácia na obtenção de recursos de ajuda, também são fatores que protegem o trabalhador do adoecimento mental. É essencial o envolvimento de todos (gestores, colegas, familiares) para a prevenção dos agravos e a promoção da saúde no contexto de trabalho”, ressalta.

A diretora de Saúde do SEEB/VCR Giovania Souto reforça que os casos de assédio e condutas que afetem diretamente a saúde do trabalhador precisam ser denunciados. “Nós, do Sindicato, desenvolvemos todo um trabalho de acompanhamento aos bancários vítimas de adoecimento, seja físico ou mental. Fazer parte dessa rede de apoio é fundamental para que nossa categoria não adoeça ainda mais, diante de tanto descaso dos bancos que só visam os lucros, custe o que custar. Não dá para eximir os banqueiros da responsabilidade com seus funcionários, devemos cobrar, cada vez mais, melhores condições de trabalho e um ambiente onde o assédio seja de fato extinto”, destaca Giovania.

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