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Servidores buscam apoio pra enfrentar reforma administrativa

Desde o final dos anos 80, o Servidor público sofre seguida campanha de desvalorização profissional e na imagem. Um dos picos desse ataque se deu na campanha de Collor de Mello à Presidência, em 1989, sob o slogan de “O Caçador de Marajás”.

De lá para cá, com breves períodos de paz, o País viu diversas medidas administrativas, leis, MPs e reformas contra o Servidor, o Serviço Público e o Estado. A mais recente iniciativa é a reforma administrativa que o presidente Bolsonaro negocia com o Congresso Nacional.

Para falar do tema, a live da Agência Sindical de terça ouviu Antonio Carlos Fernandes de Lima Junior. Ele preside a Conacate – Confederação Nacional das Carreiras e Atividades Típicas de Estado e também a Federação Nacional – Fenalegis.

PRINCIPAIS TRECHOS:

Reforma administrativa – A expectativa é ruim. Vai afetar não só funcionários públicos, mas os trabalhadores da iniciativa privada. Haverá uma consequência em cadeia, muito bem organizada. Tentam mais um passo no desmonte do Estado e das redes de proteção social. Estamos resistindo. A Confederação mobiliza as bases.

Servidores – A meta é acabar com a estabilidade do funcionalismo. Estamos dispostos a conversar de maneira séria sobre o tema. Mas há que se preservar algumas coisas muito básicas no serviço público, para o bem da própria sociedade. Com a reforma, aumenta também o risco do controle político das instituições.

Encaminhamento – O que procuramos fazer, nessa e em outras batalhas, é uma ação articulada. Estamos lidando com um inimigo poderosíssimo. Nossa força maior são as entidades sindicais. Queremos chegar à sociedade e fazer o contraponto a essa reforma.

Atingidos – A reforma não vai afetar, por exemplo, magistrados, Ministério Público e Itamaraty, onde os salários são mais altos. Criaram esse modelo de reforma pra manter tais Carreiras afastadas das demais.

Terceirização – É um problema grave e a sociedade não está percebendo. Há muitos exemplos do quanto é prejudicial não ter Servidores. Isso precariza toda a massa trabalhadora, que passa a ganhar menos, trabalhando muito mais. Eu digo aos empresários: vocês vão produzir e vender pra quem? A terceirização e o arrocho prejudicam a sociedade. Do salário do Servidor ninguém ganha em cima. Mas a terceirização enseja essa pressão e a desvalorização do profissional.

Economia – Toda a atual política econômica está voltada pra beneficiar o sistema financeiro. Temos que buscar equilíbrio. Hoje, os amigos do rei são os que compõem o sistema financeiro.

Sociedade – Isso nos traz uma perturbação muito grande e queremos que a sociedade nos escute. Estamos tentando contato, há algum tempo, inclusive com o setor privado, por meios multimídias. Se atuarmos de maneira articulada, conseguimos fazer chegar nossa mensagem aos 5.570 municípios do Brasil e alertar a população.

Estado – Precisamos orientar sobre o papel do Estado na vida do cidadão. A sociedade precisa perceber a importância dos Legislativos e de serviços vitais, como o SUS.

 

Fonte: Agência Sindical

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