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Sindicatos franceses endurecem luta contra a reforma da Previdência de Macron

Cerca de seis mil pessoas participaram de mais um protesto na França, nesta quinta-feira (12), contra a reforma da Previdência proposta pelo governo de Emmanuel Macron, que vai obrigar os franceses a trabalhar por mais tempo para receber uma pensão menor.  O governo francês quer acabar com os 42 regimes especiais de Previdência para trabalhadores dos setores público e privado.

Além da greve dos transportes em Paris, que começou no dia 5, a área portuária de La Havre, no norte do país foi bloqueada por trabalhadores liderados pela Confederação Geral de Trabalhadores (CGT), uma das cinco entidades francesas que representam os trabalhadores.

De acordo com informações da Rádio e Televisão de Portugal (RTP), representantes da CGT disseram que não houve nenhuma atividade portuária e toda a área industrial de La Havre foi fechada.

Sandrine Gérard, dirigente sindical afirmou que o anúncio feito, nesta quarta-feira (11), pelo primeiro-ministro, Edouard Phillipe, de que o novo sistema previdenciário vai atingir apenas quem nasceu depois de 1975, “não foi suficiente para tranquilizar” os trabalhadores.

A proposta prevê que a idade mínima para a aposentadoria será mantida em 62 anos, mas haverá um sistema de bonificações para quem trabalhar até os 64 anos de idade. Os policiais e os bombeiros continuarão se aposentado com idades mínimas de 52 e 57 anos, respectivamente.

Em comunicado, a CGT exigiu do governo francês que “a árdua natureza do trabalho seja levada em consideração para a exigência de idade mínima para a aposentadoria” e criticou a postura do governo de não ouvir a sociedade, contrária à reforma. Para a confederação, as novas regras ignoram a natureza e o grau de periculosidade das profissões.

As entidades sindicais francesas prometem “luta mais dura” contra o governo. Novas manifestações estão programadas para a próxima terça-feira (17).

 

Fonte: CUT

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