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Subnotificações podem esconder um lado ainda mais sombrio desta pandemia

A subnotificação tem sido um dos principais problemas para o enfrentamento da pandemia do Covid-19 no mundo. Em Vitória da Conquista, uma cidade com 338 mil habitantes, segundo levantamento do IBGE em 2019, notificou o primeiro caso de Coronavírus na cidade no último dia 31. Segundo a prefeitura até esta quarta-feira (1), foram notificados 181 casos na cidade, um número muito baixo para uma cidade deste porte.

Vale destacar que Conquista é um polo regional no estado, conta com um aeroporto internacional e uma rodoviária que dispõe de linhas para todo o país. Para além disso, o homem, que foi caso notificado em Jequié, chegou no estado por Vitória da Conquista onde passou um dia já estando contaminado. Situações como essas escancaram o lado mais obscuro dessa pandemia, não termos conhecimento do real impacto dela.

Devido ao sucateamento do SUS, que vem sofrendo com corte de verbas há muitos anos, e a falta de investimento em ciência. Nosso país não tem tido as condições mínimas para enfrentamento dessa situação. Diante disso, não tem sido realizada a quantidade de testes necessária para ter dimensão de como a epidemia tem expandido no país.

Segundo matéria da Folha de São Paulo, chega-se a um caso informado para cada 30 ou mais episódios em que pacientes podem estar doentes sem que as ocorrências sejam reportadas em nível federal, nos estados e municípios.

O ministro Luiz Henrique Mandetta solicitou, em 20 de março, que todos os casos suspeitos, independentemente da gravidade, fossem notificados por estados e municípios, no entanto não há viabilidade material para que isso seja colocado em prática. Enquanto isso, o ministro da economia segue preocupado apenas com os ganhos do mercado, segurando o dinheiro público que deveria ser destinado para suprir essas demandas.

Países como a Coreia do Sul tem apresentado sucesso no controle do vírus em seu território porque realizaram teste em massa na popular. Para colocar em prática o isolamento vertical (apenas os pacientes de risco e pessoas contaminadas), toda a população foi testada, até mesmo aqueles que não apresentavam sintomas. Cenário muito diferente do Brasil, que enquanto não se resolve a necessidade de massificação de teste, muitos estão morrendo por insuficiência respiratória grave, sem nem serem testados.

Para o diretor do SEEB/VCR, Alberto Rocha, “É o momento de utilizar todos os recursos financeiros necessários para que esta pandemia seja contida o mais rápido possível, e conhecer, verdadeiramente, o número de pessoas infectadas é fundamental para a prevenção e um tratamento eficiente”.

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