
Nesta quinta-feira (20), os bancários de Vitória da Conquista, Brumado, Itapetinga, Poções, Barra da Estiva, Livramento de Nossa Senhora, Paramirim, Tanhaçu, Barra do Choça, entre outras cidades da região, aderiram à paralisação nacional da categoria.



O ato público, que suspendeu a abertura das agências, teve o objetivo de pressionar as instituições financeiras a apresentarem respostas plausíveis às reivindicações dos trabalhadores. Os bancários estão em campanha salarial desde 24 de junho e já ocorreram oito rodadas de negociações, sem nenhum avanço.



Em 2025, o setor bancário lucrou R$ 171 bilhões. Apesar do resultado expressivo, os bancos seguem precarizando as condições de trabalho, demitindo e fechando agências, o que resulta no aumento da sobrecarga e do adoecimento físico e mental, e prejudica o atendimento à população.



Entre as principais reivindicações estão a melhoria do atendimento para a população, o fim das demissões e do fechamento de agências, a valorização do trabalho bancário e da PLR, garantia dos direitos adquiridos, plano de saúde digno e aumento real nos salários e demais verbas.



Nos últimos 10 anos, o setor bancário fechou 88 mil postos de trabalho e 9,5 mil agências em todo o país. O resultado desse processo é o agravamento da exploração da categoria, que sofre com uma pressão constante pelo cumprimento de metas, sobrecarga de tarefas e os maiores índices de trabalhadores afastados por adoecimento físico e mental.



“Seguiremos mobilizados e abertos ao diálogo e a próxima rodada de negociação está agendada para segunda (24). É fundamental que as instituições apresentem propostas que deem condições dignas de trabalho, que respeitem os empregados e clientes, e que reconheçam a importância e a contribuição dos bancários para os resultados bilionários do setor”, afirma Paulo Barrocas, presidente do Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região.
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