O Bradesco registrou lucro líquido recorrente de R$ 20,970 bilhões nos primeiros nove meses de 2026, crescimento de 15,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar do resultado bilionário, o banco eliminou 3.200 postos de trabalho bancário em 12 meses, sendo 1.002 apenas no terceiro trimestre deste ano.
A redução também atingiu a estrutura de atendimento. Em um ano, foram fechadas 318 agências e 550 postos de atendimento (PA e PAE). Em contrapartida, a base de clientes cresceu, chegando a 110,7 milhões em setembro.
Os números evidenciam a contradição entre o crescimento financeiro da instituição e sua política de redução de pessoal. Enquanto o banco amplia seus lucros e operações, os trabalhadores enfrentam sobrecarga, pressão por metas e insegurança quanto à manutenção dos empregos. Os desligamentos também comprometem as condições de trabalho de quem permanece e dificultam o acesso da população aos serviços bancários presenciais.
Outro dado relevante é que as receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias somaram R$ 23,8 bilhões nos nove primeiros meses do ano, valor suficiente para cobrir 117,1% das despesas com pessoal, incluindo a Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
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