
Nesta quinta-feira (22), as diretoras do Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região (SEEB/VCR), Carla Saúde e Tatiana Fontana, juntamente com representantes da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe (Feebbase) e de sindicatos filiados, reuniram-se com o superintendente de Relações Sindicais do Santander, Marcelo Couto. O encontro teve como objetivo discutir os problemas enfrentados pelos trabalhadores em relação ao plano de saúde oferecido pelo banco.
O convênio disponibilizado, da Unimed, não tem atendido às necessidades da categoria. Pesquisa realizada com os bancários aponta que 94,6% dos respondentes estão insatisfeitos, relatando diversas dificuldades, entre elas a falta de hospitais, clínicas e profissionais credenciados, a demora na autorização de exames e procedimentos, a dificuldade de contato com a operadora e a grande diferença entre os valores pagos nas consultas e os reembolsos concedidos.
Durante a reunião, as entidades sindicais entregaram um documento ao representante do banco solicitando a substituição do plano de saúde ou, ao menos, a possibilidade de escolha entre a Unimed e a SulAmérica.
Diante das reivindicações apresentadas, o superintendente de Relações Sindicais comprometeu-se a levar a demanda para avaliação da direção do Santander. Também ficou acordada a realização de uma nova reunião, na qual o banco deverá apresentar um posicionamento oficial sobre o tema.
Para a secretária do Conselho Fiscal, Tatiana Fontana, o encontro foi essencial. “Estivemos reunidos na sede do Sindicato dos Bancários da Bahia, em Salvador, para essa reunião, pois bancárias e bancários enfrentam diversos problemas ao acionar o plano de saúde, até mesmo para garantir atendimentos básicos. Agora, aguardamos um posicionamento oficial do Santander, com a apresentação de uma proposta que atenda, de fato, às nossas demandas”, afirmou.
A vice-presidente do SEEB/VCR, Carla Saúde, reforça que a discussão precisa considerar toda a realidade enfrentada pela categoria: “A tratativa deve ser feita de forma ampla, pois a solução de casos isolados não resolve o problema. O adoecimento das bancárias e dos bancários, provocado pelas metas abusivas, pela pressão constante por resultados e pela sobrecarga de trabalho, não pode ser tratado com descaso. A saúde dos trabalhadores deve ser tratada com respeito e responsabilidade por parte dos bancos”, destacou.
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