
Na última quarta-feira (27), diretores do Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região se reuniram com o diretor Regional do Bradesco, Luciano Martins do Carmo, e seus assessores para apresentar uma série de demandas da categoria bancária.
Entre os principais pontos debatidos, esteve a situação dos trabalhadores reintegrados que estão sem a qualidade de segurado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Devido a falhas de comunicação e de repasse de informações entre o banco e o INSS, bancárias e bancários que aguardam decisões judiciais transitadas em julgado ou a conclusão de processos rescisórios têm perdido a qualidade de segurado. Isto é irregular, pois as contribuições continuam ocorrendo, só não estão sendo verificadas pelo INSS.
Segundo a Lei, os trabalhadores têm direito de acionar o INSS para receber os benefícios por até dois anos após serem desligados.
“Colegas vêm sendo prejudicados, sem qualquer responsabilidade sobre os procedimentos burocráticos relacionados às contribuições e aos registros previdenciários. Os trabalhadores não podem ser penalizados por problemas entre o banco e o INSS. Os bancários já enfrentam transtornos em razão da demissão irregular, adoecimento, afastamento do trabalho e ainda têm que lidar com a insegurança provocada pela suspensão de direitos previdenciários. A nossa proposta é realizar uma ação conjunta entre Sindicato, Bradesco e INSS para acabar com estes casos quanto antes”, afirma Giovania Souto, diretora de Saúde do SEEB/VCR.
Outro tema levado à reunião foi a piora nas condições de trabalho e no atendimento nas agências do Bradesco. O Sindicato apontou que o banco vem promovendo demissões e reduzindo o número de agências, o que tem provocado sobrecarga para os funcionários e prejuízos à população.
O descaso é tamanho que, após manifestação pública do SEEB/VCR, o banco recebeu oito notificações pelo PROCON em razão do descumprimento de leis municipais. O representante do Bradesco apresentou um plano de ação que prevê medidas para melhorar o atendimento nas unidades, incluindo a disponibilização de mais funcionários nos períodos de maior demanda.
Além disso, os dirigentes sindicais cobraram providências mais rigorosas no combate ao assédio moral e sexual nas agências e exigiram uma solução para os problemas relacionados à Participação nos Lucros e Resultados (PLR), já que alguns bancários do Bradesco receberam valores inferiores ou não receberam o benefício, que é garantido pelo o Acordo Coletivo de Trabalho.
O Sindicato seguirá acompanhando os casos e cobrando soluções para as demandas apresentadas.
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