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Novo perfil do Congresso é mais ideológico à direita, conservador e neoliberal

Os resultados das eleições de domingo (2/10) comprovaram o horizonte apontando por um estudo do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), no qual indicava o avanço de partidos como o PL e União Brasil.

Nestas eleições, de acordo com o DIAP, foram eleitos, 227 deputados “novos”, e reeleitos 286. Ou seja, 64,12% dos deputados que se candidataram à reeleição tiveram êxito, já o índice de renovação na Casa foi de 44,24%.

Todavia, o DIAP destaca que a renovação nestas eleições pode ser considerada relativa, visto que houve o que os especialistas chamam de “fenômeno da circulação no poder” com o ingresso ou retorno de ex-deputados federais, estaduais, senadores, além de governadores, e prefeitos conhecidos no mundo político.

Dentro dessa renovação, o partido que alcançou maior bancada foi o PL (99 parlamentares), resultado que é favorável ao atual presidente Jair Bolsonaro (membro do referido partido).

Com os esses números e levando em conta que partidos de mesmo espectro também ampliaram suas bancadas, o futuro Congresso será, pela análise do DIAP, mais ideológico à direita, conservador, quanto a agenda dos costumes, e neoliberal, com o reforço do ideal do Estado mínimo.

O quadro acima revela que, ainda que tenhamos observado avanços importantes para as bancadas da esquerda e centro-esquerda, o fortalecimento das bancadas evangélica, ruralista e da segurança (ou da bala, como é popularmente conhecida) avançou de forma significativa.

Senado segue a mesma linha

No Senado a coisa não foi muito diferente. O MDB que sempre computou o maior número de senadores foi destronado pelo PL – partido do presidente Jair Bolsonaro – com 14 senadores eleitos. E quando somamos os partidos de mesmo espectro a bancada pró-Bolsonaro avança para 42 dos 81 senadores [União (11), PP (7), Podemos (6), Republicanos (3) e PSC (1)].

Nunca é demais lembrar que foi o Senado um dos maiores entraves enfrentados pelo atual presidente Jair Bolsonaro para fazer avançar sua agenda.

Entre os pontos de grande repercussão entre o Senado e Bolsonaro estão a CPI da Covid (2021) e o PL 591/19, da privatização dos Correios. Este último com grande chance de avanço e aprovação em 2023, caso o atual presidente se reeleja ao Planalto.

Fonte: Portal CTB, com informações do DIAP.

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