
O Santander lucrou R$ 9,687 bilhões nos primeiros nove meses de 2026. Apesar do resultado bilionário, o banco eliminou 5.965 postos de trabalho em 12 meses, sendo 1.545 apenas no terceiro trimestre. No mesmo período, fechou 134 agências e 101 postos de atendimento bancário (PABs).
A contradição fica ainda mais evidente diante do crescimento de 3,2 milhões de clientes, que elevou a carteira para 72,9 milhões de pessoas. São mais clientes para uma estrutura cada vez menor de trabalhadores e unidades de atendimento.
As demissões provocam sobrecarga, intensificam a pressão por metas e comprometem as condições de trabalho. Já o fechamento de agências reduz o acesso ao atendimento presencial, prejudicando principalmente idosos, pessoas com deficiência e clientes que têm dificuldades de utilizar os canais digitais. Também afeta o comércio e a economia das comunidades onde as unidades são encerradas.
Outro dado que chama a atenção: as receitas com tarifas e serviços somaram R$ 17,2 bilhões, valor equivalente a 190,1% das despesas com pessoal e PLR, que ficaram em R$ 9 bilhões.
O crescimento da clientela e a manutenção de resultados bilionários não podem justificar a precarização do trabalho e a redução da qualidade do atendimento. A busca por rentabilidade precisa respeitar os trabalhadores e garantir serviços bancários acessíveis à população.
Sindicato dos Bancários Sindicato dos Bancários